
Se você tá montando a viagem pra Santiago e gosta de vinho (ou só de um passeio bonito e diferente), a visita à Vinícola Concha y Toro é uma das melhores pedidas. É um bate-volta clássico, dá pra fazer em meio dia e mistura história, vinhos ícones e aquela paisagem de vinhedos no Vale do Maipo.
E olha: a gente já levou gente que jurava não ligar pra vinho e voltou encantada. O passeio é envolvente, o guia conta cada história, e a famosa adega do Casillero del Diablo rende um momento que vale por si só. Ou seja, é tour pra todo mundo, não só pros entendidos.
Neste guia a gente reuniu tudo que você precisa pra aproveitar bem: como é o tour na prática, quanto custa, como chegar, melhor época e os errinhos que dá pra evitar. E não esquece de ver também o nosso conteúdo de como planejar uma viagem a Santiago, que ajuda a montar a viagem inteira gastando menos.
Sobre a Vinícola Concha y Toro perto de Santiago
Na cidade de Pirque, a cerca de 30 a 35 km do centro de Santiago, está a Vinícola Concha y Toro, uma das mais famosas e renomadas do mundo. Fundada em 1883 por Don Melchor Concha y Toro, ela fica no chamado Vale do Maipo, uma região superprivilegiada pra produção de vinhos por causa dos solos ricos e do clima mediterrâneo.
É uma das maiores produtoras de vinho da América Latina e está entre as maiores do mundo. E o prestígio não é de hoje: desde a fundação ela se destaca pela excelência na produção, sobretudo no manejo de castas de uvas bem seletas.
Uma curiosidade legal é o lendário vinho Casillero del Diablo. Apesar da qualidade excelente, ele ficou famoso mesmo foi pela história. Segundo a lenda, há mais de cem anos o fundador escondeu uma coleção preciosa de vinhos numa adega particular. Com o tempo, percebeu que as garrafas estavam sumindo.
Pra acabar com os furtos, Don Melchor espalhou o boato de que o porão era habitado pelo diabo. Deu certo — e o nome virou marca registrada. A visita a essa cave costuma ter efeitos de luz e som, rende ótimas fotos e é um dos pontos mais aguardados do tour.

Uma coisa importante de saber: a vinícola não pode ser visitada por conta, sem tour. É obrigatório participar de um dos programas oficiais, então não dá pra entrar pra caminhar livremente entre as parreiras. Vale alinhar essa expectativa antes.
Como chegar à Vinícola Concha y Toro?
Existem várias formas de chegar saindo de Santiago. De transporte público, dá pra pegar o metrô da Linha 4 em direção a Puente Alto e, de lá, completar o trajeto de Uber ou táxi até a entrada da vinícola, que fica pertinho. É a forma mais barata de ir por conta própria.
O detalhe é que essa opção exige atenção ao horário do seu tour: conte com uma boa margem de segurança, porque atraso no deslocamento faz você perder parte da experiência. Na volta nem sempre tem aplicativo disponível na hora, mas costuma ter ponto de táxi bem perto da entrada.
Se você quer mais liberdade pra combinar a Concha y Toro com outras vinícolas do Vale do Maipo no mesmo dia, o carro alugado resolve. A distância é curta e o percurso é bem sinalizado. Pra economizar de verdade no aluguel, a principal dica é usar esse comparador de carros, que compara o preço em todas as principais locadoras e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site delas.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, sem IOF, e dá pra parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa. A gente sempre pega também a proteção RentalCover, que cobre pneus, vidros, perda de chaves e assistência na estrada, itens que costumam ficar de fora do seguro básico.
Existe ainda esse outro comparador, que também é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois. E prefira sempre as grandes locadoras (Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget) pra evitar dor de cabeça.
Atenção importante: se você pretende degustar vários vinhos, não dirija. O Chile tem fiscalização e lei seca rígida — se for beber, volte de táxi, aplicativo, com outro motorista ou em excursão.
Mas, na nossa opinião, a forma mais cômoda de chegar é fechando o pacote com uma agência, com transfer saindo do hotel e guia explicando a parte histórica e dos vinhos. Você reserva tudo direitinho usando esse site de ingressos para o Chile, que tem opções de tour em português e é bem confiável pra brasileiro.

Tipos de tour e o que está incluído
A vinícola oferece experiências diferentes, e as agências costumam vender basicamente dois ou três formatos. Veja os dois principais que a gente recomenda.
1. Vinícola Concha y Toro Tradicional
Nesse passeio tradicional, o motorista do transfer busca você no hotel em Santiago de manhã e leva até a vinícola, em Pirque. Durante o tour, você tem a companhia de um guia local, que compartilha curiosidades e detalhes sobre o lugar.
