
A Costa Azul (Côte d’Azur) é aquele tipo de destino que a gente volta querendo voltar. Mar de um azul quase irreal, vilas medievais penduradas em penhascos, cidades com cara de filme e uma comida que faz a gente entender por que os franceses são tão orgulhosos da culinária deles. Num roteiro de 7 dias, dá pra fazer uma imersão bem gostosa: da badalação de Cannes e Saint-Tropez às ruelas artísticas de Saint-Paul-de-Vence, passando pelo glamour de Mônaco e pelos campos de lavanda de Valensole.
Quando a gente foi pela primeira vez, o erro clássico foi ficar só em Nice e tentar fazer bate-volta pra tudo. Com uma semana, dá pra montar duas bases e aproveitar muito mais o passeio, sem passar o dia inteiro na estrada. É exatamente esse esquema que a gente vai detalhar aqui, dia por dia, com dicas do que fazer, onde ir e como economizar em cada trecho.
E não esquece: no nosso guia completo da Costa Azul a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Antes do roteiro: logística e melhor época
A porta de entrada da região é o Aeroporto de Nice (NCE), o segundo aeroporto mais movimentado da França depois de Paris. De lá, dá pra chegar a praticamente qualquer cidade da Côte d’Azur de trem, ônibus ou carro. A linha ferroviária costeira liga Nice a Antibes, Cannes, Menton e Mônaco com trechos rápidos (15 a 40 minutos) e barato — os bilhetes curtos ficam em torno de 5 a 15 euros.
Sobre a melhor época: o pico do verão europeu (julho e agosto) tem tudo bonito e o mar quente, mas as praias ficam lotadas, os hotéis cobram o dobro e as estradas em direção a Saint-Tropez viram um sufoco. O ideal é ir no final de maio, junho ou setembro, quando o clima já tá ótimo, o mar convida pra banho e os preços são muito mais amigáveis. De outubro a abril é a baixa temporada — mais frio, muitos beach clubs fechados, mas as cidades continuam charmosas e o hotel despenca.
Uma dica que a gente sempre dá: a Costa Azul mistura muito bem trem (pra cidades da orla) e carro alugado (pra vilas do interior e Provence). Se o seu roteiro inclui Gorges du Verdon, Valensole e Saint-Tropez, o carro compensa muito. A gente sempre reserva por esse comparador de carros, que compara todas as principais locadoras e costuma achar preços bem melhores do que ir direto no site delas.
A vantagem é que o pagamento é em reais, sem IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h em português, tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e sempre pega a proteção RentalCover, que cobre pneus, vidros, perda de chaves e assistência na estrada — coisas que o seguro básico da locadora não cobre. Prefere as grandes locadoras (Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Hertz) pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que também é ótimo e acha bons preços — mas o pagamento é em euros, sem parcelar. Vale pesquisar nos dois e comparar.
Dia 1: Nice, a base perfeita da Costa Azul
Comece por Nice, a quinta maior cidade da França e a base ideal pra explorar toda a Côte d’Azur. A cidade fica às margens do Mediterrâneo, tem clima delicioso quase o ano inteiro e uma mistura de influências francesa e italiana (a fronteira com a Itália fica bem pertinho).

Reserve o primeiro dia pra conhecer o cartão-postal número um: a Promenade des Anglais, o calçadão beira-mar de quase 7 km que passa por hotéis históricos e pelas praias de pedrinha típicas da região (leva chinelo de borracha ou sapatilha de água, porque sem isso machuca o pé de verdade). À tarde, entra no Vieux Nice, a cidade velha, com ruazinhas estreitas cheias de restaurantes, lojinhas e o famoso Cours Saleya, o mercado ao ar livre de flores e produtos locais (funciona todos os dias de manhã, menos às segundas — anota aí pra não perder a viagem).
No fim da tarde, sobe na Colline du Château, um mirante com vista incrível da baía. Dá pra subir a pé pela escadaria ou usar o elevador gratuito no lado leste. O pôr do sol de lá em cima é uma das lembranças mais bonitas que a gente tem da viagem.
Dia 2: Mônaco e a subida até Èze
No segundo dia, saia cedo de Nice em direção a Mônaco. Tecnicamente é um microestado independente, mas está a apenas 20 minutos de trem de Nice (o bilhete sai em torno de 5 euros) — então o bate-volta é super tranquilo. Mônaco é sinônimo de luxo: iates gigantes atracados no porto, o Cassino de Monte Carlo, o Palácio do Príncipe e o traçado do circuito de Fórmula 1 que a gente vê na TV.

