
Se você só tem dois dias pra conhecer Cinque Terre, dá pra ver as 5 vilas sem correr feito louco — desde que a gente saia cedo, use bem o trem regional e troque uma ou duas pernas por barco. A gente já fez esse roteiro mais de uma vez e, com algumas sacadas, é totalmente possível curtir Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso al Mare com calma suficiente pra tirar foto, almoçar bem e ainda pegar um pôr do sol decente.
Esse roteiro de 2 dias em Cinque Terre que a gente vai montar aqui foi pensado pra quem vai de Florença, Pisa ou Gênova e quer aproveitar cada minuto. Mostra a ordem mais inteligente de visitar as vilas (pra evitar trem cheio e excursão), o que fazer em cada uma, onde comer, o que custa quanto e os erros bobos que a galera comete por aí.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Cinque Terre a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, trilhas, comida, chip e ingressos. Vale dar uma olhada depois.
Como chegar a Cinque Terre (e por onde começar)
Cinque Terre fica na Ligúria, no noroeste da Itália, encaixada entre La Spezia e Levanto. A maioria dos viajantes chega de trem vindo de Florença (cerca de 1h40 até La Spezia), Pisa (uns 50 minutos) ou Gênova (em torno de 1h25).
De La Spezia ou Levanto, a gente pega o Cinque Terre Express, o trem regional que liga as 5 vilas. Entre uma vila e outra são só uns 5 minutos de trajeto, e os trens saem a cada 5 a 10 minutos durante o dia. Isso muda tudo no roteiro: você não precisa planejar horário, é só chegar na estação e embarcar.
Antes do roteiro: ingressos, passeios e o cartão da região
Pra economizar de verdade nos passeios e tours guiados na Itália inteira (e em Cinque Terre também), a gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens. É um dos maiores do mundo, tem ingresso, passeio e transfer pra praticamente tudo, e a maior vantagem é poder pagar em reais (sem IOF) e parcelar em até 12x.
Outras coisas que fazem diferença nesse site:
- Cancelamento gratuito na maioria das atividades — útil pra Cinque Terre, onde trilha fecha por chuva.
- Free tours em várias cidades italianas, em que você só paga uma gorjeta no fim.
- Transfer do aeroporto até o hotel já pago em reais (evita golpe de táxi e a confusão de chegar cansado falando em outra língua).
- Atendimento 24h em português.
Pra Cinque Terre especificamente, existe a Cinque Terre Card, que dá trem ilimitado entre La Spezia e Levanto (parando em todas as vilas), acesso às trilhas pagas do Sentiero Azzurro e alguns ônibus internos. Espere gastar algo em torno de €15 a €20 por dia por pessoa com a versão trem + trilhas. Vale demais a pena, porque cada perna avulsa do trem custa €5 a €7.
De novembro a março, o acesso a vários trechos de trilha costuma ser gratuito, mas alguns serviços (barcos, restaurantes sazonais) ficam fechados. Pra um roteiro de 2 dias com tudo funcionando, o ideal é entre final de maio e começo de outubro.
Primeiro dia: Riomaggiore, Manarola e Vernazza
A lógica do primeiro dia é começar pela vila mais ao sul (Riomaggiore) e ir subindo na direção de Monterosso. A gente sempre recomenda sair antes das 9h — as grandes excursões chegam por volta das 10h30 e enchem absolutamente tudo.
Comece por Riomaggiore, a primeira das cinco vilas. Caminhe pela ruela principal até descer ao porto, onde estão aqueles barquinhos coloridos do cartão postal. Vale subir até o Castelo de Riomaggiore pra vista panorâmica e dar uma passada na Igreja de São João Batista, simples mas bonita.

