Roteiro de 3 dias em Amsterdã: o que fazer

Tem 72 horas pra conhecer a capital holandesa e não sabe por onde começar? Relaxa, que a gente montou um roteiro de 3 dias em Amsterdã que dá conta dos clássicos sem te deixar correndo: canais, museus de respeito, o charme do Jordaan e ainda sobra fôlego pros bares à noite.

A primeira vez que a gente foi, cometeu o erro de tentar comprar ingresso da Casa de Anne Frank na hora — e simplesmente não tinha mais vaga pra aquele dia. Aprendemos na marra: em Amsterdã se planeja antes, não dá pra decidir tudo no improviso.

E não esquece: aqui no nosso guia completo de Amsterdã a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Dia 1 — Manhã: passeio de barco pelos canais de Amsterdã

Um jeito clássico (e a gente diria até obrigatório) de conhecer Amsterdã é pelo passeio de barco pelos canais. Dali você observa as construções tortinhas, os pontos turísticos e as casas flutuantes da cidade de um ângulo que a pé não dá. Existem vários trajetos em canais diferentes, então dá pra escolher aquele com partida mais perto do seu hotel.

Como há passeios de durações variadas (o cruzeiro padrão costuma ser de 1h a 1h30), o legal é pensar no que você vai fazer no resto do dia e calcular o tempo. Tem até opção de tour de dia inteiro em que você sobe e desce dos barcos quando quiser, em determinados pontos.

Passeio de barco pelos canais de Amsterdã

O cruzeiro pelos canais sai em torno de 15 a 25 euros por pessoa, dependendo do tipo de barco e do horário. Vale a pena comprar antecipado pela internet pra garantir o lugar e, de quebra, pagar mais barato.

Onde comprar os ingressos de Amsterdã da forma mais barata

Antes de seguir o roteiro, vamos a uma dica que faz diferença no bolso: comprar os ingressos e passeios antecipado e pela internet quase sempre sai mais em conta — e ainda te livra de chegar na bilheteria e descobrir que esgotou pro dia que você queria.

O site que a gente usa em todas as viagens é esse aqui. É um dos maiores do mundo e tem praticamente todos os ingressos e passeios de Amsterdã, incluindo o passeio de barco e tudo que a gente vai mostrar neste roteiro.

A maior vantagem é que você paga em reais (sem aquele IOF que pesa quando compra no site oficial em euros) e ainda dá pra parcelar. Outras vantagens que valem o clique:

  • Free tours: oferece tours a pé gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só paga uma gorjeta pro guia no final.
  • Cancelamento gratuito: na maioria dos passeios você cancela sem custo algum, ótimo pra quem ainda está fechando o roteiro.
  • Transfer do aeroporto: dá pra reservar o traslado até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você paga adiantado (evitando golpe de taxista com turista) e o motorista te espera com uma plaquinha com seu nome no desembarque.
  • Atendimento em português: suporte 24h, em português, caso precise de qualquer coisa.

Pra os museus de maior demanda (Van Gogh, Rijksmuseum e Casa de Anne Frank), a dica de comprar antecipado vale ouro: a fila vira a esquina em alta temporada.

Dia 1 — Tarde: Rijksmuseum e Museu Van Gogh em Amsterdã

O Rijksmuseum é o Museu Nacional da Holanda e um dos mais importantes do país. Ele é enorme e guarda uma coleção de obras de Rembrandt, Jan Steen e vários outros artistas do século 17 — inclusive a famosa Ronda Noturna, de Rembrandt.

Como o museu é grandão, dá pra passar uma tarde inteira lá se você quiser ver tudo com calma. O tempo depende do quanto você gosta de parar em cada obra, mas reserve um bom espaço pra apreciar.

Rijksmuseum em Amsterdã

Ele fica na Museumplein (Praça dos Museus), onde estão também o Museu Van Gogh e o Stedelijk. Vale dar uma volta pela praça, que tem um gramadão ótimo pra sentar e descansar entre uma visita e outra. Se você prefere se dedicar a fundo a cada museu, dá pra ficar só no Rijksmuseum hoje e voltar outro dia.

Tour no Museu Van Gogh em Amsterdã

O Museu Van Gogh abriga a maior coleção do artista no mundo: telas, ilustrações e objetos originais, além de toda a biografia e trajetória dele e de pinturas inspiradas no seu trabalho.

