Roteiro pelo Panamá: dia a dia completo (7 a 12 dias)

Montar um roteiro pelo Panamá é aquele tipo de exercício gostoso: em poucos dias, a gente combina cidade grande com arquitetura de arranha-céu, história colonial, engenharia impressionante do Canal, ilhas paradisíacas no Caribe e floresta tropical de verdade. É um dos destinos mais versáteis da América Central e, quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como dá pra fazer tudo isso sem correr, se organizar o roteiro direito.

Nesse guia, a gente vai destrinchar um roteiro de 7 a 12 dias pelo Panamá, dia a dia, com o que fazer, onde comer, como se deslocar e onde economizar em cada etapa. Se você quer o passo a passo completo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip, ingressos —, dá uma olhada no nosso guia completo do Panamá. Aqui a gente foca no roteiro em si.

Antes de começar, uma dica que faz muita diferença: a melhor época pra visitar o Panamá costuma ser a estação seca, que vai mais ou menos de novembro a abril. Fora desse período, chove com frequência e algumas travessias de barco pra ilhas ficam mais complicadas. Se der pra encaixar dentro da temporada seca, o roteiro rende bem mais.

Primeiro dia no Panamá — Casco Viejo e Canal do Panamá

Nos primeiros dias, o foco é a capital, a Cidade do Panamá. Ela é constantemente comparada a Dubai por causa dos arranha-céus modernos misturados com o Pacífico, mas a alma da viagem começa mesmo no Casco Viejo, o centro histórico.

É uma região tombada, com casarões coloniais restaurados, praças, igrejas e uma quantidade absurda de bar, restaurante bacana e rooftop. A gente recomenda dedicar toda a manhã pra caminhar sem pressa pelas ruas do Casco: passe pelo Palácio de Las Garzas (sede da presidência), pelo Teatro Nacional, pela Plaza Mayor e pelo Museu do Canal Interoceânico — a entrada gira em torno de US$ 10 a US$ 15 e vale bem a pena antes de ver o canal ao vivo.

Casco Viejo no Panamá

Na hora do almoço, o Casco tá cheio de opção. O El Nacional é uma boa pedida pra experimentar comida panamenha em ambiente bacana, e o Mercado de Mariscos, que fica pertinho, é o lugar certo pra quem quer frutos do mar frescos gastando pouco — bem mais autêntico e barato que restaurante de rooftop.

À tarde, é hora de conhecer o Canal do Panamá. O ponto clássico é o Centro de Visitantes das Eclusas de Miraflores, que costuma abrir das 8h às 18h. O ingresso fica em torno de US$ 15 a US$ 20 por adulto e a gente recomenda separar de duas a três horas pra ver com calma: tem exposição sobre a construção, mirante pra assistir os navios atravessando (o momento de subir/descer o nível da água é impressionante) e um filme rápido explicando como tudo funciona. A ampliação do canal, inaugurada em 2016, permitiu passagem de navios ainda maiores — e navios grandes chegam a pagar cerca de US$ 200 mil por travessia, só pra você ter noção do tamanho do negócio.

Canal do Panamá

Como o Canal e as principais atrações da capital ficam espalhados e o Panamá tem muita coisa fora da cidade também (praias, ilhas, floresta), a nossa dica mais forte pra esse tipo de roteiro é alugar um carro usando esse comparador de carros. Ele compara o preço em todas as principais locadoras e costuma achar valor bem mais barato do que ir direto no site delas.

Uma vantagem enorme é que o pagamento é em reais, então não paga IOF e dá pra parcelar em até 12x. O atendimento é 24h em português, tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra pegar desconto e promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover junto: ela cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que quase sempre ficam de fora do seguro básico das locadoras. Prefira as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que também é ótimo, mas o pagamento é em dólar (ou moeda do destino) e não parcela — então tem que calcular o IOF. Vale pesquisar nos dois e ficar com o melhor preço.

Pra fechar o primeiro dia, volta pro Casco Viejo no fim da tarde. Os rooftops têm uma vista linda do skyline moderno da cidade se acendendo aos poucos — o Gatto Blanco é um dos mais famosos e tem clima bem gostoso pra tomar um drink com pôr do sol.

