Se você está pensando em viajar para Florença, fique comigo neste post que vou te mostrar quais são os 10 principais erros e furadas que a maioria das pessoas comete na primeira vez que viaja para lá. E você, acompanhando este conteúdo até o final, não vai cometer nenhum erro e vai conseguir aproveitar sua viagem da melhor forma possível.

Fala, galera, para quem não me conhece, eu sou o Gabriel Lorenzi, criador do Grupo Dicas. Indo direto ao assunto: Florença é uma das cidades mais lindas da Itália e a principal ali da Toscana, onde você vai ter muita coisa legal para fazer.

Mas também tem muita armadilha e erros que você pode cometer na sua viagem. Vamos conferir cada um deles para você se blindar dessas furadas.

1. Achar que apenas um dia é suficiente para conhecer a cidade

Esse é o erro mais comum de quem viaja a Florença: considerar que um dia está bom e é suficiente para conhecer a cidade. Muita gente coloca ali uns dias em Roma e fala: “Ah, vou passar por Florença um diazinho”.

Gente, tem muita coisa legal para fazer em Florença, não é apenas um caminho entre Roma e Veneza, tá? É uma das cidades que eu acho mais charmosas e vale a pena você ficar no mínimo dois dias.

O ideal que acho são três dias, tá, gente? Por quê? Você, em um dia, não consegue ver o Duomo, a Piazza del Duomo, a cúpula, a galeria Uffizi (que é gigantesca, um dos maiores museus do mundo), o Davi, o pôr do sol e fazer um passeio ali pela cidade. É impossível, tá? Pelo menos dois dias inteiros, o ideal é três.

Para quê? Para em dois dias você conhecer a cidade inteira e, no outro dia, você fazer um bate e volta, como por exemplo o que a gente fez e que amei, é Pisa e Lucca. Duas cidadezinhas lindas, a apenas 30 minutos de trem. Você vai, conhece-as, vai para uma, depois vai para a outra, volta para lá para conhecer a Torre de Pisa e vários lugares legais.

Aí, nos outros dias, você se dedica para conhecer os museus e as coisas mais bacanas que tem na cidade de Florença.

2. Comer em restaurantes próximos aos pontos turísticos

Esta é uma dica importante que serve para todas as grandes cidades turísticas italianas, principalmente Roma, Florença, Veneza e Milão. Muita gente não sabe, mas os preços cobrados nos estabelecimentos colados aos monumentos são abusivos.

Nós já chegamos a fazer as contas e havia lugares cobrando quase o triplo do valor normal por uma refeição de almoço. Se você sair do Coliseu, por exemplo, e pegar um restaurante logo ali na frente, pagará o dobro ou mais.

Dica de economia: Se você caminhar apenas 5 minutinhos para dentro dos quarteirões, afastando-se um pouco do ponto turístico, você vai pagar metade do valor. Não jogue esse dinheiro fora!

Além do preço, os restaurantes que ficam escondidos nas ruazinhas internas entregam uma comida muito mais gostosa, em um ambiente mais acolhedor, familiar e com porções mais generosas. Se bater a fome, dê uma segurada, ande um pouco, consulte o Google Maps e entre nas áreas menos turísticas em torno do monumento. Os preços caem drasticamente.

Nota: Na Piazza Navona, por exemplo, é lindo e muito bacana comer ao ar livre. Às vezes vale a pena sentar lá à noite para ver a praça iluminada e pagar pela experiência, mas faça isso sabendo que a conta será muito mais cara. Se o objetivo for apenas comer bem e barato, explore o interior da cidade.

3. Comprar souvenirs e lembrancinhas perto das atrações principais

O erro de comprar por impulso perto das atrações também vale para os souvenirs. Por exemplo, na entrada do Vaticano, existem várias lembrancinhas à venda. Eu mesmo quase comprei presentes para os meus avós ali, mas acabei deixando para depois e foi a melhor escolha.

Perto do meu hotel, que ficava em uma ruazinha sem nenhum apelo turístico, havia uma lojinha vendendo exatamente as mesmas lembrancinhas por quase metade do preço. O fabricante e o fornecedor são os mesmos.

Até a famosa garrafinha de água benta que os turistas compram em frente ao Vaticano é idêntica àquela vendida nos bairros mais afastados. Deixe para comprar os seus brindes e recordações fora dos eixos turísticos para economizar metade do dinheiro.

