
Uma das primeiras dúvidas de quem vai pra capital chilena é qual moeda levar a Santiago do Chile e onde trocar pra não perder dinheiro com câmbio ruim. E olha, isso faz toda a diferença no bolso: a gente já viu gente trocar tudo no Brasil e depois descobrir que perdeu uma boa grana, porque em Santiago a cotação costuma ser bem melhor.
Neste guia a gente reuniu tudo o que você precisa saber: qual moeda usar no dia a dia, onde trocar com as melhores taxas, onde NÃO trocar e quais formas de pagamento valem mais a pena em cada situação.
E se você quiser planejar a viagem inteira pagando mais barato, dá uma olhada também na nossa matéria de como planejar uma viagem a Santiago, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
Qual a moeda oficial do Chile?
A moeda oficial do Chile é o peso chileno (CLP), em uso no país desde 1975. Ele é representado pelo símbolo $, o que costuma confundir o turista brasileiro, porque a gente associa esse símbolo ao dólar. Mas no Chile o $ é peso chileno mesmo.
As notas circulam em valores como 1.000, 2.000, 5.000, 10.000 e 20.000 pesos. À primeira vista os números assustam, mas calma: pagar algo de 10.000 CLP costuma equivaler a uns R$ 60 a R$ 70, dependendo da cotação do dia. Os três zeros parecem mais do que são.
Pra estimar preços rapidinho, muitos viajantes usam uma regrinha informal de cortar os três zeros e multiplicar por cerca de seis. Não é exata, mas dá uma noção boa na hora de decidir se vale a pena comprar algo.
Peso chileno ou dólar: qual levar?
Pro dia a dia em Santiago, o mais vantajoso é usar peso chileno. É a moeda aceita em todos os lugares, de cafezinho a transporte, e te livra de conversões desnecessárias em cada compra.
O dólar também é bem aceito em cidades turísticas como Santiago, Valparaíso, Viña del Mar e San Pedro de Atacama, mas costuma ser mais útil em situações específicas. Em hotéis, por exemplo, alguns aceitam pagamento em moeda estrangeira, e isso pode ajudar na isenção do IVA de 19% em condições específicas (confirme isso direto com o hotel antes).
Resumindo: se você já tem dólar guardado de outra viagem, leve uma parte pra hospedagem e gastos maiores. Mas o grosso do dia a dia, deixe em peso chileno. A gente errou nisso na primeira viagem, tentou pagar tudo em dólar e acabou recebendo troco em peso com cotação ruim do estabelecimento.
Onde trocar dinheiro em Santiago?
Aqui vai a dica mais importante de toda a matéria: na maioria dos casos, não compensa trocar no Brasil nem no aeroporto de Santiago. A cotação no destino, nas casas de câmbio certas, costuma ser bem melhor.
Pra você ter uma ideia, em levantamentos recentes uma casa de câmbio no Brasil ficava em torno de 1 BRL = 142 CLP, enquanto em Santiago a mesma operação chegava a algo como 1 BRL = 170 CLP. Em períodos mais favoráveis, a faixa em Santiago fica em torno de 157 a 180 CLP, e em momentos menos favoráveis pode cair pra perto de 130 CLP. As cotações oscilam bastante por época do ano e fluxo de turistas, então vale conferir o valor do dia.
As duas regiões mais citadas por terem boas cotações são:
- Calle Agustinas, no centro de Santiago, uma das ruas mais tradicionais pra câmbio, com várias casas concorrendo entre si.
- Avenida Pedro de Valdivia, no bairro Providencia, outro eixo bem conhecido por boas opções.
O segredo é justamente essa concorrência: onde há muitas casas de câmbio juntas, as taxas tendem a ser mais competitivas. Compare em duas ou três antes de trocar valores maiores, e não troque tudo de uma vez no primeiro ponto que aparecer.
Onde evitar trocar
Fuja de trocar no aeroporto, em casas de câmbio dentro de shoppings e em pontos muito turísticos. As cotações ali costumam ser bem piores. O aeroporto serve só pra uma troca mínima de emergência, pra pegar transporte e chegar ao hotel, nada além disso.
Horário das casas de câmbio
A maioria opera em horário comercial, mais ou menos das 9h às 18h em dias úteis, mas isso varia conforme a casa e o dia da semana. Programe-se pra trocar durante o dia e evitar correria.
