
Se tem um lugar que resume Bariloche numa única foto, é o Cerro Campanário. Muita gente considera ele o melhor mirante da cidade, e olha que tem concorrência. Lá de cima dá pra ver os lagos, as montanhas dos Andes e até o famoso hotel Llao Llao, tudo numa vista 360°.
A gente já subiu mais de uma vez, em estações diferentes, e o que mais surpreende é como um cerro que nem é dos mais altos da região entrega uma das paisagens mais bonitas da Patagônia. O segredo é a posição: ele fica plantado bem no meio dos lagos, e a vista abre pra todos os lados.
Neste guia a gente reuniu tudo: como chegar, preços, horários, melhor época, teleférico x trilha e os erros que mais fazem turista se decepcionar. E não esquece de conferir também o nosso guia completo de Bariloche, com um passo a passo pra montar toda a viagem economizando ao máximo em TUDO.
Sobre o Cerro Campanário
O Campanário é uma montanha de cerca de 1.050 metros de altitude, localizada a uns 17 a 18 km do centro de Bariloche, ao longo da Avenida Bustillo (altura do km 17/17,5). Apesar de não ser dos picos mais altos da área, é o posicionamento dele que faz a diferença.
A subida mais usada é por uma aerosilla (uma cadeirinha aberta pra duas pessoas), num percurso tranquilo de uns 7 minutos. A cadeirinha anda devagar, então dá pra ir curtindo a floresta e o lago e já tirando foto durante a subida.
Lá no topo, há plataformas de observação com vista para o Lago Nahuel Huapi, o Lago Perito Moreno, a lagoa El Trébol, as penínsulas San Pedro e Llao Llao, a Ilha Victoria e os montes Otto, López, Catedral e companhia. Em alguns pontos do mirante tem placas indicando o nome de cada lago e montanha, o que ajuda demais nas fotos.
Seja em viagem de família com os filhos, de lua de mel ou com os amigos, o passeio ao Campanário é, na nossa opinião, indispensável em qualquer roteiro de Bariloche. É um passeio rápido (1h30 a 3h no total), fácil e indicado pra todas as idades.
Bariloche é uma cidade espalhada, com passeios distantes uns dos outros ao longo da Bustillo, e o transporte público nem sempre é prático na hora que você quer. Por isso, a forma mais confortável de aproveitar o Campanário (e os outros cerros e o Circuito Chico) é com carro alugado.
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Como chegar ao Cerro Campanário
O acesso é pela Avenida Bustillo até o km 17/17,5, e o trajeto do centro leva uns 25 a 30 minutos, dependendo do trânsito e do clima. Você tem algumas opções:
- Carro alugado: a opção mais flexível. É só colocar no GPS o endereço Avenida Ezequiel Bustillo, San Carlos de Bariloche. Tem estacionamento na base, e você decide a que horas chegar e quanto tempo ficar no topo.
- Transporte público: alguns ônibus urbanos passam pela Bustillo (linhas como 10, 20 e 21 costumam atender o trecho) e param a poucos minutos de caminhada da base. Funciona, mas você fica refém do horário.
- Excursão (Circuito Chico): o Campanário entra com frequência no roteiro do Circuito Chico, com parada pra subir ao mirante. Aqui vai um aviso importante: na maioria das excursões o transporte está incluído, mas o ticket do teleférico costuma ser pago à parte na base. E o tempo no topo fica limitado pelo cronograma do grupo.
- Táxi ou aplicativo: dá pra usar, mas combine a volta na hora com o motorista. Em horários mais vazios, é comum ir de aplicativo e ter dificuldade pra conseguir outro carro pra voltar.
Uma dica que vale repetir: como o inverno em Bariloche é alta temporada, depender de táxi e aplicativo vira um transtorno. Ter carro te dá a liberdade de ir e voltar de qualquer passeio na hora que quiser.
Teleférico ou subir a pé?
