
Saiba como ir para as Ilhas Galápagos usando um guia completo para planejar a viagem!
1. Entenda o básico antes de ir
Antes de tudo, é importante saber que as Galápagos não são simplesmente “mais um destino de praia”. Elas são um parque nacional extremamente protegido, com regras de visitação rigorosas e custos bem específicos.
A chegada é geralmente feita por meio dos aeroportos de Baltra ou San Cristóbal, você precisa pagar taxas obrigatórias que são uma taxa de trânsito (Transit Control Card cerca de US$ 20) antes do embarque e uma taxa de ingresso ao parque nacional (em torno de US$ 200 para visitantes internacionais, valores em dinheiro) no momento da chegada.
Essas taxas são destinadas à conservação da área e são obrigatórias para entrar nas ilhas. Algo comum em algumas regiões preservadas e turísticas.

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2. Quando ir às Ilhas Galápagos
Em geral, as Ilhas Galápagos podem ser visitadas em qualquer época do ano, mas o clima acaba influenciando bastante o tipo de experiência que você vai viver por lá. Por isso, entender essas diferenças ajuda a planejar a viagem com mais segurança e expectativas realistas.
Sendo assim, é importante saber que entre janeiro e maio, o clima é mais quente e o mar é calmo. Enquanto de junho a dezembro, as temperaturas ficam um pouco mais baixas.
Independentemente da época escolhida, o ideal é estar preparado para variações ao longo do dia. Roupas leves funcionam bem durante o dia, mas um casaco leve faz diferença à noite, principalmente depois dos passeios de barco.
No planejamento, vale saber que Galápagos não é um destino para deixar para a última hora. Por isso é comum organizar tudo com 6 a 12 meses de antecedência, já que os passeios e hospedagens têm vagas limitadas e esgotam rapidamente.

3. Como organizar a sua ida
Antes de definir os passeios, é importante decidir como você vai se deslocar e se hospedar nas Ilhas Galápagos. Basicamente, existem dois modelos de viagem, e cada um oferece uma experiência diferente.
Um deles é fazer um cruzeiro pelo arquipélago, você dorme a bordo e visita várias ilhas em sequência, inclusive áreas mais remotas e de acesso restrito. Esse formato é indicado para quem tem poucos dias e quer ver o máximo possível da biodiversidade, com toda a logística já organizada, como transporte, refeições e atividades. Em geral, é a opção com mais cara.
Já o outro modo é você se hospedar em uma ilha principal, como Santa Cruz ou San Cristóbal, e fazer passeios de um dia para outras ilhas e atrações próximas. Esse modelo é mais flexível, costuma ser mais econômico e permite conhecer melhor o local, além de dar liberdade para montar o roteiro aos poucos.

Abaixo elencamos algumas opções entre excursões, transportes e até mesmo cruzeiros. Você pode verificar cada um com calma e escolher a opção que faz mais sentido para o seu planejamento.
Excursão a Tortuga Bay: sai de Santa Cruz em direção à famosa praia Tortuga Bay. Inclui caminhada leve por trilha demarcada até a baía de areia branca, observação de iguanas marinhas e oportunidade de nadar e fazer snorkel em águas calmas.
Transporte aeroporto Galápagos – Santa Cruz: esse é um serviço de traslado que pega você no aeroporto de Baltra e leva até Puerto Ayora em Santa Cruz, passando pelo Canal Itabaca. Resolve toda a logística de chegada e saída, evitando filas ou confusão com transporte local.
Excursão à Ilha Isabela: sai de Santa Cruz rumo à maior ilha das Galápagos. Inclui ferry, visita a pontos naturais, observação de fauna (como pinguins e tartarugas), praias e tempo livre para conhecer.
Cruzeiro de cinco dias pelo oeste das Galápagos: embarque em Santa Cruz para um roteiro completo pelo lado oeste das ilhas. O passeio visita áreas remotas, com snorkel, trilhas guiadas, observação de vida marinha e hospedagem a bordo.
Cruzeiro de quatro dias pelo nordeste das Galápagos: parte também de Santa Cruz e percorre o nordeste do arquipélago. Inclui paradas em ilhas famosas com oportunidade de ver aves, tartarugas e peixes, com todas as refeições e guias incluídos.
Circuito de sete dias – Isabela, Santa Cruz e San Cristóbal: começa em Santa Cruz, segue para Isabela e termina em San Cristóbal, combinando transporte entre ilhas e passeios guiados. Ideal para quem quer ver diferentes ambientes naturais sem cruzeiro tradicional.
Cruzeiro de quatro dias pelo sul das Galápagos: embarque em San Cristóbal para conhecer o sul do arquipélago. Inclui snorkel em águas ricas em vida marinha, trilhas guiadas e paradas em pontos menos visitados, com refeições e acomodação incluídas.
Cruzeiro de cinco dias – Española, Floreana e Santa Fé: parte de San Cristóbal e visita três ilhas muito ricas em biodiversidade. Oferece snorkel, observação de aves e fauna terrestre, trilhas curtas e guias naturalistas, com acomodação a bordo.
Circuito de cinco dias pelas Galápagos: sai de Santa Cruz, alternando passeios de barco e excursões diárias para ilhas próximas e pontos naturais. Inclui transporte, guias, atividades aquáticas e trilhas leves no arquipélago.
Tour de 4 a 5 dias pela Ilha San Cristóbal: hospedando-se em San Cristóbal, mistura passeios pela ilha com atividades guiadas nas áreas naturais próximas. Ótima opção para quem quer base fixa e descobertas locais sem cruzeiro.
Cruzeiro de luxo de cinco dias pelas Galápagos: embarque em Santa Cruz com serviço premium a bordo. Inclui roteiros completos pelas ilhas, acomodação confortável, refeições refinadas e suporte de guias durante todo o percurso.