Segundo dia no Panamá — Panamá Viejo e Parque Metropolitano

O segundo dia começa em outro sítio histórico, mas bem diferente do Casco: o Panamá Viejo, ruínas da cidade original fundada em 1519 e destruída depois de um ataque pirata no século XVII. É Patrimônio Mundial da Unesco e dá pra caminhar entre as ruínas de casas, praças e igrejas antigas, entendendo como a cidade nasceu.

Ir com um guia faz muita diferença, porque o contexto é rico e sem alguém explicando fica meio ao vento. Tem esse tour guiado em português que a gente indica.

Panamá Viejo

À tarde, muda completamente o clima: você vai pro Parque Natural Metropolitano, o pulmão verde da cidade. São 232 hectares de mata bem no meio da capital, com mais de 350 espécies de animais e 284 tipos de vegetação — árvores que chegam a 40 metros de altura, macacos, tucanos, preguiças. O parque abre das 7h às 16h e tem trilhas de todos os níveis. Pra quem curte observação de aves, o Panamá é referência: são mais de 1.000 espécies catalogadas no país inteiro.

Pra jantar, o El Trapiche do Albrook Mall (a menos de 5 minutos de carro do parque) é ótimo pra experimentar os pratos mais tradicionais da culinária panamenha — sancocho, patacones, tamales, tudo bem servido e a preço justo.

Terceiro dia no Panamá — Playa Bonita e Amador Causeway

Depois de dois dias de história e cidade, chegou a hora de curtir uma praia. A Playa Bonita fica a uns 20 minutos da Cidade do Panamá e é a mais acessível pra quem tem pouco tempo. Ela é administrada por um hotel da região, então o esquema mais comum é comprar um Day Use: você usa a estrutura do hotel (restaurantes, bares, banheiros, guarda-sol, piscina) e aproveita a praia com conforto.

Playa Bonita no Panamá

Uma coisa importante que a gente sempre fala: as praias da capital são bem legais, mas as praias realmente paradisíacas do Panamá exigem deslocamento (San Blas, Bocas del Toro, Pedasí). Playa Bonita é ótima pra descansar, mas não espere água transparente tipo Caribe — pra isso, os próximos dias vão te entregar.

À tarde, siga pra Calçada de Amador (Amador Causeway), uma passagem que liga a cidade a um pequeno arquipélago artificial, construído com terra que sobrou da escavação do Canal. É um lugar excelente pra caminhar ou pedalar com vista do Pacífico e do skyline da cidade.

No caminho, tem o Biomuseu, aquele prédio todo colorido projetado pelo Frank Gehry (o mesmo do Guggenheim de Bilbao). Vale entrar: as exposições contam como a formação do istmo do Panamá — quando a América do Norte se ligou à do Sul — mudou o clima e a biodiversidade do planeta inteiro. Sério, é uma das coisas mais legais da cidade.

Biomuseu no Panamá

Em cerca de meia hora de caminhada dá pra chegar nas ilhas de Naos, Perico, Culebra e Flamenco, todas ligadas por essa calçada. Pra jantar, o Bucanero’s, na ilha Flamenco, é tradicional (há mais de 20 anos servindo turista) e é uma boa pedida pra quem gosta de frutos do mar.

Calçada de Amador

Quarto dia no Panamá — Cinta Costera e Panamá moderna

O quarto dia é dedicado ao lado moderno da capital. Começa a manhã pedalando (ou caminhando) pela Cinta Costera, um calçadão de cerca de 7 km à beira do Pacífico com vista pro skyline. É plano, tem ciclovia e é uma das áreas mais agradáveis da cidade pra passar uma manhã.

Depois, é hora de compras. O Multiplaza Pacific Shopping Mall é um dos shoppings mais sofisticados do Panamá, com mais de 500 lojas e marcas como Gucci, Dolce Gabbana, Calvin Klein, Hermes, Adidas, Aéropostale, Banana Republic, Diesel e Converse.

Se você procura produtos mais em conta, o Albrook Mall é a pedida — tem Tommy Hilfiger, Lacoste, Guess, Aéropostale, Victoria’s Secret e Mac Store, com preço bem melhor. É gigantesco, então reserve umas boas horas.

