Quais são os cinco roteiros mais feitos na Itália por brasileiros? Se você está planejando conhecer a Itália, saiba quais são as melhores opções para a sua primeira, segunda ou terceira viagem.

A Itália é um lugar para onde a gente volta muito, na verdade, é o país que a gente mais voltou da Europa, porque tem muita viagem legal para fazer. Quem está indo, principalmente pela primeira vez, sempre fica com aquela dúvida de qual caminho seguir.

Neste post, vamos mostrar detalhadamente quais são os roteiros mais feitos. Tem o principal, o “basicão”, o que tem praia, o que é mais charmoso para lua de mel e o mais barato. Tem roteiro para todo mundo.

Para quem não me conhece, eu sou o Gabriel Lorenzi, criador do Grupo Dicas. Vamos direto ao assunto: quais são os roteiros mais legais de se fazer por lá?

1. O roteiro clássico (o basicão): Roma, Florença, Veneza e Milão

Para quem está indo pela primeira vez, o “basicão” é o mais recomendado. E não é porque é básico que não é o mais legal! Foi o que a gente fez na nossa primeira viagem e eu faria de novo. É o roteiro onde você conhece as principais cidades, as mais icônicas da Itália.

Tempo ideal e logística

Você consegue fazer esse roteiro de 7 a 10 dias. Se você for ficar menos de 7 dias, a viagem fica um pouquinho corrida. Se você tem apenas 5 ou 6 dias, a recomendação é pegar duas ou três cidades apenas, porque é muita coisa para conhecer de uma vez. Mesmo assim, este é o itinerário mais escolhido pelas pessoas que vão pela primeira vez para a Itália.

É um percurso fácil de fazer. Você provavelmente vai chegar por Roma ou Milão, cidades com muita oferta de passagens boas. Geralmente, nas nossas últimas vezes, nós achamos voos mais baratos para Roma.

O que fazer no roteiro clássico

  • Roma (4 a 6 dias): Você chega por Roma, que fica mais ao sul no mapa deste roteiro. O ideal é separar quatro dias em Roma para conhecer o Coliseu, Fórum Romano, Panteão, Fontana de Trevi e o Vaticano (reserve um dia inteiro para os Museus do Vaticano, a Basílica de São Pedro e várias outras atrações). Na minha opinião, o ideal mesmo seria ficar cinco ou seis dias em Roma, porque tem muita atração turística e só de andar na rua já é uma atração à parte. Mas se o seu tempo total é de 7 a 10 dias, separe quatro para a capital.
  • Florença (2 a 3 dias): De Roma, você pega o trem rapidinho e em poucas horas chega a Florença, a cidade mais importante ali da Toscana. Dois dias é o ideal para conhecer a cidade. Você vai ver a principal Piazza del Duomo, a própria catedral do Duomo, a escultura de Davi, a Galleria degli Uffizi e curtir um pôr do sol lindo na Piazzale Michelangelo.
  • Veneza (2 dias): Subindo mais o mapa, Veneza é uma cidade menor e com menos atrações concentradas, mas é muito diferente de tudo o que a gente já viu no mundo. Dois dias por lá estão ótimos para conhecer bastante.
  • Milão (2 dias): Também menor e mais concentrada no centro turístico, Milão é diferente das outras cidades. É o lado mais moderno da Itália, super charmoso. Quem gosta de moda vai aproveitar as várias exposições e museus.

Dica de bate-volta saindo de Florença: Se você estiver em Florença, separe um dia para fazer um bate-volta de apenas 30 minutos de trem até Pisa e Lucca. São duas cidadezinhas bem legais, super rápidas de chegar, onde você pode ver a Torre de Pisa e conhecer Lucca, que é uma cidade muito bacana toda murada.

Além disso, se você quiser explorar a Toscana a partir de Florença, várias agências fazem passeios de um dia para Montepulciano, San Gimignano e Siena (Siena é uma cidade que a gente gosta muito de utilizar como base por uns dois ou três dias). Como é sua primeira viagem e se você tiver poucos dias, foque nas quatro cidades principais, mas saiba que essa possibilidade de explorar a Toscana existe.