De Riomaggiore pra Manarola tem a famosa Via dell’Amore, trilha curtinha (uns 20 minutos) à beira do penhasco. Atenção importante: ela ficou fechada por anos depois de um deslizamento em 2011 e a reabertura tem sido gradual. Confirme no centro de informações da estação ou no site oficial do Parque Nacional antes de planejar essa parte — se estiver fechada, é só pular pro trem (5 minutos de viagem).
Em Manarola, atravesse a vila e suba até os mirantes do lado oposto do porto. É de lá que sai aquela foto clássica das casinhas penduradas na rocha. Almoce por ali — focaccia e panini saem por uns €5 a €8, e prato de massa ou frutos do mar em restaurante mediano fica entre €15 e €25.
Depois do almoço, pegue o trem (ou um barco, se quiser variar) até Vernazza. Essa é, na nossa opinião, a vila mais bonita do conjunto. Explore o porto, a Piazza Marconi e suba até o Castelo Doria — a vista de cima das casinhas é uma das mais lindas da Itália.

Termine o dia jantando em Vernazza ou volte pra Manarola pro pôr do sol. Tem um lugar lá chamado Nessun Dorma que ficou famoso pelos aperitivos com a vista da vila — é incrível, mas espera fila gigante em alta temporada. Outra opção super decente é o restaurante La Torre, com vista boa pro pôr do sol.

Segundo dia: Monterosso al Mare e Corniglia
O segundo dia começa em Monterosso al Mare, a maior e mais estruturada das vilas. É a única com uma praia de areia de verdade, a Spiaggia di Fegina. Se for verão e quiser cadeira/guarda-sol em clube de praia mais estruturado, conte com algo em torno de €35 a €40 por pessoa.
Monterosso tem duas partes — a velha (com a Igreja de São Francisco e o casario histórico) e a nova, com a faixa de praia. Suba também até o Convento de São Bernardo se tiver fôlego: a vista de cima do mar é absurda.
Uma das experiências mais legais que a gente fez por ali foi um tour de caiaque pelo litoral das vilas, vendo Cinque Terre desde a água. Esse passeio aqui é guiado, é seguro e mostra a região por uma perspectiva que pouca gente vê.

Pra almoçar em Monterosso, dois lugares clássicos: Ristorante Ciak, especialista em frutos do mar, e o Miky, mais sofisticado e bem avaliado. Pra um vinho à noite no calçadão, o Bar Giò é uma boa pedida.
Depois do almoço, pegue o trem pra Corniglia, a única vila que não fica à beira-mar — ela está pendurada no alto de um penhasco. Da estação ao centrinho tem uma escadaria famosa, a Lardarina, com cerca de 365 degraus. Quem não quer subir tudo isso pode pegar o ônibus que sobe direto (incluído na Cinque Terre Card).

Em cima, ande pelas ruelas, visite a Igreja de São Pedro e a Piazza della Loggia. Como Corniglia não tem porto e nenhum barco para por lá, ela é bem mais tranquila — perfeita pro fim de tarde. Pra jantar, o Il Buongustaio Cucina Casalinga tem comida caseira ótima e ambiente acolhedor.
Dica de barco: vale a pena trocar um trecho?
De abril a novembro funciona o serviço de barco entre as vilas (não para em Corniglia, lembrando). O trecho que mais vale pegar de barco é Monterosso–Riomaggiore (ou o contrário): você vê as 5 vilas de frente pro mar, é uma das vistas mais bonitas da viagem.
Faixas de preço aproximadas:
- Trecho avulso entre duas vilas: a partir de €8–10.
- Passe da tarde (a partir das 14h): em torno de €25–30.
- Passe diário ilimitado: cerca de €35–40.
Pra um roteiro de 2 dias, a gente sugere fazer um trecho de barco (Manarola–Vernazza no dia 1, por exemplo) e o resto de trem com a Cinque Terre Card. Sai mais barato e mais flexível.
Dicas insider que fazem diferença
Algumas coisas que a gente aprendeu errando ou ouvindo de quem mora ali:
- Acorde cedo: antes das 9h as vilas são outra coisa. A partir das 10h30, chegam as excursões de cruzeiro e a foto sem gente fica impossível.