Parte moderna da Cidade do Panamá

À noite, o Hard Rock Café resolve bem o jantar, ou você pode partir pros cassinos da cidade — muitos ficam dentro de hotéis grandes e são uma experiência à parte pra fechar o dia.

Multiplaza Pacific Shopping Mall

Quinto e sexto dia no Panamá — San Blas

Se tem um lugar que a gente não pode deixar de fora do roteiro pelo Panamá é o arquipélago de San Blas. Mais de 300 ilhas administradas pelas comunidades indígenas Guna, com águas transparentes, ilhas de areia branca que dá pra atravessar a pé em 5 minutos e coqueiro pra todo lado. Parece cenário de filme.

Ilhas de San Blas

San Blas fica a cerca de 2h30 da Cidade do Panamá, mas o caminho é bem sinuoso e íngreme — só dá pra encarar com carro 4×4 e a gente não recomenda arriscar com veículo comum. A saída da estrada é em Carti, e de lá se pega o barco pras ilhas.

A forma mais tranquila é contratar um transfer por esse site: você fecha online, no dia eles te buscam no hotel e cuidam de tudo (veículo apropriado, estacionamento). E se quiser um pacote completo, existe uma excursão de dois dias com transporte, refeições e equipamento de snorkel incluídos — a forma mais eficiente de aproveitar bem o arquipélago.

Se der, fique pelo menos duas noites em San Blas. Só bater e voltar não é o ideal, o passeio se aproveita muito mais dormindo por lá, seja nas cabaninhas rústicas ou em barcos.

Ilha de San Blas

Entre as ilhas mais bacanas, tem a Ilha Pelicano, com águas azul-turquesa, areia branca e vegetação tropical (algumas cenas de La Casa de Papel foram gravadas por ali). A Ilha Perro é considerada por muitos a mais bonita — tem piscina natural, restaurante e ponto excelente pra snorkel, incluindo um navio afundado tomado por corais que dá pra explorar mergulhando.

Chegada de barco às ilhas de San Blas

As piscinas naturais formadas por bancos de areia no meio do mar são outra atração imperdível: dá pra ficar em pé no meio do oceano, água na altura da cintura, sem onda, e é o típico cenário que rende foto de tirar a respiração.

Snorkel pelo navio afundado

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Pra te ajudar a encontrar os melhores hotéis de Panamá, com preços já filtrados e em português, dá uma olhadinha aqui:

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Lá você consegue filtrar por região, datas, faixa de preço e nota de avaliação. A gente sempre usa o filtro ‘nota 8+’ e cancelamento gratuito — assim garante que vai pegar um lugar bom e fica tranquilo se precisar mudar os planos.

Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.

Sétimo dia no Panamá — Reserva Gamboa Rainforest

De volta à área da capital, o dia é pra floresta tropical. A Reserva Gamboa Rainforest, na província de Colón, fica a menos de uma hora de carro do aeroporto e é um dos melhores lugares pra ver de perto a fauna panamenha.

Com carro alugado, o caminho é simples: avenida Centenario, Omar Torrijos Herrera e a ponte Nuevo de Gamboa. Dá pra pegar a Pipeline, uma trilha bem tranquila e acessível, ótima pra quem não tem muita experiência.

Reserva Gamboa Rainforest

Além das trilhas, a reserva tem alguns santuários bem legais — o Butterfly House, focado em insetos e sapos, e o santuário das preguiças, onde os bichinhos são resgatados e você aprende bastante sobre a espécie. Pra quem quer aventura, tem passeio de barco e caiaque nas próprias águas do Canal do Panamá, tirolesa e o teleférico Aerial Tram Gamboa Resort, com vista aérea da floresta pra quem prefere ver tudo de cima sem se arriscar.

Caiaque pela Reserva Gamboa Rainforest

Pra fechar o dia, o restaurante Fonda Lo que Hay, do chef Andrés Madrigal, entrou pra lista dos 100 melhores da América Latina — se quiser encaixar um jantar mais gastronômico, é a pedida.

Oitavo dia no Panamá — Valle de Antón

O Valle de Antón é uma das joias escondidas do Panamá: uma cidadezinha charmosa dentro da cratera de um vulcão extinto, a 600 metros de altitude, cercada de montanhas e jardins. Clima ameno, ritmo tranquilo, boa comida.

