
Se você curte arte, jardins e aquele clima de França de interior, Giverny é um dos bate-voltas mais fáceis e fotogênicos que dá pra fazer saindo de Paris. É um vilarejo minúsculo na Normandia, pertinho de Vernon, famoso no mundo todo por abrigar a casa e os jardins de Claude Monet, onde o pintor viveu por mais de 40 anos.
Mas Giverny não é só a casa de Monet. Tem o Museu dos Impressionismos, a igreja com o túmulo do artista, ruazinhas de casas de pedra, ateliers e cafés charmosos. Neste guia a gente reuniu tudo que dá pra fazer por lá, como chegar, melhor época e os erros que a maioria dos brasileiros comete (e como fugir deles).
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como o jardim de água, com a ponte japonesa, é igualzinho aos quadros do Monet ao vivo. Vale demais separar um dia inteiro pra isso.
Por que vale a pena ir a Giverny
O passeio clássico é o bate e volta a partir de Paris: você vai e volta no mesmo dia, combinando arte, natureza e aquela França “de interior”, com casas de pedra, flores por todo canto e cafés gostosos. A principal atração é a Fundação Claude Monet (casa e jardins), e em segundo plano vêm o Museu dos Impressionismos, o vilarejo, a igreja e o túmulo de Monet.
Pra fazer com calma, conte com um mínimo de 6 a 8 horas de passeio total saindo de Paris (já incluindo os deslocamentos). Em Giverny mesmo, reserve de 2 a 3 horas pra casa + jardins, e mais 1h30 se você quiser incluir o Museu dos Impressionismos.

E olha: como Giverny é parte do roteiro de Paris, vale aproveitar pra organizar a viagem inteira pagando mais barato. Aqui no nosso post de como viajar barato para Paris a gente reuniu as dicas pra economizar em hotel, transporte, comida e ingressos sem deixar de aproveitar.
Como ir a Giverny saindo de Paris
A forma mais comum e independente é de trem + ônibus (ou bicicleta). O trem Paris–Vernon-Giverny sai da Gare Saint-Lazare, em Paris, e leva cerca de 50 minutos até Vernon. A passagem ida e volta costuma sair em torno de € 25 a € 40 por pessoa, dependendo do horário e da antecedência.
Chegando em Vernon, você pega o ônibus turístico oficial até Giverny (cerca de 15 minutos de viagem, em torno de € 10 ida e volta por adulto, metade pra crianças), um táxi ou aluga uma bicicleta bem em frente à estação. A bike é uma delícia: são uns 20 minutos de trajeto, parte dele à beira do rio Sena. O aluguel costuma custar em torno de € 10 a bike comum e € 20 a elétrica pro dia todo.
A outra opção é fechar uma excursão saindo de Paris, de meio dia ou dia inteiro, geralmente com transporte e, às vezes, ingresso e guia incluídos. A vantagem é não se preocupar com conexão de trem e ônibus nem com horários; a desvantagem é ter menos liberdade pra explorar o vilarejo no seu ritmo.
Pra organizar tour, ingresso e transfer de um jeito prático e seguro, a gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens. Dá pra pagar em reais, parcelar, e muita coisa tem cancelamento gratuito — então você reserva com antecedência (pagando mais barato) sem medo de errar a data.
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1) Visitar a casa de Claude Monet em Giverny
A primeira parada obrigatória é a casa do pintor Claude Monet, que morou em Giverny por 43 anos, de 1883 a 1926. Algo super interessante é que ele adaptou a casa às necessidades da sua vida de artista e da família, colocando toda a sua personalidade no lugar.
Por dentro, os ambientes estão preservados: a sala de jantar amarela, a cozinha azul, o ateliê, os quartos, além de reproduções de obras e das gravuras japonesas que tanto inspiraram o artista. O endereço é 84 Rue Claude Monet, e a casa costuma abrir das 9h30 às 18h (última entrada por volta de 17h30), de fim de março a 1º de novembro.
O ingresso de adulto costuma ficar na faixa de € 11 a € 14, com desconto pra jovens e estudantes e gratuidade pra crianças menores. Reserve de 2 a 3 horas pra visita completa e, se der, compre o ingresso com antecedência e horário marcado pra fugir das filas enormes, principalmente na alta temporada e nos fins de semana.
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2) Ir aos jardins da casa de Monet
Os jardins são, pra muita gente, o ponto alto do passeio. Eles se dividem em duas partes. A primeira é o Clos Normand, na frente da casa: maciços de flores organizados por cores, treliças, arcos floridos e árvores frutíferas ornamentais que Monet plantou e deixou crescer quase livremente.
A segunda é o jardim de água, com inspiração japonesa, do outro lado da estrada. É ali que está a famosa ponte japonesa, o lago dos nenúfares, os salgueiros e aqueles reflexos que inspiraram a série “Nymphéas”. Curiosidade: esse lago é artificial — Monet comprou o terreno vizinho, canalizou a água e plantou espécies japonesas consideradas exóticas na época.

