Quais vacinas necessárias para viajar a Paris:

Muita gente trava na hora de planejar a viagem com a mesma dúvida: afinal, quais as vacinas necessárias para ir a Londres e ao resto do Reino Unido? A boa notícia é que o assunto é mais tranquilo do que parece — mas tem alguns detalhes que, se você ignorar, podem virar dor de cabeça lá na frente.

A gente reuniu aqui tudo o que importa: o que é obrigatório, o que é recomendado, o papel do famoso certificado de febre amarela e os errinhos que quase todo brasileiro comete antes de embarcar pra Londres.

E olha, já adiantamos uma coisa que a gente aprendeu na prática: o maior perigo não é a falta de vacina, e sim achar que está tudo certo só porque o país não exige nada na imigração. Bora destrinchar.

Que vacinas preciso tomar para viajar a Londres?

Começando pela pergunta direta: o Reino Unido não exige nenhuma vacina específica para entrar no país. Não tem obrigatoriedade de comprovante de vacinação, nem mesmo contra a COVID-19. As antigas exigências ligadas à pandemia foram eliminadas na Inglaterra ainda em março de 2022 — sem teste, sem formulário, sem comprovante.

Ou seja: do ponto de vista sanitário, o turista brasileiro entra em Londres com passaporte válido e sem obrigação de vacina nenhuma. Simples assim.

Mas calma, porque “não obrigatório” não é a mesma coisa que “não precisa”. A recomendação universal de quem entende de medicina do viajante é manter o calendário vacinal de rotina em dia. É aqui que mora a real proteção.

Enfermeiro segurando uma vacina

Vacinas recomendadas para ir a Londres

Os serviços de saúde para viajantes indicam que quem vai ao Reino Unido deve estar em dia com o calendário de rotina. Em geral, isso inclui:

  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) — esse aqui merece atenção especial, já que o sarampo voltou a circular em vários países europeus.
  • Difteria, tétano e coqueluche — o reforço de dupla adulto (dT) é a cada 10 anos; em caso de ferimentos, pode ser adiantado.
  • Hepatite A e B — recomendada principalmente pra quem vai frequentar bares, baladas, fazer tatuagem, piercing ou praticar esportes de contato.
  • Poliomielite — reforço conforme o calendário adulto.
  • COVID-19 — conforme as doses recomendadas no Brasil; é citada como importante pra qualquer viagem ao exterior.
  • Gripe (influenza) — especialmente se a viagem cair no outono ou inverno e você for de grupo de risco (idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas).

Uma dica de ouro: se precisar atualizar alguma vacina, faça isso com 4 a 6 semanas de antecedência. Algumas levam tempo pra fazer efeito ou exigem mais de uma dose, então deixar pra última hora não adianta nada.

Não vá pra Londres sem seguro viagem

Aqui vai o conselho que a gente mais repete, porque é o que mais salva (ou afunda) viajante. O seguro viagem não é obrigatório por lei pra entrar no Reino Unido, mas viajar sem um é correr um risco que não compensa.

O motivo é simples: o NHS, o sistema de saúde britânico, atende prioritariamente os residentes. Como turista, você até consegue atendimento de emergência, mas exames, internações e remédios podem sair caríssimos. Um único atendimento mais sério pode custar bem mais do que o seguro da viagem inteira.

A gente sempre cota e compara antes de fechar usando esse comparador de seguros, que coloca várias seguradoras lado a lado e já vem com 18% de desconto exclusivo aplicado. Dá pra pagar em reais, sem IOF, e parcelar — então não tem desculpa pra ir desprotegido.

Pensa assim: você está fora do país, longe, num lugar onde a saúde privada custa uma fortuna. O seguro é o que te deixa dormir tranquilo se algo der errado.

Febre amarela: o mito do certificado para Londres

Essa é uma confusão clássica. O Reino Unido não tem risco de febre amarela e não exige a vacina nem o certificado pra quem chega direto do Brasil. Ponto.

O “porém” está nas conexões. Se o seu voo fizer escala em algum país que exige a vacina de febre amarela, aí sim pode ser que peçam o Certificado Internacional de Vacinação, mesmo num trânsito rápido. Alguns países da América do Sul e da África entram nessa lista.

Então a dica prática é: olhe bem o seu roteiro de voos e cheque as regras dos países de conexão. Se você já tem a vacina de febre amarela em dia, melhor ainda — emite o certificado de graça nos postos credenciados da Anvisa e não corre o risco de levar um susto na rota.

Regras de entrada pós-Brexit que você precisa saber

O foco aqui é vacina, mas não dá pra falar de entrada no Reino Unido sem tocar nas mudanças que vieram depois do Brexit. Vale ficar de olho:

  • Passaporte obrigatório: desde outubro de 2021, não dá mais pra entrar no Reino Unido só com documento de identidade europeu. Passaporte válido por todo o período da estadia é indispensável — e sempre com uma boa margem de validade.
  • Autorização Eletrônica de Viagem (ETA): a partir de abril de 2025, o Reino Unido passou a exigir a ETA para a maioria dos visitantes de curta duração. A implementação é gradual por nacionalidade, então o ideal é conferir, perto da viagem, se o Brasil já entrou na lista — direto no site oficial do governo britânico ou com a companhia aérea.

Resumindo: além de manter as vacinas em dia, fique atento ao passaporte válido e à possível necessidade da ETA. São esses os pontos que realmente decidem se você embarca tranquilo.