Passe a manhã visitando o Palácio do Príncipe (assista à troca da guarda ao meio-dia), o Jardim Exótico com vista panorâmica e o Museu Oceanográfico, que é uma das melhores coisas pra fazer com criança na região. O bairro de La Condamine tem um mercado ótimo pra almoçar sem gastar fortuna — porque o resto de Mônaco é caríssimo.
Na volta pra Nice, faça uma parada em Èze, uma vila medieval pendurada num penhasco a 400 metros do mar. As ruelas de pedra são cheias de ateliês de arte e o Jardim Exótico de Èze, no topo, tem uma das vistas mais espetaculares da Costa Azul. A subida cansa um pouco, mas vale cada degrau.
Aproveita pra reservar já os principais ingressos e passeios da região por esse site que a gente usa em todas as viagens. Tem tour guiado pra Èze, Mônaco, La Turbie, além de passeios de barco, tudo em português e com cancelamento gratuito até bem próximo da data. É uma mão na roda porque a gente não fica catando ingresso na hora e ainda evita fila.
Dia 3: Antibes e Cannes
No terceiro dia, pegue o trem até Antibes (uns 15-20 minutos saindo de Nice). É uma cidade bem mais tranquila que a vizinha Cannes, com um centro histórico charmoso, muralhas à beira-mar e o Museu Picasso instalado no antigo Château Grimaldi, onde o artista morou por um tempo. A entrada fica em torno de 8 euros e as obras têm vista pro Mediterrâneo — vale demais.

Aproveite as praias da cidade: Plage de la Gravette (dentro do porto antigo, ótima pra família) e Plage de la Salis, com vista pras muralhas. O Fort Carré, no lado oposto do porto, tem vista panorâmica pra baía.
À tarde, siga de trem pra Cannes (mais 15 minutos). A cidade é mundialmente famosa pelo Festival de Cinema, mas o glamour vai muito além do evento. Caminhe pela La Croisette, a avenida beira-mar de quase 3 km cheia de hotéis 5 estrelas, boutiques de grife e beach clubs, e não deixe de ver o Palais des Festivals, com as famosas pegadas de estrelas na calçada em frente.


O Vieux Port e o bairro histórico Le Suquet são perfeitos pra jantar ao pôr do sol — as ruazinhas em ladeira, com vista pro mar e pros iates, mostram o lado mais autêntico de Cannes.
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Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.
Dia 4: Saint-Paul-de-Vence
No quarto dia, faça um passeio bem diferente: Saint-Paul-de-Vence, uma vila medieval em cima de uma colina, com atmosfera artística e cenários que parecem saídos de pintura. Não à toa, artistas como Chagall e Matisse frequentaram e viveram por lá.

Você chega de ônibus a partir de Nice (linha 400, cerca de 1h de viagem) ou de carro. Uma vez lá dentro, é só caminhar pelas ruelas de paralelepípedo, entrar em galerias de arte (a vila tem mais de 70 delas), visitar a Fondation Maeght (uma das melhores coleções de arte moderna da Europa) e almoçar em um dos restaurantes com vista pro vale.
As antigas muralhas medievais oferecem panorâmicas incríveis, a Place du Jeu de Boules é um cantinho tradicional pra sentar e ver o pessoal jogando pétanque, e a Igreja de São Miguel, do século XVI, é um passeio rápido mas interessante.
Dia 5: Saint-Tropez
Saint-Tropez merece um dia inteiro dedicado. Uma dica importante: essa cidade não tem estação de trem, então dá pra chegar de duas formas — de carro (mais rápido, uns 100 km de Nice, cerca de 1h30 sem trânsito) ou combinando trem até Saint-Raphaël + ônibus/barco (bem mais demorado). No verão, o trânsito na estrada fica caótico, então saia bem cedo.

