
Se você está montando um roteiro pela Itália, uma das dúvidas mais comuns é como ir de Roma para Florença sem perder tempo nem gastar à toa. A boa notícia é que esse trajeto é um dos mais fáceis do país — e a gente vai te mostrar todas as opções, com tempo, preço médio e os erros que mais derrubam brasileiro nessa rota.
Quando a gente fez esse trecho pela primeira vez, ficou impressionado: em pouco mais de 1h30 de trem a gente saiu do centro de Roma e desembarcou a poucos minutos a pé do Duomo de Florença. Sem aeroporto, sem mala rolando por estação distante, nada.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Roma a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Por que Florença vale o bate-volta (ou a parada)
Florença é berço do Renascimento e concentra obras de arte e arquitetura num centro histórico compacto, super caminhável. Dá pra ver muita coisa em um dia, mas confessamos: a cidade pede mais tempo.
O cartão-postal é o Duomo, a catedral com a cúpula projetada por Brunelleschi, ao lado do campanário de Giotto. E é em Florença que fica o Davi de Michelangelo, na Galleria dell’Accademia — uma das esculturas mais famosas do mundo.

Visão geral: Roma → Florença
A distância entre as duas cidades fica em torno de 230 a 275 km, dependendo se você considera linha reta ou a estrada. As opções de transporte são basicamente quatro:
- Trem de alta velocidade (Frecciarossa, Frecciargento e Italo) — o jeito mais rápido e prático.
- Trem regional ou Intercity — mais barato, porém mais lento.
- Ônibus rodoviário — a opção mais econômica.
- Carro — faz sentido só pra quem vai explorar a Toscana com calma.
- Avião (Roma Fiumicino → Florença Peretola) — quase nunca compensa pra quem já está no centro.
Resumindo o que vale pra 99% dos viajantes saindo do centro de Roma: trem é a melhor escolha em tempo, conforto e logística.
Roma a Florença de trem: o jeito mais indicado
O trem sai da estação central de Roma e chega bem no centro histórico de Florença. É de centro a centro, sem traslado longo pra aeroporto — por isso costuma ser o mais rápido considerando o tempo porta a porta.
No trem de alta velocidade, o trajeto entre Roma Termini e Firenze Santa Maria Novella leva em torno de 1h30 a 1h45. Já os trens regionais ou Intercity levam cerca de 3h a 3h30, mas custam menos.
A frequência é altíssima: tem dezenas de saídas por dia, com trens praticamente a cada 15 a 30 minutos nos horários de pico. Se você perde um, geralmente tem outro pouco depois.
Estações que você precisa conhecer
Em Roma, a principal é a Roma Termini, mais conveniente pra turista. A Roma Tiburtina também tem alta velocidade e pode ser útil dependendo de onde você está hospedado.
Em Florença, a estação central é a Firenze Santa Maria Novella (SMN), a poucos minutos a pé do Duomo. Alguns trens regionais param na Firenze Campo di Marte, que fica mais afastada — fica de olho pra não descer na estação errada achando que está no centro.
Quanto custa o trem de Roma a Florença
Os preços variam bastante conforme a antecedência, a classe e o tipo de trem. Pra te dar uma ideia das faixas médias:
- Alta velocidade (2ª classe / Standard): comprando com antecedência, costuma sair por volta de €20 a €30 o trecho. De última hora, pode chegar a €50 a €70.
- Classes superiores (Premium, Business, Executive): um incremento, ficando em torno de €40 a €90 ou mais.
- Regionais / Intercity: em torno de €20 a €40, com menos variação por horário, porém mais lentos.
A gente usa esse pesquisador de trens em todas as viagens pela Europa. É um dos maiores do mundo, mostra os horários de várias companhias de uma vez e ajuda a achar as melhores ofertas — bem mais fácil do que ficar pulando de site em site.

