
Roma é daquelas cidades que a gente queria ter uma semana inteira pra explorar, mas nem sempre dá. Se você tem só um fim de semana, relaxa: dá pra ver os grandes símbolos da Cidade Eterna em 2 dias bem planejados, caminhando bastante e usando o metrô nos trechos mais longos.
A gente já fez Roma em ritmo corrido e a lição número um é: compre os ingressos antecipados e comece cedo. Quem chega no Coliseu às 11h num sábado pega fila virando a esquina e ainda enfrenta o sol do meio-dia. Indo logo na abertura, você ganha o dia inteiro.
Aqui a gente montou um roteiro completo de o que fazer em 2 dias em Roma, com horários, faixas de preço, dicas de quem já errou (e acertou) por lá e os erros mais comuns de turista brasileiro. E olha: no nosso guia de como viajar barato para Roma a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato, vale dar uma olhada antes de fechar a mala.
Quando ir e quanto tempo dedicar
As melhores épocas pra conhecer Roma são abril, maio, fim de setembro e outubro: temperaturas amenas, dias longos e um movimento mais equilibrado. De junho a agosto o calor aperta de verdade e as filas ficam maiores no Coliseu e no Vaticano. Já janeiro e fevereiro são mais frios e com chance de chuva, mas a hospedagem costuma sair mais em conta.
Sendo bem sincero: muita gente recomenda 3 ou 4 dias pra Roma, e faz sentido. Mas em 2 dias dá pra ver os principais símbolos de forma mais corrida, desde que você priorize o que importa e não tente fazer bate-volta pra Nápoles ou Pompeia no meio (esse é um erro clássico que estraga o roteiro).
Roteiro do Dia 1: Roma Antiga e Centro Histórico
O primeiro dia é dedicado à Roma Antiga combinada com o coração do Centro Histórico. Tudo aqui fica num raio relativamente pequeno, então dá pra fazer boa parte a pé.
Manhã: Coliseu, Fórum Romano e Palatino
Comece pelo Coliseu, o ícone máximo da cidade. Ele foi inaugurado em 80 d.C. e servia como arena pra lutas de gladiadores e espetáculos com animais. O ingresso é combinado: o mesmo bilhete dá acesso também ao Fórum Romano e ao Monte Palatino, então já planeje dedicar a manhã inteira ao conjunto.
O Coliseu costuma abrir por volta das 8h30 e fechar perto das 19h30 (varia com a estação). O ingresso combinado fica em torno de 20 a 30 euros por adulto, dependendo do tipo (básico, com arena, subsolo ou tour guiado). Reserve uns 3 a 4 horas pra curtir o conjunto sem correr.
Dica especial: você até pode chegar na Piazza del Colosseo e comprar na bilheteria, mas pra evitar as filas enormes a gente sempre compra nesse site que a gente usa em todas as viagens. Dá pra reservar com horário marcado, pagar em reais e ainda ter suporte em português, o que evita aquela dor de cabeça de chegar e não conseguir entrar no horário desejado.
Do Fórum Romano (o antigo centro político e religioso) e do Palatino (onde ficavam as residências imperiais), a dica é entrar por um acesso menos disputado, como o do Palatino, e deixar o Coliseu pro horário do seu ingresso cronometrado.
Pra essa manhã, três conselhos que valem ouro: chegue antes das 9h pra fugir da fila e do calor, use calçado confortável (é muita pedra e terreno irregular) e leve uma garrafa de água reutilizável — Roma tem centenas de fontes públicas (os famosos nasone) com água potável e gratuita.
Tarde: Piazza Venezia, Panteão e Fontana di Trevi
Saindo do sítio arqueológico, siga pela Via dei Fori Imperiali até a Piazza Venezia, onde fica o monumental Vittoriano, dedicado ao rei Vittorio Emanuele II. O terraço tem uma das vistas panorâmicas mais bonitas da cidade, então reserve um tempinho pra subir.
Continue a pé até o Panteão, um dos edifícios da Roma Antiga mais bem preservados do mundo, construído em homenagem a todos os deuses romanos. A cúpula é uma das maiores de concreto não armado já feitas, com cerca de 43 metros de diâmetro, e o óculo central (a abertura no teto, de uns 9 metros) é a única entrada de luz. Hoje várias personalidades estão sepultadas ali, como o pintor Raffaello e os reis Vittorio Emanuele II e Umberto I.
A entrada do Panteão, que era gratuita, passou a ser cobrada: custa em torno de 5 euros por adulto. O horário costuma ser das 9h às 19h, com filas frequentes. A dica é visitar de dia pra fazer boas fotos e, se sobrar pique, voltar ao entardecer pra jantar num dos ótimos restaurantes da pracinha em frente.
Depois, caminhe até a Fontana di Trevi, uma das fontes mais famosas do mundo. A tradição manda jogar uma moeda com a mão direita por cima do ombro esquerdo pra garantir o retorno a Roma. Curiosidade legal: todo o dinheiro recolhido é destinado a projetos sociais e de caridade na cidade.
