
Se você tá planejando uns dias em El Calafate e bateu aquela vontade de cruzar a fronteira pra conhecer o famoso Parque Nacional Torres del Paine, no lado chileno da Patagônia, esse post é pra você. A gente vai explicar como funciona a excursão bate-volta, o que dá pra ver em um dia, quanto custa em média e os erros que a maioria dos brasileiros comete nesse passeio.
A primeira coisa que precisa ficar clara: Torres del Paine fica no Chile, longe de El Calafate, e o bate-volta é puxado — geralmente entre 14 e 16 horas de porta a porta. Você vai ver as montanhas de vários ângulos incríveis, mas não vai fazer os trekkings famosos (o W, o circuito O ou a trilha até a Base Torres). Isso é importante deixar combinado antes de fechar o passeio, pra ninguém ir esperando uma coisa e receber outra.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de El Calafate a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Vale a pena fazer o bate-volta de El Calafate até Torres del Paine?
Vale, mas com a expectativa certa. Quando a gente foi, o que mais surpreendeu foi a paisagem em movimento: a cada curva da estrada aparece um lago novo, um pico diferente, um guanaco pastando no acostamento. As Torres del Paine (três torres de granito com mais de 2.500 metros) e os Cuernos del Paine são montanhas que parecem cenário de filme, e os lagos turquesa (Pehoé, Nordenskjöld e Sarmiento) são daqueles que você fica sem acreditar que aquela cor existe na natureza.
Agora, se você é o tipo de viajante que quer fazer trilha pesada, ver a lagoa esmeralda aos pés das Torres, ou caminhar pelo Vale do Francês, esse bate-volta vai te frustrar. Pra isso, o jeito é planejar uma viagem com pernoite em Puerto Natales (a porta de entrada do parque do lado chileno) e dedicar pelo menos 3 ou 4 dias inteiros.
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Hotéis: Maior inventário + melhor preço + atencedência = 35%
Ingressos: Maior inventário + melhor preço + sem IOF e taxas = 16%
Seguro Viagem: Comparador + 16 empresas + cupom 18% = 42%
Chip: Melhor sinal + sem IOF e taxas = 12%
Carro: Comparador + 20 empresas + cupom 5% = 28%
Como funciona a excursão de 1 dia
O roteiro padrão das agências de El Calafate é mais ou menos esse: saída do hotel bem cedo, entre 5h e 6h da manhã, em van ou veículo 4×4. A travessia da fronteira costuma ser pelo passo Cancha Carrera / Cerro Castillo, com paradas pra carimbar passaporte nos dois postos (argentino e chileno). Já adianto: a fronteira pode demorar, principalmente em alta temporada.
Depois da fronteira, o passeio entra no parque pela região da Portería Laguna Amarga ou Sarmiento e começa o circuito panorâmico, com paradas em:
- Mirantes das Torres e dos Cuernos del Paine (vistas de longe, sem subir até a base);
- Lagos Sarmiento, Nordenskjöld e Pehoé, com aquela água turquesa que rende foto incrível;
- Cascata do Salto Grande, com mini-trilha de uns 20 minutos;
- Vista pro Glaciar Grey à distância, em alguns roteiros que incluem o setor Grey.
O almoço costuma ser em estilo box lunch (lanche montado pela agência) ou parada num refúgio/restaurante dentro do parque, paga à parte. A volta pra El Calafate é no fim do dia — espere chegar no hotel entre 21h e 23h.

Onde comprar a excursão (pagando em reais e sem IOF)
A gente sempre compra esse tipo de passeio antes de embarcar, pela internet, em vez de chegar na agência local e arriscar não ter vaga. E o site que a gente usa em todas as viagens é esse aqui, que tem a excursão a Torres del Paine saindo de El Calafate já com tudo organizado.
A grande vantagem é que o pagamento é em reais, sem IOF, e dá pra parcelar. Se você comprar direto no site oficial do parque ou de uma agência chilena, paga em moeda estrangeira, leva o IOF no cartão e ainda não consegue parcelar. Outras vantagens desse site:
- Cancelamento gratuito até 48h antes do passeio, então dá pra reservar sem medo se a previsão do tempo virar;
- Atendimento 24h em português, caso precise mudar alguma coisa;
- Os melhores preços do mercado pros passeios da região — ele é um dos maiores do mundo nesse tipo de tour.
O passeio normalmente inclui transfer ida e volta no hotel, transporte em veículo 4×4, guia bilíngue (espanhol/inglês) e almoço. O que não está incluso é o ingresso do parque, que precisa ser comprado à parte no sistema oficial Pases Parques — espere pagar em torno de US$ 30 a US$ 50 por pessoa pra estrangeiro não residente.
Confere aqui todos os passeios em El Calafate com pagamento em reais.
