
Ubatuba é aquele destino que a gente sempre volta e ainda descobre coisa nova. São mais de 100 praias espalhadas entre litoral sul, centro e norte, com um pedaço enorme de Mata Atlântica preservada, cachoeiras, ilhas com água cristalina e uma vibe caiçara que dá vontade de esticar a viagem.
A pegadinha é que a cidade é grande e espalhada — quem tenta rodar tudo no mesmo dia sai frustrado. A gente já errou nessa: fomos do sul pro norte de Ubatuba num dia de alta temporada e o trânsito comeu metade do passeio. Por isso, a lógica desse roteiro é dividir por região: um dia no eixo do centro (Itaguá), um dia no sul e um dia no norte. Assim você aproveita muito mais.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Ubatuba a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, restaurantes, praias por região e o que fazer em cada dia extra.
Primeiro dia em Ubatuba: centro, Itaguá e praias próximas
O primeiro dia é pra você se ambientar, ficar perto da base de serviços da cidade e não gastar muito tempo em estrada. A ideia é combinar praia tranquila, almoço bacana e passeio cultural à tarde.
Manhã: Praia do Tenório
Comece na Praia do Tenório, uma das mais próximas ao centro. Mar geralmente calmo, boa estrutura de quiosques e areia gostosa pra passar a manhã. É o tipo de praia que funciona bem pra família, casal e pra quem viaja sozinho — dá pra chegar cedo, esticar a canga e curtir sem pressa.

Se sobrar disposição, dá pra caminhar até a Praia Vermelha do Centro, que fica coladinha e tem um ar mais rústico, com ondas melhores pra quem quer entrar no mar com prancha.
Almoço: Peixe com Banana
Pro almoço, a dica de ouro é o restaurante Peixe com Banana, no centro. O prato que dá nome à casa é uma tradução perfeita da culinária caiçara — peixe fresco combinado com banana, algo que parece estranho na primeira vez e depois vira memória afetiva da viagem. O ticket médio costuma ficar entre R$ 40 e R$ 90 por pessoa.
Endereço: R. Guarani, 315 — Centro
Funcionamento: segunda, quarta e quinta, do meio-dia às 22h; sexta, sábado e domingo, do meio-dia às 23h

Tarde: Projeto Tamar e centro histórico
Depois de almoçar, aproveite pra visitar o Projeto Tamar, no bairro Itaguá. É um dos passeios mais legais da cidade pra fazer com criança ou sem — tem tanques com tartarugas marinhas, exposições educativas e uma parte interativa que muda de tempos em tempos. O ingresso costuma ficar em torno de R$ 36 (vale confirmar o valor no dia).
Endereço: R. Antonio Atanázio, 273 — Jd. Paula Nobre
Funcionamento: terça a quinta, das 10h às 17h (confira os dias antes de ir, porque muda ao longo do ano)

Saindo do Tamar, vale caminhar pela orla do Itaguá e dar uma volta pelo centro histórico, com a Igreja Matriz e lojinhas de artesanato. Se pegar chuva (Ubatuba tem fama de “Ubachuva” por um motivo), o Aquário de Ubatuba é o plano B perfeito: fica ali por perto, funciona todos os dias das 10h às 22h e o ingresso costuma sair por volta de R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia).
Noite: Rua Guarani
Termine o dia na Rua Guarani, no centro. É um dos polos gastronômicos e de agito da cidade, com bares, restaurantes, sorveterias, lojas de artesanato e moda praia. Ambiente descontraído, sem ser badalado demais — perfeito pra jantar sem pressa.

