
Se você tá montando um roteiro de 3 dias em Bolonha, já adianto: essa cidade é uma das mais subestimadas da Itália. A galera passa correndo entre Florença e Veneza e perde a chance de conhecer a capital gastronômica do país, com uma vibe universitária deliciosa e um centro histórico todo coberto pelos famosos pórticos.
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como Bolonha é caminhável. Dá pra fazer praticamente tudo a pé, protegido do sol e da chuva pelas arcadas, entre uma trattoria e outra. E 3 dias é o tempo ideal: dá pra explorar bem o centro, ainda sobra tempo pra subir até o Santuario di San Luca e provar comida de verdade.
E não esquece: aqui no nosso guia completo da Itália a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos. Vale a leitura antes de fechar qualquer coisa.
Primeiro dia: centro histórico clássico
Comece o primeiro dia do roteiro conhecendo a Piazza Maggiore, o coração de Bolonha. Caminhe pela praça e observe os edifícios históricos ao redor, como a Basílica di San Petronio e o Palazzo d’Accursio, que abriga o museu da cidade.
Aproveite pra visitar o interior da Basílica di San Petronio, uma das maiores igrejas da Europa, com fachada inacabada e um interior monumental. A entrada na nave principal é gratuita e lá dentro dá pra ver a famosa meridiana, um instrumento antigo que mede o tempo com a luz solar.
Dica insider: com o fechamento da Torre degli Asinelli para manutenção, a melhor vista panorâmica do centro histórico hoje é da cúpula da própria Basílica di San Petronio (a Sky Experience). O acesso é pago via Monuments Care Donor Pass, com valor simbólico, e vale muito a pena pra ver os telhados vermelhos de cima.
Depois, vá até a Fontana di Nettuno, a poucos passos da praça. Essa fonte renascentista é um dos cartões-postais da cidade e vale a pena parar pra observar as esculturas com calma (e tirar as fotos obrigatórias).

Uma forma bem legal de conhecer essas atrações principais é fazendo um tour de bicicleta pela cidade. É um jeito diferente e rápido de ver Bolonha, e a gente reservou por esse site que a gente usa em todas as viagens — um dos maiores do mundo, com pagamento em reais (sem IOF), parcelamento e cancelamento gratuito. Falo mais dele logo abaixo.
Onde comprar os ingressos e passeios em Bolonha
Antes de continuar com o roteiro, uma dica que economiza muito: compre seus ingressos e passeios pela internet, com antecedência. Nas bilheterias, além de ser mais caro, dá pra encontrar tudo esgotado no dia — e ainda perde tempo precioso na fila.
Outro ponto importante é o IOF. Se comprar direto no site oficial das atrações italianas, o pagamento é em euros: você paga os 3,5% de IOF e não pode parcelar. Prefira sites que já cobram em reais.
O que a gente usa em todas as viagens é esse site aqui. É um dos maiores do mundo em passeios e ingressos, com preços já baratos, mas a maior vantagem é que dá pra pagar em reais (sem IOF) e parcelar. Outras vantagens:
- Free tours: tem tours a pé gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só paga uma gorjeta pro guia no final.
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar sem custo até bem perto da data.
- Transfer aeroporto-hotel: às vezes sai mais barato que táxi, você já paga adiantado (evita golpe de taxista) e o motorista te espera com uma placa na saída do desembarque. Muito mais tranquilo depois de um voo longo.
- Atendimento em português 24h: qualquer problema, você resolve na sua língua.
Almoço no Quadrilátero e tarde universitária
Na parte da tarde, caminhe pela Via dell’Indipendenza, uma das principais ruas comerciais de Bolonha, coberta por arcadas do começo ao fim. Tem de tudo por ali, de boutiques a grandes marcas.
Do lado da Piazza Maggiore fica o Quadrilátero, um bairro medieval de ruelas estreitas cheio de delicatessens, bancas de vinho, queijos e embutidos. É lá que você almoça de verdade — pare no Mercato di Mezzo, o mercado coberto histórico, e prove tagliatelle al ragù, tortellini em brodo e um sanduíche de mortadela como manda o figurino.
Falando em mortadela: esquece a mortadela do padrão brasileiro. A mortadela de Bolonha é outro nível — feita com carne de porco de alta qualidade, temperada e curada com técnica secular. Provar direto na fonte é obrigatório.

Depois do almoço, siga pro Archiginnasio, a antiga sede da Universidade de Bolonha — que, aliás, é a universidade mais antiga do mundo ocidental, fundada em 1088. Conheça o interior do edifício, com destaque pro Teatro Anatômico, uma antiga sala de dissecação toda em madeira que era usada nos estudos de medicina. É uma das visitas mais surpreendentes da cidade.

À noite, faça uma caminhada tranquila pela Via Zamboni, cheia de vida universitária. A Osteria dell’Orsa é uma boa opção pra jantar pratos típicos como tortellini e tagliatelle — chega cedo, porque enche. Depois, dá pra terminar a noite na Piazza Verdi, que ferve com estudantes e turistas.

