
As Islas del Rosario são o passeio de mar mais famoso de Cartagena — e com razão. A gente tá falando de um arquipélago caribenho a cerca de 1 hora de lancha do cais da cidade, com água azul-turquesa, recifes de coral protegidos e ilhas com estrutura de praia que vai do beach club rústico até resort pé na areia.
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu não foi nem a cor da água (que é absurda mesmo) — foi descobrir que existem uns 5 tipos diferentes de passeio, e escolher errado é o que faz muita gente voltar achando que o lugar é superlotado e corrido. Neste guia, a gente explica tudinho pra você não cair em pegadinha.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Cartagena das Índias a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
O que são as Islas del Rosario (e por que são tão famosas)
O nome oficial é Parque Nacional Natural Corales del Rosario y de San Bernardo, criado em 1988 pra proteger um dos recifes de coral mais importantes da costa caribenha colombiana. Mas todo mundo chama simplesmente de Islas del Rosario.
São cerca de 28 a 43 ilhas e ilhotas (depende do critério — ilha grande ou cada pedacinho de areia), espalhadas no mar do Caribe a uns 45 km de Cartagena. O parque protege recifes, manguezais e leitos marinhos até 50 m de profundidade, e algumas ilhas são privadas, só acessíveis com hospedagem ou day use específico.
A cor azul-turquesa absurda da água é uma combinação de areia clara no fundo, profundidade baixa e recifes que refletem a luz do sol de um jeito vibrante. Em vários pontos a água é tão rasa e cristalina que dá pra ver peixes e corais só boiando com a máscara.

Como chegar nas Islas del Rosario
Tem basicamente 4 formas de fazer o passeio, e cada uma serve pra um tipo de viajante. Olha aqui:
1. Passeio em grupo de lancha rápida (o mais comum)
É o tour clássico bate-volta. As lanchas saem do Muelle de La Bodeguita (o cais principal de Cartagena) entre 8h e 9h da manhã e voltam entre 15h e 16h30. A navegação leva uns 50 minutos a 1 hora em cada sentido.
O preço gira em torno de COP 120.000 a 220.000 por pessoa, geralmente incluindo o transporte de barco, almoço simples e uso da estrutura em alguma ilha ou em Playa Blanca. Mas atenção: além disso, você paga obrigatoriamente a taxa portuária (uns COP 25.000–30.000) e a taxa de entrada no parque (uns COP 20.000) no próprio cais, em dinheiro.
Esse tipo de passeio é uma ótima maneira de planejar uma viagem cômoda e economizar. Esse site que a gente usa em todas as viagens tem várias opções de tour pras Islas del Rosario com avaliação real de quem foi, e o pagamento é em reais, sem IOF, com cancelamento gratuito em quase todos os passeios.
A grande vantagem é que dá pra reservar com calma do Brasil, comparar roteiros (quantas ilhas para, se inclui Playa Blanca, se vai no Oceanário) e cancelar de graça caso a previsão do tempo mude. A gente sempre reserva por lá pra evitar ficar negociando no cais com vendedor insistente.
2. Day use em hotel/beach club de uma ilha
Esse modelo a gente recomenda muito pra quem quer um dia mais tranquilo, sem aquela correria de parar em 4 ilhas com 30 minutos cada. Você fecha o pacote com um hotel específico — tipo Isla del Sol, Isla del Encanto, San Pedro de Majagua, Cocoliso ou Isla Grande — e fica o dia inteiro lá.
O valor fica entre COP 200.000 e 400.000 por pessoa, normalmente com transporte de barco ida e volta, almoço (peixe com arroz de coco, patacones e salada é o clássico), cadeiras, banheiro e às vezes piscina. A diferença pro tour de massa é gritante: praia mais vazia, estrutura melhor e ritmo de descanso.
3. Ida por terra até Barú + barco curto
Depois que construíram a ponte sobre o Canal del Dique, dá pra chegar na região de Barú de carro, em cerca de 1 hora desde Cartagena. De lá, alguns hotéis e barqueiros locais fazem a travessia curta até ilhas do arquipélago.
Um táxi ou traslado privado custa em torno de COP 80.000–120.000 pelo carro inteiro (não por pessoa). É uma boa opção pra quem enjoa em mar aberto, porque você só pega lancha num trecho curto.