A visita começa pelos lindos jardins da antiga casa de verão da família Concha y Toro, uma propriedade cheia de charme e história, construída no fim do século XIX. Depois, você conhece os vinhedos, que têm 26 variedades de videiras, enquanto aprende mais sobre o cultivo das uvas e a produção dos vinhos.
Esse tour inclui 3 degustações de vinhos especiais da vinícola. E, no fim, você visita a bodega onde fica a famosa adega do Casillero del Diablo. No total, é um passeio de cerca de 4 horas e costuma custar em torno de 37.000 pesos chilenos (valor que pode variar conforme câmbio e temporada).
O que costuma estar incluso:
- Guia/motorista;
- Transfer saindo do hotel;
- 3 degustações de vinhos especiais;
- Taça de vinho de brinde pra levar pra casa;
- Tickets da vinícola.

2. Vinícola Concha y Toro Marques
Diferente do anterior, o tour Marques custa em torno de 50.000 pesos chilenos e é mais completo. Pra quem ama bons vinhos, essa é a melhor opção, porque além de conhecer a história e o processo de produção, você faz 7 degustações.
Durante o passeio guiado pela vinícola são feitas 3 degustações. As outras 4 acontecem com o acompanhamento de um sommelier, que ensina a harmonizar os vinhos com uma seleção de queijos finos, deixando a experiência ainda mais especial.
Pra completar, no fim do tour você ganha de presente uma taça de vinho e a charmosa tabla de madeira usada pra servir os queijos.
O que costuma estar incluso:
- Guia/motorista;
- Transfer saindo do hotel;
- 7 degustações de vinhos especiais com queijos finos;
- Tabla de queijos de brinde;
- Taça de vinho de brinde;
- Tickets do tour premium da vinícola.

Quanto custa e como funcionam as reservas
Os valores variam bastante conforme tem ou não transporte, o número e a qualidade dos vinhos da degustação, se inclui almoço e se é tour padrão ou premium. Como referência:
- Só o tour na vinícola, sem traslado, costuma ficar em torno de CLP 40.000 a 60.000 por pessoa;
- Pacotes de agência com transporte + tour + degustação costumam ficar na faixa de CLP 70.000 a 90.000 por adulto;
- Versões com almoço incluso sobem bastante, podendo chegar a algo em torno de CLP 90.000 a 110.000 por pessoa.
Sobre a reserva, a dica é garantir com antecedência, principalmente em alta temporada (verão, Natal, Ano Novo, carnaval, férias de julho) e fins de semana. Alguns operadores aceitam reservar até cerca de 18 horas antes se houver vaga, mas pacotes com almoço ou experiências especiais costumam pedir mais antecedência. Como a programação de horários muda conforme a temporada, confirme o horário exato no momento da reserva.
IMPORTANTE: para uma viagem a Santiago, o seguro viagem e o chip de celular são dois itens indispensáveis. Atendimento médico fora do Brasil costuma sair caro, e o seguro te protege contra imprevistos. A gente sempre usa esse comparador de seguros (o link já vem com 18% de desconto exclusivo) e esse chip de viagem que a gente usa, pra ficar conectado o tempo todo sem dor de cabeça.
Melhor época para ir e o que esperar do clima
A vinícola funciona o ano todo, então não tem época errada — tem épocas diferentes. No verão e início do outono (de dezembro a abril), os vinhedos ficam cheios de folhas e uvas, o cenário fica mais fotogênico, mas pode fazer calor: leve roupa leve, chapéu e protetor solar.
Já no inverno (de junho a agosto), as parreiras ficam mais peladas e o ambiente fica frio e úmido. Em compensação, costuma ter menos gente, o que combina muito com vinho em dia fresquinho.
Independente da estação, tem um detalhe que a gente sempre lembra: as caves são frias o ano todo. Vale levar um casaco leve na bolsa mesmo no verão, porque a parte subterrânea do tour esfria bem.
Dicas para aproveitar ao máximo
Algumas coisas simples que fazem diferença na visita:
- Reserve com antecedência, sobretudo na alta temporada e nos fins de semana, pra não ficar sem o horário desejado;
- Chegue 20 a 30 minutos antes do horário do tour, pra dar tempo de check-in, banheiro e fotos iniciais com calma;
- Leve documento com foto (RG ou passaporte): a degustação é só pra maiores de 18 anos e podem pedir identificação;
- Use roupa e calçado confortáveis, porque tem trechos de caminhada por jardins e vinhedos, além de escadas e piso irregular nas caves;
- Leve cartão ou dinheiro pra extras, já que tem loja de vinhos e souvenirs no complexo;
- Confira o idioma do tour na hora de reservar: nem todos os horários têm guia em português, alguns são só em espanhol ou inglês.