4. Quais ilhas visitar nas Galápagos
Ainda que o arquipélago tenha mais de 100 ilhas, apenas algumas são usadas como base turística. Para quem está planejando a viagem pela primeira vez, entender essa divisão é essencial para não montar um roteiro confuso.
– Ilha Santa Cruz
Santa Cruz é a ilha mais usada como base. Nela fica Puerto Ayora, a cidade com melhor estrutura das Galápagos, incluindo hotéis, restaurantes, agências de passeio e bancos.
É lá que você encontra a Estação Charles Darwin, praias acessíveis sem excursão e boa oferta de tours de um dia. Para quem quer flexibilidade e logística mais simples, Santa Cruz costuma ser a escolha mais prática.

– Ilha San Cristóbal
San Cristóbal é considerada a porta de entrada do arquipélago e tem um ritmo mais tranquilo. A cidade principal, Puerto Baquerizo Moreno, é menor que Puerto Ayora, mas organizada e fácil de circular.
Um dos grandes diferenciais dessa ilha é a proximidade com leões-marinhos e praias onde dá para fazer snorkeling praticamente saindo do centro. É uma boa opção para quem quer menos deslocamentos longos.

– Ilha Isabela
Isabela é a maior ilha do arquipélago, mas a menos desenvolvida em termos de estrutura ubana. Ela geralmente entra no roteiro como complemento, já que o acesso exige voo pequeno ou ferry.
Ou seja, vale muito a pena para quem tem mais dias disponíveis e quer paisagens diferentes das ilhas mais movimentadas.

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5. O que fazer nas Ilhas Galápagos
As Ilhas Galápagos não são um destino de grandes cidades nem de atrações artificiais. Como você já deve ter percebido, a experiência gira quase totalmente em torno da natureza, e algumas atividades acabam sendo praticamente indispensáveis para entender o arquipélago.
Além do mais, recomendamos que use esse buscador de passeios nas Ilhas Galápagos, que ajuda muito a otimizar o seu planejamento.
– Snorkel
O snorkel é uma das experiências mais vividas em Galápagos. Mesmo quem nunca praticou antes costuma se sentir confortável, já que muitos pontos têm águas calmas e ótima visibilidade.
Em passeios de barco saindo de ilhas como Santa Cruz, como nesse passeio de barco, é comum nadar ao lado de tartarugas marinhas, peixes coloridos, leões-marinhos e até pequenos tubarões.
Inclusive o snorkel pode ser feito por conta própria em algumas praias, enquanto em áreas mais afastadas ou protegidas é necessário participar de excursões autorizadas, como a excursão à Ilha Santa Fé, conhecida pela água cristalina e pela grande concentração de vida marinha.

– Observação de fauna
Outro grande destaque das Galápagos é a facilidade de observar animais em ambiente natural. Iguanas marinhas, aves endêmicas, leões-marinhos e tartarugas gigantes fazem parte do dia a dia das ilhas e podem ser vistos em trilhas, praias e centros de conservação.
Em Santa Cruz, a visita à Estação Científica Charles Darwin ajuda a entender os esforços de preservação e o impacto humano no ecossistema local. Já na Ilha Isabela, o Centro de Criação de Tartarugas permite acompanhar de perto o trabalho de proteção dessas espécies.
É importante lembrar que não é permitido tocar nos animais nem se aproximar além da distância indicada pelos guias e pela sinalização do parque.

– Trilhas guiadas e atividades
Algumas áreas do Parque Nacional Galápagos só podem ser visitadas com guia credenciado, com horários controlados e número limitado de visitantes.
Embora isso exija um pouco mais de planejamento, a experiência costuma ser muito mais enriquecedora, já que os guias explicam o comportamento dos animais e o funcionamento do ecossistema.
Além das trilhas tradicionais, há formas diferentes de conhecer as ilhas, como o tour de bicicleta pela Ilha Santa Cruz, que permite conhecer áreas rurais e paisagens naturais com tranquilidade, sempre respeitando as regras ambientais.

