
Se você tá planejando conhecer Rapa Nui e ficou na dúvida se dá pra curtir praia por lá, esse post é pra você. A gente separou as praias mais bonitas da Ilha de Páscoa, com tudo o que precisa saber pra montar um dia perfeito misturando mar e moai.
Só um aviso importante logo de cara: a ilha é vulcânica, então praias de areia são poucas. Mas as que existem são espetaculares — água azul turquesa cristalina, areia clara e, num dos casos, moai alinhados literalmente atrás do coqueiral. Não é exagero: é um dos poucos lugares do mundo onde dá pra tomar banho de mar com estátuas milenares atrás de você.
E não esquece: aqui no nosso guia completo do Chile e da Ilha de Páscoa a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
O que esperar das praias da Ilha de Páscoa
Antes de listar as praias em si, vale ajustar a expectativa. A Ilha de Páscoa não é um destino de praia no sentido brasileiro — quem vai atrás de dezenas de faixas de areia, kiosques, cadeiras de aluguel e estrutura de litoral nordestino, vai se frustrar.
O forte da ilha é a cultura Rapa Nui, os moai e as paisagens vulcânicas. As praias entram como bônus especial no roteiro — e são exatamente por serem raras (e cercadas de história) que ficam ainda mais marcantes.
São basicamente três lugares pra entrar no mar: Anakena (a queridinha, com areia branca e moai), Ovahe (pequena, selvagem, escondida entre falésias) e as pequenas enseadas Pea e Poko, em Hanga Roa, ótimas pra um mergulho rápido no fim de tarde.
A água é limpíssima e transparente, com temperatura agradável no verão (dezembro a março). E como a maior parte do litoral é de costão vulcânico, essas poucas praias de areia acabam sendo pontos preciosos da ilha.
Praia Anakena: a mais bonita e famosa
Se tem uma praia que ninguém pode deixar de conhecer é Anakena. Fica a cerca de 18 km de Hanga Roa, a capital da ilha, e é considerada a praia mais bonita de Rapa Nui — a única com areia branca de verdade, água azul turquesa, coqueiros e uma baía bem protegida.
O detalhe que faz Anakena ser única no mundo é o complexo arqueológico Ahu Nau Nau, com vários moai restaurados em pé bem ao lado do areal. Ou seja: você toma banho de mar com aqueles gigantes de pedra olhando pra você. A gente não conhece nada parecido em nenhum outro lugar.

Estrutura em Anakena
Anakena tem estrutura simples, mas suficiente pra passar o dia. Rola alguns quiosques vendendo comidas locais (peixe, empanadas, lanches), bebidas e até artesanato. Tem banheiros públicos e boas áreas de sombra debaixo dos coqueiros — o que é ouro, porque o sol lá é forte.
Lanches e porções nas barracas costumam ficar em torno de US$ 10 a US$ 20 o prato, e bebidas simples entre US$ 3 e US$ 8. Leve dinheiro em espécie, porque nem toda barraca aceita cartão. E como não tem aluguel de cadeira como no Brasil, uma canga ou toalha resolve.
Como chegar em Anakena
Anakena é acessível por estrada pavimentada — é fácil de chegar. As opções mais comuns são:
- Carro alugado: a forma mais prática, porque dá pra combinar Anakena com Rano Raraku (a pedreira dos moai) e Ahu Tongariki (os 15 moai alinhados) no mesmo dia.
- Tour guiado: muitos passeios de dia inteiro encerram o roteiro em Anakena, com tempo livre pra banho de mar.
Falando em passeios organizados, dá uma olhada em esse site que a gente usa em todas as viagens pra reservar tours na Ilha de Páscoa. É o maior comparador de passeios em português do mundo, com pagamento em reais (sem IOF), parcelamento e cancelamento gratuito até algumas horas antes — que ajuda demais numa ilha onde o tempo pode virar sem aviso.

Melhor horário e dicas em Anakena
A dica de quem já foi: vá pela manhã ou início da tarde. É quando o sol ilumina melhor o mar azul e os moai do Ahu Nau Nau — as fotos ficam muito mais bonitas nesse horário. Em finais de semana e alta temporada, chegue cedo pra pegar sombra debaixo dos coqueiros.
Uma coisa que muita gente esquece: reserve um tempo pra andar pelo sítio arqueológico, ler as placas, entender a importância do Ahu Nau Nau. Anakena não é só uma praia bonita — segundo a tradição Rapa Nui, foi ali que os primeiros habitantes teriam desembarcado na ilha. Ficar só no banho de mar é perder metade do lugar.
Leve protetor solar forte, chapéu e óculos escuros. O sol é intenso e, combinado com o vento, faz muita gente se queimar sem perceber.
Praia Ovahe: a joia escondida entre falésias
A cerca de 1,5 km de Anakena e 17 km de Hanga Roa, Ovahe é o oposto de Anakena: pequena, selvagem, cercada por altas falésias de rocha vulcânica e com uma areia levemente rosada. O cenário é dramático e diferente de qualquer outra praia da ilha.
A água aqui é ainda mais cristalina e costuma ser um pouco mais morna que em Anakena. E o melhor: como Ovahe é bem menos frequentada, é comum encontrar a praia quase deserta, especialmente pela manhã.