Erros que podem estragar a sua visita
Pra te poupar de tropeços que a gente já viu acontecer, fica de olho nesses pontos:
- Ir sem reserva na alta temporada: pode não ter vaga no horário que você quer, e aí ou espera ou desiste. Reserve sempre;
- Subestimar o tempo de deslocamento: quem vai de metrô + aplicativo às vezes não conta com atrasos e chega depois do horário do tour. Saia de Santiago com folga;
- Misturar degustação e direção: alugou carro e quer degustar vários vinhos? Combine pra outra pessoa dirigir ou volte de táxi/aplicativo;
- Achar que é um passeio livre: não dá pra entrar sem tour. É obrigatório participar de um programa oficial;
- Esquecer proteção pra sol ou frio: muito sol nos vinhedos no verão e caves frias o ano todo. Chapéu, óculos, protetor e um casaco leve resolvem.
Curiosidades pra deixar a visita mais legal
Pra você chegar lá já sabendo o que prestar atenção:
- Casillero del Diablo: a cave onde nasceu a lenda do diabo é o ponto mais aguardado, com efeitos de luz e som e ótimas fotos;
- Tradição: a Concha y Toro foi fundada em 1883 e é uma das marcas de vinho mais admiradas do mundo;
- Jardins históricos: o tour passa pela antiga casona da família, rodeada por jardins projetados no século XIX — um dos trechos mais fotogênicos;
- Taça de lembrança: na maioria dos tours, a taça da degustação é presente pra você levar pra casa;
- Pra toda a família: o passeio é classificado como familiar, embora a degustação seja só pra adultos.
Pra aproveitar bem todos os passeios de Santiago, ficar numa boa localização faz TODA a diferença: você economiza tempo no transporte e fica perto de tudo. Olha aqui a melhor região pra se hospedar e como economizar muito no hotel:
Onde ficamos em Santiago do Chile (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões que são as melhores para os turistas em Santiago. Uma é Providencia, ideal para quem quer ficar perto de áreas movimentadas, com muitos bares, restaurantes e lojas. A outra é o Centro Histórico, que é o coração cultural e histórico da cidade. Essa região é cheia de hotéis, museus, e restaurantes, além de oferecer preços geralmente mais baixos que os de Providencia.
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Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre a Vinícola Concha y Toro
Quanto tempo dura a visita à Vinícola Concha y Toro?
O tour dentro da vinícola costuma durar de 1h15 a 2h. Com o transporte saindo de Santiago, o passeio completo fica em torno de 4 a 5 horas no total.
Dá pra fazer o passeio como bate-volta saindo de Santiago?
Sim, é um bate-volta clássico. Dá pra sair de manhã e voltar pra almoçar em Santiago ou fazer o tour da tarde e voltar no início da noite.
Precisa reservar com antecedência?
Sim, principalmente na alta temporada e nos fins de semana. Alguns operadores aceitam reservar até cerca de 18 horas antes se houver vaga, mas pacotes especiais pedem mais antecedência.
É possível visitar a vinícola sem fazer um tour guiado?
Não. A vinícola só pode ser visitada participando de um dos programas oficiais. Não dá pra caminhar livremente entre os vinhedos por conta própria.
Quanto custa o passeio à Concha y Toro?
Só o tour na vinícola costuma ficar em torno de CLP 40.000 a 60.000 por pessoa. Pacotes de agência com transporte saindo de Santiago ficam na faixa de CLP 70.000 a 90.000 por adulto, variando conforme câmbio e temporada.
Crianças podem participar do passeio?
Sim, o passeio é classificado como familiar. Só a degustação de vinhos é restrita a maiores de 18 anos.
Tem guia em português na Concha y Toro?
Muitas saídas têm guia em português, mas nem todos os horários. Confirme o idioma no momento da reserva pra escolher o horário mais confortável.
Economize ao máximo na sua viagem a Santiago e ao Chile:
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como planejar uma viagem a Santiago, com todas as dicas pra economizar ao máximo, sem deixar de aproveitar!
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No fim das contas, a Concha y Toro entrega muito mais do que vinho: é história, paisagem e uma experiência que cabe pra família inteira. A gente saiu de lá com a taça de lembrança na bolsa e a sensação de ter feito um dos melhores bate-voltas de Santiago. Aproveita a viagem e saúde!