- Tênis confortável é obrigatório. Esquece chinelo de dedo — são muitas escadas, ruas íngremes e calçada de pedra.
- Leve pelo menos 1 litro e meio de água por pessoa se for fazer trilha. Tem fontes nas vilas, mas no meio do caminho não tem nada.
- Não vá de carro até as vilas. O acesso é restrito, estacionamento é caríssimo e limitado. Deixe o carro em La Spezia ou Levanto e use o trem.
- Mala pequena se for dormir nas vilas — os hotéis ficam em prédios antigos, com escadas e ruas inclinadas. Mala grande vira pesadelo.
- A região é mais romântica e contemplativa do que agitada. Não espere vida noturna — depois das 22h, é jantar, vinho e dormir.
Quanto custa o roteiro de 2 dias (faixas reais)
Pra ter uma noção, esses são os valores médios por pessoa:
- Cinque Terre Card (2 dias): em torno de €30 a €40.
- Um trecho de barco extra: €8 a €10.
- Almoço simples (focaccia, panini ou pizza ao corte): €5 a €8.
- Almoço em restaurante mediano: €15 a €25.
- Jantar com entrada, prato, vinho e sobremesa em restaurante bem avaliado: €35 a €50 por pessoa.
- Hospedagem nas vilas em alta temporada: a partir de €120 a €180 a diária (em La Spezia, costuma ser bem mais barato).
Seguro viagem pra Itália (é obrigatório)
Lembrando que a Itália faz parte do espaço Schengen e exige seguro viagem com cobertura mínima de €30 mil — isso é regra, não dica. E em Cinque Terre, com tanta escada, trilha e pedra escorregadia, ter cobertura médica vale ainda mais.
A gente sempre faz pelo esse comparador de seguros, que já vem com 18% de desconto exclusivo Grupo Dicas e mostra as melhores seguradoras lado a lado. Paga em reais, parcela, atendimento em português 24h e cobre desde consulta médica até bagagem extraviada e cancelamento de voo.
Chip de celular: navegue o tempo todo
Sem internet em Cinque Terre, a viagem fica complicada — mapa, horário de trem, status de trilha, tradução, foto pra família. A gente sempre usa esse chip de viagem que a gente usa: chega em casa antes da viagem, já vem pronto pra ativar quando você pousar e tem planos com internet ilimitada na Europa inteira. Sem golpe de roaming, sem ter que procurar Wi-Fi em café.
Erros que a galera comete (e como evitar)
- Tentar fazer tudo em um dia só vindo de Florença ou Roma. Dá pra fazer? Dá. Mas você passa correndo, tudo lotado, e volta exausto. O mínimo é 2 dias com uma noite na região.
- Não checar o status das trilhas. A Via dell’Amore segue com situação de reabertura gradual e outros trechos do Sentiero Azzurro fecham com chuva. Confirme no dia.
- Reservar hospedagem em cima da hora na alta temporada. Cinque Terre é compacta, os quartos esgotam e os preços disparam.
- Subestimar o calor no verão. As vilas batem sol direto, há pouca sombra. Trilha em horário de pico de sol vira sofrimento.
Curiosidades pra você chegar mais informado
- Cinque Terre é Patrimônio Mundial da UNESCO — tanto pelas vilas quanto pelos terraços agrícolas onde se cultivam uvas e azeitonas há séculos.
- O nome significa literalmente “cinco terras”, em referência às cinco vilas.
- A região é famosa pelo sciacchetrà, vinho doce de sobremesa, e pelo pesto alla genovese. Levar um potinho de pesto e uma garrafa de azeite local na mala é quase obrigatório.
- No verão europeu o sol se põe bem tarde (perto das 21h), o que ajuda demais quem está com pouco tempo — dá pra encaixar até 4 vilas num dia se você acordar cedo.
