Como ir de Montevidéu a Buenos Aires: guia completo

Atravessar o Rio da Prata é uma das viagens mais clássicas da América do Sul, e dá pra ir de Montevidéu a Buenos Aires de várias formas: ferry direto, ônibus + ferry via Colonia del Sacramento, avião e até de carro. Cada opção tem um perfil diferente de tempo, preço e experiência, e nesse guia a gente abre tudo pra você escolher a melhor pra sua viagem.

A gente já fez esse trajeto de algumas formas diferentes e, sinceramente, não existe resposta única: tem dia que o ferry vence, tem semana que aparece uma promoção de avião quase no mesmo preço, e tem viajante que prefere transformar o deslocamento em passeio, parando em Colonia. Bora ver cada uma.

E não esquece: aqui no nosso guia completo de Montevidéu a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Comparativo rápido: qual opção escolher

Antes de entrar nos detalhes, olha um resumão:

  • Ferry direto (Montevidéu → Buenos Aires): em torno de 2h45 a 4h45. Mais prático e confortável, custo médio-alto.
  • Ônibus + ferry via Colonia del Sacramento: cerca de 4h30 a 5h no total. Costuma ser a opção mais barata e permite incluir Colonia no roteiro.
  • Avião: voo de 45 a 60 minutos, mas com tempo de aeroporto. Costuma ser o mais caro.
  • Carro + ferry: pra quem quer liberdade e fazer roteiro pela costa uruguaia.
  • Ônibus 100% terrestre: cerca de 8 horas. Cansativo e raramente vale a pena.

A nossa recomendação geral: se prioriza praticidade, vai de ferry direto. Se quer economizar e curtir o caminho, vai de ônibus + ferry via Colonia. Avião só compensa em promoção bem específica ou quando você está com o tempo super apertado.

Ferry direto Montevidéu – Buenos Aires

Essa é a forma mais usada pelos brasileiros, e por um motivo simples: você sai do centro de Montevidéu e chega no centro de Buenos Aires (Puerto Madero), sem se enrolar com deslocamento de/para aeroporto.

Duas empresas operam o trecho: a Buquebus, mais tradicional e com a maior frota, e a Colonia Express. O ferry mais rápido faz a travessia em cerca de 2h45, enquanto os barcos convencionais levam por volta de 4h30 a 4h45.

Ferry boat em Montevidéu

Os horários variam por temporada, mas costumam ter saídas a partir das 5h da manhã e a última por volta das 19h30/20h. Em muitos períodos, são dois ferries diretos por dia — um pela manhã e outro à noite.

Pra reservar com calma e comparar tudo no mesmo lugar, a gente usa esse comparador de ferry. Ele lista as datas, horários e categorias disponíveis e ajuda muito a evitar fila no porto pra comprar bilhete na hora — que, em alta temporada, vira pesadelo.

Existe também esse site que a gente usa em todas as viagens, que oferta a travessia em português e com pagamento em reais, parcelando e com cancelamento gratuito até pertinho da data. É uma mão na roda pra quem não quer mexer em site em espanhol.

Preços e como economizar

As tarifas variam bastante por época do ano, antecedência de compra e categoria do assento. De forma geral, ida simples costuma começar em torno de 50 € e sobe bem em alta temporada (verão, feriadões e janeiro). Reservar com antecedência é o segredo número um.

Documentos, check-in e bagagem

Brasileiros podem entrar com RG em bom estado (validade Mercosul) ou passaporte. Chega com pelo menos 2 horas de antecedência: o check-in tem raio-x de bagagem e a imigração de Argentina é feita lá em Montevidéu mesmo, então você desembarca em Buenos Aires já liberado.

A bordo tem poltrona tipo avião, lanchonete, duty free e vista do Rio da Prata. Se for no inverno, leva blusa: o vento no rio é forte e a área externa esfria bastante.

Ônibus + ferry via Colonia del Sacramento

Essa é, na nossa opinião, a opção com melhor custo-benefício — e ainda dá o bônus de passar por uma das cidades mais charmosas do Uruguai.

Funciona assim: você pega um ônibus na Terminal Tres Cruces, em Montevidéu, e segue até Colonia del Sacramento (cerca de 2h30 a 3h). Lá embarca no ferry, que cruza o Rio da Prata em cerca de 1h a 1h15 e te deixa em Puerto Madero, bem no centro de Buenos Aires. O tempo total fica entre 4h30 e 5h, somando os trechos e a conexão.

Em verão de alta temporada, há saídas espalhadas pelo dia (madrugada, manhã, início da tarde e final da tarde), tanto saindo de Montevidéu quanto voltando de Buenos Aires. Fora da alta, os horários reduzem, mas continua tendo combinação suficiente pra escolher.

Os pacotes combinados (ônibus + ferry) costumam sair mais baratos que o ferry direto e podem ser comprados pelo comparador de ferry ou também por esse site que a gente usa em todas as viagens, que tem o trecho completo em português e com pagamento em reais.