Antiga vila de pescadores, Saint-Tropez virou destino de celebridades depois que Brigitte Bardot estrelou o filme E Deus Criou… a Mulher, filmado ali nos anos 50. Hoje mistura o charme das casinhas coloridas com o luxo dos iates atracados no Vieux Port.
Comece pelo porto antigo, tomando um café num dos bistrôs à beira-mar. Depois explore o bairro La Ponche, o centro histórico com ruelas fofas e a Igreja Notre-Dame-de-l’Assomption. Suba até a Citadelle, uma antiga fortaleza que hoje abriga o Museu de História Marítima e tem vistas panorâmicas incríveis da cidade e do mar.
À tarde, é praia. A Plage de Pampelonne é a mais famosa, com quase 5 km de areia branquinha e vários beach clubs. Uma cadeira e guarda-sol em beach club fica em torno de 20 a 40 euros por dia, dependendo do clube e da temporada. A Plage de Tahiti, vizinha, é outra opção clássica.
Dia 6: Gorges du Verdon
Pra fugir do litoral e ver uma paisagem completamente diferente, dedique o sexto dia às Gorges du Verdon, o “Grand Canyon da França”. São gargantas profundas esculpidas pelo rio Verdon, com águas de um verde-turquesa impressionante e paredões de calcário de até 700 metros de altura.

Esse passeio praticamente exige carro alugado — o transporte público até lá é bem limitado. O trajeto de Nice até a região leva umas 2h30. A Route des Crêtes, uma estrada com vários mirantes ao longo do desfiladeiro, é obrigatória: pare em quantos miradouros conseguir, cada um tem um ângulo diferente do cânion.
O Lac de Sainte-Croix é um lago artificial gigante formado pelo represamento do rio Verdon, com águas cor de piscina e várias praias artificiais. Dá pra alugar caiaque, pedalinho ou barco elétrico e entrar um pouquinho no cânion — uma das experiências mais legais da viagem.

O Museu de Gorges du Verdon, em La Palud-sur-Verdon, é uma parada rápida mas interessante pra entender a formação geológica da região, a fauna e a história local.
Dia 7: Valensole e os campos de lavanda
Pra fechar a viagem com chave de ouro, siga pra Valensole, a menos de 1h das Gorges du Verdon. É a região mais famosa dos campos de lavanda da Provence — aquelas fileiras roxas infinitas que a gente vê nas fotos. Aqui vai o alerta: a lavanda floresce apenas de meados de junho até meados de julho. Se você for fora desse período, os campos estarão colhidos ou verdes. Vale planejar a viagem levando isso em conta.

