
Se você está montando a viagem para Bariloche e a pergunta que não sai da cabeça é “quanto levar de dinheiro?”, a gente vai te ajudar a fechar essa conta sem susto. Aqui você vai ver, item por item, o que separar pra passagem, hotel, comida, passeios, transporte, compras, chip e seguro.
A grande sacada de Bariloche é que dá pra fazer a viagem caber em quase qualquer bolso: dá pra economizar pesado comendo em mercado e fazendo trilhas de graça, ou estourar o orçamento esquiando no Cerro Catedral. Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como o câmbio e a forma de pagamento mudam totalmente a conta final.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Bariloche a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Quanto levar por dia em Bariloche?
Antes de detalhar cada item, vale dar uma referência geral por dia, por pessoa, já em pesos argentinos (ARS) e considerando só os gastos no destino — sem passagem nem hospedagem:
- Estilo econômico (comendo simples, passeios mais gratuitos): em torno de ARS 50.000/dia.
- Confortável/padrão (restaurantes medianos, alguns passeios pagos, talvez um dia de neve): em torno de ARS 65.000/dia.
- Premium com esqui (aulas, aluguel de equipamento e roupa, centros de neve): pode passar de ARS 300.000/dia na alta temporada.
Olha: esses valores são apenas referência e mudam bastante. O peso argentino é instável, então sempre confira a cotação do dia. A época (inverno x baixa temporada) e o seu estilo (esquiar x só passear) também pesam muito.
1) Passagem aérea
O primeiro gasto que você precisa providenciar é a passagem, e quanto antes comprar, melhores os preços e os assentos. Na nossa opinião, o ideal é comprar com até 6 meses de antecedência.
A passagem você paga ainda no Brasil, então é um gasto prévio ao roteiro. Pra ter uma ideia, simulando saindo de Guarulhos (São Paulo) até o aeroporto de Bariloche, a média costuma ficar em torno de R$ 3.000 (ida e volta), muitas vezes com conexão.
Na baixa temporada dá pra achar na faixa de R$ 2.400 a R$ 3.000. Já na alta (neve, julho e agosto), os valores costumam ficar entre R$ 3.000 e R$ 3.500 em voos mais diretos, podendo passar de R$ 4.000 se você comprar em cima da hora.

2) Hospedagem
Depois da passagem, a hospedagem é o outro item que você precisa reservar com antecedência pra garantir bons preços. Em viagens curtas de 5 a 7 dias, passagem + hospedagem costumam comer de 40% a 50% do custo total — então vale a pena dedicar atenção aqui.
O legal é que Bariloche tem opção pra todo bolso. Pensando em diárias na média: hostel sai por volta de ARS 20.000 na baixa e até ARS 40.000 na alta; hotel 3 estrelas gira em torno de ARS 150.000 a ARS 180.000; e os 5 estrelas vão de ARS 340.000 na baixa até ARS 540.000 na alta temporada.
Em reais, dá pra encontrar hotéis mais simples a partir de cerca de R$ 300 a diária e cinco estrelas a partir de uns R$ 700, em condições normais de câmbio. Uma dica importante: pague o hotel com cartão pra aproveitar a isenção do IVA de 21% que a Argentina dá pra estrangeiros sobre hospedagem. Quem paga em dinheiro acaba perdendo esse desconto.


3) Transporte: o carro economiza muito
Bariloche e a região são bem espalhados — Circuito Chico, Cerro Catedral, lagos, mirantes — e tudo fica longe um do outro. Por isso, na nossa opinião, o aluguel de carro é de longe o melhor jeito de se locomover por lá, com muito mais flexibilidade e conforto.
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras. A gente já achou carro por uns R$ 212 a diária por lá.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

4) Passeios e atrações: quanto reservar
Os passeios são o que mais variam o orçamento. Pra um dia de passeio pago mais “intenso” (com ingresso, transporte e um lanche ou refeição em ponto turístico), reserve algo entre ARS 20.000 e ARS 40.000 extras, em cima dos gastos básicos do dia.
