
Veneza é uma daquelas cidades que parecem cenário de filme — só que de verdade. Canais no lugar de ruas, pontes pra todo lado, gôndolas deslizando devagar e uma luz que deixa qualquer foto bonita. A gente reuniu aqui as 13 melhores coisas pra fazer em Veneza, com tudo o que você precisa pra montar um roteiro completo e gastar menos.
Quando a gente foi pela primeira vez, a maior surpresa foi perceber que o mapa engana: 800 metros em Veneza viram várias pontes, becos e desvios. Caminhar faz parte da experiência, então calce um sapato confortável e vá com calma.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Veneza a gente reuniu tudo pra planejar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
1. Conhecer a Praça de São Marcos
A Praça de São Marcos, a famosa Piazza San Marco, é o coração turístico de Veneza e uma das praças mais bonitas da Itália. É ali que se concentra boa parte dos principais pontos da cidade.
Em volta dela ficam a Basílica de São Marcos, o Palazzo Ducale, a Torre do Relógio e o Campanário (a torre dos sinos da basílica). É também um espaço lindo pra fotos. Dica de quem já errou: a gente tentou fotografar a praça no meio da tarde e estava um mar de gente. Vá cedinho, logo na abertura, ou no fim do dia — fica mais tranquilo e a luz é muito melhor.

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2. Visitar a Basílica de São Marcos
Essa é a principal basílica de Veneza, e você com certeza vai passar por ela. A arquitetura é detalhadíssima, cheia de mosaicos dourados, e vale muito a visita.
A entrada básica costuma ser barata (e em alguns horários até gratuita), mas fica atento: partes especiais como a Pala d’Oro, o Tesouro, o Museu de San Marco e o campanário têm cobrança separada. Em geral, esses extras saem por valores baixos, em torno de 2 a 5 euros cada parte — mas separe um trocado a mais pra não ficar de fora do melhor.

3. Entrar no Palácio Ducal
Coladinho na Basílica de São Marcos, o Palácio Ducal é provavelmente o lugar mais interessante pra quem curte arquitetura e história.
Conhecido como Palácio do Doge, foi inaugurado em 1424 e tem uma arquitetura gótica de impressionar. Por quase sete séculos foi a casa dos Doges de Veneza, os governantes da cidade. O ingresso costuma sair em torno de 30 euros por pessoa num passe que dá acesso ao palácio e a outros museus do entorno da Praça São Marcos. Vale conferir com antecedência.

Onde ficamos em Veneza (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Veneza é no centro da cidade. Lá, você estará próximo a muitos pontos turísticos, como a Piazza San Marco e a Ponte Rialto, podendo conhecê-los a pé.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Dica para economizar no hotel: Esse site, por ser o maior do mundo, tem uma negociação muito boa com a maioria dos hotéis de cancelamento gratuito. Isso é ótimo, pois o que mais faz você economizar é a antecedência. Assim, quanto antes você reserva um hotel, mais barato você paga. Então você já pode reservar, garantindo um preço menor. Se precisar cancelar no futuro, você não paga nada e é só um clique. Nós temos economizado MUITO com essa estratégia da antecedência.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
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Onde comprar os ingressos de Veneza (e economizar)
Vamos te dar várias dicas pra economizar muito na compra dos ingressos e passeios. Vai sair realmente mais barato.
Dica da antecedência: comprar antes, pela internet, é quase sempre mais barato. Nas bilheterias, além de custar mais, o ingresso pode já estar esgotado pro dia que você quer — e você ainda perde um tempo precioso na fila, que em alta temporada vira a esquina.
Dica do IOF: se comprar no site oficial das atrações, é compra na moeda do outro país. Aí entra o IOF e você não consegue parcelar. Procure sempre sites com pagamento em reais.
Um site que a gente usa muito em todas as viagens é esse aqui que a gente sempre usa. É um dos maiores do mundo e tem praticamente todos os ingressos e passeios de Veneza. Já costuma ter um dos preços mais baratos, mas a maior vantagem é poder pagar em reais (sem IOF) e parcelar. Outras vantagens:
- Free tours: ele oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só dá uma gorjeta pro guia no final.
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem custo algum.
- Transfer: lá você acha também o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você já paga adiantado (o que evita golpe de taxista com turista), o motorista já sabe seu destino e te espera com uma plaquinha com seu nome no desembarque. Fácil e seguro.
- Atendimento em português: suporte 24h, em português, se você precisar.
E não esquece: aqui no nosso guia de Veneza tem tudo o que você precisa pra planejar a viagem pagando mais barato — não só ingresso, mas hotel, transporte, seguro, comida e chip.
4. Entrar no Teatro La Fenice
Pra quem ama arte e cultura, o Teatro La Fenice é parada quase obrigatória. Além de lindíssimo, é palco de espetáculos de altíssimo nível.
Ele foi inaugurado em 1792 e já passou por várias reformas e restaurações, sempre mantendo o esplendor original. Dá pra conhecer numa visita guiada ou assistindo a um espetáculo — é uma forma ótima de mostrar que Veneza não é só passeio de barco e monumento.

