
Santorini é uma daquelas ilhas que entregam tudo o que prometem nas fotos: o azul profundo da caldeira, as casinhas brancas penduradas no penhasco, o pôr do sol dourado em Oia e um cheiro de mar misturado com vinho. Mas, na real, Santorini vai muito além do cartão-postal — e é por isso que a gente montou esse guia com os 7 melhores passeios pra você aproveitar a ilha de verdade.
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como cada vila tem uma personalidade diferente: Oia é o glamour, Fira é o agito, Imerovigli é o sossego, Pyrgos é o lado autêntico. E sim: dá pra fazer muita coisa além de tirar foto na cúpula azul.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Santorini a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos. Vale dar uma olhada antes de fechar qualquer coisa.
1) Curtir o pôr do sol em Oia (e fugir da multidão)
O pôr do sol em Oia é, sim, o passeio mais clássico de Santorini — um ritual diário que junta turista do mundo inteiro nos mirantes da vila, principalmente perto do Castelo de Oia, na pontinha. A vista da caldeira com as casinhas brancas escalando o penhasco é daquelas que ficam na memória.
O problema? Lotação absurda na alta temporada (maio a setembro). Pra garantir um bom lugar, é comum chegar de 1h a 2h antes do pôr do sol. A gente errou nessa na primeira vez: chegou em cima da hora e acabou vendo o sol descendo no meio de uma multidão de celulares levantados.

Dica de quem já passou perrengue: se a ideia é evitar a maratona pelo mirante, vale jantar num restaurante com vista da caldeira (em torno de €30–€50 por pessoa em casas medianas) — mas reserve com antecedência, sobretudo em julho e agosto. Outra alternativa é assistir o pôr do sol em Fira, perto da Catedral Metropolitana Ortodoxa, ou em Imerovigli, que é bem mais tranquila e tem vista igualmente espetacular.
Antes de sair correndo pra Oia, dá uma olhada na previsão do tempo. Em dia muito nublado, vale guardar o pôr do sol pra outra noite e usar a tarde pra explorar outra parte da ilha.
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2) Fazer a caminhada Fira–Oia pela borda da caldeira
Uma das experiências mais surpreendentes da ilha — e de graça. A trilha liga Fira a Oia pela beira do penhasco, passando por Firostefani e Imerovigli, com vistas absurdas da caldeira o caminho inteiro. São cerca de 2h30 a 4h de caminhada, dependendo do ritmo e das paradas pra foto (e vai ter muita parada pra foto, confia).
O melhor é fazer pela manhã ou no fim de tarde — encarar o sol forte do meio-dia em junho, julho e agosto é receita pra esgotamento. Primavera e início do outono são as melhores épocas: temperatura agradável e menos lotação. E vai de tênis ou sandália fechada; tem trechos de terra e pedra solta onde chinelo só atrapalha.

Leva água e protetor solar, porque tem trecho longo sem sombra. Pra voltar, dá pra pegar o ônibus público em Oia ou um táxi, em vez de refazer o trajeto cansado.
3) Passeio de barco pela caldeira, vulcão e hot springs
Esse é o passeio que mostra Santorini de outro ângulo — e a gente recomenda pra todo mundo que vai pela primeira vez. Os cruzeiros saem da baía de Ammoudi (logo abaixo de Oia) ou do porto de Athinios e fazem parada nas ilhas vulcânicas de Nea Kameni (pra caminhar até a cratera) e Palea Kameni (pra nadar nas famosas hot springs de água termal). Muitos seguem até Thirassia e voltam acompanhando o pôr do sol perto de Oia.
Os preços variam bastante: passeios mais simples ficam em torno de €20–€40 por pessoa, e catamarãs com refeição, open bar e mais paradas costumam ir de €70 a €150. Vale comprar com antecedência pra garantir os melhores barcos — em alta temporada, os bons passeios esgotam.
Pra reservar, a gente usa esse site que a gente usa em todas as viagens, com cancelamento gratuito até a véspera, pagamento em reais (sem IOF) e parcelamento. É o maior do mundo em passeios em português e a gente nunca teve problema. Bom mesmo é poder remarcar caso o tempo vire ou o roteiro mude, sem perder dinheiro.