Como economizar no transporte em Ubatuba
Antes de seguir pros próximos dias, um aviso importante: Ubatuba só faz sentido de carro. As praias são muito espalhadas, o transporte público é limitado e depender de aplicativo pra rodar entre sul e norte sai caríssimo. Quem chega de ônibus geralmente aluga um carro na cidade pra ter liberdade.
A principal dica pra economizar é usar esse comparador de carros. Ele compara o preço em todas as principais locadoras e costuma achar valores mais baratos do que ir direto no site das empresas. O pagamento é em reais, sem IOF, e dá pra parcelar em até 12x. Atendimento 24h em português, sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui — a gente sempre aluga por lá. Usa o cupom GRUPODICAS pra garantir desconto.
A gente também pega sempre a proteção RentalCover: cobre pneus, vidros, perda de chaves e assistência na estrada, coisas que o seguro básico da locadora quase nunca cobre.
Prefira as grandes locadoras (Localiza, Movida, Unidas, Alamo) pra evitar dor de cabeça na retirada.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois pra ver qual sai melhor.
Segundo dia em Ubatuba: sul da cidade
O sul de Ubatuba é a região mais estruturada, com praias familiares, quiosques bons e ilhas que rendem passeio de dia inteiro. É onde a gente indica pra quem quer relaxar, sem se preocupar em achar banheiro ou restaurante.
Manhã: Praia do Lázaro e Domingas Dias
Comece na Praia do Lázaro, que tem mar calmo, boa estrutura de quiosques e é ótima pra passar a manhã inteira. É uma das mais indicadas pra família com criança pequena, porque a água fica bem tranquila.
Dali, dá pra caminhar em cerca de 15 minutos até a Praia das Domingas Dias, um refúgio mais reservado, com menos comércio e uma sensação de “praia particular”. Vale ir cedo, porque o estacionamento na região enche rápido — em alta temporada, o parquinho privado costuma cobrar entre R$ 15 e R$ 30 por dia.
Almoço: Restaurante Raízes
Pro almoço, subir até a região de Picinguaba (mais ao norte) pode não valer a pena nesse dia. Melhor almoçar num quiosque do Lázaro mesmo, com pratos de peixe e porções entre R$ 50 e R$ 90 por pessoa, ou voltar pro Itaguá.
Se quiser uma pedida diferente e não se importa com o deslocamento, o Restaurante Raízes é ótima escolha em outro momento da viagem — comida caseira caiçara, peixes frescos e ambiente aconchegante. Preço médio entre R$ 60 e R$ 90 por pessoa.
Endereço: Av. Leovigildo Dias Vieira, 1280 — Itaguá
Funcionamento: segunda a domingo, das 11h30 às 23h30

Tarde: Sununga e Saco da Ribeira
À tarde, vá pra Praia da Sununga, que fica bem perto e tem duas curiosidades legais: ondas fortes que atraem quem gosta de bodyboard e a famosa Gruta que Chora, uma formação rochosa onde a água escorre pela pedra dando impressão de estar chorando. Rende foto boa e é diferente do resto do roteiro de praias.
Depois, siga pro Saco da Ribeira, a marina principal da cidade. É de lá que saem várias escunas e barcos pra Ilha Anchieta. O pôr do sol na marina, com os barcos ancorados no fundo, é uma das paisagens mais bonitas de Ubatuba.

Noite: jantar no Picanha na Tábua
Se pintar vontade de fugir dos frutos do mar (acontece rápido em cidade de praia), o Picanha na Tábua, no Itaguá, é uma boa. Carnes na tábua com guarnições generosas, preço médio entre R$ 60 e R$ 90 por pessoa.
Endereço: Av. Leovigildo Dias Vieira, 562 — Itaguá
Funcionamento: segunda a domingo, das 11h30 às 23h

Onde ficamos em Ubatuba (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Onde ficar em Ubatuba não é das tarefas mais difíceis, pois a cidade concentra boa parte da rede hoteleira e infraestrutura em uma única região. No entanto, é possível, sim, hospedar-se em CEPs mais afastados para otimizar o orçamento; saiba mais:
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Terceiro dia em Ubatuba: norte, ilhas e cachoeiras
O norte é onde Ubatuba mostra a cara mais selvagem: praias com mata fechada, ilhas com água cristalina, cachoeiras e a vila caiçara de Picinguaba. Reserve o dia inteiro, porque a rodovia Rio-Santos é bonita, mas o deslocamento leva tempo.
Manhã: Praia do Félix
Comece pela Praia do Félix, uma das mais bonitas da cidade. Ela é dividida em duas partes: um lado com mar mais calmo, ótimo pra nadar, e outro com ondas que atrai a galera do surf. A moldura de mata é linda e dá aquela sensação de praia isolada, mesmo estando próxima da estrada.