Cuidados importantes em Ovahe
Ovahe é linda, mas exige mais cuidado que Anakena:
- O mar pode ficar mais agitado em certos dias — pra quem não nada bem, é bom ter atenção.
- A área tem pedras e encostas. Em períodos de chuva, existe risco de deslizamento — evite ir logo depois de chuva forte.
- Use sempre calçado fechado ou papete firme pra caminhar pelas rochas.
Estrutura em Ovahe
Aqui é onde muita gente escorrega: Ovahe não tem estrutura fixa. Não tem quiosque, não tem banheiro, não tem barraca vendendo água. É praia selvagem mesmo.
Leve tudo o que for precisar: água em quantidade, lanche, canga, protetor solar, guarda-sol se quiser sombra. É o preço de ter uma praia dessas quase só pra você.
Como chegar em Ovahe
O acesso é mais desafiador que em Anakena — envolve uma caminhada pela encosta das falésias. Mas o esforço vale muito a pena quando a praia aparece lá embaixo. Muitos viajantes combinam Ovahe com Anakena no mesmo dia, já que estão pertinho uma da outra.

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Praias Pea e Poko: piscinas naturais em Hanga Roa
Além das duas praias principais, Hanga Roa tem duas enseadas que são a cara do cotidiano local: Pea e Poko. Não são praias clássicas de areia, mas piscinas naturais formadas por pedras, com águas tranquilas e protegidas — usadas pelos moradores como “clube” de fim de semana.
A Pea fica bem no centro de Hanga Roa e é super procurada por famílias com crianças, especialmente aos domingos. Tem bares e restaurantes por perto, o que torna o local ótimo pra um fim de tarde.
A Poko tem uma parte do fundo com areia e é cercada por um paredão de pedras, formando uma piscina natural bem protegida. É a solução perfeita pra quem tem pouco tempo ou quer se refrescar sem precisar sair da cidade.
A grande vantagem de Pea e Poko é a distância caminhável das hospedagens de Hanga Roa. É a opção ideal pra um mergulho rápido no dia de chegada ou de partida, sem logística de passeio. E como ficam perto do centro comercial da ilha, dá pra combinar com uma volta pelas lojas e restaurantes.

