
Se você tem só um fim de semana e quer aproveitar o máximo da cidade, esse roteiro do que fazer em 2 dias em Paraty foi montado pra você sair daqui com tudo planejado: centro histórico, passeio de barco, praia, cachoeira e ainda sobra tempo pra comer bem e tomar uma cachacinha à noite.
A gente já foi várias vezes a Paraty e aprendeu na prática o que funciona em 48 horas e o que é furada tentar encaixar. Tem gente que chega querendo fazer tudo num final de semana — Trindade, Saco do Mamanguá, Praia do Sono, cachoeiras, centro histórico — e volta mais cansado do que descansado. Aqui a gente equilibrou as coisas pra dar tempo de aproveitar com calma.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Paraty a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, passeios, restaurantes e os erros mais comuns que turista brasileiro comete por lá.
Dia 1 em Paraty: centro histórico e passeio de barco
A nossa recomendação pro primeiro dia é juntar duas coisas que são a cara de Paraty: o passeio de barco pela baía de manhã e o centro histórico à tarde e à noite. Fica um dia redondo, sem correria, e dá pra ver o que a cidade tem de mais icônico.
De manhã: passeio de escuna ou lancha pela baía
O passeio de barco é praticamente obrigatório em Paraty. A baía tem dezenas de ilhas e praias paradisíacas que só dá pra acessar pelo mar — Praia Vermelha, Praia da Lula, Ilha Comprida, Lagoa Azul e mais um monte. A água é cristalina em vários pontos e o cenário é de cair o queixo.
Tem duas formas principais de fazer:
- Escuna compartilhada: a opção mais tradicional e econômica. Barcos grandes, com dezenas de pessoas, saem do cais entre 9h30 e 11h e voltam no fim da tarde — o passeio dura cerca de 5 a 6 horas, com paradas em 4 ou 5 praias e ilhas. Costuma custar em torno de R$ 80 a R$ 180 por pessoa, dependendo da empresa e da época.
- Lancha privativa: pra quem quer um passeio mais flexível, com menos gente e roteiro personalizado. Dá pra escolher as paradas e ir mais longe em menos tempo. Costuma sair em torno de R$ 1.100 pra um grupo de até 4 pessoas em passeios de aproximadamente 5 horas.
Pra organizar o passeio sem dor de cabeça e garantir lugar (principalmente em feriado, quando lota), a gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens. Tem várias opções de passeios de barco pela baía de Paraty já com tudo organizado, em português, com cancelamento gratuito até 24h antes e pagamento em reais — então não rola IOF nem surpresa no cartão. Vale conferir e comparar antes de fechar com agência no cais.
A gente errou uma vez deixando pra fechar passeio na hora, num feriado. Quando chegou no cais, só tinha escuna meia-boca sobrando — as boas já estavam cheias. Reserve com antecedência se for alta temporada.
O que levar no passeio de barco
- Protetor solar (passa antes de embarcar)
- Chapéu ou boné
- Óculos de sol
- Canga ou toalha leve
- Sacola estanque pra proteger celular e documentos
- Dinheiro ou cartão pra consumo a bordo (bebidas e petiscos costumam ser à parte)
IMPORTANTE: Uma dica essencial, pra aproveitar melhor todos os pontos turísticos e atrações de Paraty, é ficar hospedado em uma boa localização. Isso faz TODA a diferença por lá. Depois veja nossa matéria de onde ficar, onde a gente explica qual é essa melhor região e como economizar muito com o hotel — além dos hotéis bons e bem baratos que a gente já ficou.
À tarde: o centro histórico de Paraty
Depois do passeio de barco, almoce no centro e dedique a tarde inteira pra explorar com calma. O centro histórico é compacto, totalmente caminhável e fechado pra carros — o que preserva aquela atmosfera de cidade colonial intacta. As ruas são as famosas “pé de moleque”, de pedras irregulares, e os casarões dos séculos XVIII e XIX são tombados pelo IPHAN.

Aproveite pra entrar nas lojinhas de artesanato, ateliês de artistas locais e cachaçarias — Paraty é referência em cachaça artesanal, e várias casas oferecem degustação grátis. Caminhe sem pressa, fotografe as portas e janelas coloridas, e visite os principais pontos históricos:
- Capela de Santa Rita: o cartão-postal da cidade, bem em frente ao mar. Abriga o Museu de Arte Sacra, que tem uma curiosidade legal — as peças expostas ainda são usadas nas procissões religiosas atuais, não é museu “morto”. Costuma abrir de terça a domingo, de manhã e à tarde, e o ingresso é simbólico (na faixa de poucos reais).
