
Fazer o tour da Anne Frank pelo bairro judeu de Amsterdã é, na nossa opinião, uma das experiências mais marcantes que dá pra ter na cidade. Não é um passeio bonitinho de cartão postal: é uma caminhada que mistura história, memória e umas das páginas mais pesadas do século XX, contada por quem conhece cada esquina do Jodenbuurt.
A gente vai te explicar aqui como o tour funciona de verdade, quanto costuma custar, qual a melhor época pra ir, como chegar no ponto de encontro e — talvez o mais importante — os erros que a galera brasileira sempre comete e que dá pra evitar fácil. Quando a gente foi pela primeira vez, confundiu o tour a pé com a entrada na Casa de Anne Frank e quase ficou sem ver o anexo. Esse perrengue você não vai passar.
E não esquece: aqui no nosso Guia de Amsterdã a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Sobre o tour da Anne Frank pelo bairro judeu de Amsterdã
O passeio é uma caminhada guiada de cerca de 2 horas que percorre os principais pontos ligados à comunidade judaica de Amsterdã, à ocupação nazista e à vida de Anne Frank. Em geral, ele começa em frente à Sinagoga Portuguesa e mostra os lugares, monumentos e edifícios através da perspectiva dela e da família.
Entre 1942 e 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, Anne ficou escondida com a família num anexo secreto em Amsterdã. O diário que ela escreveu nesse período virou um dos livros mais lidos do mundo, publicado pela primeira vez em 1947 e com dezenas de milhões de exemplares vendidos. Durante o tour, o guia traz trechos do diário e conecta o texto com os lugares reais — é aí que a coisa fica forte de verdade.

O roteiro clássico passa por fora de locais como a Sinagoga Portuguesa, a antiga sede do Conselho Judaico, o Monumento a Auschwitz e a estátua do Estivador (De Dokwerker). Depois de ver o exterior desses pontos, a galera segue caminhando pelo bairro enquanto o guia conta os episódios históricos da época.
Uma coisa importante que pouca gente sabe: os guias não podem entrar na Casa de Anne Frank com o grupo — é regra do museu. Eles fazem toda a preparação histórica do lado de fora e, em alguns roteiros, o tour termina pertinho do museu, onde você entra por conta própria no horário do seu ingresso.
A gente comprou o passeio nesse site que a gente usa em todas as viagens. A grande vantagem é que dá pra pagar em reais (sem aquele IOF do cartão), parcelar, e ainda tem opção de guia em português — coisa que faz toda a diferença num passeio cheio de história como esse. Tem cancelamento gratuito também, então se mudar o plano você não fica no prejuízo.

Quanto custa o tour da Anne Frank
Os preços variam bastante conforme o que está incluído. São valores aproximados, que mudam com frequência, então sempre confere o preço atualizado na hora de reservar:
- Walking tour pelo bairro judeu + história de Anne Frank (sem entrada na Casa): costuma ficar em torno de 30 a 40 euros por adulto, em grupos regulares.
- Tour a pé + ingresso para a Casa de Anne Frank: os pacotes que já incluem a entrada com horário reservado costumam ficar na faixa de 90 a 110 euros por adulto, dependendo da plataforma e do tamanho do grupo.
- Tour mais completo (com Museu Judaico e Sinagoga Portuguesa por dentro): roteiros de cerca de 4 horas, com entrada nesses dois pontos, ficam em torno de 50 a 70 euros.
Se quiser visitar só a Casa de Anne Frank por conta própria, sem tour, o ingresso individual costuma sair bem mais em conta — gira em torno de 16 euros pra adultos e cerca de 7 euros pra crianças, mais uma pequena taxa de reserva. Mas atenção: a compra é exclusivamente online, com horário marcado, e sem venda em dinheiro na bilheteria.
Bairro judeu de Amsterdã (Jodenbuurt)
O bairro judeu de Amsterdã, conhecido como Jodenbuurt, tem uma história rica que vem desde o século XVII. Nessa época, judeus sefarditas — muitos vindos de Portugal e Espanha, fugindo da Inquisição — e mais tarde judeus asquenazes se estabeleceram na cidade fugindo da perseguição religiosa em outras partes da Europa.
Pra quem é de origem portuguesa, esse elo é bem curioso: a Sinagoga Portuguesa, monumento do século XVII, é um símbolo direto dessa diáspora sefardita que cruzou a Europa.

A comunidade judaica cresceu e contribuiu muito pra vida cultural, econômica e social de Amsterdã. Entre as principais atrações do bairro estão o Museu Histórico Judaico, a Sinagoga Portuguesa, o Hollandsche Schouwburg (antigo teatro usado pelos nazistas como ponto de deportação, hoje memorial do Holocausto) e a Casa de Rembrandt.

Tem um detalhe narrativo forte no roteiro: a estátua do Estivador (De Dokwerker) homenageia a Greve de Fevereiro de 1941, organizada por trabalhadores de Amsterdã em protesto contra a deportação dos judeus — um dos raros atos de resistência aberta contra os nazistas na Europa ocupada. É um momento do tour que mostra também o lado da coragem holandesa.