Você tem duas formas de chegar ao topo do Campanário:
O teleférico (aerosilla) é a opção mais usada, inclusive por famílias com crianças e por quem tem menos preparo físico. São uns 7 minutos de subida numa velocidade bem tranquila. Quem tem medo de altura pode estranhar um pouco por ser cadeira aberta, mas é seguro.
Já a trilha a pé leva entre 30 e 45 minutos, com cerca de 215 metros de desnível. É considerada fácil, mas tem trechos íngremes, então não dá pra subestimar: quem tem problema de joelho ou condicionamento ruim pode sofrer, principalmente no calor e sem água. Subir a pé costuma ser de graça — você paga só pelo teleférico.
Uma estratégia que muita gente usa e a gente curte: subir de teleférico e descer caminhando, aproveitando o visual no caminho e economizando um trecho.
Quanto custa o ingresso do Cerro Campanário
Aqui vale um aviso honesto: os preços na Argentina mudam o tempo todo por causa da inflação e do câmbio, então é melhor pensar em faixas do que em valor fixo. Pra subir e descer de teleférico, espere pagar algo em torno do equivalente a R$ 40 a R$ 80 por adulto, variando bastante conforme câmbio e reajustes.
Sobre crianças e regras práticas:
- Crianças de até 3 ou 4 anos geralmente não pagam o teleférico.
- De 5 a 12 anos, normalmente há tarifa reduzida.
- Os bilhetes são comprados na bilheteria, na base do cerro, em pesos argentinos — então esteja com moeda local.
- Não é permitido subir com cachorro, nem que seja pequeno.
Como os valores oscilam muito, confirme sempre o preço atualizado no site oficial ou na agência antes de ir.
Estrutura no topo: o que tem lá em cima
No cume tem mais de um mirante, com passarelas e plataformas de madeira que abrem a vista 360° pra região toda. Tem também uma cafeteria panorâmica, com janelões de vidro, servindo cafés, bebidas, doces e pratos simples.
Como é o único lugar pra comer e beber por lá, costuma ficar bem cheio — se quiser garantir uma mesa, vale chegar fora do pico ou reservar com antecedência. Tem banheiro na área da cafeteria (importante pra quem vai com criança), e o sinal de celular costuma funcionar, mas não dá pra depender 100% dele.

Uma dica de quem já foi: reserve um tempinho extra pra sentar, tomar um chocolate quente ou um café e ficar só contemplando o visual. Não vale a pena transformar o passeio num bate e volta de foto.
Horários e melhor horário do dia
O funcionamento costuma ser a partir das 9h, com a última subida do teleférico por volta das 17h às 17h30 e a última descida em torno das 18h. Em alguns períodos, principalmente no verão, a operação se estende um pouco mais. Como o horário muda com a estação, o clima e a manutenção, sempre confirme antes de ir.
Sobre o melhor horário pra subir, a gente recomenda a manhã, em dia de céu azul. A luz fica mais suave, tem menos reflexo nos lagos, menos fila no teleférico e menos turistas pra atrapalhar a foto. O fim de tarde rende um pôr do sol lindo, mas vem com mais vento e frio, risco de neblina e a pressa de descer antes da última cadeirinha.
Melhor época do ano para visitar
A boa notícia é que o Campanário é um passeio viável o ano inteiro, com experiências bem diferentes em cada estação:
- Verão (dezembro a março): temperaturas mais agradáveis, dias longos, lagos bem azuis e tons de verde intenso. É a época ideal pra subir caminhando. Por outro lado, lota em janeiro e fevereiro.
- Outono (abril e maio): as árvores ganham tons de amarelo, laranja e vermelho — visual muito fotogênico, clima mais frio mas ainda estável.
- Inverno (junho a agosto): grande chance de ver tudo coberto de neve, num cenário super patagônico. Atenção: o teleférico pode fechar temporariamente por vento forte ou neve, e a trilha fica escorregadia.
- Primavera (setembro a novembro): paisagem reverdecendo, flores nascendo e dias mais tranquilos que no verão.