Segundo dia: torres, sete igrejas e cultura
Comece o segundo dia com uma visita às famosas Torres degli Asinelli e Garisenda, o principal símbolo de Bolonha. Elas são medievais, inclinadas e ficam bem no centro.
Atenção importante: a Torre degli Asinelli está fechada pra manutenção há um tempo, sem previsão clara de reabertura. Ou seja, hoje dá pra ver as torres por fora (que já é bem legal), mas não subir. A gente recomenda checar o status antes de ir — e, se estiver fechada mesmo, use a cúpula da Basílica di San Petronio como mirante alternativo, como falei no primeiro dia.
Depois, explore a Basilica di Santo Stefano, também conhecida como “As Sete Igrejas”. É um complexo de igrejas interligadas, com capelas, claustros e pátios que revelam camadas de história religiosa da cidade — um dos lugares mais atmosféricos de Bolonha e a entrada é gratuita.

Almoce por ali mesmo, no Quadrilátero ou numa trattoria dentro dos pórticos. Uma trattoria bolonhesa cobra em torno de €15–25 por pessoa num almoço com prato típico e bebida — bem mais em conta que o jantar (que fica em torno de €25–40).
Depois do almoço, siga pro Museo di Palazzo Poggi, dentro da Universidade de Bolonha. É uma coleção fascinante de artefatos científicos e históricos — desde modelos anatômicos em cera até instrumentos astronômicos antigos. Se você curte museus temáticos, esse é imperdível.
Se preferir algo mais leve, caminhe até os Giardini Margherita, o maior parque da cidade, ótimo pra descansar e ver os locais no dia a dia. Ou vá pro MAMbo (Museo d’Arte Moderna di Bologna), se curte arte contemporânea — reserve umas 2 horas pra aproveitar bem.

Uma parada que quase ninguém indica e vale muito: a janela “La Finestrella”, na Via Piella. Bolonha teve muitos canais no passado, hoje quase todos cobertos, e essa pequena janela de madeira dá pra um dos únicos trechos de canal ainda visíveis no centro. Uma cena de cidade completamente diferente do resto — parece um pedaço de Amsterdã escondido.
À noite, aproveite a vida noturna nos bares e restaurantes da Via del Pratello, uma rua famosa entre os locais pelo ambiente descontraído e cheio de bares. Se preferir algo mais cultural, dá uma olhada na programação do Teatro Comunale di Bologna, que sempre tem ópera e teatro.

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Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.
Terceiro dia: San Luca, Pinacoteca e despedida
No último dia, faça o passeio mais icônico de Bolonha: subir até o Santuario di Madonna di San Luca, no alto de uma colina fora do centro. A caminhada é feita pelo famoso Pórtico di San Luca, uma sequência contínua de arcadas com quase 4 quilômetros e centenas de arcos — considerado o pórtico mais longo do mundo.
A gente errou nessa da primeira vez: tentou subir a pé no meio da tarde, com sol forte, e sofreu. Vai logo cedo de manhã, ou pegue o ônibus até o santuário e desce o pórtico caminhando (é mais fácil). A vista do topo compensa qualquer esforço.

Se preferir uma manhã mais leve, vale visitar o Museo della Storia di Bologna, que conta a história da cidade através de exposições interativas — ótimo pra fechar o contexto de tudo que você viu nos dias anteriores.
Desça de San Luca e volte pro centro pra almoçar. Aproveite pra provar mais da culinária local — se ainda não fez, esse é o dia de tentar uma aula de culinária bolonhesa, onde você aprende a fazer tortellini, tagliatelle e ragù à mão. Costuma custar em torno de €70–120 por pessoa e inclui a refeição no final. Uma dica: reserve com antecedência, porque lota fácil.
Depois do almoço, vá até a Pinacoteca Nazionale di Bologna, com uma coleção incrível de arte italiana — Giotto, Rafael, Guido Reni, entre outros. Reserve umas 2 horas.

Se sobrar tempo e for época boa, uma alternativa maravilhosa pro final da tarde é uma visita a uma vinícola nos arredores, como as de Zola Predosa, bem próximas do centro. Combina degustação, história da região e um pôr do sol nas colinas — perfeito pra fechar a viagem.
Pra encerrar, jante numa trattoria tradicional. A Trattoria da Gianni, perto das torres, é uma excelente opção pra se despedir com um jantar típico bolonhês. Depois, faça uma última caminhada pela Piazza Maggiore à noite — as luzes refletindo nas pedras e a Basílica iluminada valem uma foto final.