4. Cair nos golpes de rua aplicados em turistas

Nas praças movimentadas e nos pontos turísticos de maior movimento, existem golpistas especializados em abordar viajantes. Fique atento aos truques mais comuns:

  • A pulseirinha da amizade: Uma pessoa se aproxima de você, amarra uma linha colorida no seu pulso e fica repetindo “Gift, gift, gift” (presente). Se você tentar recusar, eles são invasivos e insistentes. Muita gente fica sem graça e deixa o homem amarrar. É aí que o golpe começa: o golpista muda de postura e exige dinheiro. Eu já presenciei tentarem cobrar de 20 € a 30 € de um turista japonês por uma dessas pulseiras. Fale um “não” firme, vire as costas e não deixe encostarem em você.
  • Fotos com os gladiadores: Em volta do Coliseu, em Roma, ficam homens fantasiados de gladiadores. Você chega perto, empolgado com o monumento, e eles se posicionam ao seu lado, chamando para bater uma foto. Parece algo simpático, mas logo após o clique eles exigem cobranças que vão de 20 €, 30 € até 50 €.

Não pegue nada da mão de ninguém, fique na sua e, se alguém insistir, repita “Não, não, não”, mude de direção e continue caminhando. Na Itália, são poucos os pontos com essa insistência (em Paris achei pior), mas acontece e é bom estar preparado.

5. Não ficar atento aos batedores de carteira (pickpockets)

Você já deve ter visto vídeos no Instagram com pessoas gritando “Pickpocket! Pickpocket!”. Eles são os famosos batedores de carteira, e infelizmente há uma grande incidência deles na Europa, sendo a Itália um dos lugares com mais relatos.

No Brasil, o crime costuma ser diferente, baseado em assaltos com ameaças, armas, facas ou quebra de vidros. Na Europa e na Itália, o furto é silencioso. Eles são profissionais de primeira linha e agem sem que você perceba nada.

Muitas vezes, os grupos de batedores são formados por senhorinhas ou jovens com boa aparência que você jamais suspeitaria. Elas utilizam esquemas com lenços grandes ou casacos sobre as mãos para cobrir os movimentos enquanto abrem mochilas e zíperes.

Regras de segurança com pertences:

  • Mantenha a bolsa sempre posicionada na frente do corpo e com o braço apoiado por cima.
  • Guarde a carteira e o celular estritamente nos bolsos da frente da calça, nunca nos bolsos de trás.
  • Deixe documentos importantes, como o passaporte original, guardados no cofre do hotel. Para andar na rua, tire uma foto nítida do passaporte e armazene no seu celular.
  • Tenha muita atenção ao manusear câmeras fotográficas e celulares em locais cheios.

Nós já viajamos muito pela Europa e nunca fomos furtados, mas isso acontece porque mantemos aquela atenção natural que nós, brasileiros, temos de estar sempre ligados e não dar bobeira. Não relaxe só porque está na Europa; o número de batedores de carteira por lá está crescendo bastante.

6. Não reservar com antecedência a subida para a Cúpula do Duomo

Outro erro que muita gente comete em Florença é não reservar a Cúpula do Duomo. E o que é a Cúpula? A Cúpula é a torre da catedral. Mas o que é o legal de você subir lá? É a vista mais icônica da cidade, tá? É linda, mas você precisa comprar o ingresso e reservar o horário.

Diferente das outras atrações em que você compra o ingresso e chega na hora, para subir na Cúpula você vai comprar o ingresso, mas precisa já reservar a hora exata. Então dê uma olhadinha nisso, porque é uma das vistas mais lindas que a gente já viu e já tirou foto na Itália.

Vista da cidade de Florença

7. Visitar a Galeria Uffizi sem um guia ou auxílio explicativo

Outra furada que a gente cometeu da primeira vez, mas da segunda a gente reverteu e conseguiu conhecer de um jeito muito legal, é em relação à Galeria Uffizi. Para quem não sabe, é um dos museus mais importantes do mundo, é uma das maiores galerias. Tem mais de 100 salas, 2.000 obras-primas de todos os artistas mais famosos: Da Vinci, Botticelli, Caravaggio, Michelangelo, Rafael.

E, quando chegamos lá a primeira vez, a gente comprou só o ingresso, né? Sem guia, sem mapa e sem auxílio. É muita coisa para ver, você não tem ideia do que vai ver. E são horas perdidas que você sai exausto, sua cabeça explodindo e você não consegue ver nada direito.