A gente errou nessa na primeira vez: chegou perto do meio-dia e o jardim de água tava lotado de grupos de excursão, impossível tirar foto sem gente. A dica de ouro é ir direto pro jardim de água logo na chegada, antes de encher, e só depois visitar a casa e o Clos Normand.
3) Conheça o Museu dos Impressionismos em Giverny
Esse museu não é tão badalado pelos turistas que vão ao vilarejo, mas é surpreendente e perfeito pra visitar logo depois da Casa de Monet. Criado em 2009, fica bem ao lado da casa do pintor e reúne exposições sobre o impressionismo e seus desdobramentos, com obras de Monet e de vários outros artistas que se inspiraram nele.
O endereço é 99 Rue Claude Monet, a poucos passos da Fundação Monet. Costuma abrir das 10h às 18h (última entrada por volta de 17h30), de fim de março ao início de novembro, e o ingresso de adulto fica em torno de € 12 a € 16, com desconto pra jovens e gratuidade pra crianças pequenas.
Se você curte arte e quer entender melhor o contexto da obra de Monet, vale demais incluir. Entre o fim de agosto e o início de setembro, o auditório do museu vira palco do Festival de Música de Câmara de Giverny, com concertos espalhados pela cidade.

4) Visitar a igreja e o túmulo de Monet
Muita gente vê só a casa e vai embora, mas vale caminhar até a pequena igreja de Sainte-Radegonde, típica do interior francês, onde está o túmulo de Claude Monet. Fica a uns 10 a 15 minutos a pé da casa, seguindo pela Rue Claude Monet até o fim e pegando o caminho sinalizado.
A entrada é gratuita e é um ótimo lugar pra uma pausa tranquila, especialmente no verão, quando a igreja oferece sombra e frescor. Rende boas fotos e dá um fechamento histórico e emocional bem bonito ao passeio.
5) Passear por essa charmosa vila
Giverny é encantadora por si só: uma vila pequenininha, com casas em estilo clássico que remetem a outras épocas e a natureza como grande protagonista. Em todo canto você vê árvores, arbustos e flores adornando as ruas.
Ao longo da Rue Claude Monet e arredores tem galerias e ateliers de artistas locais, como a Galerie Christophe Demarez, especializada em arte contemporânea inspirada no impressionismo. Em dias de clima bom, muita gente também faz passeios de bicicleta entre Giverny e Vernon, ou à beira do Sena.

6) Tome um café ou pare num restaurante em Giverny
Nada como uma pausa durante o passeio pra apreciar uma refeição gostosa. Um clássico é o Ancien Hôtel Baudy, que era ponto de encontro dos artistas no auge do impressionismo (Cézanne, Renoir e Sisley passaram por ali) e hoje é um restaurante com terraço e jardim, ótimo pra provar pratos normandos sob as árvores.
Outras boas opções são La Capucine (80 Rue Claude Monet), um café com jardim e clima descontraído, ótimo pra brunch e refeições leves, e o Oscar, restaurante do Museu dos Impressionismos (99 Rue Claude Monet), perfeito se você estiver visitando o museu. Pra quem quer algo mais sofisticado, tem o Le Jardin des Plumes, com chef estrelado Michelin, e o pitoresco Moulin de Fourges, num antigo moinho um pouco mais afastado.
Em termos de preço, um café, sanduíche ou quiche costuma sair entre € 10 e € 15; um almoço em bistrô informal, entre € 20 e € 35 com bebida; e uma refeição gastronômica parte de € 60 a € 100 por menu. A experiência de comer ao ar livre nessa vila super charmosa fica marcada na viagem.