5. Atravessar a Ponte Rialto
A Ponte di Rialto é um dos pontos mais bonitos e fotografados da cidade. Ela cruza o Grande Canal e virou um pequeno centro de compras, com várias lojas e barracas ao redor.
Por ser a ponte mais antiga construída pra cruzar o canal, ela é um símbolo de Veneza. Foi reconstruída em pedra, mas manteve o estilo e a arquitetura originais. A região do Rialto também é ótima pra sentir o ritmo do dia a dia veneziano e fazer um trecho de vaporetto pelo Canal Grande.

6. … e a Ponte dos Suspiros
Outra ponte famosa é a dos Suspiros, que liga o Palazzo Ducale ao prédio onde funcionava a antiga prisão de Veneza. O nome vem dos prisioneiros: segundo a lenda, eles suspiravam ao passar por ali, vendo o mundo livre pela última vez.
Não deixe de passar e tirar muitas fotos — é um daqueles cantinhos que rendem ótimas imagens.

7. Conhecer a Basílica de Santa Maria della Salute
No bairro Dorsoduro fica a Basílica de Santa Maria da Saúde, um monumento construído em 1631, durante a epidemia da Peste Negra. O nome vem daí: a construção foi uma promessa do governante da época, Nicolò Contarini, à Nossa Senhora da Saúde.
Além da história, a basílica impressiona pela cúpula linda e pelo estilo barroco. Vale a parada pra fugir um pouco do circuito mais lotado.

8. … e a Basílica de Santa Maria Gloriosa dei Frari
Outra basílica que vale a visita é a Santa Maria Gloriosa dei Frari, também chamada de Basílica dei Frari. Fica no bairro San Polo e foi erguida pelos franciscanos entre os séculos XIV e XV.
Uma curiosidade é que ela faz parte do circuito Chorus, organização que cuida do patrimônio de várias igrejas da cidade. Lá dentro você encontra obras de artistas importantes da Itália e do mundo, como Bellini, Donatello, Canova, Ticiano e Palladio — afrescos belíssimos por entre uma arquitetura considerada uma das mais expressivas do país.

9. Andar de gôndola ou passear às margens dos canais
Provavelmente o passeio mais tradicional de Veneza, a gôndola é uma forma clássica de ver a cidade deslizando por entre os canais.
O passeio dura de 30 a 45 minutos e costuma ser um dos itens mais caros do roteiro — fica em torno de 80 euros pelo trajeto, passando pelo Grande Canal (o valor varia bastante conforme duração, horário e rota). Dica honesta: a gôndola é icônica, mas não substitui o prazer de simplesmente caminhar pela cidade e fazer um trecho de vaporetto, que é bem mais em conta e dá uma baita vista do Canal Grande.

10. Visitar a Livraria Acqua Alta
A Libreria Acqua Alta é uma das paradas mais fotogênicas de Veneza. É uma livraria que guarda os livros dentro de gôndolas e banheiras — e nas épocas de maré alta, os livros literalmente flutuam nos barquinhos.
Os funcionários trabalham de bota de borracha por causa das enchentes, e quando a água sobe colocam os livros nas prateleiras mais altas pra não molhar. A entrada é gratuita e rende ótimas fotos — perfeito pra um trecho mais leve do roteiro.
Endereço: Calle Lunga Santa Maria Formosa, 5176b, 30122 Venezia VE, Itália. Horário: diariamente, das 9h às 19h45.

11. Conhecer o Campanário de São Marcos
O Campanile di San Marco (Campanário de São Marcos) é também conhecido como Torre Veneziana — uma torre enorme na Piazza San Marco que atrai milhares de turistas pela vista.
Lá de cima dá pra ver Veneza inteirinha numa vista de 360º que rende fotos maravilhosas. O ingresso costuma sair em torno de 8 euros e o terraço é pequeno, então pode pegar fila. Vale ir cedo pra evitar espera.

12. Passear pela Coleção Peggy Guggenheim
Também no Dorsoduro, o museu Coleção Peggy Guggenheim reúne exposições impressionantes da coleção pessoal de arte de Peggy Guggenheim, ex-esposa do artista Max Ernst.
Aqui você encontra obras de surrealismo, cubismo e expressionismo de nomes como Salvador Dalí, Pablo Picasso e Constantin Brancusi. É uma parada ótima pra quem quer variar do circuito de igrejas e palácios e curtir arte moderna.