Você às vezes passa pelas coisas correndo. Na primeira vez, a gente passou pelo Nascimento de Vênus e nem vimos direito várias obras importantes.

Então, o jeito certo: compra o ingresso com a visita guiada, que é muito legal mesmo. Já tem algumas em português (com tudo em português dependendo do dia). Dê uma olhadinha nos serviços que recomendamos. Mas é muito bacana você fazer a visita guiada para poder entender toda a história e conhecer, já que eles te mostram tudo.

A gente fez duas vezes esse erro. Já fizemos também no Coliseu, foi horrível ir sem o guia. Na segunda vez que a gente foi para Roma, fomos com o guia porque a gente foi fazer um passeio com os amigos. É um pouquinho mais caro, mas é outra experiência, muda completamente o passeio na viagem.

E, para quem não sabe, gente, eu sempre deixo as indicações certas para vocês. Para acessar a nossa página de links que a gente mantém atualizadíssima com tudo que você precisa para viajar para a Itália, organizar sua viagem pelo melhor preço e com cupons de descontos já inclusos, basta clicar aqui.

Utilize essa página, pois vou deixar lá:

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  • Os links para o comparador de seguro viagem que te acha seguros por menos da metade do preço de um seguro viagem que você vai procurar direto na seguradora. Lembrando que, para a Itália, o seguro viagem é obrigatório, tá, gente? Itália e Europa precisam de seguro viagem.
  • O comparador de aluguel de carros que faz você achar carro muito mais barato. Ele compara em todas as locadoras, a gente o utiliza há anos e economiza muito na viagem.
  • Os links para os hotéis em que a gente já ficou em cada uma das cidades da Itália pelo menor preço possível. Dê uma olhadinha, está tudo lá bem explicadinho para você organizar sua viagem.

E para quem não sabe, a gente tem a Vou de Dicas, a nossa agência de viagens especializada em Estados Unidos e Europa. A gente vende tudo! Todos esses ingressos, passeios, os hotéis com preços muito bons, promoções, e a gente parcela em até 12 vezes, coisa que na maioria dos grandes sites você não consegue parcelar.

O atendimento é por WhatsApp com uma consultora especialista naquele destino. Então você vai falar com uma especialista na Itália. Ela vai te atender até o fim da sua viagem. Está com alguma dúvida? Vai ser ela. “Marcela, Beatriz, estou com uma dúvida aqui. Onde encontro esse passeio? Que dia faço o Coliseu? Quero trocar alguma coisa?”. É uma pessoa direto no WhatsApp te atendendo, com um atendimento super rápido e humanizado. Não precisa ligar para 0800. É uma experiência bem diferenciada, tá, gente? Com o preço muito bom.

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8. Desconhecer o funcionamento da Zona ZTL ao alugar um carro

Muitos turistas optam por alugar um carro para explorar a Itália, o que é ótimo, mas acabam caindo na armadilha da ZTL (Zona a Traffico Limitato).

As ZTLs são áreas restritas localizadas no centro histórico de quase todas as cidades italianas, como Florença, Roma, Pisa, Siena, Milão, Lucca e San Gimignano. A circulação nesses perímetros é proibida para carros de turistas; apenas moradores e veículos comerciais autorizados possuem permissão.

O monitoramento é feito por câmeras eletrônicas que fotografam a placa do veículo na entrada da zona. Não há nenhum policial te parando na hora. A multa varia de 100 € a 200 € por cada entrada. Se você rodar perdido pelo centro e passar por três câmeras diferentes no mesmo dia procurando uma vaga, receberá três multas acumuladas de 200 € cada uma.

A cobrança chegará meses depois na sua casa através da empresa locadora, vinculada ao contrato que você assinou.

Como identificar e agir nas cidades:

Preste atenção nas placas de trânsito nas entradas das vias centrais. Elas são placas redondas, brancas com uma borda vermelha, escritas claramente “ZTL”.

O procedimento correto é estacionar o veículo do lado de fora do perímetro da ZTL, onde ficam as vagas com linhas azuis reguladas por parquímetros pagos, e fazer o restante do trajeto a pé até o centro.