- Igreja Nossa Senhora dos Remédios: a matriz de Paraty, na praça principal. Super fotogênica.
- Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito: ligada à história da população negra e das irmandades religiosas da cidade. Visita gratuita.
- Casa da Cultura de Paraty: espaço cultural com exposições sobre história e arte locais. Costuma abrir de terça a domingo e a entrada é gratuita. Ótimo plano B em dia de chuva.

Dica que ninguém conta: existem free walking tours guiados pelo centro histórico, geralmente com duas saídas (uma de manhã, por volta de 10h30, e outra no fim da tarde, perto das 17h). Funcionam por contribuição voluntária — você paga o que achar justo no final. É ótimo pra entender o contexto histórico da cidade sem gastar muito.
E olha esse alerta importante: as pedras do centro são escorregadias pra caramba, principalmente quando molhadas. Esqueça chinelo de dedo liso ou salto — vai de tênis ou sandália com sola aderente. A gente já viu gente caindo feio.
Fim de tarde: pôr do sol na Praia do Jabaquara
Antes de jantar, dá um pulo na Praia do Jabaquara, que fica pertinho do centro histórico. Não é a praia mais bonita pra banho — a água nem sempre é a melhor — mas é uma ótima opção pra ver o pôr do sol caminhando à beira-mar, com a baía e as ilhas no horizonte. Tem quiosques e restaurantes ali na orla pra tomar uma caipirinha vendo o sol descer.
À noite: gastronomia no centro histórico
O centro histórico tem restaurante de todo tipo de preço. Algumas indicações que a gente curtiu:
- Quintal Verde: cozinha brasileira em ambiente agradável, bom custo-benefício pra cidade.
- Quintal da Vó: comida caseira gostosa, opção mais em conta.
- La Luna: na orla da Jabaquara, ótimo pra jantar à beira-mar com frutos do mar e drinks.
Faixa de preço pra calibrar o orçamento: prato em restaurante mais simples costuma sair em torno de R$ 30 a R$ 50; nos restaurantes mais sofisticados do centro histórico, prato principal vai de R$ 70 a R$ 120, sem bebida.
Erro comum: não reservar mesa em noite de sábado ou feriado. O centro lota e os restaurantes mais badalados têm fila de uma hora tranquilamente. Reserve pela manhã do mesmo dia.
Depois do jantar, encerre a noite no Cana da Praça – Cachaçaria & Bar, que funciona até umas 3h da manhã servindo as cachaças artesanais paratienses e drinks variados. Paraty tem cachaça boa demais, e os alambiques da região serrana produzem rótulos premiados há décadas — vale provar.
- Descubra todas as maneiras de ir do Rio de Janeiro a Paraty! A gente tem uma dica excelente de transfer até a cidade.
Dia 2 em Paraty: natureza, cachoeiras ou Praia do Sono
Pro segundo dia, a gente sugere sair do centro e mergulhar na natureza de Paraty. Aqui dá pra escolher entre dois caminhos, dependendo do seu perfil:
- Variante A: Praia do Sono — pra quem quer praia paradisíaca, isolada, com clima de fim de mundo.
- Variante B: Saco do Mamanguá ou jeep tour pela Serra da Bocaina — pra quem prefere trilha, cachoeira e cachaçaria.
Escolhe uma e foca nela. Tentar fazer as duas no mesmo dia é a receita pra voltar exausto e sem aproveitar nenhuma direito.
Opção A: Praia do Sono
A Praia do Sono fica ao sul de Paraty, dentro de uma área de proteção ambiental. É aquele tipo de praia rústica, com mar verde, areia branca, sem hotelão, sem rua asfaltada — só natureza, hospedagens simples e bares de pé na areia. Pra quem busca tranquilidade, é imbatível.

O acesso é a parte que assusta um pouco, mas é tranquilo se você se preparar. Tem que seguir até Trindade (cerca de 28 km do centro de Paraty), saltar próximo ao ponto de ônibus do Condomínio Laranjeiras, e a partir dali escolher:
- De barco: travessias rolam entre 8h e 18h, custando em torno de R$ 50 por pessoa. É a opção rápida e sem esforço — sempre tem alguém na descida do ônibus direcionando.