Formas de levar dinheiro para Santiago
Tem várias maneiras de levar dinheiro, e o ideal é combinar mais de uma pra não depender de um único meio. Vamos por partes.
1. Conta global em dólar (a melhor opção)
Pra uma viagem ao Chile, a opção que mais economiza, na nossa experiência, é abrir uma conta digital global em dólar e usar o cartão dela pra fazer pagamentos e saques no exterior, em qualquer moeda. Assim você compra o dólar na cotação comercial, a mais barata, e não na cotação turismo que bancos e casas de câmbio usam.
Outra vantagem enorme: em vez de pagar os 3,5% de IOF que incidem sobre o cartão de crédito tradicional no exterior, você paga um IOF bem menor ao usar o cartão dessa conta. No fim das contas, é uma economia gigante.
A gente usa essa conta global em todas as viagens. Dá pra criar a conta nos EUA em menos de 5 minutos, com RG ou CNH, transferir reais da sua conta no Brasil e ver o câmbio em tempo real no app. Quem abrir com o cupom GRUPODICAS20 ganha até 20 dólares ao fazer a 1ª remessa em até 15 dias.
Como ela é um banco regulamentado nos EUA, você tem proteção de até 250.000 dólares do governo americano. Não tem taxa pra abrir nem manter, o suporte é todo em português, dá pra fazer saques em caixas eletrônicos no exterior (os dois primeiros saques são isentos de taxa) e ainda dá pra deixar os dólares investidos rendendo até a viagem. Tem até sala VIP no aeroporto de Guarulhos pra quem é cliente.

2. Pesos chilenos em espécie
Ter uma parte em dinheiro vivo é essencial. O peso chileno em espécie funciona melhor em transporte de rua, cafés pequenos, mercados de bairro, gorjetas e compras rápidas, onde o cartão nem sempre é aceito ou onde dão preferência ao dinheiro.
A vantagem do dinheiro físico é que você sabe exatamente quanto tem e quanto vai gastar, sem surpresa de conversão. Por outro lado, andar com muita grana é arriscado, tanto por roubo quanto pela perda de controle dos gastos.

Nossa sugestão é sair do Brasil com uma quantia pequena de reais em espécie (até uns R$ 500) pra trocar nas casas de câmbio do centro de Santiago, onde as taxas são bem mais favoráveis, como já falamos lá em cima.
3. Cartão de crédito internacional
Levar o cartão de crédito que você usa no Brasil, liberado pra compras no exterior, é prático e seguro, e muitos ainda acumulam pontos e milhas. O problema é que é a opção mais cara: tem IOF de 3,38% em toda transação e o câmbio considerado é o do fechamento da fatura, o que pode aumentar ainda mais o valor.
Por isso, se for usar cartão de crédito, deixe pra despesas maiores, tipo hotel, onde a taxa se dilui. Num gasto de R$ 1.000, o IOF de R$ 33,80 pesa bem menos do que numa comprinha pequena. E sempre confira o câmbio final aplicado, porque o spread mais o IOF podem comer a vantagem aparente.

Itens indispensáveis para a viagem
Além do dinheiro, dois itens fazem toda a diferença numa viagem ao Chile: o chip de celular e o seguro viagem. A gente sempre compra os dois antes de embarcar, porque sai mais barato e evita dor de cabeça.
Pra ficar conectado o tempo todo, sem depender de wi-fi de hotel, a gente usa esse chip de viagem que a gente usa em todas as viagens. Já chega funcionando assim que você liga o celular no destino.
E pro seguro viagem, o atendimento médico no exterior pode sair caríssimo, então vale muito proteger a viagem contra imprevistos. A gente cota sempre nesse comparador de seguros, que já vem com 18% de desconto exclusivo pros nossos leitores e ajuda a achar o melhor e mais barato.
Erros comuns de quem troca dinheiro no Chile
Pra fechar a parte prática, olha os tropeços mais comuns dos brasileiros, pra você não cair em nenhum:
- Trocar tudo no Brasil, aceitando cotações piores do que as de Santiago.
- Confiar no aeroporto pra fazer todo o câmbio, o que costuma encarecer a viagem.
- Levar só cartão e esquecer que muitos gastos pequenos funcionam melhor em dinheiro vivo.
- Achar que dólar é sempre vantagem: ele ajuda em situações específicas, mas pro dia a dia o peso chileno costuma ser mais eficiente.