4. Lancha ou iate privado
Pra família, grupo de amigos ou quem quer roteiro flexível, dá pra alugar uma lancha privada. As básicas (até 8–12 pessoas) ficam em torno de COP 1.500.000 a 3.000.000 o dia. Sai caro dividido por casal, mas em grupo de 6–8 pessoas pode valer muito a pena: você escolhe as paradas, horário e fica longe da multidão.
O que fazer nas ilhas
Praias e day use
Isla Grande é a maior e mais conhecida, com pousadas, hotéis e beach clubs. Tem opção pra todo bolso e a água é daquele azul-turquesa de cartão postal.
Já Isla del Sol, Isla del Encanto, San Pedro de Majagua, Cocoliso e Rosario de Mar são ilhas-hotel, geralmente acessadas via pacote de day use ou hospedagem. São mais exclusivas e o número de visitantes é controlado, o que faz toda a diferença.
A Playa Blanca (na ilha de Barú) tecnicamente não faz parte do arquipélago mais afastado, mas entra na maioria dos tours combinados. Olha, a praia é linda mesmo, mas em alta temporada fica superlotada e com muito assédio de vendedores. Se você procura sossego, Playa Blanca em pleno dezembro/janeiro não é o melhor lugar.
Snorkel e mergulho
O parque protege uma área de recifes com bastante vida marinha — peixes coloridos, corais, esponjas. O snorkel costuma ser opcional e pago à parte, em torno de COP 40.000–80.000 por pessoa, incluindo máscara e colete.
Pra mergulho com cilindro (scuba), tem operadores em Isla Grande e em alguns hotéis. Batismo e mergulhos certificados ficam entre COP 250.000 e 400.000.
Oceanário de Islas del Rosario
Na ilha San Martín de Pajarales fica o Oceanário, uma espécie de aquário a céu aberto com tanques e apresentações de animais marinhos. Muitos tours fazem parada lá como atividade opcional. A entrada costuma sair por uns COP 40.000 por pessoa, geralmente não inclusa no passeio básico.
Plâncton bioluminescente
Em áreas de mangue, tem passeio noturno pra ver o plâncton bioluminescente — aquele fenômeno que faz a água brilhar quando você mexe. Esse passeio costuma sair de Barú ou de Isla Grande, e geralmente só é feito por quem dorme nas ilhas. Pra quem topa dormir uma noite por lá, é um dos momentos mais marcantes do Caribe colombiano.
Onde se hospedar nas Islas del Rosario
Vai desde pousada rústica em Isla Grande até resort em ilha privada. As opções mais buscadas pelos viajantes brasileiros incluem:
- San Pedro de Majagua — estrutura sofisticada, ambiente bem romântico.
- Cocoliso Island Resort — resort de praia clássico.
- Isla del Sol — hotel muito usado também em day use.
- Rosario de Mar by Karisma — opção de hotel de rede.
As diárias variam bastante: pousadas simples em Isla Grande ficam em torno de COP 300.000–600.000 a diária; hotéis intermediários, COP 600.000–1.200.000; estruturas mais exclusivas com bangalô pé na areia podem passar de COP 1.500.000, especialmente em alta temporada.
Uma coisa pra você ter em mente: somando transporte, refeições no hotel (não tem mercado nem outro restaurante por perto) e atividades extras, o custo do “combo ilha” cresce rápido. Faça a conta antes de fechar.
Pra um casal que tá fazendo a viagem inteira em Cartagena, a gente costuma sugerir 1 ou 2 noites na ilha (pra curtir nascer e pôr do sol sem multidão) e o resto na cidade — sai mais em conta e você aproveita os dois mundos.
Quanto custa o passeio (resumão real)
Pra você não levar susto, aqui vai o orçamento mínimo de um casal num passeio bate-volta padrão:
- Passeio em grupo: COP 150.000 × 2 = COP 300.000
- Taxa do porto: COP 30.000 × 2 = COP 60.000
- Taxa do parque: COP 20.000 × 2 = COP 40.000
- Snorkel opcional: COP 60.000 × 2 = COP 120.000
- Bebidas, snacks, gorjetas: ~COP 100.000
Total: em torno de COP 620.000 pro casal, sem extras como Oceanário ou aluguel de guarda-sol. Vale lembrar: a maior parte das taxas e atividades extras é cobrada em dinheiro, no próprio cais ou na ilha. Leve pesos colombianos em espécie.