Dica de roteiro: dormir em Colonia

Se você tem tempo, vale muito comprar os trechos separados: faz Montevidéu–Colonia de ônibus, passa uma noite (ou pelo menos uma tarde inteira) curtindo o centro histórico de Colonia — que é Patrimônio Mundial da UNESCO — e só depois pega o ferry de Colonia pra Buenos Aires.

Atenção a um detalhe importante: nos pacotes combinados, as conexões entre ônibus e ferry são predeterminadas. Não dá pra chegar em Colonia, almoçar, passear e pegar o ferry mais tarde. Pra ter essa flexibilidade, tem que comprar os trechos separados mesmo.

Avião Montevidéu – Buenos Aires

O voo é curtinho: 45 a 60 minutos. A Aerolíneas Argentinas é a principal operadora, com cerca de 60 voos semanais entre Montevidéu (MVD) e os dois aeroportos de Buenos Aires.

Avião saindo de Montevidéu para Buenos Aires

Pra economizar, a gente sempre usa esse comparador de passagens aéreas, que varre as cias aéreas em segundos e mostra os melhores preços. Já apareceu ida e volta saindo por menos de 700 reais em períodos baratos, mas em alta temporada o valor sobe bem.

Aeroportos: AEP ou EZE?

Esse detalhe muda muita coisa e poucos viajantes prestam atenção. Em Buenos Aires, você pode aterrissar em dois aeroportos:

  • Aeroparque Jorge Newbery (AEP): pertinho do centro, a uns 7 km. Ideal pra essa rota.
  • Ezeiza (EZE): bem afastado, mais usado pra voos internacionais. Se cair aqui, prepare-se pra uns 45 minutos a 1h de táxi/transfer até o centro.

Quando for comprar, prioriza o Aeroparque (AEP) — o tempo total porta a porta diminui muito.

Quando o avião vale a pena

Vale principalmente em três casos: quando você tem pouquíssimo tempo, quando vai conectar com um voo internacional saindo de Buenos Aires, ou quando aparece promoção com preço parecido com o do ferry direto. Fora isso, considerando deslocamento até o aeroporto, check-in e imigração, o avião costuma levar quase o mesmo tempo total do ferry — e geralmente custa mais caro.

Carro próprio ou alugado + ferry

Se a sua ideia é fazer um road trip combinando Uruguai e Argentina (com paradas em Punta del Este, Piriápolis, Colonia, etc.), aí faz todo sentido alugar carro. Você dirige de Montevidéu até Colonia (cerca de 2h30 a 3h) e embarca com o veículo no ferry Colonia–Buenos Aires.

Carros em Montevidéu no Uruguai

Importante: as vagas de veículo no ferry são limitadas, então tem que reservar com antecedência informando que vai levar o carro. A tarifa do veículo é cobrada separadamente da dos passageiros.

Aluguel de carro (economize até 34%)

A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

E o ônibus 100% por terra?

Existe a opção de ir só por terra, atravessando uma das pontes de fronteira no interior (tipo Fray Bentos). Mas são cerca de 8 horas de viagem pra cobrir uma volta enorme — e você ainda perde a experiência de cruzar o Rio da Prata. Em quase nenhum cenário compensa.

Táxi e Uber: por que não recomendamos

Tecnicamente dá pra combinar um táxi ou Uber pra fazer o trajeto, mas a gente não indica. Os preços ficam altos (são quase 600 km por terra), nem todo motorista topa cruzar a fronteira, e você ainda fica preso ao carro de outra pessoa. Em viagens curtas dentro de Montevidéu ou Buenos Aires, são ótimos. Pra essa travessia, esquece.

Uber em Montevidéu

Seguro viagem pro Uruguai e Argentina

O atendimento médico fora do Brasil costuma sair caro, e qualquer imprevisto (uma queda, uma virose, uma bagagem extraviada) vira problema sério sem cobertura. A gente sempre cota em esse comparador de seguros, que mostra todas as seguradoras lado a lado e já vem com 18% de desconto exclusivo aplicado. Por algumas dezenas de reais ao dia, você viaja tranquilo.

Chip de celular pra usar internet nos dois países

Pra não ficar dependendo do Wi-Fi do hotel (e conseguir pedir Uber, abrir mapa e usar tradutor a hora que quiser), a gente sempre leva esse chip de viagem que a gente usa. Funciona em Uruguai e Argentina, você recebe em casa antes de viajar e já chega com internet ativa.

Erros comuns dos brasileiros nessa rota

A gente já viu (e cometeu) vários deles. Anota aí:

  • Deixar pra comprar ferry em cima da hora em alta temporada. Em janeiro e feriados prolongados, dá pra pagar até o dobro ou ficar sem lugar no horário que queria.
  • Achar que avião é sempre mais rápido. Com deslocamento até o aeroporto, check-in e imigração, o voo de 50 minutos vira 4-5 horas porta a porta, parecido com o ferry direto.
  • Confundir ferry direto com via Colonia. Vários viajantes compram pacote barato pensando que é barco direto e descobrem no aeroporto… digo, no porto, que tem trecho de ônibus até Colonia.
  • Não conferir o aeroporto de chegada. Comprar voo pra Ezeiza achando que é o Aeroparque pode custar caro em táxi e tempo perdido.
  • Tentar mudar o horário de uma conexão combinada. Nos pacotes ônibus + ferry, o horário é travado. Pra parar em Colonia, compra os trechos separados.
  • Não se agasalhar no inverno. O vento no Rio da Prata é forte, e muita gente quer ficar na área externa do ferry pra ver a paisagem e passa frio bobo.