Dicas práticas pra não errar
Depois de algumas idas, separamos os pontos que mais fazem diferença:
- Leve agasalho de verdade. Mesmo em dia de sol, lá em cima costuma ventar e fazer frio. Brasileiro acostumado ao calor às vezes sobe só de camiseta e passa frio. Casaco corta-vento, segunda pele no inverno e calçado fechado com boa aderência (essencial se for descer a pé).
- Cheque a previsão de tempo. A graça do Campanário é a vista. Se a cidade está com neblina ou chuva, é bem possível que o topo esteja fechado e você não veja praticamente nada. Muita gente se decepciona por ir no dia errado só porque estava no roteiro.
- Conte com a possibilidade de fechamento. Vento forte ou neve podem suspender o teleférico por segurança. Tem turista que chega na base e descobre que está fechado.
- Reserve de 2 a 3 horas pro passeio, considerando ida, volta, eventual fila e o tempo no topo pra fotos e café.

Como combinar com outros passeios
O Campanário fica estrategicamente no trajeto do Circuito Chico, então é fácil de encaixar. O Circuito Chico é um passeio de cerca de 60 km com vários mirantes, pontos de foto, o hotel Llao Llao e pequenas trilhas — dá pra fazer a manhã no Campanário e a tarde explorando o circuito, ou o contrário.
Vale comparar com o Cerro Otto (mais perto da cidade, com teleférico fechado e confeitaria giratória) e o Cerro Catedral (foco em esqui no inverno). E como tem vários restaurantes e casas de chá ao longo da Av. Bustillo, é fácil encaixar um almoço antes ou depois.
O Campanário é só um dos vários passeios imperdíveis de Bariloche. Pra conhecer todos e garantir seus ingressos pelo menor valor, dá uma olhada nesse site que a gente usa em todas as viagens.
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Onde ficamos em Bariloche (e 3 hotéis bons e baratos!)
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HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o Cerro Campanário
Quanto custa o ingresso do Cerro Campanário?
O valor oscila bastante por causa da inflação e do câmbio, mas espere pagar algo em torno do equivalente a R$ 40 a R$ 80 por adulto pela subida e descida de teleférico. Crianças até 3 ou 4 anos costumam não pagar, e de 5 a 12 anos há tarifa reduzida. Confirme o valor atualizado antes de ir.
Quanto tempo demora a subida no teleférico?
A subida na aerosilla (cadeirinha aberta) leva cerca de 7 minutos, numa velocidade bem tranquila. Dá pra ir curtindo a floresta e a vista do lago já durante o percurso.
Dá pra subir o Cerro Campanário a pé?
Dá sim. A trilha leva entre 30 e 45 minutos, com cerca de 215 metros de desnível. É considerada fácil, mas tem trechos íngremes. Subir a pé costuma ser de graça — você paga só pelo teleférico. Muita gente sobe de teleférico e desce caminhando.
Qual o horário de funcionamento do Cerro Campanário?
Costuma abrir a partir das 9h, com última subida do teleférico por volta das 17h às 17h30 e última descida em torno das 18h. Em alguns períodos, principalmente no verão, funciona um pouco mais. O horário muda com a estação e o clima, então confirme antes.
Qual a melhor época para visitar o Cerro Campanário?
O passeio funciona o ano inteiro. O verão tem clima mais agradável e dias longos; o inverno entrega a paisagem coberta de neve. Independente da época, o ideal é subir numa manhã de céu azul pra garantir a vista aberta.
O Cerro Campanário está incluído no Circuito Chico?
O Campanário entra com frequência no roteiro do Circuito Chico, mas na maioria das excursões só o transporte está incluído — o ingresso do teleférico costuma ser pago à parte, na base do cerro.
Pode subir com cachorro no Cerro Campanário?
Não. Não é permitido subir com cachorro, mesmo que seja pequeno.
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No fim das contas, o Campanário é daqueles passeios que valem cada minuto: rápido, fácil e com uma das vistas mais bonitas que a gente já viu na Patagônia. Vai numa manhã de céu limpo, leva agasalho, reserva um tempinho pro café lá em cima e aproveita. Você não vai se arrepender.