6. Regras ambientais que você precisa respeitar
Como ressaltamos mais acima, as Ilhas Galápagos têm regras rígidas de preservação, e não seguir essas normas pode gerar multa ou até expulsão de determinadas áreas.
Entre as principais regras estão:
• Não tocar nos animais
• Não alimentar a fauna local
• Não retirar pedras, areia ou qualquer elemento natural
• Permanecer apenas nas trilhas demarcadas
• Não usar drones sem autorização
Além disso, em muitos passeios é exigido o uso de calçados fechados e protetor solar biodegradável, justamente para reduzir impactos ambientais na área.
Nós sempre recomendamos ler atentamente as orientações dos guias e placas. As regras existem para garantir que o arquipélago continue preservado para as próximas gerações.

7. Alimentação nas Ilhas Galápagos
Em geral, a alimentação por lá é bem simples, baseada principalmente em frutos do mar, arroz, legumes e pratos tradicionais do Equador. Inclusive, é possível comer bem e experimentar pratos locais excelentes.
Nas ilhas mais visitadas, como Santa Cruz e San Cristóbal, há restaurantes diversos, desde locais bem básicos até opções mais arrumadas, especialmente nas áreas centrais e próximas ao porto.
Além do mais, peixes como atum, wahoo, além de lagosta, aparecem com frequência nos cardápios. Vale dizer que a lagosta é permitida apenas em épocas específicas do ano, então nem sempre estará disponível.
Para quem quer economizar, recomendamos os almoços executivos, conhecidos como almuerzos. Eles geralmente incluem sopa, prato principal e bebida, com preços mais acessíveis do que os restaurantes voltados ao turismo.
Você também pode visitar os mercados e lojinhas que vendem lanches, frutas, água e itens básicos, o que ajuda bastante a reduzir custos, principalmente para quem passa o dia fora em passeios ou trilhas.
É importante saber que os preços são mais altos do que no continente equatoriano, devido à logística de abastecimento das ilhas. Por isso, planejar algumas refeições simples e intercalar com restaurantes ajuda a manter o orçamento sob controle.

8. Hospedagem nas Ilhas Galápagos
A hospedagem nas Ilhas Galápagos está concentrada principalmente em Santa Cruz, San Cristóbal e Isabela. São nessas ilhas que ficam os hotéis, pousadas e serviços turísticos, já que a construção fora das áreas urbanas é bastante controlada.
Para reservar, o mais prático é usar essa plataforma que permite comparar preços, ver avaliações reais de outros viajantes, filtrar por localização e cancelar sem custo em muitos casos. Isso ajuda bastante, principalmente em um destino onde as vagas são limitadas e a diferença entre as hospedagens pode ser grande.
Em relação aos preços, espere valores mais altos, pois as hospedagens simples costumam ficar na faixa de US$ 40 a US$ 70 por noite. Hotéis de padrão intermediário, com mais conforto e boa localização, variam entre US$ 90 e US$ 180. Já opções mais completas podem passar de US$ 200 por noite, especialmente na alta temporada.
Santa Cruz tem a maior oferta e é a base mais prática para quem vai pela primeira vez. San Cristóbal é mais tranquila e compacta. Isabela tem menos opções e um ritmo mais calmo, mas exige reservar com antecedência.
Como dica final, vale priorizar hospedagens bem localizadas, próximas ao centro ou ao porto, para facilitar os deslocamentos e aproveitar melhor o tempo nas ilhas. Inclusive você pode ver todas as informações sobre hospedagens, até mesmo algumas opções de hotéis, em nossa matéria aqui!


9. Custos e dicas para planejar a viagem
Galápagos é um destino mais caro do que outros lugares do Equador, principalmente por causa dos voos internos, passeios guiados e taxas obrigatórias de entrada no arquipélago.
É fundamental levar dólares em espécie, já que nem todos os locais aceitam cartão e algumas taxas só podem ser pagas em dinheiro.
Na escolha da base, Santa Cruz é a ilha com melhor estrutura e maior oferta de serviços. San Cristóbal é mais compacta e tranquila. Isabela tem menos opções, mas oferece um ritmo mais calmo e natureza mais presente.
Os deslocamentos entre ilhas são feitos por ferry, com duração média de duas a três horas, ou por voos internos, que são mais rápidos, porém mais caros e com limite de bagagem.
Na mala, priorize roupas leves, calçado para caminhada, protetor solar biodegradável, chapéu e itens básicos de saúde. Muitos passeios exigem guia credenciado, então vale reservar as atividades principais com antecedência.

10. Quanto tempo ficar nas Ilhas Galápagos
As Ilhas Galápagos não são um destino para visitas rápidas. Por causa dos deslocamentos entre ilhas e da duração dos passeios, o ideal é reservar alguns dias só para o arquipélago.
Para uma primeira viagem, o tempo mais indicado é entre 7 e 9 dias. Esse período permite conhecer pelo menos duas ilhas com calma, fazer passeios de barco, trilhas e atividades aquáticas, sem correria.
Sendo assim, roteiros com menos de 6 dias costumam ser uma tanto limitados, enquanto viagens acima de 10 dias são mais indicadas para quem pretende incluir três ilhas ou fazer cruzeiros.

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