Fim de tarde e noite: Piazza Navona ou Trastevere
Pra fechar o dia, vá pra Piazza Navona, uma praça barroca linda com a Fonte dos Quatro Rios, de Bernini, e muitos restaurantes ao redor. Outra opção é cruzar o rio até o Trastevere, bairro boêmio cheio de vielas, bares e trattorias — perfeito pra jantar depois de um dia intenso.
É no Trastevere que a gente recomenda provar os pratos típicos romanos: cacio e pepe (queijo pecorino com pimenta do reino), carbonara (a versão romana, com guanciale e sem creme de leite), amatriciana e gricia. De entrada, peça um supplì (bolinho de arroz recheado) e feche com um tiramisù ou um gelato artesanal.
Roteiro do Dia 2: Vaticano, castelo e praças
O segundo dia é todo dedicado ao Vaticano e aos arredores. Aqui também vale o lema: comece cedo e com ingressos na mão.
Manhã: Basílica de São Pedro
Comece pela Basílica de São Pedro, a maior igreja do catolicismo, com obras de Michelangelo, Bernini e outros mestres. A boa notícia é que a entrada na basílica é gratuita — só se paga pra subir à cúpula ou em áreas específicas. Ela abre cedo, por volta das 7h, e fecha perto das 19h.
Vale muito subir à cúpula pela vista da Praça de São Pedro e de toda Roma. A subida fica em torno de 8 a 10 euros. Um detalhe importante: a quarta-feira costuma ser dia de audiência papal, deixando a região lotada. Se quiser evitar aglomeração, programe o Vaticano pra outro dia.
Meio do dia e tarde: Museus Vaticanos e Capela Sistina
Em seguida, encare os Museus do Vaticano, que terminam na imperdível Capela Sistina, com o teto e o Juízo Final de Michelangelo. As coleções são impressionantes, então reserve no mínimo 3 horas pra não passar correndo.
Os ingressos ficam em torno de 20 a 30 euros, com variações pra horário marcado ou visita guiada. O horário costuma ser das 9h às 18h, com última entrada por volta das 16h. Esses ingressos esgotam — então compre antecipado nesse site que a gente sempre usa, com horário marcado, pra não ficar na mão. Dentro dos museus há lanchonete e restaurante, úteis pra quem não quer perder tempo procurando onde comer.
Tarde: Castel Sant’Angelo e Ponte Sant’Angelo
Saindo do Vaticano, caminhe até o Castel Sant’Angelo, às margens do rio Tibre. Ele já foi mausoléu, fortaleza, prisão e palácio papal — uma viagem na história em um só lugar. O ingresso fica em torno de 15 a 20 euros e o castelo costuma funcionar até umas 19h30, com último acesso cerca de 1 hora antes. A vista do terraço pro rio e pra cúpula de São Pedro é uma das melhores da cidade.
Não deixe de atravessar a Ponte Sant’Angelo, com suas belíssimas estátuas de anjos — rende fotos lindas no fim de tarde.
Fim de tarde e noite: Piazza di Spagna ou Trastevere
Pra fechar, vá até a Piazza di Spagna e a famosa escadaria que sobe à igreja Trinità dei Monti, com seus 135 degraus. Uma curiosidade: o nome da praça vem do século XVII, quando toda aquela área pertencia à embaixada espanhola em Roma, antes mesmo de a Itália existir como nação. Dali sai a Via dei Condotti, a rua das grifes.
Se preferir um clima mais local e descontraído, volte pro Trastevere ou explore os arredores de Campo de’ Fiori e da Piazza Navona, cheios de bares de aperitivo. No fim das contas, uma das melhores formas de conhecer Roma é simplesmente se perder a pé entre as praças.
Como se locomover em Roma
A maior parte das atrações principais fica num raio pequeno, então boa parte do roteiro dá pra fazer a pé. Pros trechos mais longos, o metrô resolve: a Linha B tem a estação Colosseo (pro Coliseu) e a Linha A tem Ottaviano ou Cipro (pro Vaticano) e Spagna (pra Piazza di Spagna). O bilhete simples custa em torno de 1,50 a 2 euros e vale cerca de 100 minutos.
Ônibus e bondes cobrem bem o centro, mas pegam trânsito nos horários de pico. Táxis oficiais são brancos. E um aviso importante: Roma não é cidade pra alugar carro. O trânsito é caótico, há a zona de tráfego limitado (ZTL) — que gera multa pra quem entra sem autorização, muitas vezes sem perceber — e estacionar é caro e difícil. Faça tudo de metrô, a pé e transfer.
Quanto custa 2 dias em Roma
Pra você ter uma ideia (valores aproximados por pessoa, em euros):
- Ingressos principais: Coliseu + Fórum + Palatino (~20 a 30), Museus Vaticanos + Capela Sistina (~20 a 30), Castel Sant’Angelo (~15 a 20), cúpula de São Pedro (~8 a 10) e Panteão (~5). No total, algo em torno de 70 a 90 euros só de ingressos.