Meio-dia: Ilha do Prumirim ou Ilha das Couves
Agora vem a decisão do dia. As duas opções mais bacanas são:
- Ilha do Prumirim: os barcos saem da Praia do Prumirim, o trajeto é curto e a passagem ida e volta costuma ficar em torno de R$ 50 por pessoa. Água cristalina, ótima pra snorkel.
- Ilha das Couves: a mais famosa e cinematográfica. O trajeto mais curto e barato sai de Picinguaba, com barcos de cerca de 15 minutos e valor entre R$ 100 e R$ 110 por pessoa (ida e volta). Se puder, compra antecipado.
Uma dica insider: sempre confira a previsão do tempo antes de fechar o passeio. Em dia de ressaca, o mar fica bravo e o passeio pode ser cancelado — ou pior, sacoleja tanto que estraga a experiência. A gente já pegou dia ruim e valeu muito mais remarcar.

Pra reservar o passeio com antecedência e evitar pegar preço de última hora, dá uma olhada em esse site que a gente usa em todas as viagens. Além de comprar em reais, dá pra parcelar e a maioria dos passeios tem cancelamento gratuito — se der ruim com o tempo, você remarca sem prejuízo.
Tarde: Cachoeira do Prumirim e Itamambuca
Depois do passeio de barco, vale conhecer a Cachoeira do Prumirim, que fica do outro lado da rodovia, quase em frente à praia. Acesso curto, queda d’água refrescante, ótima pra tirar o sal do mar.
Se ainda sobrar disposição, feche o dia na Praia de Itamambuca, referência nacional de surf. As ondas são fortes e a paisagem, com mata fechada em volta, é uma das mais preservadas da região. Não é banho de mar despreocupado, mas o visual compensa.

Noite: pôr do sol no Mirante do Saco da Ribeira
Pra fechar a viagem, o Mirante do Saco da Ribeira tem uma vista panorâmica da baía que rende foto e emoção — principalmente no pôr do sol. Acesso livre, e o momento vale mais que qualquer restaurante caro.

Algumas praias, como a Vermelha do Norte e o Perequê-Açu, também recebem luaus à noite, com música ao vivo, fogueira e roda de violão. É uma forma bem “cara de Ubatuba” de terminar a viagem.