Neste primeiro roteiro, você conhece o principal da Itália, mas não necessariamente o melhor do país, porque os próximos roteiros vão te deixar numa dúvida bem grande.

Alerta importante sobre ingressos e reservas

Uma coisa que está acontecendo muito com a galera que está indo agora, principalmente para Roma e Florença, é a questão dos ingressos. Está esgotando tudo e está muito difícil de comprar.

A dica geral para a Itália é: precisa reservar o ingresso antes para tudo. Às vezes, esgota com um mês de antecedência. Se você for tentar comprar o Coliseu agora, por exemplo, pode ser que daqui a um mês já não tenha mais nada. Em julho, isso piora muito. As agências estão comprando tudo em grande volume para garantir estoque e está faltando para o turista comum.

Portanto, quanto antes você puder, compre os seus ingressos. Para te ajudar, clique aqui para acessar a nossa página de links recomendados, onde deixamos tudo organizado. Lá você encontra:

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2. O roteiro completo pela Toscana

O segundo roteiro é um dos mais bacanas, focado em explorar a fundo as estradas e vilarejos da Toscana.

Logística e a importância do carro

Para quem nunca foi à Itália e quer fazer esse roteiro, a logística comum é chegar de voo por Roma, ficar os três ou quatro dias conhecendo as atrações da capital e depois partir para Florença, que serve de porta de entrada da Toscana. Você fica dois dias em Florença e depois começa a explorar o interior.

A dica de ouro aqui é: para a Toscana, o carro é essencial. Em Florença, você ainda não precisa dele. No seu último dia em Florença, quando for partir para as cidades do interior, é aí que você deve retirar o carro.

Na Toscana, tudo é mais afastado e é muito difícil conseguir Uber ou táxi. Dirigir por lá é incrível, as vistas são deslumbrantes, as estradas são ótimas e o aluguel de carro na Itália é um dos mais baratos da Europa.

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O que fazer na Toscana e dica de Base

  • Região de Val d’Orcia: Uma área linda onde ficam as cidadezinhas de Montepulciano, Pienza e Montalcino. Em Montalcino, você pode visitar as incríveis vinícolas do vinho Brunello, sendo um dos vinhos mais famosos e gostosos do mundo.
  • San Gimignano e Siena: Outras duas cidades medievais imperdíveis.

Estratégia de hospedagem na Toscana: Cada viajante monta o roteiro de um jeito, mas a minha recomendação é não ficar pulando de hotel em hotel todos os dias. Ficar trocando de cidade todo dia dá muito cansaço por causa do check-in, check-out e o leva e traz de malas. A logística fica bem mais fácil se você escolher uma ou duas bases para ficar de dois a três dias e dali explorar a região.

Escolhemos a cidade de Siena como base e ficamos em um hotel excelente, super fácil de parar e estacionar o carro. Dali, fazíamos os bate-voltas: em uma tarde íamos para San Gimignano e Montepulciano; no outro dia fazíamos Pienza e Montalcino, combinando os passeios com um almoço ou uma degustação em vinícola.

Para ver esse hotel de Siena e todas as opções boas e baratas onde já ficamos na Itália, clique aqui.

Sorrento na Itália

3. O roteiro de charme e lua de mel: Costa Amalfitana

O terceiro roteiro é um dos lugares mais lindos do mundo, misturando praias e montanhas, mas já aviso logo de cara: é o roteiro mais salgado de preço. Fizemos essa viagem recentemente e o visual é surreal, mas os custos são elevados.

Melhor época para visitar

Na teoria, você até pode ir no inverno, mas a viagem não será bacana. De final de novembro até março, o clima é muito gelado e o comércio fecha, perdendo o melhor da região que são as praias e os passeios de barco. O ideal é ir a partir do final de maio, quando começa a esquentar, até outubro.

Julho, agosto e setembro representam o pico do verão europeu: fica lotado e tudo se torna muito mais caro, exigindo um planejamento bem maior.

Logística: Carro ou Ferry?

Para um roteiro de 7 a 10 dias, o ideal é chegar pelo voo internacional a Roma (que está muito mais perto da costa do que Milão). Se você não conhece Roma, pode fazer os quatro dias clássicos por lá; caso contrário, já siga direto para Nápoles.

