
Se você tá indo pra El Calafate e quer dar uma espiada no Fitz Roy sem encarar uma trilha de 10 km, esse bate-volta a El Chaltén com Mirador de los Cóndores e Chorrillo del Salto é a melhor pedida. A gente fez esse passeio numa das viagens à Patagônia e dá pra dizer com tranquilidade: é a forma mais fácil de conhecer a ‘capital do trekking’ da Argentina em um único dia, com pouco esforço físico e vista de cinema.
Nessa matéria a gente te conta tudo: como funciona o passeio, quanto tempo leva, faixa de preço, melhor época, o que levar na mochila e os erros que a gente vê os brasileiros cometendo por lá. E não esquece: aqui no nosso guia completo de El Calafate a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Como funciona o passeio a El Chaltén saindo de El Calafate
El Chaltén fica a uns 220 km de El Calafate, pela mítica Ruta 40, com cerca de 3 horas de estrada por trecho. É uma vila pequena, encaixada no vale, dentro do Parque Nacional Los Glaciares, e ganhou o título de capital argentina do trekking porque quase todas as trilhas saem direto da rua principal — sem precisar de transporte extra.
O bate-volta clássico junta três coisas num dia só: o trajeto cenográfico pela Ruta 40 (com paradas pra fotografar o Glaciar Viedma e a estepe patagônica), a subida curtinha até o Mirador de los Cóndores (com vista pro Fitz Roy e pro Cerro Torre) e a trilha fácil até a cachoeira Chorrillo del Salto.

É o passeio ideal pra quem:
- Tem pouco tempo em El Calafate e quer ‘provar’ El Chaltén num dia só.
- Não tem preparo (ou paciência) pra encarar a Laguna de los Tres, que tem uns 20 km ida e volta.
- Quer ver o Fitz Roy de pertinho sem virar mochileiro nem dormir na vila.
Como é o roteiro do dia, na prática
A saída costuma ser cedo, entre 7h e 8h da manhã, com retirada no hotel em El Calafate. O dia inteiro dura entre 10h30 e 13h, com retorno previsto entre 20h e 21h.
- Saída pela Ruta 40, contornando o Lago Argentino, atravessando os rios Santa Cruz e La Leona e passando pelo Lago Viedma — com paradas fotográficas em mirantes como o do Glaciar Viedma.
- Chegada em El Chaltén e visita ao Centro de Interpretação de Parques Nacionais, no início da vila.
- Caminhada de cerca de 1 hora até o Mirador de los Cóndores, com vista panorâmica do Fitz Roy (~3.405 m), Cerro Torre (~3.133 m), as agulhas Mermoz, Saint Exupéry, Poincenot e a vilazinha lá embaixo.
- Pausa pra almoço em restaurante típico de El Chaltén (prato principal e uma bebida sem álcool inclusos na excursão; sobremesa e bebida alcoólica ficam por sua conta).
- Trilha fácil até a cachoeira Chorrillo del Salto — uns 20 metros de queda em meio a bosque de lengas e ñires.
- Tempo livre rapidinho na vila e volta pra El Calafate pela mesma Ruta 40.
Uma coisa que ninguém conta direito: a Ruta 40 tem trechos de tirar o queixo, então pega o lado da janela e mantém a câmera por perto. As paradas fotográficas valem muito a pena.
Onde comprar esse passeio sem dor de cabeça
A gente já testou várias plataformas e a que a gente sempre usa pra ingressos e passeios é esse site aqui, um dos maiores do mundo. As vantagens que fazem diferença:
- Pagamento em reais, sem IOF e parcelado em até 12x — comprando no site oficial da agência argentina você cai no câmbio do dia mais IOF.
- Cancelamento gratuito até pouco tempo antes — útil pra clima patagônico, que muda do nada.
- Atendimento 24h em português, qualquer perrengue você resolve por chat.
- Costuma ser mais barato que comprar na bilheteria ou direto com agência local — e garante a vaga, que esgota rapidinho na alta temporada.
Vale comprar com antecedência (semanas antes, idealmente), porque na alta temporada o passeio enche e o preço sobe nos últimos dias.

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Hotéis: Maior inventário + melhor preço + atencedência = 35%
Ingressos: Maior inventário + melhor preço + sem IOF e taxas = 16%
Seguro Viagem: Comparador + 16 empresas + cupom 18% = 42%
Chip: Melhor sinal + sem IOF e taxas = 12%
Carro: Comparador + 20 empresas + cupom 5% = 28%
Mirador de los Cóndores: a trilha mais fácil com vista do Fitz Roy
A trilha começa atrás do Centro de Interpretação de Parques Nacionais, na entrada de El Chaltén. É uma subida suave, mas constante, de cerca de 1 hora até o mirante. Dá pra fazer com condicionamento básico — não precisa ser trilheiro.
Lá em cima, o cenário é aquele clássico de cartão-postal: cordilheira inteira aberta na sua frente, o Fitz Roy dominando à direita, o Cerro Torre mais ao centro e a vila inteirinha encaixada no vale lá embaixo. Em dia de céu aberto, é uma das vistas mais bonitas que a gente já viu na Patagônia.
Tem uma coisa que vale saber: o Fitz Roy é caprichoso com nuvens. Dia nublado, ele simplesmente some atrás de uma nuvem baixa. Por isso, se possível, escolha uma data com previsão de tempo bom — e tenha um plano B caso o clima feche.
Chorrillo del Salto: a cachoeira escondida no bosque
Saindo do mirante, o tour segue pra essa cachoeirinha encantadora de cerca de 20 metros, formada por água de degelo e cercada de bosque patagônico. A trilha é fácil, quase plana, e na excursão você caminha só uns 10 a 30 minutos da área de estacionamento até o pé da queda.