Dá pra alugar um áudio-guia em português pra entender melhor cada detalhe. Uma visita completa leva cerca de duas horas, mas conte um tempinho a mais pra fila, que costuma ser longa. Por isso, se a ideia é fazer a Museumplein inteira, reserve a tarde toda do primeiro dia pra isso.

Museu Van Gogh em Amsterdã

Pra você ter um parâmetro, os museus grandes de Amsterdã (Van Gogh, Rijksmuseum, Heineken Experience, NEMO) ficam em torno de 20 a 25 euros por adulto quando comprados individualmente.

Dia 1 — Noite: bares em Amsterdã

Pra encerrar o primeiro dia, a gente recomenda dar uma passada nos bares de Amsterdã. São muitos e de todo tipo, espalhados por vários bairros — tem desde os coffeeshops até os famosos brown cafés, aqueles barzinhos de madeira escura, super tradicionais, perfeitos pra tomar uma cerveja local e sentir o clima da cidade.

Alguns que a gente curte:

  • O Gollem’s Proeflokaal, um café e bar com unidades espalhadas por Amsterdã. Oferece mais de 60 tipos de cerveja, a maioria belga. Vale demais!
  • O Hiding in Plain Sight (algo como “se escondendo em plena vista”, numa tradução livre) é uma ótima pedida pra quem quer um clima mais intimista, descolado e com drinks bem feitos.
  • Quer comida pra acompanhar? O Restaurant de Plantage tem um espaço incrível, cercado por árvores centenárias. O prédio é de 1870 e resistiu à guerra e à ocupação nazista. A cozinha mediterrânea casa bem com bons drinks.
Restaurante De Plantage em Amsterdã

Dia 2 — Manhã: bairro Jordaan em Amsterdã

Bora pro segundo dia. O Jordaan é um dos bairros mais charmosos da cidade, com uma vibe romântica e ar de vilarejo. Fica dentro da zona turística e é cheio de ruas e canais fotogênicos, galerias de arte, restaurantes, lojinhas e cafés.

Bairro Jordaan em Amsterdã

A melhor forma de conhecer é andando, então saia com calçado confortável. Outra ideia bacana é alugar uma bicicleta, o meio de transporte preferido dos holandeses — dá pra alugar por algumas horas só pra rodar o Jordaan de manhã. Um aviso de quem já se atrapalhou por lá: não pare em cima da ciclovia pra tirar foto, os ciclistas voam e não perdoam.

Aproveite pra passar pelas 9 Straatjes (“nove ruas”), um cantinho famoso pra fazer compras. Tem boutiques, lojas de antiguidades, brechós, lojas de arte e até marcas internacionais como a H&M. É um ótimo lugar pra parar num café ou restaurante e fazer uma boa refeição.

9 ruas em Amsterdã

Dia 2 — Tarde: Casa de Anne Frank em Amsterdã

A Casa de Anne Frank é um dos lugares mais importantes de Amsterdã. Fica no próprio Jordaan, então é tranquilo chegar depois da manhã passeando pelo bairro. Foi ali que Anne e a família se esconderam durante a Segunda Guerra Mundial, quando a menina escreveu o diário que ficou famoso no mundo todo.

Casa da Anne Frank em Amsterdã

Os cômodos e boa parte dos objetos estão preservados e expostos. No fim da visita ainda dá pra passar na livraria e no café que ficam dentro do prédio. Atenção: o ingresso é vendido quase exclusivamente online e com data marcada — em alta temporada, é bom comprar com bastante antecedência (tem gente que pega com um mês de folga). Sem ingresso na mão, você simplesmente não entra.

Dia 2 — Noite: Red Light District em Amsterdã

Ir ao Red Light District é um daqueles passeios que todo turista acaba fazendo. Ao contrário do que muita gente pensa, a região recebe gente de todo tipo — famílias, casais, grupos de amigos. À noite o público fica mais adulto, então, se estiver com crianças, prefira passar por lá de manhã.