Dicas pra economizar

  • Compra com antecedência — vale tanto pra ferry quanto pra avião. Quanto mais perto da data, mais caro.
  • Evita janeiro, feriadões e fins de semana prolongados. Outono e primavera têm preço bem mais amigável e o clima é ótimo nas duas capitais.
  • Inverno tem as melhores tarifas aéreas e ferries menos lotados — só leva agasalho.
  • Compara nos dois sentidos: às vezes o ônibus + ferry via Colonia sai bem mais barato que o ferry direto, mesmo levando mais tempo.
  • Olha sempre o aeroporto de chegada — voar pro AEP economiza tempo e dinheiro de transfer.

Curiosidades sobre a travessia

Montevidéu e Buenos Aires estão a cerca de 200 km em linha reta, mas o Rio da Prata no meio obriga a usar ferry ou avião. Esse rio é tão largo que, em muitos pontos, você não enxerga a outra margem — daí a sensação de estar atravessando um mar.

A rota é uma das conexões mais populares da América do Sul, com dezenas de travessias semanais e fluxo enorme de turistas brasileiros, principalmente no verão. Pra muita gente, cruzar o Rio da Prata de barco é parte essencial do roteiro pelo Cone Sul — uma experiência que avião nenhum substitui.

E aquela parada em Colonia del Sacramento? Vira muitas vezes a melhor lembrança da viagem. O centro histórico colonial, as ruas de paralelepípedo e o pôr do sol no Rio da Prata são imperdíveis pra quem topa transformar o deslocamento em mini-roteiro.

Onde ficamos em Montevidéu (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Em Montevidéu, duas regiões se destacam para os turistas. Uma delas é a Ciudad Vieja, ideal para quem quer ficar próximo a parte histórica da cidade. Repleta de museus, praças e o famoso Mercado del Puerto, é uma área animada e cheia de cultura. Outra opção é o bairro de Pocitos, conhecido por sua bela rambla à beira-mar, com muitos restaurantes e bares.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre como ir de Montevidéu a Buenos Aires

Qual é a forma mais barata de ir de Montevidéu a Buenos Aires?

Em geral, é o pacote combinado de ônibus + ferry via Colonia del Sacramento. Costuma sair mais em conta que o ferry direto e bem mais barato que o avião, principalmente fora da alta temporada.

Qual é a opção mais rápida?

No tempo total porta a porta, o ferry direto e o avião ficam muito próximos. O voo dura só 50 minutos, mas com deslocamento até o aeroporto, check-in e imigração você acaba gastando 4 a 5 horas no total, parecido com a travessia direta de ferry.

Preciso de passaporte pra ir do Uruguai pra Argentina?

Não. Brasileiros podem entrar com RG em bom estado (validade Mercosul) ou passaporte. Confere se o documento está legível e sem danos antes de viajar pra evitar dor de cabeça na imigração.

Em qual terminal o ferry chega em Buenos Aires?

Em Puerto Madero, uma região central e turística da cidade. Bem prático: você desce do barco e já está pertinho dos principais bairros como San Telmo, Microcentro e Recoleta.

Vale a pena parar em Colonia del Sacramento?

Vale muito. Colonia é Patrimônio Mundial da UNESCO e tem um centro histórico colonial encantador. Se quiser parar, é só comprar os trechos separados (Montevidéu–Colonia de ônibus e Colonia–Buenos Aires de ferry em horário posterior), porque nos pacotes combinados a conexão é travada.

Com quanta antecedência devo chegar no porto de Montevidéu?

Pelo menos 2 horas antes do embarque. O check-in do ferry tem raio-x de bagagem e imigração argentina, que é feita ali em Montevidéu mesmo. Em alta temporada, melhor ainda chegar 2h30 antes.

Posso pagar o ferry em cartão de crédito?

Sim. Tanto Buquebus quanto Colonia Express aceitam cartão. Comprando online por esse site, você ainda paga em reais e pode parcelar — evita IOF e fila no terminal.

Levar carro alugado no ferry compensa?

Compensa se você vai fazer road trip pela Argentina depois. Pra ficar só em Buenos Aires, não vale: estacionamento e trânsito na cidade são caóticos. Lembra que as vagas de veículo no ferry são limitadas e precisam ser reservadas com antecedência.

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No fim das contas, ir de Montevidéu a Buenos Aires é uma das melhores experiências do Cone Sul — e a forma de fazer essa travessia já faz parte da viagem. Cruzar o Rio da Prata de barco, vendo as duas capitais se aproximando aos pouquinhos, é algo que a gente recomenda viver pelo menos uma vez. Boa viagem!