Dicas insider pra aproveitar melhor Bolonha
- Almoço fecha no meio do dia: muita igreja, museu e comércio fecha das 13h às 15h. Planeje considerando essa pausa, senão você chega e bate na porta fechada.
- Osteria del Sole: uma osteria histórica onde é normal levar sua própria comida (compra a sandes de mortadela num mercado do lado e come lá dentro tomando vinho). Experiência bem local.
- Fique perto do centro: hospedagem afastada pode parecer economia, mas você perde tempo com deslocamento numa cidade que é feita pra caminhar. Não vale.
- Reserve experiências gastronômicas com antecedência: aulas de culinária e food tours enchem, especialmente na alta temporada.
Melhor época pra ir a Bolonha
As melhores épocas são a primavera (abril a junho) e o outono (setembro a começo de novembro), quando o clima tá ameno pra caminhar sob os pórticos e sentar em praças. O verão pode ficar bem quente, e o inverno tem dias frios e curtos — mas, se pegar chuva, os pórticos salvam demais, dá pra atravessar o centro quase sem se molhar.
Seguro viagem pra Itália (é obrigatório)
Uma coisa que muita gente esquece: pra entrar na Itália (e em qualquer país do espaço Schengen), o seguro viagem é obrigatório por lei, com cobertura mínima de 30 mil euros. E, além da obrigação, vale muito a pena — atendimento médico na Europa custa caro.
A gente sempre fecha por esse comparador de seguros aqui, que compara os planos das principais seguradoras e já vem com 18% de desconto exclusivo aplicado. Pagamento em reais, parcelado e com apólice na hora. Vai por mim: é o tipo de coisa que você espera nunca precisar, mas dorme mais tranquilo com ela feita.
Chip de celular pra usar em Bolonha
Pra não ficar dependendo de wi-fi de café e não pagar roaming absurdo da operadora brasileira, garanta um chip internacional ainda no Brasil. A gente usa esse chip de viagem — chega em casa antes de viajar, é só encaixar no celular ao pousar e pronto: internet ilimitada, WhatsApp, Google Maps e Uber funcionando sem estresse.
Perguntas frequentes sobre 3 dias em Bolonha
3 dias em Bolonha são suficientes?
Sim, 3 dias são o tempo ideal pra conhecer bem o centro histórico, subir até o Santuario di San Luca e ainda ter tempo pra uma experiência gastronômica (aula de culinária ou tour de vinícolas). Menos que isso vira corrida.
Vale a pena visitar Bolonha ou é melhor ficar mais tempo em Florença?
Vale muito. Bolonha é menos turística, mais autêntica e a comida é considerada a melhor da Itália (com razão). O ideal é combinar as duas — Florença tem a arte renascentista, Bolonha tem a vida universitária e a gastronomia.
Dá pra subir a Torre degli Asinelli?
No momento, não. A Torre degli Asinelli está fechada pra manutenção sem previsão de reabertura. A alternativa é subir a cúpula da Basílica di San Petronio (Sky Experience) pra ter uma vista panorâmica do centro histórico.
Bolonha é uma cidade cara?
Não é das mais caras da Itália. Um almoço em trattoria custa em torno de €15–25 e um jantar mais completo fica entre €25–40. Muita igreja e a maioria das praças são gratuitas, o que ajuda bastante no orçamento.
Preciso alugar carro em Bolonha?
Pra ficar só na cidade, não. Bolonha é super caminhável, tem centro histórico compacto e os pórticos protegem de sol e chuva. Aluguel de carro só faz sentido se você for fazer bate-voltas pela Emília-Romanha ou seguir viagem pelas cidadezinhas da região.
Precisa de seguro viagem pra ir a Bolonha?
Sim, o seguro viagem é obrigatório por lei em todos os países do espaço Schengen (Itália incluída), com cobertura mínima de 30 mil euros. Sem ele, você pode ter problema até na entrada.
Qual a melhor época pra visitar Bolonha?
Primavera (abril a junho) e outono (setembro a começo de novembro) são as melhores épocas, com clima ameno pra caminhar. Verão pode ser bem quente e o inverno tem dias curtos — mas em qualquer época, os pórticos ajudam a caminhar pela cidade.
Onde experimentar a verdadeira mortadela e o ragù em Bolonha?
No Mercato di Mezzo e nas delicatessens do Quadrilátero pra provar mortadela e embutidos. Pra ragù, a Osteria dell’Orsa e a Trattoria da Gianni são clássicos. Uma aula de culinária também é ótima pra aprender a fazer os pratos e provar tudo.
Economize ao máximo na sua viagem à Itália
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Leia nossa matéria de como viajar barato para a Itália, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações da Itália da forma mais barata e segura.
- Carro: se você vai rodar pela região da Emília-Romanha ou seguir viagem, veja como alugar um carro na Itália pelo menor preço possível.
- Euros: conheça a melhor forma de levar dinheiro para a Itália, com prós e contras de cada opção.
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Bolonha é uma daquelas cidades que quanto mais você caminha, mais gosta. A gente saiu de lá jurando voltar — pela comida, pela vibe, pelos pórticos infinitos. Com esse roteiro de 3 dias você vai ter uma imersão de verdade na capital gastronômica da Itália. Boa viagem!