Os clássicos como Cerro Campanario, Circuito Chico, Cerro Otto e Piedras Blancas geralmente pedem ingresso de acesso (teleférico, trenó etc.) e algum gasto com transporte. Já os passeios lacustres (Isla Victoria e Bosque de Arrayanes) envolvem taxa de porto, ingresso do parque nacional e o barco.
O caso à parte é o Cerro Catedral pra quem vai esquiar: além do traslado e do acesso, entram aulas, aluguel de equipamento e roupa especial. Quem pretende esquiar mais de um dia precisa separar um orçamento específico e robusto só pra isso, porque esses custos multiplicam o gasto diário rapidinho.
Onde comprar os ingressos e passeios de Bariloche?
Vamos te dar duas dicas pra economizar muito nos ingressos e passeios:
Dica da antecedência: comprar antes, pela internet, é sempre mais barato. Na bilheteria, além de mais caro, o ingresso pode já ter esgotado pro dia desejado — e você ainda perde tempo na fila.
Dica do IOF: comprando no site oficial das atrações, a compra é na moeda do país, então você paga IOF e não consegue parcelar. Procure sites que já oferecem pagamento em reais.
Um site que a gente tem usado muito em todas as viagens é esse aqui que a gente sempre usa. É um dos maiores do mundo e tem praticamente todos os ingressos e passeios de Bariloche. Além de já ser barato, a maior vantagem é poder pagar em reais (evitando o IOF) e parcelar. Outras vantagens:
- Free tours: oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só dá uma gorjeta pro guia no fim.
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem custo algum.
- Transfer: você também encontra o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você já paga adiantado (evitando golpe de taxista), o motorista já sabe seu destino e te espera com uma placa com seu nome no desembarque.
- Atendimento em português: suporte 24h e em português, caso precise.
5) Alimentação
A boa notícia é que a Argentina não é cara pra comer, e dá até pra fazer refeições sofisticadas em restaurantes de luxo por preços razoáveis.
Pra ter referência: uma refeição simples (prato em restaurante básico ou lanchonete) fica em torno de ARS 15.000 a ARS 20.000 por pessoa; um jantar bom pra duas pessoas gira em ARS 40.000 a ARS 45.000 o casal; e um combo de fast-food sai por uns ARS 13.000.
Em reais, comendo em lugares baratos dá pra se virar com cerca de R$ 150/dia por pessoa. Com mais conforto, planeje uns R$ 300/dia por pessoa.
A gente errou nessa na primeira viagem: comeu fora todas as refeições e gastou à toa. A dica de ouro é ir num mercado logo no primeiro dia e comprar queijo, frios, snacks e bebidas pra deixar pro café da manhã e os lanches. Isso reduz muito o gasto diário. Outra coisa: restaurantes em pontos turísticos de neve são bem mais caros que os do centro da cidade.

6) Compras e lembranças
Tem turista que adora fazer compras no exterior. Se esse for o seu caso, separar algo em torno de R$ 1.000 só pra isso dá pra trazer roupa de inverno, chocolates em quantidade, vinhos e decoração.
Se o orçamento for mais curto, uns R$ 500 já garantem um vinho ou outro e algumas lembrancinhas. Os clássicos de Bariloche são os chocolates artesanais (tem várias chocolaterias famosas no centro), os vinhos argentinos, e itens de lã, ponchos, gorros e luvas.
Alguns dos melhores lugares pra fazer compras em Bariloche:
- Rua Mitre
- Galeria del Sol
- Shopping Patagônia

Que moeda levar e como pagar em Bariloche?
Aqui mora o pulo do gato. Brasileiros entram na Argentina só com RG em bom estado e emitido há menos de 10 anos, sem passaporte nem visto, pra estadas de até 90 dias. A moeda oficial é o peso argentino (ARS) — e cuidado, porque ele é simbolizado por “$” nos cardápios, o que confunde muita gente que acha que é dólar.
