Viagem de carro de Bariloche a Buenos Aires

Sair de Bariloche e pegar a estrada rumo a Buenos Aires é um daqueles trajetos que viram parte da viagem. São cerca de 1.600 km, quase 20 horas líquidas de volante e paisagens que mudam dos lagos azuis da Patagônia para a estepe infinita e, depois, o pampa plano até a capital. A gente fez esse caminho e o que mais marca é justamente o contraste: você sai do frio andino e vai vendo a vegetação se transformar quilômetro após quilômetro.

Neste guia, a gente reuniu tudo o que você precisa pra planejar bem: as rotas mais usadas, onde dormir no meio do caminho, faixa de custo com combustível e pedágios, melhor época pra ir e os erros mais comuns que os brasileiros cometem nessa estrada.

E olha, é um percurso seguro e muito usado, mas que exige planejamento de combustível, paradas e escolha cuidadosa da rota. Bora ver como fazer direitinho.

De carro de Bariloche a Buenos Aires

Muitos turistas gostam de combinar 2 ou mais cidades quando viajam pra Argentina, e isso é uma forma super legal de conhecer vários lugares num roteiro só. As cidades mais requisitadas costumam ser Buenos Aires, Bariloche e Mendoza. Se você tiver um roteiro mais longo, de 10 dias ou mais, vale super a pena montar um trajeto que passe por essas localidades.

Na maioria das vezes, o pessoal vai primeiro pra Buenos Aires (que é a capital e principal cidade do país) e só depois parte pra Bariloche. Mas, supondo que o seu roteiro seja o contrário, como fazer o percurso de carro?

Primeiro, entenda que as duas cidades ficam a cerca de 1.580 a 1.640 km uma da outra, o que dá em torno de 18 a 20 horas de carro sem paradas. Como o percurso é longo, o ideal é dividir em 2 dias, com 9 a 11 horas diárias de volante e um pernoite no meio do caminho.

Uma cidade ótima pra parar é Santa Rosa, na província de La Pampa, que fica praticamente no meio do trajeto e tem boa oferta de hotéis e hostels. Outra opção é Neuquén ou os arredores, como Villa El Chocón (a uns 60 km depois de Neuquén), uma parada agradável com bons hotéis, paisagem de cânions, lago e até museu de fósseis de dinossauro.

A gente errou nessa na primeira vez: tentou esticar demais o primeiro dia e chegou exausto. Faça o favor de planejar o pernoite com antecedência, dorme bem, toma um café da manhã tranquilo e parte pra capital no dia seguinte com muito mais disposição.

Aluguel de carro (economize até 34%)

Antes de falar de rota, vamos resolver o carro, porque é aqui que muita gente paga caro à toa. A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

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Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Carros em estrada de Bariloche

As rotas: qual caminho seguir

Existem basicamente duas opções de rota pra fazer a viagem de carro de Bariloche a Buenos Aires. As duas se encontram na região de Neuquén/La Pampa e depois convergem pra RN 5 em direção à capital.

  • Rota via La Pampa (a mais recomendada): Bariloche → RN 40 → RN 237 → RN 22 → RN 151 → RP 20 → RN 143 → RN 152 → RN 35 → RN 5 → Acceso Oeste / Buenos Aires. É o caminho indicado pelo turismo oficial de Bariloche e pelos blogs especializados como o mais equilibrado em pavimento, tráfego e serviços. O pernoite natural aqui é Santa Rosa.
  • Rota via Bahía Blanca: Bariloche → RN 40 → RN 237 → RN 22 → RN 3 → Bahía Blanca → RN 3 → depois conexão com a RN 5 ou acesso a Buenos Aires. É um pouco mais longa e costuma ser escolhida por quem quer incluir Bahía Blanca ou a costa atlântica (Las Grutas, Viedma).

Pode parecer um pouco complexo, mas fica tranquilo: com um GPS e um mapa offline baixado, você chega tranquilamente. Vale a dica de baixar os mapas antes, porque tem trechos longos de estepe sem sinal.

Sobre o estado das estradas: o trecho próximo a Bariloche (RN 40 até Dina Huapi) é transitável, mas tem alguns remendos e pequenos buracos, então atenção. Já a RN 5, chegando a Buenos Aires, é em grande parte autovia de pista dupla perto de Luján e região metropolitana. E olha: tem vários radares e controles policiais, principalmente nas zonas urbanas e cruzamentos importantes.

Mapa de Bariloche para Buenos Aires de carro

Quanto custa: combustível, pedágios e pernoite

Vamos falar de dinheiro, mas sem cravar números, porque a inflação argentina muda tudo rápido. O ideal é simular com o consumo do seu próprio carro e o preço da gasolina na véspera da viagem.