Melhor época pra curtir as praias
O verão da Ilha de Páscoa (dezembro a março) é a melhor época pra quem quer aproveitar o mar de verdade. Temperaturas mais altas, dias mais longos, água agradável pra banho prolongado. Só que também é quando a ilha fica mais cheia e cara.
No outono e primavera, o clima fica mais ameno — ótimo pra caminhar e fotografar. A água continua boa, só um pouco mais fresca. Já no inverno, o vento tende a ser mais forte e o mar mais agitado, então o foco natural passa a ser os sítios arqueológicos, com as praias entrando como bônus.
Roteiro clássico: praias + moai no mesmo dia
O roteiro que a maioria dos viajantes segue (e funciona muito bem) mistura arqueologia de manhã e praia à tarde:
- Manhã: Rano Raraku (a pedreira onde os moai foram esculpidos) + Ahu Tongariki (os 15 moai alinhados, um dos cartões-postais mais famosos do Chile).
- Tarde: Anakena pra banho de mar e descanso ao lado do Ahu Nau Nau.
É um dia completo que rende demais em foto, história e experiência. Se quiser, dá pra encaixar Ovahe entre Tongariki e Anakena, já que fica no caminho.
Aluguel de carro na Ilha de Páscoa
Alugar carro é uma das formas mais práticas de explorar as praias e os sítios arqueológicos com liberdade de horário. A ilha tem estradas principais pavimentadas e fáceis de dirigir, mas algumas vias secundárias são de terra e podem piorar com chuva.
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Erros comuns de quem visita as praias de Rapa Nui
Depois de conversar com muita gente que foi e voltou, a gente juntou os deslizes mais comuns:
- Achar que Anakena é “só uma praia”: muita gente foca no banho e ignora o Ahu Nau Nau. Reserve tempo pra caminhar pelo sítio arqueológico — é a alma do lugar.
- Planejar dias demais pensando em praia: quem tá acostumado com litoral brasileiro superestima o tempo em praia. A ilha tem poucas praias — o foco é cultura, história e paisagem vulcânica.
- Ir pra Ovahe sem levar nada: falamos ali em cima, mas vale repetir: Ovahe não tem estrutura. Sem água e lanche, você volta antes da hora.
- Subir ou tocar nos moai: é proibido e pode gerar multa pesada. Respeite as áreas delimitadas.
- Subestimar sol e vento: o vento fresco engana e a queimadura vem sem aviso. Reforce protetor solar de duas em duas horas.
Uma dica extra sobre conectividade
Ter internet funcionando na Ilha de Páscoa ajuda muito: mapas offline, chamada com quem tá no Brasil, pesquisa rápida sobre passeios. Vale garantir um chip internacional ainda no Brasil pra chegar já conectado. Dá uma olhada em como escolher o melhor chip pra Ilha de Páscoa e Chile.
Seguro viagem pra Ilha de Páscoa
Atendimento médico no Chile (e ainda mais numa ilha isolada como Rapa Nui) pode sair muito caro pra quem não tem seguro. Numa emergência séria em Rapa Nui, o atendimento é feito em Santiago, o que envolve remoção aérea — algo que sem cobertura pode custar uma pequena fortuna.
Pra garantir tranquilidade e economizar, a gente usa esse comparador de seguros. Ele compara em uma tela só as principais seguradoras do Brasil, com 18% de desconto exclusivo pelo nosso link e pagamento parcelado em reais. Vale ver as dicas de como escolher o melhor seguro pro Chile antes de fechar.
Perguntas frequentes sobre as praias da Ilha de Páscoa
Qual é a praia mais bonita da Ilha de Páscoa?
Anakena é considerada a praia mais bonita da ilha e a única com areia branca. Além do mar azul turquesa e coqueiros, ela tem o Ahu Nau Nau, com vários moai restaurados bem ao lado do areal.
É seguro nadar nas praias da Ilha de Páscoa?
Anakena é a única praia oficialmente considerada apta pra banho, com águas tranquilas. Ovahe pode ter mar mais agitado e exige cuidado, especialmente pra quem não nada bem. As enseadas Pea e Poko, em Hanga Roa, formam piscinas naturais protegidas por pedras e são super seguras.
Quantos dias devo dedicar às praias na Ilha de Páscoa?
Uma tarde em Anakena e uma manhã em Ovahe já dão conta das duas principais. Pea e Poko podem ser encaixadas no dia de chegada ou partida. O ideal é misturar as praias com os sítios arqueológicos — não vale a pena focar só em praia numa ilha cujo grande atrativo é a cultura Rapa Nui.
Qual a melhor época pra ir às praias da Ilha de Páscoa?
De dezembro a março é o verão local: temperaturas mais altas, água agradável pra banho prolongado e dias mais longos. É também quando os preços sobem e a ilha fica mais cheia. Outono e primavera oferecem clima ameno e menos gente, com água ainda ok pra mergulho.
Anakena tem estrutura de banheiro e restaurante?
Sim, Anakena tem quiosques que vendem comida e bebida típicas (peixe, empanadas, lanches), banheiros públicos e boas áreas de sombra sob os coqueiros. Já Ovahe não tem nenhuma estrutura fixa, então é preciso levar tudo de casa.
Como chegar em Anakena saindo de Hanga Roa?
Anakena fica a cerca de 18 km de Hanga Roa, por estrada pavimentada. Dá pra ir de carro alugado (o mais prático), de táxi ou dentro de um tour guiado que inclua os sítios arqueológicos e encerre na praia.
É preciso pagar entrada nas praias?
As praias em si não cobram entrada, mas a Ilha de Páscoa exige o ingresso do Parque Nacional Rapa Nui, que dá acesso aos principais sítios arqueológicos (incluindo o Ahu Nau Nau, em Anakena). Esse ingresso costuma ser incluído nos pacotes de passeio.
Economize ao máximo na sua viagem à Ilha de Páscoa e ao Chile
- Planejamento: veja nossa matéria de como planejar uma viagem à Ilha de Páscoa, com todas as dicas pra economizar sem abrir mão da experiência.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos pras atrações do Chile da forma mais barata e segura.
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- Hospedagem: confira onde ficar hospedado na Ilha de Páscoa pra escolher a melhor localização.
- Dinheiro: conheça a melhor forma de levar seu dinheiro pro Chile, com os prós e contras de cada opção.
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As praias da Ilha de Páscoa são poucas, mas rendem lembranças pra vida toda. A imagem de Anakena com os moai do Ahu Nau Nau ao fundo é uma daquelas cenas que a gente só encontra ali — e por si só já justifica a viagem até o meio do Pacífico. Boa viagem e aproveita cada mergulho!