Dica prática: leva roupa de banho que possa manchar (a água das hot springs tem coloração forte por causa do enxofre), toalha e chinelo. E se você enjoa em barco, considere um remédio antes — o mar costuma balançar à tarde.
4) Vinícolas e degustação de vinhos vulcânicos
Esse é um dos passeios mais subestimados de Santorini. A ilha produz vinhos brancos minerais espetaculares com a uva Assyrtiko, cultivada num solo vulcânico único, e tem várias vinícolas turísticas — Domaine Sigalas, Estate Argyros e Venetsanos Winery estão entre as mais conhecidas.
As degustações simples ficam em torno de €15–€30 por pessoa, e tours mais completos (com transporte e visita a 2-3 vinícolas) vão de €40 a €80. Olha, vale o investimento: além do vinho ser surpreendente, a vista dos vinhedos sobre a caldeira é de outro mundo.
Tem uma curiosidade legal: as videiras são trançadas em formato de cesto baixo, rente ao chão, pra proteger os cachos do vento forte da ilha. É uma técnica única no mundo — e rende fotos lindas.
Reservar com antecedência é essencial em alta temporada, principalmente se você quer guia em português ou inglês. E se for de carro, combina antes quem vai dirigir — degustar 8 ou 10 vinhos não combina com volante.
5) Conhecer o sítio arqueológico de Akrotiri
Apelidada de “Pompeia de Santorini”, Akrotiri é uma cidade minoica do século 17 a.C. soterrada por uma erupção vulcânica gigante. As ruínas estão impressionantemente bem preservadas — dá pra ver ruas, casas de vários andares, sistemas de esgoto e até afrescos. É um mergulho na história que muita gente acaba pulando achando que Santorini é só pôr do sol e praia. Erro grande.

O sítio fica no sudoeste da ilha e o ingresso costuma sair em torno de €20–€26. Os horários variam por dia da semana: em geral, das 8h às 20h em quarta, sexta, sábado e domingo; das 8h30 às 15h30 em segunda e quinta. Fecha terça-feira — confere antes pra não dar com a cara na porta. Sem carro, dá pra ir tranquilamente de ônibus público a partir de Fira.
Combina a visita com a Red Beach, que fica a 15–20 minutos de caminhada do sítio. E aproveita pra visitar também o Museu da Thera Pré-histórica, em Fira, onde estão expostos os achados de Akrotiri — afrescos, cerâmicas e até folhas de oliveira fossilizadas. O ingresso fica em torno de €10 e a visita rende uma manhã inteira de história.

6) Explorar as praias vulcânicas (Red, Black, White, Kamari, Perissa)
Aqui vai um aviso importante: se você está esperando praia caribenha de areia branca e fininha, melhor ajustar a expectativa. As praias de Santorini são vulcânicas — areia preta, vermelha ou cinza, muita pedra, falésias coloridas — e é justamente esse cenário diferente que vale a viagem.
- Red Beach: a mais fotogênica, com falésia vermelha contrastando com o mar azul. A trilha de acesso é íngreme e pedregosa; muita gente prefere chegar de barco no passeio pela caldeira.
- White Beach: falésias claras e acesso quase só por mar — combina perfeitamente com o passeio de barco.
- Perissa (Black Beach): areia preta vulcânica, estrutura completa de bares e espreguiçadeiras.
- Kamari: a mais próxima de Fira, ótima pra dia clássico de praia com restaurantes à beira-mar.
- Perivolos: faixa longa de areia preta, com beach bars descolados.

Faixa de preço: o acesso é grátis, mas espreguiçadeira + guarda-sol fica em torno de €10–€25 (geralmente com consumação mínima). Almoço em taverna de praia, em torno de €15–€30 por pessoa.
Dica que muita gente esquece: leva sandália de água ou sapatilha. A areia preta esquenta muito no verão e tem trechos com pedrinhas que machucam o pé.
7) Andar pelas vilas: Oia, Fira, Imerovigli, Pyrgos e Ammoudi Bay
Esse último “passeio” é mais uma maratona de descoberta: andar pelas vilas e perceber como cada uma tem um clima próprio. Vale o tempo dedicado a cada uma.
Fira é a capital, mais movimentada, com lojas, bares, museus (incluindo o Pré-Histórico e o Arqueológico) e ótima base de hospedagem por causa do acesso fácil aos ônibus. Oia é o glamour de Santorini — cúpulas azuis, livraria Atlantis Books, restaurantes de vista, igrejinhas fotogênicas em cada esquina. Imerovigli, a 20–30 minutos de caminhada de Fira passando por Firostefani, é a vila mais romântica e tranquila, perfeita pra quem quer escapar do agito.
Pyrgos e Emporio mostram a Santorini autêntica, longe do turistão: ruelas estreitas, casas tradicionais, um castelo medieval em Pyrgos com vista 360° da ilha. Já Ammoudi Bay, no pé do penhasco de Oia, é um antigo porto de pescadores que virou refúgio gastronômico — frutos do mar fresquíssimos com pés quase na água. Da baía também saem vários barcos de passeio.