Como funciona na prática
O ideal é comprar online com antecedência pra garantir as tarifas mais baixas. Também dá pra comprar nas máquinas de autoatendimento ou nos guichês das estações, mas aí o preço tende a ser cheio.
Nos trens de alta velocidade, o assento já vem reservado no bilhete — é só procurar o número do vagão e da poltrona. Nos regionais, normalmente não tem reserva de assento e você senta onde quiser.
Confira sempre no bilhete o número do trem e o horário, e olhe nos painéis da estação qual é a plataforma (em italiano, binario). Chegar com 10 a 20 minutos de antecedência costuma ser suficiente.
Atenção a um detalhe: bilhetes impressos de trem regional comprados na estação geralmente precisam ser validados nas máquinas verdes/amarelas antes de embarcar. Bilhetes com assento marcado e e-tickets com QR code não precisam — o controle é feito a bordo.
As vantagens do trem
- Vai de centro a centro (Termini → SMN), sem traslado longo pra aeroporto.
- É o meio mais rápido na maioria dos casos, contando o tempo porta a porta.
- Alta frequência: perdeu um, tem outro logo.
- Conforto de sobra nos trens de alta velocidade: Wi-Fi, ar-condicionado, tomadas e até vagão restaurante.
Roma a Florença de ônibus: opção mais econômica
O ônibus é a alternativa mais barata, mas também a mais lenta: a viagem costuma levar de 4h a 5h. Uma das empresas que fazem o percurso é a Flixbus, e os ônibus costumam ser confortáveis.
Em Roma, as empresas geralmente saem da região da estação Tiburtina ou de pontos próximos. Em Florença, muitas chegam em áreas como Villa Costanza (terminal ligado por tram) ou perto das estações de trem.
Passagens promocionais às vezes começam em torno de €5 a €10, e o preço normal costuma girar em torno de €15 a €25 por trecho. Vale a pena considerar se o orçamento está muito apertado ou se você quer pegar um trecho noturno pra economizar uma diária de hotel.

Roma a Florença de carro: só pra quem quer rodar a Toscana
Ir de carro só de Roma a Florença, num bate-volta, não compensa: o trem é muito mais eficiente e você ainda esbarra na ZTL (zona de tráfego limitado) no centro de Florença, que rende multa pesada se você entrar sem autorização.
Agora, se a ideia é fazer uma road trip parando em cidades pelo caminho — como Orvieto, Montepulciano e Siena — aí o carro faz todo o sentido. O trajeto pela Autoestrada A1 (Autostrada del Sole), bem sinalizada e pedagiada, leva em torno de 3h30 a 4h sem paradas, numa distância de cerca de 270 a 300 km.
Em custos, conte com pedágios na faixa de €15 a €25, combustível entre €30 e €50 dependendo do carro, e estacionamento em Florença ao redor do centro saindo por uns €20 a €35 por dia.

Aluguel de carro (economize até 34%)
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Roma a Florença de avião: quase nunca compensa
O voo entre Roma Fiumicino (FCO) e Florença Peretola (FLR) leva uns 55 minutos no ar. Parece rápido, mas quando você soma o deslocamento até o aeroporto de Roma (30 a 60 minutos), a antecedência pro check-in e segurança (1h30 a 2h) e o trajeto do aeroporto de Florença até o centro (uns 20 minutos), o tempo total porta a porta facilmente chega a 3h ou mais — igual ou pior que o trem de alta velocidade.
As tarifas promocionais podem começar em torno de €40 a €60 sem bagagem, mas com mala despachada e os traslados de e pra aeroporto, o custo total costuma ficar mais alto que o trem, sem ganho real de tempo. Só faz sentido se você já estiver no aeroporto de Roma vindo de outro voo e quiser emendar direto pra Florença.
Excursão guiada de Roma a Florença
Pra quem prefere praticidade total, existe um passeio de dia inteiro que já inclui o trajeto de trem-bala entre as duas cidades, com assistência nas estações de Roma Termini e Florença Santa Maria Novella, mapa da cidade e tour a pé guiado por Florença. Dá pra incluir como opcionais os ingressos da Galeria Uffizi e da Galleria dell’Accademia, além de visita guiada por essas galerias.
A gente reserva esse tipo de passeio nesse site que usa em todas as viagens. É um dos maiores do mundo, com a vantagem de você pagar em reais (sem IOF) e poder parcelar. Outras vantagens:
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar a reserva sem custo algum.
- Atendimento em português: suporte 24h caso você precise de ajuda.
- Transfer: também dá pra reservar o transfer do aeroporto até o hotel, com o motorista te esperando com uma placa com seu nome — fácil e seguro, sem cair em golpe de táxi.
Vale conferir tudo no site e escolher as melhores facilidades já no ato da compra online.