- De trilha: caminhada de aproximadamente 1h, com quase 3 km. A trilha é bonita, atravessa mata, mas tem subidas e descidas. Em dia chuvoso fica escorregadia e perigosa.
Se você for de carro, basta seguir as placas até Trindade e estacionar por lá. Se for de transporte público, pega o ônibus Vila Oratório e desce no ponto final.
Pra quem prefere ir tranquilo, sem se preocupar com transporte e logística, dá pra fechar a trilha guiada com transporte saindo direto do centro de Paraty clicando aqui. Vai com guia profissional, transfer ida e volta de Paraty, e a parte da trilha fica muito mais leve.
Erros comuns na Praia do Sono:
- Subestimar a trilha. Tem subida pesada e calor forte — leve água, lanche e tênis decente.
- Não levar dinheiro vivo. Os bares na praia têm sinal instável e nem sempre aceitam cartão.
- Voltar tarde demais. A última travessia de barco costuma ser por volta das 18h. Se perder, vai ter que voltar pela trilha no escuro.

Opção B: Saco do Mamanguá ou jeep tour pela Serra da Bocaina
Se você já vai fazer praia no dia 1 (no passeio de barco) e quer variar, essa é a melhor pedida.
O Saco do Mamanguá é conhecido como o “fiorde tropical brasileiro” — um braço de mar estreito de uns 8 km cercado por montanhas. Visualmente é uma das paisagens mais impressionantes da região. Os passeios costumam sair de Paraty-Mirim (vilarejo a 40 minutos de carro do centro), em barcos menores que entram pelo fiorde, param em praias como Cruzeiro e Engenho, e tem a opção de fazer a trilha pro Pico do Pão de Açúcar, que tem uma vista de cair o queixo lá do alto. Faixa de preço: passeio compartilhado de dia inteiro fica em torno de R$ 200 a R$ 350 por pessoa.
Já o jeep tour pela Serra da Bocaina é mais voltado pra cachoeira e cachaça. O roteiro clássico passa por cachoeiras como o Poço do Tarzan e visita alambiques artesanais com degustação. Costuma sair em torno de R$ 150 a R$ 300 por pessoa, dependendo do tamanho do grupo.
Pra quem quer organizar isso com antecedência, sem stress de procurar agência boa no cais, vale conferir esse site que a gente sempre usa. Tem várias opções com cancelamento gratuito até 24h antes, em português e pagamento em reais (sem IOF). Algumas das excursões que vale dar uma olhada:
- Tour de jeep pela Serra da Bocaina
- Visita guiada por Paraty
- Excursão ao Saco do Mamanguá
- Excursão às ilhas de Paraty

Erros comuns de quem vai a Paraty (e como evitar)
A gente já viu (e cometeu) vários desses. Anota aí:
- Superlotar o roteiro: querer fazer centro histórico, escuna, Paraty-Mirim, Trindade, Praia do Sono e cachoeira em 2 dias. Não dá. Foque em 1 passeio de natureza por dia + centro histórico.
- Ignorar a previsão do tempo: em dias de chuva forte, o passeio de barco fica chato e a trilha pra Praia do Sono perigosa. Veja a previsão antes de fechar passeio.
- Ir com calçado errado: as pedras do centro são tortas e escorregam. Sandália lisa ou salto é convite pra entorse.
- Chegar tarde no cais: as melhores saídas de barco são de manhã. Depois das 11h, sobram as escunas piores.
- Não reservar passeio em feriado: lota tudo. Reserve com pelo menos 1-2 dias de antecedência.
- Não levar dinheiro vivo: em vilarejos (Paraty-Mirim, Praia do Sono) o sinal pra cartão é instável.
- Não pensar no estacionamento: em alta temporada, vaga perto do centro é briga. Vale chegar cedo ou usar estacionamentos pagos.
Seguro viagem pra Paraty: precisa?
Pode parecer exagero pra viagem dentro do Brasil, mas pra Paraty a gente recomenda demais. Os passeios envolvem trilha, barco, cachoeira, mar aberto — coisas que aumentam o risco de torção, corte, queda. E plano de saúde nem sempre cobre atendimento fora da sua cidade ou em hospitais particulares no interior.
A gente sempre cota em esse comparador de seguros, que compara as principais seguradoras do mercado e tem 18% de desconto exclusivo do Grupo Dicas já aplicado. Pra uma viagem curta como essa, sai bem em conta — e te protege de qualquer susto.