Embora a comunidade judaica de Amsterdã tenha sido devastada na guerra, houve uma revitalização em algumas áreas, com novos moradores. Por lá você ainda encontra restaurantes, lojas judaicas, monumentos, memoriais e eventos culturais que mantêm vivas as tradições.
Casa de Anne Frank: o que você precisa saber
A famosa Casa de Anne Frank fica na Prinsengracht 263–267, com entrada pela Westermarkt 20, no bairro do Jordaan. Um detalhe que muita gente não sabe: esse endereço era o local de trabalho do pai dela, onde foi montado o anexo secreto. A família morava de fato no Rivierenbuurt, ao sul da cidade, num apartamento na Merwedeplein que não é aberto à visitação.
No museu dá pra acessar o anexo original, em grande parte preservado, além de uma exposição com documentos, fotos, vídeos e objetos pessoais. A visita leva cerca de 1h a 1h30, com audioguia disponível em vários idiomas.
O ponto que mais derruba turista: a entrada é com horário agendado e os ingressos são liberados online em lotes, cerca de seis semanas antes da data, sempre às terças-feiras. As datas em vermelho no site significam esgotado, e isso acontece rápido — principalmente no verão europeu. Planeje com bastante antecedência.
Melhor época pra fazer o tour
Como é um passeio a pé e ao ar livre, a época faz diferença no conforto e na lotação:
- Primavera (abril a junho) e outono (setembro a outubro): clima mais ameno, menos chuva e menor lotação que em julho e agosto. É a nossa recomendação geral.
- Verão (junho a agosto): dias longos e clima agradável, mas muito cheio, com disputa grande por ingressos e tours.
- Inverno (novembro a março): frio, com chance de chuva e vento, mas ruas e atrações bem mais vazias — boa opção pra quem aguenta o frio.
O lance é que Amsterdã pode ter chuva e vento o ano todo, então leva sempre tênis confortável, casaco corta-vento e um guarda-chuva compacto. A gente já encarou uma garoa gelada num passeio em pleno mês de junho — não subestime.
Como chegar no ponto de encontro do tour
O ponto de encontro mais comum fica na região do Museu Judaico (Nieuwe Amstelstraat 1) ou na área da Waterlooplein. Dá pra chegar fácil de tram 14 (parada Waterlooplein) ou pelas linhas de metrô que passam perto (estações Nieuwmarkt ou Waterlooplein). Algumas empresas usam como meeting point o Nieuwmarkt, a Sinagoga Portuguesa ou a área da De Waag.
O transporte público de Amsterdã é excelente — tram, metrô e ônibus cobrem tudo. O mais prático é pagar com cartão contactless ou usar um passe diário. Duas dicas pra brasileiro: a validação é feita ao entrar e sair do veículo (não esquece de validar na saída), e bilhete comprado com o motorista sai mais caro que os passes de máquina ou app. Os tours combinados costumam terminar em frente à Casa de Anne Frank, já na área da Westerkerk / Westermarkt, no Jordaan.
Erros comuns de turista brasileiro (e como evitar)
Esses são os tropeços que a gente mais vê — e que estragam o passeio à toa:
- Deixar o ingresso da Casa de Anne Frank pra cima da hora: os horários esgotam rápido, principalmente de abril a outubro. Planeje com pelo menos 6 semanas de antecedência, mirando a terça em que abre o lote.
- Confundir o tour pelo bairro judeu com a entrada na Casa: muitos tours NÃO incluem o ingresso do museu — são experiências distintas. Confere sempre se o passeio é “com ou sem Casa de Anne Frank”.
- Subestimar o deslocamento: Amsterdã é compacta, mas atrasar 10-15 minutos pode significar perder o grupo ou o horário rígido de entrada no museu. Chegue 20 a 30 minutos antes e não marque o tour colado no horário da Casa.
- Ir sem preparo emocional: o conteúdo é pesado — deportações, campos de concentração, a história de uma adolescente que morreu num campo nazista. Vale avisar a família, sobretudo com crianças e adolescentes.
- Não checar o idioma do tour: muita gente compra em plataforma internacional e só descobre depois que a visita é em inglês ou alemão. Confere o idioma antes de reservar — e, se não achar em português, espanhol costuma ser uma boa alternativa.
Sugestão de roteiro pra um “dia Anne Frank”
Pra transformar tudo isso num passo a passo redondinho:
- De manhã: tour a pé pelo bairro judeu (Jodenbuurt), saindo do Museu Judaico / Waterlooplein. Cerca de 2 horas.
- Almoço: num café ou restaurante na região da Waterlooplein / centro histórico.
- À tarde: tram ou caminhada até o Jordaan, com a entrada na Casa de Anne Frank já reservada pro meio ou fim da tarde.
- Fim de dia: passeio pelos canais do Jordaan e jantar num restaurante local, fechando um dia inteiro de imersão na história de Amsterdã.
Onde comprar os ingressos de Amsterdã e dos Países Baixos
Vamos te dar dicas de como economizar muito na compra dos ingressos e passeios. Vai sair realmente mais barato!