Valle de Antón

Fica a cerca de 2h30 da capital. Você pode ir de carro alugado (que dá liberdade pra parar nas cidades no caminho) ou fechar uma excursão bate-volta. A gente prefere de carro, porque abre a possibilidade de explorar mais o entorno.

Vista aérea de Valle de Antón

A dica é fazer uma trilha simples como a Square Trees Nature Trail, passar pelo mercado de artesanato local (ótimo pra levar lembrancinha mais autêntica que shopping) e almoçar num dos restaurantes do centrinho — a La Divina Commedia e o L’italiano Ristorante servem massas e pizzas bem saborosas.

Ruas de Valle de Antón

Nono dia no Panamá — Zona Livre de Colón

Se você curte compras, esse dia rende muito. A Zona Livre de Colón é a maior zona franca das Américas e a segunda maior do mundo, com produtos vindos do mundo todo e vendidos sem imposto — o que significa preço bem mais baixo que no Brasil em muitas categorias.

O melhor esquema pra ir é fechar um tour de compras: eles te buscam no hotel, resolvem o transporte (Colón fica a cerca de 1h30 da capital e não é uma cidade recomendada pra andar por conta) e te levam pros principais lojistas. Encontra eletrônicos, roupas, joias, perfumes, bolsas, cosméticos, produtos infantis — bom pra renovar o guarda-roupa ou levar presente.

Zona livre de Colón

À noite, aproveita a vida noturna do Casco Viejo pra fechar essa parte da viagem — a Casa Jaguar é uma das casas mais animadas, com DJs, drinks bacanas e clima descontraído.

Voo pra Bocas del Toro

Se você tem mais dias, vale muito estender a viagem pra Bocas del Toro, no Caribe panamenho, a cerca de 606 km da capital. De carro dá quase 10 horas — inviável. O jeito certo é ir de avião: o voo é curto, tem várias frequências no dia e os preços costumam ser bem em conta se comprar com antecedência.

Décimo dia no Panamá — Chegada em Bocas del Toro

Bocas del Toro é um arquipélago na costa caribenha, ao norte do país. As ilhas principais são Colón (onde fica o centrinho e a vida noturna), Solarte, Carenero e Bastimentos. Água transparente, praias com estrelas-do-mar, muita natureza e um clima descolado tipo mochilão do Caribe.

Bocas del Toro

Depois de se acomodar em Colón, a primeira parada pode ser a Istmito Beach, pertinho do centro, com o famoso letreiro de Bocas — foto obrigatória. O deslocamento entre praias e ilhas se faz de duas formas: táxi comum pra praias mais afastadas dentro de Colón (costuma custar cerca de US$ 2 dentro da ilha) e táxi aquático pra ir a outras ilhas (pra Carenero, algo em torno de US$ 1). Confirma sempre o valor antes de embarcar.

Bocas del Toro

Uma opção deliciosa é alugar bicicleta (algo em torno de US$ 10 por dia) e percorrer a ilha Colón sentindo a brisa do Caribe. À tarde, quem curte esportes radicais pode ir pra Praia Bluff, referência de surfe local, e comer no Oasis B&B and The View, à beira-mar. Se você não pratica esporte de onda, melhor ver a praia só de longe — ali quebra forte.

Pra jantar, o Buena Vista é uma boa: construído num deck sobre a água, serve hambúrguer, massa, salada e drinks. Fica o toque: o happy hour rola das 16h às 19h.

Buena Vista

Décimo primeiro dia — Playa Estrella e Isla Pájaros

Um dos passeios mais bonitos do arquipélago é a Playa Estrella, batizada assim por causa das estrelas-do-mar que vivem ali. Água calma, transparente, cenário caribenho clássico. Tem uma excursão que sai do centro de Bocas, entrega equipamento de snorkel e ainda passa pela Isla Pájaros, uma pequena ilha exuberante habitada por várias espécies de aves.

Playa Estrella

Uma dica insider: leva sapatilha ou sandália que possa entrar na água — o fundo da Playa Estrella tem muitas estrelas-do-mar, e nunca, jamais, tira elas da água pra foto (é super prejudicial). Aprecia com os pés no chão e pronto.