Perguntas frequentes sobre o roteiro de 2 dias em Cinque Terre
2 dias em Cinque Terre são suficientes?
Sim, dá pra conhecer as 5 vilas em 2 dias, principalmente se você dormir na região e começar cedo. Não dá pra fazer tudo com calma máxima, mas é o tempo que a maioria dos viajantes usa e funciona bem.
Qual é a melhor vila pra se hospedar em Cinque Terre?
Monterosso al Mare é a mais prática: tem a maior oferta de hotéis, praia de areia e melhor estrutura pra famílias. Vernazza e Riomaggiore são mais charmosas e românticas. La Spezia, fora do parque, costuma ter o melhor custo-benefício e ótima conexão de trem com as vilas.
Qual a melhor época pra fazer esse roteiro de 2 dias?
De final de maio a começo de outubro é a faixa ideal — clima agradável, dias longos, trilhas e barcos funcionando. Julho e agosto têm mais turistas e preços mais altos. No inverno, alguns serviços fecham e trilhas podem estar interditadas.
Como ir entre as vilas de Cinque Terre?
O jeito mais prático é o trem regional Cinque Terre Express, que liga as 5 vilas com saídas a cada 5 a 10 minutos. Trechos curtos demoram cerca de 5 minutos. Também dá pra ir de barco (exceto em Corniglia) ou fazer parte do trajeto a pé pelas trilhas do Sentiero Azzurro.
A Via dell’Amore está aberta?
A Via dell’Amore ficou fechada por anos depois de um deslizamento em 2011 e a reabertura está sendo feita aos poucos. O status muda com frequência, então confirme no site oficial do Parque Nacional ou no centro de informações da estação assim que chegar.
Vale a pena alugar carro pra ir a Cinque Terre?
Não pra circular dentro das vilas — o acesso é restrito e o estacionamento, caro. Se você vai combinar Cinque Terre com outras partes da Itália (Toscana, Ligúria), faz sentido ter carro e deixá-lo em La Spezia ou Levanto enquanto explora as vilas de trem.
Quanto custa fazer Cinque Terre em 2 dias?
Pra um casal, contando Cinque Terre Card, refeições, um trecho de barco e uma noite de hospedagem na região em alta temporada, o orçamento gira entre €250 e €400. Ficando em La Spezia o valor cai bastante.
Preciso de seguro viagem pra Itália?
Sim. Por ser país do espaço Schengen, a Itália exige seguro viagem com cobertura mínima de €30 mil. Além de obrigatório, é proteção real — atendimento médico particular na Europa custa caro e cobertura básica resolve consulta, exame, remédio e até cancelamento de voo.
Economize ao máximo na sua viagem à Itália
- Economizando: quer planejar a viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler como viajar barato para a Itália, com todas as dicas pra gastar menos sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: veja onde comprar os ingressos pras atrações da Itália de um jeito mais barato e seguro.
- Carro: se vai combinar Cinque Terre com a Toscana ou outras regiões, leia como alugar carro na Itália pagando bem menos.
- Euros: conheça a melhor forma de levar dinheiro pra Itália, com prós e contras de cada opção.
- Celular: garanta seu chip de viagem pra Itália antes de embarcar — mais fácil e mais barato.
- Hospedagem: em Roma e arredores, veja onde ficar em Roma pra acertar a região e economizar no hotel.
- Seguro viagem: obrigatório pra Itália. Confira como contratar o melhor seguro viagem pagando menos.
- Transfer: precisa do aeroporto pro hotel? Veja como reservar com segurança e pelo menor preço.
Cinque Terre tem um clima único: você sai de lá com a sensação de ter visitado um cenário de filme. Em 2 dias dá pra capturar bem essa essência — desde que você acorde cedo, use o trem como aliado e reserve pelo menos uma noite numa das vilas. Boa viagem!