Quanto custa o passeio
Os preços variam bastante conforme época, agência e o que tá incluso, mas pra você ter uma referência: a excursão bate-volta panorâmica a Torres del Paine saindo de El Calafate costuma ficar entre R$ 700 e R$ 1.200 por pessoa, sem contar o ingresso do parque, refeições extras e taxas. Crianças de 6 a 11 anos pagam menos (uns 20% a 30% de desconto), e menores de 6 anos geralmente não são aceitos por causa da viagem longa.
O preço final muda dependendo de:
- Se o passeio é em grupo regular ou tour privado;
- Tipo de almoço (box lunch vs. restaurante);
- Se inclui mini-trilhas guiadas;
- Se a agência é argentina (saída de El Calafate) ou chilena (saída de Puerto Natales — costuma sair mais barato, mas exige pernoite no Chile).
Melhor época pra fazer o passeio
A melhor janela é a primavera e o verão patagônico, entre novembro e março. Os dias são longos (sol até quase 23h em dezembro/janeiro), o clima é menos hostil e as estradas estão liberadas. Ainda assim, esquece a ideia de “verão quente” — o vento é forte o ano inteiro e a temperatura raramente passa dos 20°C.
Outono e inverno (abril a setembro) trazem neve, estradas escorregadias e risco real de cancelamento por mau tempo. Algumas trilhas ficam fechadas: o circuito W em geral opera de novembro a abril, e o circuito O (Macizo Paine) só fica aberto entre novembro e abril. Vale conferir o status atualizado no site da CONAF antes de fechar a viagem, porque as regras mudam de tempos em tempos — em alguns períodos do ano, por exemplo, é exigido guia autorizado pra fazer a trilha até a Base Torres.
Documentos e fronteira: o que o brasileiro precisa saber
Pra cruzar a fronteira Argentina–Chile, brasileiro entra com RG em bom estado (com menos de 10 anos de emissão) ou passaporte. A gente sempre recomenda passaporte — evita dor de cabeça se o RG estiver gasto.
Atenção pra uma armadilha clássica: o Chile é rigoroso com alimentos na fronteira. Frutas, queijos, salames, mel, sementes e até barrinhas de cereal podem ser apreendidos e gerar multa salgada. A regra de ouro é: declare tudo ou jogue fora antes da fronteira. A gente errou nessa uma vez, levou uma fruta na bolsa sem perceber e quase teve dor de cabeça.
Se você for por conta própria de carro alugado, precisa pedir à locadora a autorização pra cruzar a fronteira e a Carta Verde (seguro obrigatório pra circular em país vizinho). Esses dois documentos costumam ter custo extra.
O que levar na mochila do dia
O parque é frio e ventoso, mesmo no verão. Roupa de “passeio de van” não resolve. Leve:
- Sistema de camadas: segunda pele, fleece e jaqueta corta-vento impermeável;
- Gorro, luvas e cachecol ou buff (sim, mesmo em janeiro);
- Óculos de sol e protetor solar — a radiação na Patagônia é forte e tem muita reflexão na neve e nos lagos;
- Bota ou tênis de trekking impermeável, pra encarar terreno irregular nos mirantes;
- Garrafa reutilizável e lanches, porque comida dentro do parque é cara;
- Câmera com bateria carregada — você vai usar bastante.
Aluguel de carro em El Calafate
Mesmo com excursão fechada, alugar um carro em El Calafate facilita muito o resto da viagem — tipo ir ao Perito Moreno no seu ritmo, ou conhecer outras paradas pela Ruta 40.
Aluguel de carro (economize até 34%)
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Seguro viagem: não dispensa
A região é remota e qualquer atendimento médico fora do Brasil sai caro — e na Patagônia, com trilhas, fronteira e estradas de ripio, o risco aumenta. A gente sempre fecha seguro antes de viajar, e a forma mais inteligente é usar esse comparador de seguros, que compara as melhores seguradoras do mercado num lugar só, com 18% de desconto exclusivo. Dá pra escolher o plano com a cobertura que faz sentido pra Patagônia (atendimento médico, bagagem, cancelamento) sem pagar caro.
Chip de viagem pra usar o celular o tempo todo
Ficar conectado na Patagônia é útil principalmente pra Maps, WhatsApp e checar o tempo. A gente sempre leva esse chip de viagem direto do Brasil — chega na sua casa antes de embarcar, só trocar no celular quando aterrissar. Sai bem mais barato que ativar roaming da operadora brasileira e muito mais prático do que correr atrás de chip local na fronteira.