À tarde, dá pra fechar o passeio com uma parada na Ilha Carenero, pertinho de Colón. Tem uma trilha bacana em volta da ilha, com vista pra orla, e o Bibi’s on the Beach, que é referência absoluta em Bocas — ceviches, frutos do mar, sanduíches, tudo com pé na areia. Pôr do sol lá é imbatível.

Isla Pájaros

Décimo segundo dia — Ilha Bastimentos, Cayo Zapatilla e Cayo Coral

Pra fechar o roteiro em grande estilo, um passeio pela Ilha Bastimentos. A gente indica fechar uma excursão pra Cayo Zapatilla e Cayo Coral, duas ilhas paradisíacas dos arredores.

Cayo Zapatilla tem uma praia deslumbrante cercada de vegetação tropical, cara de ilha deserta. E Cayo Coral é ótimo pra snorkel — dá pra ver peixe colorido, corais, e ainda tem chance de avistar preguiças na região.

Ilha Cayo Zapatilla

À tarde, se sobrar energia, vale conhecer as praias do norte de Bastimentos — Playa Polo (batizada em homenagem ao único morador da praia), Wizard Beach (mais próxima de Colón, ondas fortes) e Red Frog Beach, administrada por um hotel local, que cobra cerca de US$ 5 de entrada, mas em compensação é mais estruturada e menos deserta.

Pra fechar a viagem, o Space Lounge and Restaurant, em Colón, é um bar animado com música ao vivo, sinuca, ping-pong e food trucks. Vai até tarde e é o clima ideal pra despedida.

Ilha Cayo Coral

Dicas pra aproveitar melhor o roteiro pelo Panamá

Um detalhe que muita gente não sabe: o Panamá é um dos principais hubs de conexão pra quem viaja pros Estados Unidos e outros países. Muitas vezes, incluir uma parada de alguns dias no Panamá sai mais barato do que voar direto — vale pesquisar essa opção na hora de comprar a passagem.

Alguns erros comuns que dá pra evitar:

  • Subestimar o trânsito da Cidade do Panamá: parece tudo perto, mas o trânsito pode consumir muito tempo. Reserve margem entre passeios.
  • Correr no Canal do Panamá: separe pelo menos meio período pra Miraflores. Vale muito ver um navio atravessando de verdade.
  • Fazer só a capital: é o erro mais comum. A capital é ótima, mas o Panamá brilha mesmo quando você combina cidade + ilhas (San Blas ou Bocas) + floresta (Gamboa).
  • Ir na estação chuvosa sem preparação: chove muito de maio a novembro, principalmente no Caribe. Se não tem escolha de época, leve capa de chuva e ajuste expectativa com passeios de barco.
  • Esperar praia urbana boa pra banho na capital: as praias da Cidade do Panamá são mais de passeio. Pra banho de verdade, é preciso deslocar pra San Blas, Bocas ou Pedasí/Venao.
Panamá

Como economizar nos passeios do Panamá

Uma dica que faz muita diferença no bolso: comprar ingressos e excursões pela internet, com antecedência. Sai mais barato, você garante vaga em datas de pico e ainda chega tranquilo, sem precisar ficar procurando agência na rua.

A gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra reservar tour, transfer e ingresso. É o maior comparador de atividades em português do mundo, os preços são bem competitivos, tem cancelamento gratuito na maioria dos passeios e o atendimento é em português — se acontece qualquer coisa, você conversa numa boa. Antes de qualquer viagem, a gente checa lá.

Tem até free tour pela Cidade do Panamá, ótima forma de conhecer o Casco Viejo com guia sem pagar nada (só a gorjeta ao final, se quiser).

Bella Vista no Panamá

Com criança, casal ou grupo grande, ficar bem localizado faz uma diferença enorme no Panamá — menos táxi, menos tempo perdido em trânsito e mais tempo aproveitando os passeios. A gente montou uma matéria completa mostrando qual é a melhor região pra se hospedar, com os hotéis que a gente testou pessoalmente:

Seguro viagem e chip de celular pro Panamá

Duas coisas que a gente considera indispensáveis pra qualquer viagem internacional, incluindo o Panamá: seguro viagem e chip de celular.