E pra fechar com chave de ouro, vale fazer um pulo até o Farol de Akrotiri, próximo à White Beach. Um dos faróis mais antigos da Grécia, com vista panorâmica que vai de Oia até Fira — outro pôr do sol incrível, bem menos disputado que o de Oia.
Como se locomover entre os passeios
Santorini é compacta, mas os passeios ficam espalhados — vilas no norte, praias no sul, vinícolas no centro. Você tem três opções principais:
- Ônibus público: conecta Fira a Oia, Akrotiri, Kamari, Perissa e outras pontas. Bilhetes em torno de €2–€3 por trecho. Funcionam bem, mas em alta temporada lotam — chega cedo no terminal de Fira.
- Carro ou quadriciclo alugado: em torno de €40–€70/dia, libera muito o roteiro. Atenção com o estacionamento em Oia, que é complicado e caro.
- Táxi/transfer: útil pra ir do aeroporto ou porto ao hotel; sempre combine o preço antes pra não pagar a mais.
Não esqueça do seguro viagem (obrigatório pra Grécia)
A Grécia é parte do espaço Schengen, então o seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros é obrigatório por lei pra entrar no país. Mas, além de ser exigência, é fato que atendimento médico no exterior sai caríssimo sem cobertura — uma diária em hospital pode custar mais do que toda a viagem.
A gente sempre cota em esse comparador de seguros, que mostra todas as seguradoras lado a lado, com filtros por cobertura, e tem 18% de desconto exclusivo Grupo Dicas já aplicado. É o mais barato e a gente nunca viajou sem.
Chip de celular pra Santorini
Pra usar Google Maps, traduzir cardápio em grego e mandar foto do pôr do sol pra família em tempo real, vale a pena chegar com chip internacional. A gente já garante o nosso ainda no Brasil em esse chip de viagem que a gente usa — entrega em casa, ativa quando você pousa, fica muito mais barato que comprar lá e evita o perrengue de buscar wi-fi.
Onde ficamos em Santorini (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Famosa por seus pores do sol deslumbrantes, a região de Oia é a escolha perfeita para quem busca romance e vistas de tirar o fôlego. As vantagens de ficar em Oia são a arquitetura tradicional de casinhas brancas e cúpulas azuis, a qualidade dos restaurantes e o pôr do sol incomparável – não deixe de testemunhar o espetáculo diário de cores pintando o céu sobre a caldeira.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o que fazer em Santorini
Quantos dias são ideais pra ficar em Santorini?
O ideal são 3 a 4 dias pra fazer os principais passeios com calma — pôr do sol em Oia, caminhada Fira–Oia, passeio de barco pela caldeira, Akrotiri e pelo menos um dia de praia. Ficar só uma noite é o erro clássico: você não aproveita nada.
Qual a melhor época pra visitar Santorini?
Maio, junho, início de setembro e outubro são os melhores meses — clima ameno, dia longo e menos lotação que julho e agosto. Em alta temporada (julho/agosto) está tudo aberto, mas faz muito calor, os preços disparam e Oia fica abarrotada no pôr do sol.
Vale a pena visitar Santorini com chuva ou tempo ruim?
Vale, mas o estilo muda: você troca pôr do sol em Oia por museus (Pré-Histórico de Fira, Arqueológico) e vinícolas (com tour interno). Akrotiri também funciona bem em dia nublado, já que é coberto.
Como ir do aeroporto/porto até a vila?
O aeroporto fica perto de Kamari, e o porto principal é o de Athinios, na parte sul. Tem ônibus público para Fira, mas em chegada com mala o mais prático é transfer privado ou táxi (combine o preço antes).
É melhor se hospedar em Oia ou Fira?
Fira é mais central, com transporte público fácil pra toda a ilha e preço mais em conta. Oia tem o cenário mais romântico e melhores hotéis com vista da caldeira, mas é mais caro e isolado. Imerovigli é um meio-termo perfeito: vista incrível e clima sossegado.
Preciso alugar carro em Santorini?
Não é obrigatório. Os ônibus públicos conectam todas as principais regiões e os passeios mais legais (caldeira, caminhada Fira–Oia) não dependem de carro. Aluga só se você quiser flexibilidade pra rodar entre vilas e praias no seu ritmo.
Quanto custa, em média, uma viagem pra Santorini?
É um destino caro pra padrões gregos. Em alta temporada, hotéis bons saem a partir de €150–€250 a diária, refeições em torno de €25–€45 por pessoa e passeios de barco €40–€100. Fora de pico, dá pra economizar bem fechando com antecedência.
Dá pra fazer Santorini como bate-volta de Atenas?
Tecnicamente sim, mas a gente desaconselha fortemente. O ferry leva 5h–8h só de ida, e o avião uns 45 minutos. Pra valer a pena, no mínimo uma noite na ilha — ideal mesmo são 3 dias.
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Santorini é daqueles destinos que parecem ainda mais impressionantes ao vivo do que nas fotos — e olha que as fotos já são absurdas. A gente sempre fala: vai com tempo, leva calçado confortável, reserva os passeios com antecedência e prepara o coração pra um dos pores do sol mais memoráveis que você vai ver na vida. Boa viagem!