- Não checar a taxa final do cartão, principalmente quando há spread e IOF embutidos.
- Achar que tudo é caríssimo só porque os valores em peso têm muitos zeros, sem fazer a conversão mental básica.
Pra se aprofundar, dá uma olhada também na nossa matéria sobre a melhor forma de levar dinheiro para o Chile, com os prós e contras de cada opção pro país inteiro.
Pra organizar onde você vai ficar, lembre que a região faz diferença até pra encontrar boas casas de câmbio por perto: o centro e Providencia concentram boas opções de troca e ficam bem localizados pra passeio. Veja a melhor região pra se hospedar em Santiago:
Onde ficamos em Santiago do Chile (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões que são as melhores para os turistas em Santiago. Uma é Providencia, ideal para quem quer ficar perto de áreas movimentadas, com muitos bares, restaurantes e lojas. A outra é o Centro Histórico, que é o coração cultural e histórico da cidade. Essa região é cheia de hotéis, museus, e restaurantes, além de oferecer preços geralmente mais baixos que os de Providencia.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre moeda em Santiago do Chile
Qual a moeda oficial do Chile?
O peso chileno (CLP), representado pelo símbolo $, que pode confundir quem associa esse símbolo ao dólar. Ele é a moeda em uso no país desde 1975 e é aceito em todos os lugares.
É melhor levar real, dólar ou peso chileno?
Pro dia a dia, o ideal é usar peso chileno. O melhor caminho costuma ser levar reais em espécie pra trocar nas casas de câmbio de Santiago, onde a cotação é melhor. O dólar é útil pra hotéis e gastos maiores.
Vale a pena trocar dinheiro no Brasil ou no Chile?
No Chile. Trocar no Brasil ou no aeroporto de Santiago costuma render cotações piores. As melhores taxas estão nas casas de câmbio do centro (Calle Agustinas) e de Providencia (Avenida Pedro de Valdivia).
Onde trocar dinheiro em Santiago do Chile?
As regiões mais indicadas são a Calle Agustinas, no centro, e a Avenida Pedro de Valdivia, em Providencia. Como há muitas casas de câmbio concorrendo, as taxas tendem a ser mais competitivas. Evite aeroporto e shoppings.
Posso pagar tudo com cartão em Santiago?
Cartão funciona bem pra gastos maiores como hotéis, mas vários estabelecimentos pequenos preferem dinheiro. O ideal é combinar peso chileno em espécie com cartão, sem depender de um único meio de pagamento.
Qual a cotação do real em Santiago?
Varia bastante por época e dia. Em períodos mais favoráveis, fica em torno de 1 BRL = 157 a 180 CLP, e em momentos menos favoráveis pode cair pra perto de 130 CLP. Vale comparar a cotação do dia em mais de uma casa de câmbio.
Qual o horário das casas de câmbio em Santiago?
A maioria opera em horário comercial, mais ou menos das 9h às 18h em dias úteis, mas isso varia conforme a casa e o dia da semana. Programe a troca durante o dia.
Economize ao máximo na sua viagem a Santiago e ao Chile
Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar e pelo menor preço!
Economizando: quer planejar a viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como planejar uma viagem a Santiago, com todas as dicas pra economizar ao máximo.
Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações do Chile da forma mais barata e segura.
Carro: esse item facilita muito a viagem pelo Chile, de norte a sul. Se você pensa em alugar um, não deixe de ler como alugar um carro no Chile, com dicas pra conseguir o menor preço.
Dinheiro: conheça a melhor forma de levar seu dinheiro para o Chile, com os prós e contras de cada opção.
Celular: quer usar o celular durante toda a viagem, sem preocupações? Já garanta um chip internacional ainda no Brasil clicando aqui.
Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Santiago pra saber a melhor localização e economizar no hotel.
Seguro viagem: o atendimento médico no exterior pode sair caro, então vale muito ter um seguro pra estar coberto contra imprevistos. Veja aqui como conseguir o melhor e mais barato.
No fim das contas, a fórmula que mais funciona pra gente é simples: uma parte em peso chileno em espécie, o cartão da conta global pra gastos maiores e a troca feita com calma nas casas de câmbio do centro. Seguindo essas dicas, você aproveita Santiago sem perder dinheiro com câmbio ruim. Boa viagem!