Combustível: um carro médio a gasolina (nafta) faz algo em torno de 9 a 11 km/L em rodovia, o que dá uns 150 a 180 litros pro trecho inteiro. Pense num custo total “em torno de” um valor cheio — e prefira sempre fazer as contas com o preço atualizado.

Pedágios: os pedágios aparecem principalmente nos trechos finais, já na província de Buenos Aires (RN 5 e acessos), em pontos como Trenque Lauquén, 9 de Julio, Olivera e depois no Acceso Oeste (Luján, Ituzaingó). No total, o custo dificilmente será menor que algumas dezenas de milhares de pesos, variando conforme a rota e se você entra em Buenos Aires pela rede de autopistas urbanas. A dica de ouro: leve sempre dinheiro em espécie em pesos, porque o sistema de Telepase pode dar problema.

Se a locadora oferecer o Telepase (o “Sem Parar” deles) na hora de fechar o contrato, pode valer a pena — mas confirme como funciona a cobrança ao final, pra não tomar susto na devolução.

Hospedagem no caminho: Santa Rosa e Neuquén têm boa oferta, de hostels e hotéis simples a opções 3 e 4 estrelas, com diárias que costumam ficar numa faixa competitiva pra brasileiros. Como a inflação é alta, o melhor é pesquisar no momento da viagem.

Melhor época para fazer a viagem de carro

Cada estação tem suas vantagens, e a escolha muda bastante a experiência na estrada:

  • Verão (dezembro a março): dias longos com muita luz, o que é ótimo pra dirigir com segurança. Faz calor forte na estepe patagônica e em La Pampa, mas o clima em Bariloche é mais agradável. É alta temporada lá, então fica mais caro e cheio.
  • Outono (abril e maio): muito procurado pelos tons de outono na região andina, com trânsito de estrada mais tranquilo.
  • Inverno (junho a agosto): Bariloche está no auge da temporada de neve, mas o trajeto exige atenção redobrada — há chance de gelo ou neve em trechos mais altos da RN 237 e RN 40 perto da cidade. Verifique sempre alertas de neve, uso de correntes e estado da rodovia antes de sair.
  • Primavera (setembro a novembro): clima intermediário, dias voltando a ficar mais longos e natureza florida. Boa pra quem quer fugir dos extremos de frio e da lotação do verão.

Dicas práticas de estrada e segurança

Algumas coisas que fazem toda a diferença e que a gente aprendeu na prática:

  • Evite dirigir à noite. Tanto por segurança quanto por causa de animais na pista e da pouca estrutura em trechos longos de estepe. Programe pra chegar com luz do dia.
  • Nunca ande com o tanque baixo. Existem trechos sem nenhum posto de gasolina, e você pode percorrer mais de 100 km sem ver um sequer. Abasteça sempre que puder.
  • Respeite os limites e fique atento aos radares. Na saída de Bariloche, em Dina Huapi, tem radares e controles de velocidade. Em vários trechos da RN 5 e nos acessos a cidades maiores a fiscalização é forte.
  • Leve toda a documentação em ordem. Há muitos controles policiais ao longo do caminho, então tenha CNH dentro da validade, documento do veículo e seguro à mão.
  • Marque paradas a cada 200 a 300 km pra abastecer, comer e esticar as pernas, principalmente se estiver viajando com crianças.
  • Inverno = correntes. Na época da neve, em trechos próximos a Bariloche, as correntes nos pneus podem ser obrigatórias. Sem elas, o carro não tem aderência e o risco de acidente aumenta.

Importante: quem usa GNC (gás natural comprimido) tem boa oferta de postos no trecho Buenos Aires–Bahía Blanca, mas o gás fica mais escasso quanto mais ao sul você vai. No trecho patagônico, não dependa só do GNC.

Atrações e paradas no caminho

A viagem pode virar parte do roteiro. A partir de Bariloche, você tem acesso fácil ao Circuito Chico, ao Cerro Campanario, ao Cerro Catedral e à Colonia Suiza. Dá também pra encaixar Villa La Angostura (a 83 km) e San Martín de los Andes pela Rota dos 7 Lagos, um dos trechos mais encantadores da Patagônia pra fazer de carro.

No meio do caminho, Neuquén é bom pra reabastecer e comer, e Villa El Chocón surpreende com paisagens de cânions, lago e museu de fósseis. Santa Rosa é cidade de passagem, mas tem boa estrutura pra descansar. E quem opta pela rota pela costa pode usar Bahía Blanca como base pra um desvio até Las Grutas, balneário famoso de Río Negro.