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Melhor época pra visitar Giverny
A Fundação Monet (casa e jardins) abre apenas da primavera ao início do outono, em geral de fim de março a 1º de novembro. No inverno (de novembro a março), a casa e os jardins ficam fechados — então não vale a pena ir a Giverny no inverno pensando em visitar a casa de Monet. Nessa época, dá pra ver no máximo a igreja e caminhar pelo vilarejo tranquilo.
Cada estação tem o seu charme:
- Primavera (abril-maio): jardins em explosão de tulipas e íris, clima ameno (leve casaco leve e capa de chuva). É bem procurado, mas menos cheio que o pico do verão.
- Verão (junho-agosto): alta temporada absoluta, jardins no auge dos nenúfares e dias longos de luz. Mais calor e filas maiores — compre tudo com antecedência.
- Outono (setembro a início de novembro): menos lotado, clima fresco e cores outonais misturadas aos jardins. Ótimo pra fotos mais tranquilas.
Roteiro sugerido de 1 dia em Giverny
Pra você se organizar, um roteiro enxuto que funciona bem:
- 08h–09h: trem de Paris (Gare Saint-Lazare) até Vernon.
- 09h30–10h: ônibus ou bicicleta de Vernon a Giverny.
- 10h–13h: visita à Fundação Monet (comece pelo jardim de água e o lago dos nenúfares, depois casa e Clos Normand).
- 13h–14h30: almoço no Ancien Hôtel Baudy, La Capucine ou Oscar.
- 14h30–16h: Museu dos Impressionismos (opcional).
- 16h–17h: caminhada pelo vilarejo, ateliers e visita à igreja de Sainte-Radegonde e ao túmulo de Monet.
- 17h–18h: retorno a Vernon de ônibus ou bicicleta.
- 18h–19h: trem de volta a Paris.
Erros comuns que turistas brasileiros cometem em Giverny
Pra você não cair em nenhuma armadilha, anota esses pontos:
- Ir no inverno achando que a casa estará aberta: erro clássico. De novembro a março, a casa e os jardins ficam fechados — só dá pra ver o vilarejo e a igreja.
- Não comprar ingresso antecipado: resultado são filas longas ou risco de não achar horário, principalmente em junho, julho e agosto. Compre com horário marcado.
- Chegar tarde: entre 11h e 15h os jardins ficam lotados de excursões. Vá na abertura ou no meio/fim da tarde, quando os grupos já estão indo embora.
- Subestimar o deslocamento: reserve de 6 a 8 horas pro passeio completo e não marque outros compromissos apertados em Paris no mesmo dia.
- Não checar a previsão do tempo: Giverny é um passeio muito ao ar livre. Em dia de chuva forte, tenha um plano B de museus em Paris.
- Levar mala grande: a casa e os jardins são apertados e cheios; bagagens atrapalham e podem ser proibidas. Deixe a mala no hotel ou em guarda-volumes na estação.
Dicas práticas extras
Algumas coisas que ajudam a aproveitar melhor: use sapatos confortáveis, porque boa parte do passeio é em caminhos de terra e pedrinhas. Pra fotografia, a luz é mais suave no comecinho da manhã e no fim da tarde — no verão, o pôr do sol é tardio e rende imagens lindas na volta por Vernon.
Pra quem vai com crianças, a Fundação Monet oferece materiais lúdicos em francês e inglês que ajudam a engajar os pequenos. Parte dos jardins é acessível, mas há trechos com escadas e terreno irregular. E atenção: animais de estimação não são permitidos dentro da casa e dos jardins.
Não esqueça do seguro viagem
A França faz parte do espaço Schengen, e o seguro viagem é obrigatório pra entrar — com cobertura mínima de 30 mil euros. Além de ser exigência, ele te protege de imprevistos, e o atendimento médico na Europa é caríssimo.
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Pra você usar o celular durante toda a viagem sem preocupação, vale garantir esse chip de viagem que a gente usa ainda no Brasil. É fácil de ativar e te deixa conectado pra navegar nos mapas e organizar o bate-volta sem stress.
Pra um passeio curtinho como Giverny, ficar bem localizado em Paris faz toda a diferença: você sai mais cedo da Gare Saint-Lazare e volta sem perrengue. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Paris:
Onde ficamos em Paris (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para os turistas se hospedarem em Paris é o 1° arrondissement, mesma área em que está localizado o Museu do Louvre. Uma região bem bonita, cheia de hotéis, restaurantes e com preços mais baixos do que em outros bairros.
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HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o que fazer em Giverny
Quanto tempo preciso pra conhecer Giverny?
Reserve de 6 a 8 horas no total saindo de Paris, já contando os deslocamentos. Em Giverny, conte com 2 a 3 horas pra casa e os jardins de Monet, e mais 1h30 se for incluir o Museu dos Impressionismos.
Qual a melhor época pra visitar Giverny?
De fim de março a 1º de novembro, quando a casa e os jardins de Monet estão abertos. A primavera tem as tulipas e íris em flor; o verão tem os nenúfares no auge (mas lotado); e o outono é mais tranquilo pra fotos. No inverno a Fundação Monet fica fechada.
Como ir de Paris a Giverny?
O jeito mais comum é pegar o trem da Gare Saint-Lazare até Vernon (cerca de 50 minutos) e, de lá, seguir de ônibus turístico, táxi ou bicicleta até Giverny (uns 15 a 20 minutos). Também dá pra fechar uma excursão com transporte e ingresso incluídos.
Precisa comprar ingresso com antecedência pra casa de Monet?
Sim, é muito recomendado. Com ingresso de horário marcado você evita filas enormes, principalmente na alta temporada (junho a agosto) e nos fins de semana.
Quanto custa um dia em Giverny saindo de Paris?
Pra um dia padrão (trem + ônibus + ingresso da Casa de Monet + almoço simples), o total costuma ficar entre € 70 e € 110 por pessoa, dependendo da época e da antecedência da compra.
Dá pra visitar Giverny no inverno?
Dá pra caminhar pelo vilarejo e ver a igreja, mas a casa e os jardins de Monet ficam fechados de novembro a março. Pra ver a principal atração, planeje entre fim de março e o início de novembro.
Vale a pena incluir o Museu dos Impressionismos?
Se você gosta de arte e quer entender melhor o contexto da obra de Monet, vale muito. Fica ao lado da casa, custa em torno de € 12 a € 16 e leva cerca de 1h30 da sua visita.
Economize ao máximo na sua viagem a Paris:
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Giverny é daqueles passeios que ficam guardados na memória: você sai de Paris e, em menos de uma hora, está caminhando dentro de um quadro do Monet. Se a gente pudesse dar um conselho final, seria ir na abertura, comprar o ingresso antes e separar o dia inteiro sem pressa. Boa viagem!