Erros comuns que estragam o passeio
Esses são os tropeços que a gente mais vê viajante brasileiro cometer — e que dão pra evitar fácil:
1. Achar que todos os passeios são iguais. Tem diferença gigante entre o bate-volta corrido (4 paradas + Playa Blanca em 6 horas), o day use numa única ilha (mais calmo) e a hospedagem de 1–2 noites. Decida antes que tipo de dia você quer.
2. Não perguntar o roteiro detalhado antes de pagar. Confirme quantas paradas, quanto tempo em cada uma, se inclui Playa Blanca e se a parada no Oceanário é obrigatória ou opcional. Alguns tours “empurram” venda casada no meio do passeio.
3. Subestimar o custo total. O preço anunciado do passeio quase nunca inclui as taxas do porto e do parque, nem o snorkel, fotos profissionais, guarda-sol e bebidas. Soma facilmente o dobro do valor inicial.
4. Escolher pelo preço mais baixo. Tour muito barato geralmente vem com barco lotado, estrutura fraca na ilha (pouca sombra, sem chuveiro) e parada em praia muito cheia. A gente errou nessa uma vez — acabou num beach club sem sombra suficiente pra todo mundo, num dia de 32 graus. Não compensa economizar COP 50.000 e passar mal.
5. Esperar “Caribe intocado” num tour de massa. O mar é absurdo, mas praias de excursão em alta temporada estão cheias, com barcos e som alto, principalmente Playa Blanca. Pra algo mais exclusivo, vá de day use em hotel com lotação controlada ou hospede numa ilha mais tranquila.
6. Não se proteger do sol e do enjoo. Camiseta UV é quase obrigatória — você fica horas exposto na lancha e na praia. E quem enjoa em barco precisa tomar remédio antes da volta, porque no fim da tarde o mar fica bem mais mexido. Senta na parte de trás da lancha, balança menos.
7. Levar mala grande pra dormir 1 noite. Acesso é só de lancha. Mochila ou mala pequena é infinitamente mais prática que mala rígida grande.

O que levar pra um dia nas ilhas
- Pesos colombianos em espécie — pras taxas obrigatórias, bebidas, snorkel e gorjetas.
- Protetor solar (de preferência biodegradável, várias ilhas exigem).
- Chapéu, óculos escuros e camiseta UV.
- Toalha de praia ou canga.
- Saco estanque ou ziplock pro celular e documentos (a lancha bate bastante).
- Sandália ou chinelo — algumas áreas têm pedras e corais.
- Remédio pra enjoo se você for sensível.
Melhor época pra ir
O clima é típico do Caribe: faz calor o ano inteiro, com água morna e ótima visibilidade pra snorkel. Mas tem nuances:
A melhor janela vai de dezembro a março, com mais sol, mar mais estável e quase nada de chuva. O lado ruim é justamente a alta temporada — passeios cheios e preços maiores, principalmente entre Natal, Reveillón e Semana Santa.
De abril a novembro tem mais pancadas de chuva, mas ainda é viável. Agosto a outubro costuma ter mais dias nublados e mar mais mexido — se você enjoa, escolha outro período.
Seguro viagem pra Colômbia (não esquece)
Atendimento médico em ilha, com transporte de volta a Cartagena, sai caríssimo se algo der errado — corte de coral, queimadura grave, intoxicação alimentar, qualquer coisa. A gente sempre faz seguro viagem em todas as viagens internacionais e recomenda muito.
Cota com esse comparador de seguros: ele compara as principais seguradoras do mercado de uma vez, e o link já vem com 18% de desconto exclusivo pros leitores do Grupo Dicas. Pagamento em reais, sem IOF, parcelável.
Chip de celular pra Cartagena
Pra usar Uber, mapa, traduzir cardápio e mandar foto pra família sem se preocupar com Wi-Fi, vale demais sair do Brasil com chip já ativo. A gente usa esse chip de viagem, que chega na sua casa antes da viagem e já vem com internet ilimitada na Colômbia. É só ativar quando pousar.