Exceção Importante: Se o seu hotel estiver localizado fisicamente dentro da área da ZTL, você deve enviar um e-mail para a recepção antes do início da viagem informando a placa do carro alugado. O hotel possui um sistema próprio para cadastrar a sua placa junto às autoridades locais, garantindo o seu acesso livre para descarregar as bagagens sem gerar penalidades.

Recentemente, viralizou o vídeo de um turista brasileiro que, por desconhecer a regra, invadiu várias ZTLs em diferentes cidades. Só em Florença ele entrou e saiu da área proibida por dois dias seguidos e acabou acumulando milhares de euros em multas pendentes. Fique muito atento.

9. Esquecer de validar o bilhete físico dos trens regionais

O trem é o meio de transporte que eu mais recomendo e utilizo para se deslocar entre os destinos italianos, mas há uma regra burocrática essencial que confunde os iniciantes: a validação do bilhete.

Se você comprar um bilhete em uma bilheteria física ou terminal de autoatendimento para um trem regional (os trens de curta distância e velocidade comum, excluindo os trens de alta velocidade com assento marcado), você precisa validá-lo antes de entrar no vagão.

Caso você entre no trem com o bilhete comprado, mas sem o carimbo de validação, o fiscal aplicará uma multa na hora que varia de 50 € a 100 €, ignorando o fato de você ter pago o valor correto na estação. O motivo é que os bilhetes regionais têm validade aberta e poderiam ser reutilizados em outros dias se não fossem marcados.

Como fazer a validação correta:

Nas plataformas de embarque das estações, existem pequenas máquinas fixadas nas paredes e pilares, geralmente nas cores amarela, verde ou cinza. Antes de pisar no trem, insira o seu bilhete de papel na fenda dessa máquina. Ela fará um barulho e carimbará eletronicamente a data, o horário exato e a estação de partida no seu bilhete.

Antes de viajar, pesquise no Google a rota exata (“Trem de [Cidade A] para [Cidade B]”) para conferir o modelo de trem e se há a necessidade de validação prévia. Evite gastar o seu orçamento com multas bobas; o euro está caro e o valor de uma penalidade dessas paga um excelente jantar em um restaurante italiano.

10. Escolher uma localização ruim para o hotel querendo economizar pouco

A hospedagem é um fator decisivo na Itália. Quase todas as cidades históricas possuem uma área central bem definida que concentra as principais atrações, e esse é, sem dúvidas, o melhor lugar para se hospedar.

Muitos turistas olham o preço e pensam: “Vou economizar 20 € por dia e pegar um hotel mais afastado do centro”. Em Roma, por exemplo, muitas pessoas escolhem se hospedar nos arredores da Estação Termini por ser mais barato do que os hotéis do centro histórico.

Embora o preço seja menor, a distância faz uma diferença gigantesca no dia a dia. Ao olhar o mapa, a distância parece curta, mas na hora de caminhar de verdade debaixo de sol forte, calor ou chuva, o cansaço pesa muito.

Hospedando-se na região certa, você consegue fazer absolutamente tudo a pé. Conhecemos Roma e Florença inteiras caminhando, utilizando transporte ou Uber apenas em raras ocasiões à noite para retornar de restaurantes distantes.

Estar bem localizado permite que você volte ao hotel no meio da tarde para tomar um banho, descansar e fugir do sol forte, algo essencial em meses quentes.

Para ajudar na escolha, nós criamos mapas personalizados com as melhores regiões demarcadas e listamos os hotéis onde já ficamos hospedados em cada cidade da Itália. Você pode conferir todos os mapas explicativos e hotéis recomendados acessando a nossa página de ferramentas.

A importância da antecedência nas reservas

Não se esqueça de que o turismo na Itália está em alta e os hotéis operam com base na lei da oferta e da procura. Quanto mais pessoas reservam, mais o sistema eleva as diárias automaticamente. Portanto, faça a sua reserva com a maior antecedência possível para garantir preços baixos.

Utilizando o site que recomendamos ou fechando com a nossa agência Vou de Dicas, você garante tarifas excelentes e conta com o benefício do cancelamento gratuito. Se os seus planos mudarem, você cancela a reserva com um clique e sem nenhuma burocracia ou custo.

Dicas extras de sobrevivência: restaurantes, água e o calor no verão

Não reservar os restaurantes mais disputados

Na nossa primeira viagem, cometemos o erro de não reservar restaurantes. Você vai encontrar muitas opções comuns para entrar direto na hora, mas os restaurantes mais autênticos, bem avaliados e recomendados exigem reserva prévia, principalmente no almoço e no jantar de sexta e sábado.