Roteiro rápido pra um bate-volta em Florença
Se a ideia é ir e voltar no mesmo dia, a estratégia é pegar um trem cedo (por volta de 7h às 9h) saindo de Roma e voltar lá pelas 19h às 21h, garantindo o dia inteiro na cidade. Uma sugestão de ordem de visitas, tudo a pé:
- Saindo da estação SMN, dá pra começar pela Igreja de Santa Maria Novella e seu claustro, ali do lado.
- Caminhe até o Duomo, o Campanile de Giotto e o Batistério.
- Siga pra Piazza della Signoria e o Palazzo Vecchio.
- Reserve horário pra Galeria Uffizi (entrada com hora marcada).
- Passe pela Ponte Vecchio, à beira do rio Arno.
- Se sobrar tempo, vá à Galleria dell’Accademia (Davi) e suba ao Piazzale Michelangelo pra vista panorâmica — perfeito no fim de tarde.
Pra comer, a dica é provar uma bistecca alla fiorentina, degustar vinhos toscanos como Chianti e Brunello e fechar com um gelato artesanal perto do centro histórico.
Erros comuns de brasileiros nesse trajeto
- Deixar o trem de alta velocidade pra última hora: você paga bem mais caro e ainda corre o risco de encontrar trens lotados em alta temporada.
- Confundir estação: ir pra Roma Tiburtina com bilhete que sai de Termini (ou o contrário), ou descer em Florença na Campo di Marte achando que está no centro.
- Ignorar a ZTL de Florença: entrar de carro no centro histórico sem autorização rende multa que chega depois em casa.
- Achar que o avião compensa: estando no centro de Roma, quase sempre o trem é melhor.
- Não validar o bilhete de trem regional quando necessário e tomar multa a bordo.
- Subestimar o tempo até a estação em Roma e perder o trem.
Dicas práticas pra fechar o planejamento
Compre os trens de alta velocidade com antecedência, principalmente na primavera, no verão e em feriados, pra garantir tarifa melhor. Se for bate-volta, deixe a ida e a volta já compradas. Se for seguir viagem fazendo check-out em Roma e check-in em Florença, um trem por volta de 10h às 12h costuma ser confortável — evita correria de manhã cedo com mala e chegada muito tarde.
Antes de comprar, confira sempre o nome da estação de partida e de chegada, o tipo de trem (alta velocidade, Intercity ou regional) e a política de troca e cancelamento da tarifa escolhida. Uma coisa que a gente faz sempre é pegar um assento na janela: entre Roma e a Toscana, a paisagem de campos, colinas e vinhedos vale a pena.
Vale lembrar também que muita gente emenda Roma → Florença → Veneza só de trem, já que as três cidades são super conectadas por alta velocidade — dispensando completamente o carro.
E como a Itália está no espaço Schengen, o seguro viagem é obrigatório, com cobertura mínima de 30 mil euros. A gente sempre cota nesse comparador de seguros, que compara as principais seguradoras e já vem com desconto exclusivo nosso. Além de cumprir a exigência, te protege contra qualquer imprevisto médico, que fora do Brasil sai caríssimo.
Pra um trajeto desses entre Roma e Florença, ficar bem localizado nas duas cidades faz toda a diferença: você economiza tempo de transporte e fica perto das estações de trem. Olha aqui a melhor região pra se hospedar:
Onde ficamos em Roma (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Roma é no centro histórico da cidade. Isto porque apesar de ser uma região mais cara, é a mais turística, com várias opções de hotéis, e você estará próximo a diversas atrações imperdíveis.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre ir de Roma para Florença
Qual é a forma mais rápida de ir de Roma para Florença?
O trem de alta velocidade é a forma mais rápida. Ele liga Roma Termini a Firenze Santa Maria Novella em cerca de 1h30 a 1h45, indo de centro a centro, sem traslado pra aeroporto.
Quanto tempo leva o trem de Roma a Florença?
No trem de alta velocidade (Frecciarossa, Frecciargento ou Italo), o trajeto leva em torno de 1h30 a 1h45. Nos trens regionais ou Intercity, sobe pra cerca de 3h a 3h30, mas o preço é menor.
Quanto custa a passagem de trem de Roma a Florença?
Na alta velocidade em 2ª classe, comprando com antecedência, costuma sair por volta de €20 a €30. De última hora pode chegar a €50 a €70. Os trens regionais ficam em torno de €20 a €40.
Vale a pena ir de carro de Roma a Florença?
Só vale se você quiser parar em cidades pelo caminho, como Siena, Orvieto ou Montepulciano. Pra ir direto, o trem é muito mais eficiente e ainda evita a ZTL e o estacionamento caro do centro de Florença.
É possível fazer um bate-volta de Roma a Florença?
Sim, e é bem comum. Pegando um trem cedo (entre 7h e 9h) e voltando à noite (entre 19h e 21h), dá pra aproveitar o dia inteiro em Florença. Só não exagere na volta cedo demais.
Compensa ir de avião de Roma a Florença?
Quase nunca. Apesar do voo durar uns 55 minutos, somando deslocamento até o aeroporto, check-in, segurança e traslado em Florença, o tempo total porta a porta fica igual ou pior que o trem — e geralmente mais caro.
Em qual estação de Florença o trem chega?
A estação central é a Firenze Santa Maria Novella (SMN), a poucos minutos a pé do Duomo. Alguns trens regionais param na Firenze Campo di Marte, que fica mais afastada do centro.
Economize ao máximo na sua viagem a Roma
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No fim das contas, ir de Roma para Florença é simples: na grande maioria dos casos, o trem de alta velocidade resolve tudo com conforto e rapidez. A gente faria de novo sem pensar duas vezes — compra a passagem com antecedência, pega um assento na janela e curte o caminho. Boa viagem!