Erros comuns de brasileiros com vacinas e saúde

Depois de muita viagem, a gente percebeu que os tropeços se repetem. Olha os mais comuns pra não cair em nenhum:

  • Achar que não precisa de vacina nenhuma só porque o país não exige na entrada. O certo é manter o calendário básico em dia — doenças como sarampo ainda circulam por lá.
  • Deixar pra tomar vacina na última hora. Algumas precisam de duas doses ou de semanas pra fazer efeito. Organize-se com 1 a 2 meses de antecedência.
  • Esquecer o cartão de vacinação. Mesmo que não peçam na imigração, ele ajuda em atendimentos médicos e pode ser útil em escalas que exijam febre amarela.
  • Ignorar o seguro viagem porque “Londres é segura”. Segurança não tem nada a ver com o custo de um atendimento médico — e esse custo é alto.
  • Não levar receita de remédios de uso contínuo. Alguns medicamentos controlados exigem prescrição. Ter a receita em inglês (ou ao menos com o nome genérico do remédio) facilita muito.
  • Subestimar o clima. Londres é úmida e fria boa parte do ano, com mudanças bruscas de temperatura. Roupa errada vira resfriado fácil.

Dicas práticas de saúde em Londres

Pra fechar a parte prática, algumas coisas boas de saber quando você já estiver por lá:

  • Farmácias: as redes Boots e Superdrug estão espalhadas pela cidade. Costumam abrir por volta das 8h e fechar entre 19h e 22h, dependendo da região. Em bairros centrais e estações grandes, tem unidades com horário ampliado, algumas quase 24h.
  • Atendimento médico: emergências graves vão pro A&E (Accident & Emergency) dos hospitais. Pra problemas menores, dá pra recorrer a clínicas privadas ou serviços “walk-in” particulares — e aqui de novo o seguro faz toda a diferença, porque os custos sobem rápido.
  • Água e comida: pode relaxar. A água da torneira em Londres é potável e a segurança alimentar é alta. Não tem nenhuma recomendação especial de vacina pra doenças de água ou alimentos como acontece em destinos tropicais.
  • Transporte: no Tube e nos ônibus a circulação de gente é enorme. Álcool em gel na bolsa ajuda em horários de pico, mesmo sem ser obrigatório nada.

Quando vale procurar uma clínica do viajante

Não é obrigatório, mas pode ser uma boa ideia agendar uma consulta em clínica de medicina do viajante se você tem doenças crônicas (diabetes, problemas cardíacos, autoimunes), está grávida, é idoso, tem imunossupressão ou planeja atividades mais específicas.

Nessa consulta, o médico revisa seu cartão de vacinação, indica possíveis reforços (tétano, hepatites, gripe, COVID-19) e orienta sobre remédios de uso contínuo, seguro viagem e aquela farmácia básica pra levar na mala. Vale o investimento pela tranquilidade.

Pra fechar o planejamento da viagem com a hospedagem bem resolvida, ficar bem localizado em Londres economiza muito tempo de transporte e te coloca perto das principais atrações. Olha aqui a melhor região pra se hospedar na cidade:

Onde ficamos em Londres (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões que são as melhores para os turistas em Londres. Uma é a região de Westminster, para quem quer ficar perto dos pontos turísticos. A outra é Covent Garden, que fica bem perto do centro da cidade.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Londres

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre vacinas para Londres

Posso entrar em Londres sem nenhuma vacina?

Do ponto de vista da imigração, sim — o Reino Unido não exige nenhuma vacina específica para entrar. Mesmo assim, o recomendado é estar com o calendário de rotina em dia para se proteger de doenças que ainda circulam, como o sarampo.

Preciso da vacina de febre amarela para Londres?

Não, o Reino Unido não exige febre amarela para quem chega direto do Brasil. A vacina só pode ser necessária se o seu voo fizer escala em países que exigem o Certificado Internacional de Vacinação.

Preciso levar o cartão de vacinação?

Não é pedido na imigração, mas vale levar mesmo assim. Ele ajuda em eventuais atendimentos médicos e serve de comprovação caso alguma escala exija a febre amarela.

Seguro viagem é obrigatório para Londres?

Não é obrigatório por lei, mas é altamente recomendado. O atendimento médico para turistas pode ser muito caro, e um único imprevisto pode custar bem mais do que o seguro da viagem inteira.

Com quanta antecedência devo tomar as vacinas?

O ideal é de 4 a 6 semanas antes de embarcar, ou até 1 a 2 meses. Algumas vacinas precisam de mais de uma dose ou de tempo para fazer efeito, então deixar pra última hora não garante proteção.

Preciso de ETA ou passaporte especial para entrar no Reino Unido?

É obrigatório passaporte válido por todo o período da estadia. Desde abril de 2025, o Reino Unido passou a exigir a Autorização Eletrônica de Viagem (ETA) para muitos visitantes; a implementação é gradual por nacionalidade, então confira perto da viagem se o Brasil já está na lista.

Economize ao máximo na sua viagem a Londres:

No fim das contas, a vacina pra Londres é menos burocrática do que parece: nada é obrigatório na entrada, mas vale manter o calendário em dia, organizar passaporte e ETA e nunca, jamais, viajar sem seguro. Faça essa lição de casa com algumas semanas de antecedência e você embarca tranquilo pra curtir a cidade. Boa viagem!