Nápoles fica colada na Costa Amalfitana e vale a pena separar um dia para conhecer a cidade e fazer o passeio turístico até as ruínas de Pompeia. Pompeia tem uma história triste, mas interessantíssima, da cidade soterrada pelo vulcão, contando com vários museus excelentes.

Depois de Nápoles, você parte para a Costa Amalfitana. É possível fazer essa viagem de carro? Dá, mas as estradas nos penhascos são extremamente estreitas, o trânsito no verão é caótico e os estacionamentos são muito difíceis, exigindo que você acorde às 5h30 ou 6h para ir de uma cidade para outra se não quiser ficar preso.

Por isso, eu achei a locomoção por Ferry (barcos) muito mais fácil, embora no verão também haja filas e você precise comprar as passagens antes.

O que fazer e onde ficar na Costa Amalfitana

  • Sorrento (A base econômica): Para quem quer economizar, Sorrento é a melhor cidade para utilizar como base de hospedagem. Ela fica pertinho da costa e as diárias lá custam a metade do preço das hospedagens em Positano, Amalfi ou Capri (que são pequenas e super caras por serem as mais badaladas). Você se hospeda em Sorrento por uns 4 ou 5 dias e pega os ferries que saem a cada 30 minutos para as outras vilas.
  • Positano: Foi a cidade de que eu mais gostei na Costa Amalfitana, um verdadeiro espetáculo. Se você tiver um orçamento mais flexível, recomendo muito ficar uns 2 ou 3 dias hospedado direto em Positano. A vibe é incrível, tem ótimos beach clubs, praias gostosas e restaurantes maravilhosos na beira do penhasco com aquela vista enorme. Para conferir os dois hotéis que usamos por lá (incluindo um que foi bem baratinho), clique aqui.
  • Amalfi: Fica bem ao lado de Positano e você consegue visitar facilmente de barco para passar o dia.
  • Ilha de Capri: É o destino mais caro e afastado, sendo necessário pegar um barco para chegar. A maioria das pessoas faz apenas um bate-volta de um dia para conhecer. Na nossa última viagem, ficamos três dias em Capri porque estávamos com amigos que queriam essa experiência; foi bacana, mas sinceramente considero não haver necessidade de se hospedar tanto tempo lá, já que Positano me agradou mais.

Passeios de barco imperdíveis: Fazer passeios de barco pela Costa Amalfitana é algo que recomendo muito. Existem excursões de um dia inteiro focadas em Capri ou passeios completos que passam por Capri, Amalfi e Positano de uma vez. Para pesquisar e comprar essas excursões com antecedência na plataforma que a gente usa, clique aqui.

4. O roteiro prático: Cinque Terre e o norte da Itália

Outro roteiro muito procurado pelos brasileiros é Cinque Terre. Mas vamos colocar as expectativas em ordem: Cinque Terre não é um destino de praia tradicional.

As pessoas costumam confundir e buscar o lugar atrás de praias, mas o grande forte ali são as cidades coloridas cravadas nos penhascos. O visual e a comida são sensacionais, mas o acesso ao mar é difícil; a maioria dos vilarejos tem trechos bem pequenos de praia com chão de pedrinhas, e não de areia branca.

Se o seu foco for praia paradisíaca com areia clara, as opções ideais são a Sardenha ou a Sicília. A vantagem de Cinque Terre é ser um destino um pouco mais barato e com logística bem mais simples que a Costa Amalfitana.

Como funciona a logística de trem

Todos os cinco vilarejos são interligados por uma linha de trem de fácil acesso. Você consegue fazer tudo de trem de forma muito tranquila. A maioria das pessoas fica hospedada em Florença por uns 2 ou 3 dias (que é a grande base mais próxima) e depois parte para a região.

Um roteiro redondo de viagem consiste em: 3 dias em Cinque Terre, 2 dias na charmosa cidade de Portofino combinada com Gênova (que ficam ali perto) e encerra com 2 dias em Milão, de onde você já pega o seu voo de volta para o Brasil.