Além dos campos, explore o vilarejo em si, com casas de pedra, a Praça Thiers cheia de cafés, a Igreja de Saint-Denis e o pequeno Museu de Valensole. Muitas fazendas locais têm lojinhas onde você compra mel de lavanda, sabonetes, óleos essenciais e sorvete de lavanda — o suvenir perfeito.
Se ainda tiver energia, dê uma passada em Moustiers-Sainte-Marie, uma vila deslumbrante entre penhascos com uma estrela dourada pendurada por uma corrente entre as montanhas — a lenda diz que foi um cavaleiro cruzado que a colocou lá.
Erros que quase todo brasileiro comete na Costa Azul
Depois de várias viagens pra região, a gente lista os deslizes mais comuns pra você não repetir:
- Achar que Saint-Tropez é bate-volta rápido: não é. Sem estação de trem e com trânsito pesado no verão, ou você aluga carro e sai bem cedo, ou reserva uma noite lá.
- Focar só em praia: a Costa Azul é destino urbano, cultural e gastronômico. Quem só pensa em praia se decepciona porque as praias de Nice, por exemplo, são de pedrinha e não têm nada a ver com Caribe.
- Ignorar o trem: muita gente aluga carro pra tudo, mas entre Nice, Antibes, Cannes, Mônaco e Menton o trem é rápido, barato e evita a dor de cabeça de estacionamento (que é caríssimo).
- Uma base só: com 7 dias, o ideal é dividir entre Nice (dias 1-4) e uma segunda base como Cannes, Antibes ou algum vilarejo da Provence (dias 5-7) pra economizar tempo de estrada.
- Ir em agosto sem planejar: é o pico do pico. Hotéis lotados, praias entupidas, preços nas alturas. Se puder, escolha junho, começo de julho ou setembro.
- Não checar horários de mercados e museus: o Cours Saleya em Nice fecha às segundas, muitos museus têm um dia da semana de folga. Cheque tudo antes.
Dicas práticas pra aproveitar melhor
Algumas coisas que só quem já foi sabe:
- Sapatilha de água ou chinelo de borracha: essencial pras praias de pedrinha de Nice e da região.
- Roupa mais arrumada: pra jantar em Cannes, Monte Carlo ou beach clubs de Saint-Tropez, leva uma peça mais elegante.
- Reserva de restaurantes: no verão, os bons lugares lotam. Reserve com antecedência, principalmente em Saint-Tropez.
- Segurança: a região é tranquila, mas atenção com bolsa e celular em estações de trem e mercados lotados.
- Idioma: nas áreas turísticas todo mundo fala inglês, mas um “bonjour” e um “merci” abrem portas.
Seguro viagem (obrigatório na Europa)
Como a Costa Azul faz parte do Espaço Schengen, o seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros é obrigatório por lei pra brasileiros entrarem na França. Não é opcional — na entrada, podem pedir o comprovante. E é uma proteção importantíssima: o atendimento médico particular na França custa uma fortuna e o SUS local não atende turista sem cobertura.
A gente sempre usa esse comparador de seguros, que mostra as melhores opções de várias seguradoras num só lugar e permite comparar coberturas e valores. O link já vem com 18% de desconto exclusivo Grupo Dicas aplicado — não precisa cupom.
Chip de celular pra Costa Azul
Ficar sem internet na França é sofrer: você precisa dos apps de trem (SNCF), mapa, tradutor e restaurante toda hora. Dá pra usar Wi-Fi de hotel, mas na rua a coisa complica.
A gente resolve isso com esse chip de viagem que a gente usa. Chega em casa antes da viagem, já ativado pra usar quando pousar na França, com internet ilimitada e um número americano pra receber chamadas. Muito mais prático que ficar dependendo de Wi-Fi de café ou trocar o chip local no aeroporto.
Perguntas frequentes sobre roteiro de 7 dias na Costa Azul
Qual é a melhor base pra ficar na Costa Azul?
Nice é a melhor base principal: fica no meio da região, tem ótima oferta de hotéis, aeroporto internacional e conexões de trem pra Mônaco, Antibes, Cannes e Menton. Se puder dividir em duas bases, use Cannes ou Antibes como segunda pra explorar Saint-Tropez e o interior com menos deslocamento.
Vale a pena alugar carro na Costa Azul?
Depende do roteiro. Pra ficar só em cidades da orla (Nice, Cannes, Mônaco, Antibes), o trem resolve. Mas pra passeios como Saint-Tropez, Gorges du Verdon, Valensole e vilas do interior, o carro faz muita diferença — tanto em tempo quanto em flexibilidade.
Quando os campos de lavanda florescem?
De meados de junho até meados de julho, geralmente. Depende do clima do ano, mas essa é a janela mais confiável. Fora desse período, os campos estarão colhidos ou verdes, sem o roxo característico das fotos.
Precisa de visto pra ir pra França?
Brasileiros não precisam de visto pra turismo de até 90 dias na França e no Espaço Schengen. É obrigatório passaporte válido por pelo menos 6 meses e seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros.
Quanto custa em média um dia na Costa Azul?
Fora hospedagem e voo, um dia com café, almoço em bistrô, jantar num restaurante médio, entrada em um museu e transporte público sai em torno de 80 a 120 euros por pessoa. Beach clubs, jantares em Cannes ou Saint-Tropez e passeios de barco podem elevar bastante esse valor.
As praias da Costa Azul são de areia ou pedra?
A maioria em Nice e Villefranche é de pedrinha (não é confortável descalço). Já em Antibes, Cannes, Juan-les-Pins e Saint-Tropez você encontra areia fina. Se areia é prioridade, essas cidades são melhores.
Dá pra fazer bate-volta de Nice pra Saint-Tropez?
Dá, mas não é o ideal. Saint-Tropez não tem estação de trem, então você precisa ou alugar carro (1h30 sem trânsito, muito mais no verão) ou combinar trem até Saint-Raphaël + ônibus/barco (2h30-3h só de ida). Se possível, reserve uma noite por lá.
Preciso saber francês pra viajar pela Costa Azul?
Não é obrigatório. Nas áreas turísticas, quase todos os funcionários de hotel, restaurante e loja falam inglês. Mas ser educado com um bonjour, merci e s’il vous plaît faz muita diferença no atendimento.
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A Costa Azul é uma daquelas viagens que a gente sempre acha que não vai caber tudo em 7 dias — e não cabe mesmo. Mas com esse roteiro dá pra ter uma amostra super gostosa da região, misturando mar, cultura, vilas medievais e a natureza espetacular da Provence. E o mais importante: volta querendo voltar, com uma listinha de coisas pra fazer da próxima vez. Bon voyage!