O seguro protege você financeiramente em caso de doença, acidente, extravio de bagagem ou cancelamento — atendimento médico em hospital privado no Panamá pode custar milhares de dólares. A gente usa esse comparador de seguros, que mostra as principais seguradoras lado a lado e traz um desconto exclusivo de 18% pra quem entra pelo nosso link. É bem simples, você compara e escolhe o plano com melhor custo-benefício.

Já pra ficar conectado o tempo inteiro (Google Maps, Uber, WhatsApp, procurar restaurante, chamar transfer), o melhor é chegar com o chip já ativo. A gente usa esse chip de viagem que a gente sempre compra antes de sair do Brasil: chega em casa, é só encaixar no celular quando desembarca e já tá conectado, sem passar aperto procurando wi-fi em aeroporto. Sai bem mais barato que roaming da operadora.

Perguntas frequentes sobre o roteiro pelo Panamá

Quantos dias são ideais pra viajar ao Panamá?

Depende do perfil. Pra conhecer só a Cidade do Panamá e arredores (Canal, Casco Viejo, Amador Causeway, Panamá Viejo), 3 a 4 dias resolvem bem. Pra incluir San Blas, Bocas del Toro e Gamboa, o ideal é entre 7 e 12 dias. Menos que isso, a viagem fica corrida.

Qual a melhor época pra ir pro Panamá?

A estação seca, geralmente de novembro a abril, é a melhor janela. Menos chuva, mar mais tranquilo pras travessias de barco pra San Blas e Bocas del Toro e mais dias de sol nas ilhas. Fora desse período o país é visitável, mas com mais risco de chuva atrapalhando praias e passeios.

Precisa de visto pra ir ao Panamá sendo brasileiro?

Brasileiro não precisa de visto pra turismo no Panamá. É preciso passaporte válido, comprovante de hospedagem e passagem de saída do país. Estadia permitida costuma ser de até 90 ou 180 dias, dependendo da situação apresentada na imigração.

Qual moeda usar no Panamá?

O Panamá usa o Balboa, que é atrelado ao dólar americano na proporção 1:1. Na prática, todo mundo usa dólar americano no dia a dia — cédulas de dólar circulam normalmente e não precisa fazer câmbio pra outra moeda. Só as moedinhas de metal costumam ser locais.

É seguro viajar pro Panamá?

De forma geral, o Panamá é considerado um dos países mais seguros da América Central pra turismo. As áreas turísticas (Casco Viejo, Cinta Costera, Amador, Bocas del Toro, San Blas) são bem tranquilas. Como em qualquer capital, evite bairros afastados à noite e a cidade de Colón (fora da Zona Livre em tour organizado) não é recomendada pra passeio a pé.

Vale a pena alugar carro no Panamá?

Sim, principalmente pra fazer bate-voltas (Valle de Antón, Gamboa, praias da região) e pra ter flexibilidade em roteiros longos. Dentro da Cidade do Panamá o trânsito é pesado, mas o carro compensa muito pra explorar o país fora da capital. Compare preço em comparadores de carro com antecedência que sai mais barato.

Como ir da Cidade do Panamá pra San Blas?

A forma mais prática é contratando um transfer 4×4 (a estrada até Carti é sinuosa e íngreme, não dá pra carro comum). Você fecha online, eles buscam no hotel e cuidam de tudo até o porto, onde você pega o barco. A viagem dura cerca de 2h30 a 3h de carro + mais 30-45 minutos de barco até a ilha do passeio.

Bocas del Toro ou San Blas: qual escolher?

Se você quer estrutura, vida noturna e praia com hotel/pousada bacana, é Bocas del Toro. Se você quer ilhas quase desertas, cenário paradisíaco e imersão em comunidade indígena, é San Blas. Se der tempo, o ideal é fazer os dois — as experiências são bem diferentes e se complementam.

Economize ao máximo na sua viagem ao Panamá

O roteiro pelo Panamá é daqueles que surpreendem quem chega sem grandes expectativas. Em pouco mais de uma semana, dá pra ver arquitetura colonial, uma das maiores obras de engenharia do mundo, ilhas caribenhas de tirar o fôlego, floresta tropical e ainda encaixar dia de compras. A gente sempre volta com a sensação de que faltou tempo pra mais coisa — o que é um ótimo sinal.