Dica da antecedência: comprar antes, pela internet, é sempre mais barato. Nas bilheterias, além de ser mais caro, pode já estar esgotado pro dia que você quer — e você perde um tempo precioso na fila.
Dica do IOF: se comprar no site oficial das atrações, a compra é na moeda do país e você paga IOF, sem poder parcelar. Procure sites que já fazem o pagamento em reais.
Um site que a gente usa muito em todas as viagens é esse aqui que a gente sempre usa. É um dos maiores do mundo e tem todos os ingressos e passeios da cidade. Já costuma ser um dos mais baratos, mas a maior vantagem é poder pagar em reais (evitando o IOF) e parcelar. Outras vantagens:
- Free tours: oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só dá uma gorjeta pro guia no final.
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem custo nenhum.
- Transfer: tem também o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você paga adiantado (evitando golpe de taxista com turista), o motorista já sabe o destino e te espera com uma placa com seu nome no desembarque. Fácil e seguro pra chegar sem perrengue.
- Atendimento em português: suporte 24h e em português, caso precise.
Seguro viagem pra Amsterdã (obrigatório no Schengen)
Antes de embarcar, não esquece do seguro viagem. Pra entrar na Holanda e em todo o espaço Schengen ele é obrigatório, com cobertura mínima de 30 mil euros — além de te proteger de qualquer imprevisto médico, que lá fora custa uma fortuna.
A gente usa esse comparador de seguros pra achar a melhor cobertura pelo menor preço — e o link já vem com um desconto exclusivo aplicado. Vale comparar antes de fechar.
Com tudo organizado, ficar bem localizado faz a viagem render muito mais: hospedagem perto do centro te poupa tempo de transporte e te deixa pertinho do bairro judeu, do Jordaan e dos canais. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Amsterdã:
Onde ficamos em Amsterdã (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Amsterdã é a melhor opção para os turistas. Hospedar-se no local oferece muitas vantagens, já que por lá, os visitantes podem ficar a uma curta distância das principais atrações da cidade.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o tour da Anne Frank em Amsterdã
O tour da Anne Frank inclui a entrada na Casa de Anne Frank?
Depende do pacote. Muitos tours a pé fazem só a parte histórica pelo bairro judeu, sem a entrada no museu. Existem pacotes combinados que já incluem o ingresso com horário reservado, mas saem mais caros. Sempre confira se o passeio é “com ou sem Casa de Anne Frank” antes de comprar.
Quanto tempo dura o tour?
O walking tour clássico pelo bairro judeu dura em torno de 2 horas. Versões com entrada em museus judaicos chegam a cerca de 4 horas, e o combo com a Casa de Anne Frank fica em torno de 3h30 no total, contando o tempo de espera pra entrar no museu.
Tem tour em português?
Algumas operadoras oferecem guias em português, ou guias que falam bem o idioma. A maioria dos tours roda em inglês, espanhol, francês, alemão e italiano. Confira o idioma na hora de reservar — e, se não achar em português, o espanhol costuma ser uma boa alternativa.
Preciso comprar o ingresso da Casa de Anne Frank com antecedência?
Sim, e bastante. A entrada é só online, com horário marcado, e os ingressos são liberados em lotes cerca de seis semanas antes da data, sempre às terças-feiras. Esgotam rápido, principalmente no verão europeu. Planeje com antecedência.
O guia entra na Casa de Anne Frank com o grupo?
Não. É regra do museu: guias não acompanham grupos lá dentro. Eles fazem toda a preparação histórica do lado de fora e você entra por conta própria no horário do seu ticket.
O tour é indicado pra crianças?
Pode ser, mas é um conteúdo emocionalmente forte — fala de deportações, campos de concentração e da história de uma adolescente que morreu num campo nazista. Vale preparar a criançada antes e avaliar a idade e a sensibilidade de cada uma.
Qual a melhor época pra fazer o passeio?
Primavera (abril a junho) e outono (setembro a outubro) têm clima mais ameno e menos gente. O verão é lindo, mas muito cheio. O inverno é frio, porém com atrações bem mais vazias. Em qualquer época, leve casaco corta-vento e guarda-chuva.
Economize ao máximo na sua viagem a Amsterdã:
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Amsterdã, com todas as dicas pra economizar ao máximo sem deixar de aproveitar!
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para os passeios de Amsterdã da forma mais barata e segura.
- Carro: esse item facilita muito a viagem pela Holanda e toda Europa. Se você pensa em alugar um, não deixe de ler como alugar um carro em Amsterdã, com dicas de como pegar o carro pelo menor preço possível.
- Euros: conheça qual a melhor forma de levar seu dinheiro para Amsterdã, com os prós e contras de cada opção.
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- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar hospedado em Amsterdã pra saber a melhor localização e como economizar muito no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior é caríssimo e o seguro é obrigatório pro Schengen. Veja aqui as dicas de como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço!
O tour da Anne Frank pelo bairro judeu é, de longe, um dos passeios que mais ficaram na nossa memória em Amsterdã. Não é só sobre ver pontos turísticos: é entender uma história que ainda mexe com a gente. Reserve com antecedência, escolha bem a época e vá com tempo — vale cada minuto.