Erros que você não deve cometer

Reuni aqui os deslizes mais comuns que a gente vê os brasileiros cometendo nessa viagem:

  • Tentar fazer em 1 dia só. Com quase 20 horas de volante, isso significa dirigir exausto e à noite. Não compensa o risco.
  • Não checar as estradas no inverno. Empolgado com a neve, muita gente esquece de verificar gelo, necessidade de correntes e possíveis bloqueios perto de Bariloche.
  • Viajar sem pesos suficientes. Muitos pedágios e postos pequenos têm problema com cartão ou não aceitam moeda estrangeira. Depender de câmbio na estrada complica.
  • Apostar demais em GNC na Patagônia. O gás é abundante até Bahía Blanca, mas escasso mais ao sul.
  • Ignorar radares e controles. Em Dina Huapi e na RN 5, a fiscalização é intensa e o excesso de velocidade rende multas desagradáveis.
  • Não reservar hospedagem no meio do caminho. Na alta temporada (julho, janeiro), Santa Rosa e Neuquén lotam de viajantes em trânsito. Chegar tarde sem reserva sai caro.

Seguro viagem para a Argentina

Numa viagem de estrada longa assim, com tantas horas de volante, ter um seguro viagem é fundamental. O atendimento médico fora do Brasil pode sair bem caro, e qualquer imprevisto no meio da Patagônia — longe de cidades grandes — fica mais tranquilo de resolver com cobertura.

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Numa viagem de carro pela Argentina, ficar bem localizado nas paradas faz toda a diferença pra descansar de verdade e retomar a estrada com energia. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Bariloche e arredores:

Onde ficamos em Bariloche (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Bariloche será sempre o melhor lugar para se hospedar na cidade, na nossa opinião. Ficando nele, você estará perto da maior parte do comércio, restaurantes, agências de turismo e atrações. Há várias opções de hotéis mais simples e antigos, e por isso dá para encontrar bons preços neles!

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Bariloche

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre a viagem de carro de Bariloche a Buenos Aires

Quantos km e quantas horas tem de Bariloche a Buenos Aires?

São cerca de 1.580 a 1.640 km, dependendo da rota escolhida. Em tempo de direção contínua, dá em torno de 18 a 20 horas. Na prática, o ideal é dividir em 2 dias, com 9 a 11 horas de volante por dia.

Dá pra fazer a viagem em 1 dia só?

Tecnicamente sim, mas não é recomendado. Quase 20 horas de volante significa dirigir exausto e à noite, com risco de animais na pista e pouca estrutura em trechos de estepe. O ideal é fazer em 2 dias com um pernoite.

Onde parar pra dormir no meio do caminho?

As paradas clássicas são Santa Rosa (La Pampa), que fica praticamente no meio do trajeto e tem boa oferta de hotéis, e Neuquén ou os arredores, como Villa El Chocón. Reserve com antecedência na alta temporada.

Qual a melhor rota de Bariloche a Buenos Aires?

A rota mais recomendada é via La Pampa, passando por RN 40, RN 237, RN 22, RN 151, RP 20, RN 143, RN 152, RN 35 e RN 5 até o Acceso Oeste. É a mais equilibrada em pavimento, tráfego e serviços. Há também a rota via Bahía Blanca, um pouco mais longa.

Preciso de pesos em espécie para a estrada?

Sim. Vários pedágios e postos pequenos podem ter problema com cartão ou não aceitar moeda estrangeira. Leve sempre dinheiro em espécie em pesos, principalmente para o caso de o Telepase falhar.

Qual a melhor época para fazer a viagem de carro?

O verão tem dias longos e ótimos para dirigir, mas é alta temporada em Bariloche. O outono e a primavera oferecem clima mais ameno e estradas tranquilas. No inverno, atenção redobrada com gelo, neve e necessidade de correntes nos trechos próximos a Bariloche.

Vale a pena ir de carro ou de avião?

Bariloche tem voos de companhias como Aerolíneas Argentinas, Flybondi e Jetsmart, então o avião é mais rápido. Mas muita gente prefere o carro pela flexibilidade, pelas paisagens que mudam da planície aos Andes e pela economia, principalmente viajando em família.

Economize ao máximo na sua viagem à Argentina

No fim das contas, fazer Bariloche a Buenos Aires de carro é cansativo, mas recompensa demais. A gente faria de novo só pela sensação de ver a paisagem se transformar a cada hora de estrada. Planeje o pernoite, leve pesos em espécie, abasteça sempre que puder e curta o caminho — ele é metade da viagem. Boa estrada!