Os cinco vilarejos de Cinque Terre

  • Monterosso al Mare: É a maior das vilas e, na minha opinião, a mais legal para escolher como base de hotel, justamente por ter a praia mais estruturada e agradável.
  • Vernazza: Onde fica aquela foto clássica e icônica que todo mundo já viu no Instagram.
  • Corniglia: Fica localizada bem no alto da colina, proporcionando uma vista linda.
  • Manarola: Tem um pôr do sol mágico e super instagramável. É lá que fica a famosa Via dell’Amore, que foi reaberta recentemente.
  • Riomaggiore: Outra vila linda e vertical esculpida nas rochas.

5. O roteiro fora do óbvio: A região da Púglia

O quinto roteiro sai um pouco do óbvio clássico e entrou em um forte hype recentemente. Estamos falando da Púglia, que fica localizada bem no “salto da bota” no sul do mapa da Itália. É uma viagem com uma proposta diferente, mais rústica e autêntica.

Logística na Púglia

A logística aqui é um pouquinho mais complicada e o carro é 100% obrigatório para conseguir se locomover entre os pontos de interesse. A cidade principal de chegada da região é Bari. Estando de carro, o deslocamento é super tranquilo e em trajetos de 10 a 25 minutos você encontra lugares incríveis.

As principais cidades da Púglia

  • Alberobello: Uma cidadezinha linda famosa pelos seus Trulli, que são aquelas casinhas redondas históricas feitas de pedra com tetos cônicos. Você pode passar o dia por lá ou se hospedar em hotéis que simulam essa arquitetura.
  • Polignano a Mare: Cidade construída bem em cima de um penhasco espetacular, famosa no Instagram por ter uma praia de pedra escondida bem no meio das rochas, onde todo mundo para para tirar fotos.
  • Matera (Região de Basilicata): Fica colada na Púglia e é uma cidade impressionante conhecida pelas suas habitações em cavernas, sendo habitada há mais de 7.000 anos. O visual é totalmente cinematográfico, tanto que serviu de cenário para filmes como 007: Sem Tempo para Morrer e A Paixão de Cristo.
  • Lecce: Apelidada carinhosamente de “A Florença do Sul”, é uma cidade histórica deliciosa e super tranquila para caminhar.

Bônus: Destinos de praia na Itália (Sicília e Sardenha)

Se você faz questão de incluir praias espetaculares na sua jornada italiana, existem duas grandes opções para considerar:

  1. Sicília: Muitas pessoas optam por emendar a Sicília com o roteiro da Púglia por conta da proximidade geográfica no sul do país.
  2. Sardenha: Se o seu intuito absoluto é descansar em praias paradisíacas, com aquela areia branca fininha e um mar verde-azul com cores cristalinas difíceis de distinguir, a Sardenha é o lugar certo. É um dos lugares mais lindos do mundo para quem ama praia. Exige aluguel de carro, mas as estradas são tranquilas. E o melhor: dá para combinar a Sardenha com o roteiro básico de cidades históricas, por ficar a apenas 40 ou 50 minutos de avião de cidades como Roma ou Florença.

Atenção à sazonalidade: Lembre-se sempre de olhar a época do ano. Viajar para destinos de praia ou costa (como Sardenha, Costa Amalfitana e Cinque Terre) entre o final de novembro e o mês de março é uma furada completa por causa do frio intenso. É mais barato, mas você não vai aproveitar nada do que eles têm de melhor.

Resumo: Qual roteiro escolher?

  • Se você nunca foi à Itália, vá no Roteiro Clássico (Roma, Florença, Veneza e Milão) e tente encaixar um ou outro bate-volta na Toscana se tiver tempo.
  • Se você já foi uma vez e quer focar em belas paisagens rurais e vinhos, escolha a Toscana.
  • Se procura romance, paisagens de impacto e tem um orçamento mais flexível, vá para a Costa Amalfitana.
  • Se quer um visual de penhasco com logística fácil de trem e custos mais controlados, escolha Cinque Terre.
  • Se você busca algo rústico, praias diferentes e quer fugir dos roteiros tradicionais, explore a Púglia.

Vá eliminando as opções por exclusão de acordo com o seu bolso, época do ano e estilo de viagem.

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Púglia na Itália

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