Onde se hospedar em Cartagena
Pra aproveitar bem o passeio às Islas del Rosario, ficar perto do Centro Histórico ou de Getsemaní ajuda muito — fica perto do Muelle de La Bodeguita (onde saem as lanchas) e dá pra ir a pé. Olha a melhor região pra se hospedar em Cartagena:
Onde ficamos em Cartagena (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Em Cartagena, duas regiões se destacam para os turistas. A primeira é a Cidade Amuralhada, ideal para quem quer estar na parte histórica da cidade, cercado por arquitetura colonial, museus, e uma grande variedade de restaurantes e bares. A segunda é Bocagrande, uma área moderna com arranha-céus, praias populares. Além do mais, ela oferece hotéis e restaurantes com uma vista incrível do mar.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre as Islas del Rosario
Vale a pena ir nas Islas del Rosario?
Vale muito, sim — é um dos passeios mais bonitos do Caribe colombiano. Mas o jeito como você faz muda tudo: tour de massa em Playa Blanca pode decepcionar, enquanto day use numa ilha-hotel ou uma noite hospedado por lá costuma ser inesquecível.
Quanto tempo dura o passeio?
Os passeios bate-volta saem entre 8h e 9h da manhã do Muelle de La Bodeguita e voltam entre 15h e 16h30. No total, dá pra contar com um dia inteiro, sendo cerca de 2 horas de navegação (ida e volta) e o restante nas paradas.
Precisa pagar taxa de entrada no parque?
Sim. Além do valor do tour, tem a taxa portuária (em torno de COP 25.000–30.000) e a taxa de entrada no Parque Nacional Corales del Rosario (em torno de COP 20.000), ambas cobradas em dinheiro no próprio cais. Leve pesos colombianos em espécie.
Qual é a melhor ilha pra visitar?
Depende do estilo. Isla Grande é a mais variada, com pousadas e beach clubs pra todo bolso. San Pedro de Majagua, Cocoliso e Isla del Sol oferecem day use mais sofisticado e calmo. Playa Blanca é a mais famosa, mas lota muito em alta temporada.
É melhor fazer bate-volta ou dormir numa ilha?
Se você só tem 1 dia, faz o bate-volta — de preferência day use em uma única ilha, não tour com várias paradas. Se tiver 2 ou 3 dias sobrando em Cartagena, vale dormir 1 noite por lá: dá pra ver o nascer e o pôr do sol no mar, fazer passeio noturno de plâncton bioluminescente e curtir a praia sem multidão.
O mar é seguro pra crianças?
Em geral, sim — várias praias do arquipélago têm água rasa e calma, ótima pra família. O ponto de atenção é a travessia de lancha rápida, que pode balançar bastante. Pra crianças muito pequenas, considere o acesso por terra via Barú, que reduz o trecho de mar aberto.
Dá pra ir por conta própria, sem agência?
Dá, mas dá trabalho. Você teria que negociar com barqueiros no cais (geralmente em espanhol e sem cancelamento) ou chegar de táxi até Barú e contratar barco local. Pra evitar dor de cabeça, a gente recomenda reservar do Brasil — você compara preços, lê avaliações reais e pode cancelar de graça se mudar de ideia.
Economize ao máximo na sua viagem à Colômbia
- Economizando: dá uma olhada na nossa matéria de como viajar barato para a Colômbia, com tudo o que a gente faz pra gastar menos sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: veja onde comprar os ingressos pras atrações da Colômbia de forma segura, em reais e parcelado.
- Carro: se quiser explorar outras cidades do país, leia como alugar um carro na Colômbia pagando o menor preço.
- Pesos: conheça a melhor forma de levar dinheiro pra Colômbia — tem uma opção muito mais barata que dólar em espécie.
- Celular: garanta seu chip internacional ainda no Brasil e desembarque conectado.
- Hospedagem: nossa matéria de onde ficar em Cartagena mostra qual é a melhor região e como economizar no hotel.
- Seguro viagem: veja aqui como contratar o melhor (e mais barato) seguro pra Colômbia.
- Transfer: precisa de translado aeroporto-hotel? Saiba como reservar pelo menor preço.
As Islas del Rosario rendem um dos dias mais bonitos de qualquer viagem a Cartagena — e com um pouquinho de planejamento (escolher o tipo certo de passeio, levar dinheiro pras taxas, ir num dia de semana, sair do óbvio Playa Blanca) você sai dali com aquela sensação de “valeu cada minuto”, não com “poxa, esperava mais”. Bora pegar essa lancha?