Erros comuns dos brasileiros nesse passeio
- Subestimar a viagem: 14 a 16 horas de porta a porta é muita coisa. Não marque outro passeio pesado no dia anterior nem no seguinte;
- Achar que vai fazer o trekking das Torres: não dá em bate-volta. A trilha até a Base Torres leva o dia inteiro a pé, exige pernoite no parque;
- Roupa errada: vento e frio são intensos mesmo no verão;
- Levar alimentos proibidos pro Chile e cair em multa;
- Não levar dinheiro local: no Chile a moeda é o peso chileno. Cartão funciona, mas leve um pouco de pesos pra pequenos gastos;
- Pular o seguro viagem achando que “é só um dia”;
- Não conferir as regras atualizadas da CONAF: fechamentos sazonais e exigência de guia mudam de tempos em tempos.
Curiosidades pra contar na van
- O parque foi criado em 1959 e é Reserva da Biosfera da UNESCO desde 1978;
- Em 2012, um incêndio queimou cerca de 33 mil hectares — em algumas áreas dá pra ver a marca até hoje;
- A fauna típica inclui guanacos, raposas, pumas e o huemul (cervo chileno ameaçado);
- O Paine Grande, cume mais alto do maciço, tem quase 2.900 metros;
- O parque tem quatro zonas ecológicas: deserto andino, bosque subpolar, estepa patagônica e matagal pré-andino;
- Muita gente chama Torres del Paine de “oitava maravilha do mundo” — e quando você vê de perto, entende o motivo.
Onde ficamos em El Calafate (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro da cidade é onde estão os restaurantes, lojas, agências de turismo, bancos e feiras de artesanato. Portanto, se você deseja economizar em seu transporte pela cidade, nós indicamos que opte por se hospedar no centro de El Calafate. A região também abriga acomodações com um custo-benefício muito bom!
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre a excursão a Torres del Paine
Vale a pena ir a Torres del Paine em bate-volta de El Calafate?
Vale, se você quer só conhecer os mirantes e ver o parque de fora — vai sair com fotos lindas e uma boa noção da paisagem. Mas se a ideia é fazer trilha de verdade, planeje pernoite em Puerto Natales e dedique pelo menos 3 a 4 dias.
Quanto tempo dura a excursão saindo de El Calafate?
Entre 14 e 16 horas de porta a porta. Saída do hotel por volta de 5h ou 6h da manhã e retorno entre 21h e 23h, dependendo da fronteira e do clima.
Preciso de passaporte pra cruzar pro Chile?
Brasileiro pode entrar com RG em bom estado (menos de 10 anos de emissão), mas a gente sempre recomenda passaporte pra evitar problema na imigração.
O ingresso do parque tá incluso no passeio?
Normalmente não. O ingresso é comprado à parte no sistema oficial Pases Parques e custa em torno de US$ 30 a US$ 50 por pessoa pra estrangeiro não residente. Dá pra usar o ticket por até 3 dias consecutivos.
Dá pra fazer o trekking das Torres em bate-volta?
Não. A trilha até a Base Torres é de dia inteiro (cerca de 19 km ida e volta, em terreno pesado) e exige pernoite no parque ou em Puerto Natales.
Qual a melhor época pra fazer esse passeio?
Primavera e verão patagônico, de novembro a março, com dias longos e clima mais ameno. Fora desse período aumenta o risco de cancelamento por neve e mau tempo, além de algumas trilhas ficarem fechadas.
Pode levar comida na bagagem ao cruzar a fronteira?
O Chile é rigoroso: frutas, queijos, salames, mel e sementes são apreendidos. Declare ou descarte antes da fronteira. Multa é alta.
Crianças podem ir?
A maioria das agências aceita crianças a partir de 6 anos, com desconto no ingresso. Menores de 6 normalmente não são aceitos por causa da viagem longa de van.
Economize ao máximo na sua viagem à Argentina
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Veja nossa matéria de como viajar barato para a Argentina, com todas as dicas pra economizar ao máximo.
- Ingressos: saiba onde comprar os ingressos das atrações da Argentina da forma mais barata e segura.
- Carro: se tá pensando em alugar um carro, leia como alugar um carro em El Calafate pagando o menor preço possível.
- Pesos: conheça a melhor forma de levar dinheiro pra sua viagem, com os prós e contras de cada opção.
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- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em El Calafate pra saber qual é a melhor região.
- Seguro viagem: veja aqui as dicas pra conseguir o melhor e mais barato seguro viagem.
- Transfer: saiba aqui como reservar pelo menor preço.
Torres del Paine é um daqueles lugares que ficam marcados na memória. A gente saiu de lá com a sensação de que o bate-volta dá um gostinho do parque, mas que vale voltar com mais tempo pra fazer pelo menos a trilha até a Base Torres. Se essa for sua única chance de pisar lá, aproveita cada parada, leva roupa quente e tira muita foto — não é todo dia que se vê uma paisagem dessas.