As casas noturnas bombam, e tem coffeeshops e bares por todo canto. O legal é caminhar sem pressa, vendo os lugares e entrando nos que te deixam mais à vontade. Uma regra que não dá pra ignorar: é estritamente proibido fotografar as mulheres nas vitrines, e quebrar isso pode dar multa e problema sério. Respeite que a noite flui bem melhor.

Red Light District em Amsterdã

Dia 3 — Manhã: Leidseplein, Canal Singel e Mercado de Flores

A região de Leidseplein é uma das mais animadas pra começar o dia, cheia de cafés, pubs, bares e lojinhas. Dali você pode caminhar até o Canal Singel e conhecer o Bloemenmarkt, o famoso Mercado de Flores flutuante da cidade. Além das próprias flores nas barcas, dá pra comprar souvenirs e lembrancinhas da capital holandesa.

Mercado das Flores em Amsterdã

Se você viajar no inverno, esse passeio rende menos (as barcas ficam mais fechadinhas), mas na primavera, verão e outono não dá pra pular.

Dia 3 — Tarde: Praça Dam em Amsterdã

A Praça Dam é o coração de Amsterdã e um dos pontos mais famosos da cidade. É ali que ficam o Palácio Real (Koninklijk Paleis) e o Museu Madame Tussauds. Se você está viajando no inverno e pulou o Mercado de Flores, ou simplesmente prefere algo mais cultural, dá pra entrar em um (ou nos dois) museus.

O Palácio Real é aberto à visitação e tem uma arquitetura belíssima. Foi construído entre 1648 e 1665, num estilo clássico holandês, e está super conservado. Apesar de ter nascido como prefeitura, hoje representa o palácio real — a família real não mora lá, mas usa o espaço pra receber visitas oficiais do Estado.

Palácio Real em Amsterdã

Já o Madame Tussauds é o famoso museu das réplicas de cera de celebridades. Muita gente passa pela praça sem saber que tem uma filial ali. Se sobrar um tempinho, vale a visita — os bonecos têm uma riqueza de detalhes impressionante, alguns são idênticos aos homenageados.

Madame Tussauds em Amsterdã

Além dessas grandes atrações, a Praça Dam é cercada de bares, restaurantes e lojas — ótima pra parar e comer alguma coisa.

Alternativa: tour na Heineken Experience em Amsterdã

Prefere outro tipo de passeio? A Heineken Experience é uma visita à antiga fábrica da marca, onde dá pra conhecer todo o processo de fabricação da cerveja, que tem mais de 150 anos de história, num tour bem interativo e com degustação no fim.

Heineken Experience em Amsterdã

O tour leva em média uma hora e meia, boa parte em pé ou caminhando. Menores de 18 só entram acompanhados, já que tem degustação de cerveja.

Dia 3 — Noite: Leidseplein em Amsterdã

Termine o roteiro de 3 dias na Leidseplein, um dos melhores lugares pra curtir a noite em Amsterdã. A praça e o bairro inteiro são bem boêmios, cheios de casas noturnas, restaurantes e coffeeshops.

No verão, vários artistas se apresentam ao vivo no centro da praça; no inverno, o pessoal migra mais pras baladas fechadas, que tocam pop e eletrônico. As ruas ficam movimentadas a noite toda, e os bares e pubs lotam. E não se preocupe com transporte: os trams (bondinhos) te deixam pertinho de lá.

Leidseplein em Amsterdã

Dica extra: um bate-volta no terceiro dia

Se você quiser variar e estiver na cidade na época certa, o terceiro dia também pode virar um bate-volta — uma das experiências preferidas de quem visita Amsterdã. As opções mais clássicas:

  • Keukenhof: o parque das tulipas, considerado imperdível, abre só do fim de março ao início de maio. Se você for na primavera, encaixa esse passeio sem dó.
  • Zaanse Schans: a vila dos moinhos de vento visitáveis, aberta o ano todo — uma alternativa perfeita fora da temporada das tulipas.
  • Volendam e Marken: vilas de pescadores super típicas, normalmente vendidas em excursões combinadas de dia inteiro.

Esses tours saindo de Amsterdã você também encontra nesse site que a gente usa em todas as viagens, com cancelamento gratuito e pagamento em reais.