Erros que podem estragar seu roteiro em Ubatuba
Depois de várias viagens, a gente reuniu os erros mais comuns de quem vai pela primeira vez:
- Querer conhecer sul e norte no mesmo dia: a distância entre as duas pontas passa de 40 km, com estrada sinuosa. Sempre separe por região.
- Não olhar a previsão pra passeios de ilha: ressaca cancela passeio e nenhum operador reembolsa se você desistir por conta.
- Ir em Ano Novo, Carnaval ou feriado prolongado sem reserva feita: preço triplica, praia lota e o trânsito na Rio-Santos vira novela.
- Entrar no mar em praia de onda forte com criança: Sununga, Itamambuca e Vermelha do Norte não são pra banho tranquilo — olhe as bandeiras.
- Não levar dinheiro em espécie: nas praias mais isoladas do norte, sinal de celular falha e nem sempre a maquininha funciona.
Melhor época pra fazer o roteiro de 3 dias em Ubatuba
A cidade tem clima de praia o ano todo, mas cada época tem suas vantagens:
- Verão (dezembro a março): mar quentinho, dias longos, tudo aberto. O problema é a chuva frequente e a lotação absurda em alta temporada.
- Meia estação (abril, maio, setembro, outubro, novembro): na nossa opinião, a melhor época. Clima ainda quente, praias vazias, preços mais baixos e trilhas em condição perfeita.
- Inverno (junho a agosto): dias mais secos, ideais pra trilha e cachoeira. Água fica fria pra banho, mas o clima seco vale a pena.
Se puder escolher, vá evitando feriados prolongados. A diferença de preço e trânsito é enorme.
Onde se hospedar em Ubatuba (o mais importante do roteiro)
Ficar bem localizado em Ubatuba faz TODA a diferença — porque a cidade é espalhada, cada minuto de deslocamento pesa e escolher o bairro errado transforma o roteiro num vai e volta cansativo. A gente separou tudo por região (sul, centro e norte), com os hotéis que testou e o mapa personalizado pra você reservar com confiança:
Seguro viagem em Ubatuba: vale a pena?
Muita gente acha que seguro só serve pra viagem internacional, mas em Ubatuba faz total sentido — trilha, cachoeira, praia com onda forte, passeio de barco. Uma torção no tornozelo já resolve pagar o seguro inteiro só na consulta.
A gente sempre usa esse comparador de seguros, que joga vários planos lado a lado e tem 18% de desconto exclusivo pra quem chega pelo nosso link. Vale a pesquisa antes de fechar.
Perguntas frequentes sobre o roteiro de 3 dias em Ubatuba
3 dias em Ubatuba é suficiente pra conhecer a cidade?
Suficiente pra ter uma boa amostra, sim — dá pra conhecer as principais praias do sul, do centro e do norte, fazer um passeio de barco e visitar atrações culturais como o Projeto Tamar. Pra conhecer a fundo, precisaria de uma semana, porque são mais de 100 praias.
Precisa de carro pra fazer esse roteiro de 3 dias?
Sim. Ubatuba é bem espalhada, o transporte público é limitado e depender de aplicativo pra rodar entre as pontas sai caro. Alugar carro é a forma mais prática e barata pra aproveitar o roteiro.
Qual é a melhor região pra se hospedar em Ubatuba?
Depende do perfil da viagem. O Itaguá e o centro são ótimos pra quem quer serviços perto, restaurantes e vida noturna leve. O sul (Lázaro, Domingas Dias, Saco da Ribeira) tem praias mais familiares e clima mais tranquilo. O norte (Prumirim, Itamambuca, Picinguaba) é pra quem busca contato com a natureza. Confira o mapa que a gente montou logo acima.
Quanto custa um passeio de barco pra Ilha das Couves ou Ilha do Prumirim?
Pra Ilha do Prumirim, saindo da Praia do Prumirim, custa em torno de R$ 50 por pessoa (ida e volta). Pra Ilha das Couves, saindo de Picinguaba, o valor gira entre R$ 100 e R$ 110 por pessoa. Comprando antecipado, quase sempre sai mais barato.
Ubatuba chove muito?
Sim, especialmente no verão. A cidade é apelidada de “Ubachuva” por causa da frequência de pancadas — mesmo em dias quentes, pode chover à tarde. Por isso, é bom ter um plano B como o Aquário, o Projeto Tamar ou o centro histórico.
Vale a pena ir a Ubatuba em feriado prolongado?
Só se você aceita pagar mais caro e enfrentar trânsito na Rio-Santos. Preços de hospedagem e passeios sobem bastante, as praias mais famosas ficam lotadas e o deslocamento entre regiões demora o dobro. Se puder, prefira semana ou baixa temporada.
O Projeto Tamar em Ubatuba vale a visita?
Vale muito, principalmente pra quem viaja com criança. É um dos centros mais importantes de preservação de tartarugas marinhas do Brasil, com tanques, exposições educativas e atividades interativas. O ingresso costuma ficar em torno de R$ 36.
Dá pra fazer esse roteiro com criança?
Dá tranquilamente. As praias do sul (Lázaro, Domingas Dias, Tenório) têm mar calmo e boa estrutura, o Projeto Tamar e o Aquário são passeios pensados pra família, e o passeio de barco pra ilha rende diversão. Só evite as praias de onda forte (Sununga, Itamambuca) e sempre observe as condições do mar.
Economize ao máximo na sua viagem a Ubatuba
- Guia completo de viagem a Ubatuba
- Roteiro perfeito de 1 dia em Ubatuba
- Roteiro perfeito de 2 dias em Ubatuba
- Quando ir pra Ubatuba: melhores meses e clima
Ubatuba é aquele tipo de destino que a gente sempre indica pra quem quer fugir do óbvio no litoral de São Paulo. Em 3 dias dá pra pegar um gostinho gostoso da cidade — praia, ilha, cachoeira, comida caiçara e pôr do sol de tirar o fôlego. Só não subestime o tamanho da cidade, planeje por região e reserve tudo com antecedência que o roteiro flui.