13. Fazer um passeio para Burano, Murano e Torcello
Esse é um passeio “extra” que nem todo mundo faz, mas que vale MUITO a pena. Existem três ilhas na lagoa de Veneza que dá pra visitar num único passeio, de cerca de 7 horas.
São Burano, Murano e Torcello, cada uma famosa por um motivo. Murano tem cerca de 5.500 habitantes, fica a 1 km de Veneza e é mundialmente conhecida pelo vidro de Murano. Burano encanta pelas casinhas coloridas, e Torcello é o lado mais histórico e silencioso da lagoa.
Vale principalmente se você tiver mais de dois dias em Veneza — ou se tiver dois dias completos e fizer questão de conhecer as ilhas. Pra saber mais sobre esse passeio, é só dar uma olhadinha aqui.

Dicas práticas pra aproveitar Veneza sem perrengue
Veneza cansa mais do que parece. A melhor estratégia é não tentar ver tudo no mesmo dia: combine monumentos (San Marco, Rialto) com bairros pra caminhar sem pressa, como Dorsoduro, Cannaregio e a área do Gueto Judaico, que rendem uma experiência mais local e menos lotada.
O vaporetto é o transporte público mais útil pro turista. Um trecho pelo Canal Grande já te dá o primeiro impacto visual da cidade e costuma valer muito mais a pena do que táxi aquático pra deslocamentos comuns.
Na hora de comer, fuja dos restaurantes escolhidos só pela vista nas áreas mais turísticas — o preço sobe e a qualidade cai. Procure os bacari, os barzinhos típicos venezianos de petisco e vinho, ou regiões mais descoladas como o Campo Santa Margherita.
Melhor época para visitar Veneza
A primavera e o início do outono costumam ser os períodos mais agradáveis pra caminhar e fotografar, com clima ameno e boa luz. A alta temporada significa mais filas e uma experiência menos fluida nas áreas clássicas como Piazza San Marco e Rialto.
O inverno pode ser interessante pra quem quer fugir das multidões, mas exige mais planejamento por causa do frio e da possibilidade de água alta (a famosa acqua alta). Em qualquer época, leve calçado confortável e resistente — o piso irregular e as pontes fazem parte do passeio.
Pra um roteiro curto, ficar bem localizado faz toda a diferença: economiza horas no transporte e te deixa mais tempo nos passeios. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Veneza:
Perguntas frequentes sobre o que fazer em Veneza
Quantos dias são ideais para conhecer Veneza?
Dá pra ver os principais cartões-postais em 1 dia bem corrido, mas o ideal são 2 a 3 dias. Com 2 dias você curte o centro com calma e ainda encaixa as ilhas de Burano, Murano e Torcello.
Vale a pena andar de gôndola em Veneza?
É um passeio icônico e bonito, mas caro (em torno de 80 euros por 30 a 45 minutos). Se o orçamento estiver apertado, o vaporetto pelo Canal Grande dá uma vista ótima por um valor bem menor. A gôndola vale mais como experiência do que como transporte.
Preciso comprar ingressos com antecedência?
Sim, sobretudo pra Basílica de São Marcos, Palácio Ducal e Campanário. Comprar antes pela internet costuma sair mais barato, evita filas enormes e garante o dia que você quer, principalmente em alta temporada.
É melhor andar a pé ou usar o vaporetto em Veneza?
Os dois. Caminhar é parte essencial da experiência, mas o vaporetto economiza tempo e cansaço em trechos maiores — e o trajeto pelo Canal Grande é praticamente um passeio turístico por conta própria.
Quanto custa entrar nas principais atrações?
Os valores variam, mas pra ter uma ideia: o passe do Palácio Ducal costuma ficar em torno de 30 euros, o Campanário em torno de 8 euros e partes especiais da Basílica de São Marcos giram em torno de 2 a 5 euros cada. A entrada básica da basílica às vezes é gratuita.
A Livraria Acqua Alta é paga?
Não, a entrada é gratuita. É uma das paradas mais fotogênicas da cidade, com livros guardados em gôndolas e banheiras. Funciona diariamente, das 9h às 19h45.
Onde é a melhor região para se hospedar em Veneza?
Pra economizar tempo, vale ficar perto do centro histórico (San Marco e arredores) ou em bairros bem conectados pelo vaporetto. Dormir longe demais sem pensar na logística pode comprometer o roteiro, principalmente em viagem curta.
Economize ao máximo na sua viagem a Veneza
- Economizando: quer planejar a viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Veneza, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para os passeios de Veneza da forma mais barata e segura.
- Euros: conheça a melhor forma de levar seu dinheiro para Veneza, com os prós e contras de cada opção.
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- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar hospedado em Veneza pra saber a melhor localização e economizar muito no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior é caríssimo, e na Europa o seguro é obrigatório (mínimo de 30 mil euros de cobertura). Veja aqui como conseguir o melhor (e mais barato) seguro.
Veneza é uma cidade pra ser sentida sem pressa — quando a gente largou o mapa e simplesmente se perdeu pelos becos, foi quando ela ficou inesquecível de verdade. Monte um roteiro equilibrado entre monumentos, bairros e ilhas, compre os ingressos com antecedência e aproveite cada ponte. Boa viagem!