Melhor época para visitar Amsterdã

Amsterdã funciona o ano todo, mas a experiência muda bastante conforme a estação:

  • Primavera (março a junho): época das tulipas e do Keukenhof, com temperaturas agradáveis e dias mais longos. É quando a gente mais recomenda.
  • Verão (junho a agosto): dias longos, parques cheios, muita vida de rua. Em compensação é mais lotado e caro, então reserve tudo com antecedência.
  • Outono (setembro a novembro): folhagens bonitas e clima mais instável, mas com bom equilíbrio entre preço e movimento.
  • Inverno (dezembro a fevereiro): frio, dias curtos e possibilidade de neve. Museus e cidade funcionam normalmente, mas os passeios ao ar livre ficam mais limitados.

Erros comuns de turista brasileiro em Amsterdã

Pra você não cair nas mesmas armadilhas que tanta gente cai:

  • Não comprar ingresso antecipado da Casa de Anne Frank e dos museus grandes — o resultado é não entrar ou pegar fila gigante.
  • Subestimar o frio e a chuva fora do verão: o vento e a garoa fina são constantes, leve roupa de chuva.
  • Desrespeitar regras nos coffeeshops e no Red Light District (fotografar as vitrines, por exemplo) — isso dá problema de verdade.
  • Andar distraído na ciclovia: ciclista holandês não para, e parar pra foto no meio da bike lane gera conflito.
  • Não entender o sistema de bilhetes: grande parte do transporte e até ônibus do aeroporto funciona com cartão, não com dinheiro em espécie.

Pra você se localizar bem e não perder tempo com transporte, ficar numa região central faz toda a diferença num roteiro curto desse. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Amsterdã:

Onde ficamos em Amsterdã (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Amsterdã é a melhor opção para os turistas. Hospedar-se no local oferece muitas vantagens, já que por lá, os visitantes podem ficar a uma curta distância das principais atrações da cidade.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre o roteiro de 3 dias em Amsterdã

3 dias são suficientes para conhecer Amsterdã?

Sim, 3 dias dão pra cobrir os principais pontos: canais, Museumplein, Casa de Anne Frank, Jordaan, Praça Dam e a vida noturna. Se sobrar fôlego, dá até pra encaixar um bate-volta a Keukenhof ou Zaanse Schans.

Preciso comprar os ingressos com antecedência?

Pra Casa de Anne Frank, sim, é praticamente obrigatório — os bilhetes são vendidos quase só online e com data marcada. Pro Van Gogh e o Rijksmuseum também vale comprar antes pra evitar filas longas e, de quebra, pagar mais barato.

Qual a melhor época para fazer esse roteiro?

A primavera (fim de março ao início de maio) é a mais procurada por causa das tulipas e do Keukenhof. Mas a cidade funciona o ano todo: no verão tem mais vida de rua e no outono você encontra menos gente e preços melhores.

Como se locomover em Amsterdã?

O centro é compacto e dá pra fazer boa parte a pé. Pra distâncias maiores, os trams, metrô e ônibus são eficientes, e muita gente aluga bicicleta. Não recomendamos carro dentro da cidade: o trânsito é complicado e estacionar sai caríssimo.

Quanto custam os ingressos dos principais museus?

Os museus grandes (Van Gogh, Rijksmuseum, Heineken Experience, NEMO) ficam em torno de 20 a 25 euros por adulto. A Casa de Anne Frank costuma ficar um pouco abaixo disso. Comprar online antecipado geralmente sai mais barato.

Posso visitar o Red Light District com crianças?

Durante o dia, sim — a região é bem tranquila e movimentada por todo tipo de turista. À noite o público fica mais adulto, então com crianças é melhor passar de manhã. E lembre: é proibido fotografar as mulheres nas vitrines.

Vale a pena fazer um bate-volta no terceiro dia?

Vale, principalmente na primavera, quando o Keukenhof está aberto. Fora dessa época, Zaanse Schans (os moinhos), Volendam e Marken são ótimas alternativas e ficam abertos o ano todo.

Economize ao máximo na sua viagem por Amsterdã

Esse roteiro deu certinho nas vezes que a gente foi, equilibrando os clássicos com tempo pra respirar. Se for fechar a viagem, planeje os ingressos com antecedência e deixe espaço pra se perder pelos canais — é nessas caminhadas sem rumo que Amsterdã mais encanta. Boa viagem!