A regra de ouro é não depender de uma única forma de pagamento. O ideal é combinar mais de um método:
- Dinheiro vivo em pesos: ainda é o mais aceito e, em lugares menores ou fora da zona superturística, costuma render descontos de 10% a 20%. Ótimo pra táxis, remises, cafés e gorjetas.
- Pix brasileiro: cresceu muito nos últimos anos e já é aceito em vários estabelecimentos de Bariloche — lojas de roupa de frio, restaurantes voltados a turistas e escolas de esqui. Ajuste seu limite diário antes de viajar.
- Cartão de crédito/débito internacional: aceito em hotéis, restaurantes turísticos, chocolaterias e locadoras. Lembre que pagar o hotel no cartão garante a isenção do IVA de 21%.
- Reais ou dólares em espécie: alguns lugares aceitam direto, mas não é garantia — por isso não dá pra depender só disso.
Uma divisão equilibrada que funciona bem é deixar de 70% a 90% dos gastos no cartão e levar de 10% a 30% em dinheiro vivo (pesos) pra transporte, pequenos gastos e emergências.
Como conseguir o melhor câmbio para Bariloche
Um erro clássico de brasileiro é comprar muitos pesos ainda no Brasil — esse costuma ser o pior câmbio de todos, e você perde dinheiro logo de cara. Faça assim:
- Leve só um pouco de pesos do Brasil, o suficiente pra chegar tranquilo (táxi, pequenos gastos).
- Use o Western Union: enviar reais do Brasil e sacar pesos na Argentina rende um dos melhores câmbios legais, e é muito usado em Bariloche.
- Se precisar trocar logo na chegada, as agências do Banco Nación nos aeroportos têm taxa mais honesta que casas de câmbio aleatórias.
- Tenha cartão internacional e Pix funcionando, com limites ajustados, pra emergências, compras maiores e promoções.
Cartões tipo Wise ou Nomad também ajudam a diversificar (convertem reais pra dólar e você usa lá), mas nem sempre batem o câmbio em espécie via Western Union ou um bom Pix.
7) Chip de celular
Numa viagem ao exterior, ter internet faz toda a diferença — pra usar o GPS, achar restaurante, falar com quem está com você ou no Brasil. Por isso vale incluir o chip no orçamento.

Depois de anos testando vários chips viajando pelo mundo, o que a gente mais gosta e usa até hoje é esse chip de viagem que a gente usa. Por ser empresa brasileira, o atendimento é todo em português.
A internet deles é ilimitada e você escolhe pela quantidade de dias de uso. E já tem o eSIM, o chip virtual que chega por e-mail e você instala no mesmo dia — sem esperar entrega nem pagar frete. Dá pra achar um chip de 7 dias pra Argentina por valores bem acessíveis.
8) Seguro viagem
Pra fechar com chave de ouro, vamos falar do seguro viagem. Pra Bariloche ele não é obrigatório por lei, mas, na nossa opinião, é imprescindível em qualquer viagem ao exterior.
O atendimento médico fora do Brasil pode sair caríssimo. Se você passar por algum problema de saúde em Bariloche e não tiver seguro, vai gastar muito com consultas, exames e, dependendo, internação — além do trabalho de achar um bom hospital. É aquela economia que não compensa.
As principais seguradoras são Travel Ace, Assist Card, GTA, Green Card e SulAmérica, e dá pra parcelar em até 12x. Pra comparar todas de uma vez, acesse esse comparador de seguros. Ele faz uma busca completa nas maiores seguradoras e o link já vem com 18% de desconto exclusivo do Grupo Dicas.
Cenários prontos: quanto levar para 7 dias
Pra facilitar, montamos três cenários pra 7 dias de viagem, por pessoa, sem contar passagem e hospedagem:
- Perfil econômico (sem esquiar, controlando a alimentação): algo como 7 × ARS 50.000, mais uma reserva de R$ 500 a R$ 700 pra compras simples.
- Perfil confortável (alguns passeios pagos, um dia de neve, restaurantes medianos): 7 × ARS 65.000, mais um extra pra neve e cerca de R$ 1.000 pra lembranças.