Deixe dias livres para descobrir lugares caminhando, mas planeje e reserve com antecedência (às vezes com até dois meses para os mais badalados e premiados de redes sociais e revistas) pelo menos uns dois restaurantes bem legais para garantir a experiência.

Cuidado com a cobrança de água mineral

Na nossa primeira viagem para a Itália, cometemos um erro bobo na hora de pedir a bebida. O garçom perguntava se queríamos água e nós respondíamos que sim (“Yes”), solicitando uma garrafa (“Bottle”). Vinha aquela garrafa de vidro bonita na mesa.

O problema é que, ao fechar a conta, descobrimos que cobravam até 8 € por garrafa de água. Gastávamos mais de R$ 50 ou R$ 100 em uma única refeição apenas com consumo de água de garrafa.

Se você quer economizar e evitar essa cobrança pesada na conversão da moeda, adote a mesma prática comum nos Estados Unidos: peça a Tap Water (água de torneira). A água de torneira na Itália é extremamente limpa, segura e potável.

O garçom trará um copão ou jarra de água bem gelada gratuitamente. A água de garrafa de marca (Bottle Water) pode até ter uma leve diferença de sabor por conta dos minerais, mas para quem está convertendo dinheiro e quer economizar, a Tap Water cumpre perfeitamente o papel e é super aceita nos restaurantes.

Fique longe das garrafas fechadas se não quiser pagar taxas extras.

O calor intenso de junho a setembro e o roteiro “pauleira”

Muitas pessoas planejam férias entre os meses de junho e setembro e montam um roteiro pesado de caminhadas de dia inteiro sem considerar as condições climáticas. O verão na Europa vem quebrando recordes históricos de temperatura ano após ano.

Muitos viajantes justificam: “Ah, mas eu moro em cidade quente no Brasil, estou acostumado com o calor”. Acredite: o calor lá é pior. Cidades como Roma, Florença, Veneza e Milão são centros urbanos de pedra, asfalto e monumentos totalmente abertos, sem a presença de praias ou daquela brisa costeira para aliviar. Andar cinco minutos sob o sol forte do verão italiano provoca um desgaste físico imenso.

Táticas de sobrevivência para o verão:

  • Divida o roteiro em dois turnos: Utilize o fuso horário a seu favor e acorde cedo, por volta de 6:30 da manhã. Saia para caminhar com as ruas vazias, os pontos turísticos limpos e a temperatura agradável. Faça suas visitas e tire fotos sem multidões.
  • Descanse no horário de pico: Perto de meio-dia ou 13h, quando o sol estiver no nível mais intenso, programe um almoço longo em um restaurante climatizado, visite um museu fechado ou retorne para o hotel para tirar um cochilo. É por isso que reforço a importância de escolher um hotel bem localizado. Fizemos exatamente isso em julho: acordávamos cedo, aproveitávamos a manhã, almoçávamos, dormíamos no hotel das 13h até as 16h e depois voltávamos para a rua para curtir o fim de tarde e a noite com energia renovada.
  • Abuse dos itens de proteção: Saia de casa equipado com boné, protetor solar e uma garrafa d’água vazia. A Itália possui milhares de pequenas fontes históricas de água pública espalhadas pelas calçadas e pontos turísticos. A água dessas fontes é potável, corrente e muito gelada; você pode encostar e reabastecer sua garrafa de graça o dia inteiro.

Expectativa vs Realidade: Cidades lotadas o ano inteiro

Por fim, alinhe as suas expectativas antes de embarcar. A Itália está cheia de turistas durante o ano inteiro, com uma concentração ainda maior nos meses de verão europeu.

Não viaje com a ilusão baseada em fotos editadas de que você chegará à Fontana di Trevi e ela estará vazia esperando por você, ou que estará sozinho tirando fotos nas pontes e gôndolas de Veneza. A realidade atual do país é de monumentos disputados e ruas repletas de excursões.

Para tentar registrar os locais com mais tranquilidade e menos interferência de multidões, adote a estratégia de horários alternativos descrita acima, acordando bem cedo. Vá preparado psicologicamente para encontrar aglomerações e aproveite a beleza histórica do país com paciência.

Espero que vocês tenham gostado de todas as dicas deste post. Muito obrigado, galera, e uma boa viagem para a Itália!

Florença na Itália

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