- Alimentação: café da manhã em bar (cappuccino + cornetto) ~3 a 5; almoço em trattoria simples ~12 a 20; pizza al taglio ou panino ~5 a 8; jantar de médio custo ~20 a 35.
- Transporte: uns 3 a 4 bilhetes de metrô/ônibus por dia, em torno de 6 a 8 euros por dia. Se for se deslocar bastante, os passes diários podem compensar.
Erros comuns que turista brasileiro comete em Roma
A gente já viu (e cometeu) vários desses, então fica a lista pra você não cair:
- Querer fazer tudo em 2 dias: enfiar Roma Antiga, Vaticano, museus e ainda um bate-volta pra Nápoles ou Pompeia em 48 horas é cansativo e pouco proveitoso. Foque no essencial.
- Não comprar ingressos antecipados pro Coliseu e Vaticano: resultado é hora de fila no sol ou nem conseguir entrar no horário que queria.
- Subestimar o calor no verão: em julho e agosto o sol no Coliseu e no Fórum é puxado. Leve protetor solar, boné, água e faça pausas na sombra.
- Roupa inadequada em locais religiosos: no Vaticano e em várias igrejas exigem ombros e joelhos cobertos. Shorts muito curtos e blusas de alça fina podem barrar a entrada.
- Ignorar a ZTL: quem aluga carro e entra sem autorização nas zonas de tráfego limitado leva multa, às vezes sem nem perceber.
- Andar com todo o dinheiro junto: como em qualquer cidade turística, há relatos de furtos no metrô e em pontos cheios como a Fontana di Trevi e o Coliseu. Divida o dinheiro e fique de olho na mochila.
Dica importante sobre seguro viagem
A Itália faz parte do espaço Schengen, então o seguro viagem é obrigatório pra entrar, com cobertura mínima de 30 mil euros. Além de ser exigência, ele te protege de gastos altos com atendimento médico no exterior.
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Com um roteiro tão a pé e dependente de metrô, ficar bem localizado faz toda a diferença em Roma: você economiza horas de deslocamento e ganha mais tempo nos passeios. Olha aqui a melhor região pra se hospedar:
Onde ficamos em Roma (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Roma é no centro histórico da cidade. Isto porque apesar de ser uma região mais cara, é a mais turística, com várias opções de hotéis, e você estará próximo a diversas atrações imperdíveis.
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Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre 2 dias em Roma
Dá pra conhecer Roma em 2 dias?
Dá pra ver os principais símbolos, sim, mas em ritmo corrido. Em 2 dias você consegue Coliseu, Fórum, Vaticano, Fontana di Trevi e o centro histórico. Se puder ficar 3 ou 4 dias, o passeio fica bem mais tranquilo.
Preciso comprar os ingressos com antecedência?
Sim, é altamente recomendado. Coliseu e Museus Vaticanos costumam esgotar os horários e formam filas enormes. Comprar online com horário marcado evita perder tempo e garante a entrada no dia que você planejou.
Quanto custam os ingressos das principais atrações?
Em valores aproximados: Coliseu + Fórum + Palatino fica em torno de 20 a 30 euros, os Museus Vaticanos + Capela Sistina também 20 a 30, o Castel Sant’Angelo de 15 a 20, a cúpula de São Pedro de 8 a 10 e o Panteão cerca de 5 euros. Confirme os valores oficiais perto da viagem.
A entrada na Basílica de São Pedro é paga?
Não, a entrada na basílica é gratuita. Você só paga pra subir à cúpula (cerca de 8 a 10 euros) ou para acessar áreas específicas. Lembre-se de ir com ombros e joelhos cobertos.
Vale a pena alugar carro pra conhecer Roma?
Não. Roma é caótica pra dirigir, tem zona de tráfego limitado (ZTL) que gera multa e estacionamento caro. O melhor é fazer tudo a pé, de metrô e transfer. Alugar carro só compensa se você for explorar outras regiões da Itália de carro.
Qual a melhor época pra visitar Roma?
Abril, maio, fim de setembro e outubro são os meses ideais, com clima ameno e movimento equilibrado. O verão (junho a agosto) é quente e cheio, e o inverno (janeiro e fevereiro) é frio, mas com hospedagem mais barata.
Onde comer comida típica em Roma?
O Trastevere é cheio de trattorias tradicionais com cacio e pepe, carbonara e amatriciana. Os arredores da Piazza Navona e o Campo de’ Fiori também têm boas opções pra aperitivo e jantar no centro histórico.
Economize ao máximo na sua viagem a Roma
- Economizando: quer planejar a viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Roma, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações de Roma da forma mais barata e segura.
- Euros: conheça a melhor forma de levar seu dinheiro para Roma, com os prós e contras de cada opção.
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- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Roma pra saber a melhor localização e economizar no hotel.
- Seguro viagem: veja aqui as dicas de como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
Roma cabe num fim de semana, mas mexe com a gente de um jeito que dá vontade de voltar logo. Comece os dias cedo, deixe as praças e o Trastevere pro fim de tarde e jogue aquela moedinha na Fontana di Trevi — afinal, a gente fez isso e já voltou mais de uma vez. Boa viagem!