- Perfil focado em esquiar (2 a 3 dias de esqui, aulas, aluguel): nos dias de esqui o gasto sobe muito, podendo chegar perto do patamar premium de ARS 300.000/dia nessas datas.
Pra economizar de verdade, mire na baixa temporada (outono, abril/maio, ou primavera, outubro/novembro) ou no início/final da temporada de neve, antes do pico de julho e início de agosto.
Com criança, dinheiro mais curto ou planos de esquiar pesado, ficar bem localizado faz toda diferença pra otimizar o orçamento. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Bariloche:
Onde ficamos em Bariloche (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Bariloche será sempre o melhor lugar para se hospedar na cidade, na nossa opinião. Ficando nele, você estará perto da maior parte do comércio, restaurantes, agências de turismo e atrações. Há várias opções de hotéis mais simples e antigos, e por isso dá para encontrar bons preços neles!
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre quanto levar de dinheiro para Bariloche
Quanto levar de dinheiro por dia para Bariloche?
Como referência, planeje em torno de ARS 50.000/dia por pessoa num estilo econômico e ARS 65.000/dia num estilo confortável, fora passagem e hospedagem. Quem vai esquiar pode ultrapassar muito esse valor em dias de neve.
Qual a melhor forma de pagamento em Bariloche?
O ideal é combinar métodos: cartão internacional pra 70% a 90% dos gastos (especialmente o hotel, que tem isenção do IVA), e 10% a 30% em pesos em espécie pra táxi, gorjetas e lugares com desconto. O Pix brasileiro também já é aceito em muitos estabelecimentos.
Vale a pena comprar pesos no Brasil?
Não. Comprar muitos pesos no Brasil costuma ser o pior câmbio. Leve só um pouco pra chegar tranquilo e, na Argentina, use o Western Union (enviar reais e sacar pesos) ou o Banco Nación no aeroporto pra uma troca inicial mais justa.
Posso pagar com Pix em Bariloche?
Sim. Pagar com Pix brasileiro virou comum em Bariloche, principalmente em lojas de roupa de frio, restaurantes turísticos e escolas de esqui. Só lembre de ajustar seu limite diário de transferência antes de viajar.
Precisa de passaporte para ir a Bariloche?
Não. Brasileiros podem entrar na Argentina só com RG em bom estado e emitido há menos de 10 anos, sem precisar de passaporte nem visto, para estadas de até 90 dias.
Quanto custa comer em Bariloche?
Uma refeição simples fica em torno de ARS 15.000 a ARS 20.000 por pessoa, e um jantar bom pra duas pessoas gira em ARS 40.000 a ARS 45.000. Comprando comida em mercado pra café da manhã e lanches, dá pra economizar bastante no dia a dia.
Qual a melhor época para economizar em Bariloche?
A baixa temporada (outono e primavera) e o início ou final da temporada de neve têm hospedagem mais barata e menos lotação. O pico de preços é em julho e início de agosto, durante as férias escolares e o auge da neve.
Economize ao máximo na sua viagem a Bariloche:
- Economizando: quer aproveitar melhor seu orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para a Argentina, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações da Argentina da forma mais barata e segura.
- Carro: esse item facilita muito a viagem pela Argentina. Se pensa em alugar, leia como alugar um carro em Bariloche pelo menor preço.
- Pesos: conheça a melhor forma de levar seu dinheiro para a viagem, com os prós e contras de cada opção.
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem sem preocupação? Garanta um chip internacional ainda no Brasil clicando aqui.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Bariloche pra saber a melhor localização e economizar no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior pode sair caro. Veja aqui como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
No fim das contas, montar quanto levar pra Bariloche é mais sobre escolher seu estilo do que sobre um número mágico. Defina se você quer esquiar ou só passear, ajuste a época pra fugir do pico de preços e leve mais de uma forma de pagamento — foi assim que a gente fez render a viagem. Com tudo planejado, é só curtir os lagos, as montanhas e os chocolates dessa cidade que a gente sempre tem vontade de voltar.