Onde ficamos em Paraty (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro histórico é a melhor área para se hospedar. É a parte principal da cidade, formada pelas casas de construção colonial. A maioria dos hotéis, comércio, restaurantes e atrações turísticas ficam pela região.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o que fazer em 2 dias em Paraty
Dá pra conhecer Paraty em 2 dias?
Dá sim, mas só pra ter um gostinho. Em 2 dias você consegue fazer o centro histórico com calma, um passeio de barco pela baía e um passeio de natureza (Praia do Sono OU Saco do Mamanguá OU cachoeiras). Se tiver tempo, esticar pra 3 ou 4 dias rende muito mais.
Qual a melhor época pra ir a Paraty?
De abril a agosto o clima é mais estável, com menos chuva e calor mais ameno — ideal pra caminhar pelo centro histórico. De dezembro a março chove bastante e tem calor forte, mas o mar fica mais quente pra banho. Evite feriados prolongados e a semana da FLIP (festival literário), quando lota tudo e os preços disparam.
Quanto custa um passeio de barco em Paraty?
Escuna compartilhada costuma custar em torno de R$ 80 a R$ 180 por pessoa, com duração de 5 a 6 horas. Lancha privativa pra grupo de até 4 pessoas começa por volta de R$ 1.100 o passeio inteiro. Os preços variam conforme empresa, época e roteiro.
Precisa alugar carro pra ir a Paraty?
Pra ficar só no centro histórico e fazer passeios de barco, não precisa — o centro é fechado pra carros e os passeios saem de lá mesmo. Mas se você quer ir pra Trindade, Praia do Sono, Paraty-Mirim ou cachoeiras por conta própria, carro ajuda muito. Como alternativa, dá pra fechar passeios com transfer incluído.
É melhor fazer escuna ou lancha em Paraty?
Depende do orçamento e do perfil. Escuna é mais barata, mais sociável (vai muita gente junto) e segue um roteiro fixo. Lancha é mais cara, mas é privativa, flexível (você escolhe as paradas) e chega em ilhas menos cheias. Pra quem vai pela primeira vez e quer economizar, escuna entrega tudo o que você precisa ver.
Como ir do centro de Paraty pra Praia do Sono?
Você precisa primeiro chegar até Trindade (28 km do centro), de carro próprio ou de ônibus (linha Vila Oratório, ponto final). De lá, ou faz uma trilha de cerca de 1h (3 km) ou pega uma travessia de barco entre 8h e 18h por uns R$ 50 por pessoa. A opção mais prática pra quem não conhece é fechar trilha guiada com transporte incluído saindo de Paraty.
Onde se hospedar em Paraty?
A melhor região é o entorno imediato do centro histórico, principalmente no bairro do Pontal e nas ruas próximas à Praia do Pontal — fica tudo a pé do centro, dos restaurantes e do cais dos barcos. A gente explica em detalhe no nosso guia sobre onde ficar em Paraty, com indicação de hotéis bons e baratos que já testamos.
Qual o erro mais comum de quem viaja pra Paraty?
Querer fazer passeio demais em poucos dias e acabar não aproveitando nada. Em 2 dias, foque em centro histórico + passeio de barco no dia 1 e UM passeio de natureza no dia 2. Tentar encaixar Trindade, Saco do Mamanguá e Praia do Sono no mesmo final de semana é receita pra exaustão.
Economize ao máximo na sua viagem a Paraty:
- Guia completo: confira o nosso guia de viagem completo de Paraty, com tudo o que você precisa saber pra planejar sua viagem.
- Como ir pra Paraty: veja todas as formas de ir do Rio de Janeiro a Paraty, incluindo nossa dica de transfer mais barato.
- Hospedagem: leia nossa matéria sobre onde ficar hospedado em Paraty pra saber a melhor região e como economizar muito no hotel.
- Como viajar barato: confira nossas dicas em como viajar barato para o Rio de Janeiro, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Passagens aéreas: saiba como encontrar passagens aéreas baratas pro Rio de Janeiro, que é a porta de entrada pra Paraty.
Paraty é um daqueles destinos que ganha o coração da gente logo no primeiro dia — o centro histórico de noite, com as luzes amareladas refletindo nas pedras molhadas pela maré alta, é uma das cenas mais bonitas do Brasil. Vai sem pressa, aproveita cada cantinho, e volta pra contar.