Quem faz por conta própria a partir do centro de El Chaltén anda uns 3 km só de ida (6 km ida e volta), saindo do final da Avenida San Martín, no mesmo ponto onde começa a trilha pra Laguna de los Tres. Pega o caminho da direita, margeando o Río de las Vueltas, e logo entra num trecho exclusivo pra pedestres dentro da floresta.
Detalhe legal: no inverno, com temperaturas bem negativas, a cachoeira pode congelar parcial ou totalmente, virando um bloco cenográfico de gelo. No verão, alguns malucos tiram as botas e enfiam os pés na água gelada — coragem é com você.
Quanto custa esse bate-volta (faixa de preço)
Os valores variam muito por causa da inflação argentina, então melhor pensar em faixas aproximadas:
- Passeio completo de dia inteiro (El Chaltén + Mirador de los Cóndores + Chorrillo del Salto) saindo de El Calafate: costuma ficar entre US$ 100 e US$ 130 por pessoa, com transfer, micro-ônibus, guia bilíngue e almoço inclusos.
- Não inclui: bebidas alcoólicas, sobremesa, gorjetas, gastos pessoais e eventuais taxas de parque (que mudam de tempos em tempos).
- Comprando com antecedência e em reais (no site que a gente indicou), você foge do IOF e ainda pode parcelar.
Fica esperto: comprar na bilheteria, em pesos, com cartão internacional, costuma sair mais caro por causa do IOF e do câmbio ruim. Antecedência paga menos.
Melhor época pra fazer o passeio
A região funciona o ano inteiro, mas a experiência muda bastante:
- Primavera e verão (outubro a março): dias longos, temperaturas mais amenas, trilhas sem neve e mais chance de céu aberto. É a janela mais confortável pro brasileiro. Em compensação, é alta temporada — mais gente nas trilhas e preços um pouco mais altos.
- Outono (abril e maio): o bosque vira um espetáculo de tons de vermelho, amarelo e laranja. Visual incrível pra fotos, mas dias mais curtos e frio chegando.
- Inverno (junho a agosto): temperaturas rigorosas, chance de neve e gelo nas trilhas, Chorrillo del Salto possivelmente congelada. Cenário único, mas exige roupa térmica de verdade, bastões e atenção redobrada com piso escorregadio.
Pra maioria dos brasileiros, novembro a março é o período mais tranquilo de aproveitar.
O que levar na mochila (esse é o erro mais comum)
O clima na Patagônia muda do nada — sol forte, vento gelado, nuvem baixa, chuvinha rápida, tudo no mesmo dia. A gente já viu gente passando frio com casaco de algodão e vento batendo direto. Vai assim:
- Calçado fechado e com aderência: tênis confortável ou bota de trekking. Tênis liso de cidade é receita pra escorregão, principalmente em cascalho ou trecho úmido.
- Camadas: camiseta básica + fleece ou segunda pele + jaqueta corta-vento impermeável. Calça leve (de trekking ou similar), nada de jeans grosso que demora pra secar.
- Gorro, luvas finas e cachecol/buff mesmo no verão — o vento patagônico engana.
- Óculos de sol e protetor solar: o sol bate forte mesmo com frio e a altitude potencializa.
- Mochila média com água (1,5L por pessoa) e lanche. Mesmo com almoço incluído, as trilhas levam horas e não tem ponto de venda no caminho.
- Bastões de trekking, principalmente no inverno (algumas agências emprestam, vale perguntar antes).
- Câmera ou celular com bateria cheia e, se possível, power bank — o frio drena a bateria rapidinho.
Erros que os brasileiros mais cometem por lá
- Subestimar o clima: ir de jeans e casaco leve achando que é frio ‘normal’. Não é. O vento patagônico passa por baixo da roupa se não for corta-vento.
- Confiar só no almoço da excursão: as trilhas levam horas e a fome bate antes do horário. Leva barrinha, fruta, sanduíche.
- Calçado errado: tênis liso de academia escorrega feio em cascalho. Bota ou tênis com solado bom resolve.
- Achar que é passeio de fotinho de estrada: as trilhas são fáceis, mas levam tempo. Quem tá esperando ‘desce do ônibus, foto, sobe de novo’ se decepciona.
- Não olhar a previsão do tempo: em dia de nuvem baixa, o Fitz Roy some. Se der pra escolher a data, escolhe um dia de céu limpo.
- Marcar voo apertado no mesmo dia: o retorno é entre 20h e 21h, e atrasos por clima/estrada acontecem. Não marca nada pra noite.
- Esperar a estrutura de El Calafate em El Chaltén: a vila é pequena, com serviços limitados. Esquilibre suas compras importantes em El Calafate.
Dicas insider que fazem diferença
A gente errou nessa numa primeira vez: marcou outro passeio pra manhã do dia seguinte ao bate-volta e chegou em El Calafate exausto, com um sono pesado. Reserve um dia inteiro só pra isso e, no dia seguinte, algo mais leve.
Se você tem 2 ou 3 noites extras no roteiro, vale considerar dormir em El Chaltén em vez de fazer o bate-volta. Você ganha tempo pra trilhas maiores (Laguna Capri, Laguna de los Tres) e ainda pega o pôr do sol no Mirador de los Cóndores, que é um espetáculo à parte. Mas pra quem tá com tempo curto, o bate-volta resolve muito bem.
Seguro viagem pra Patagônia: vale muito
Atendimento médico na Argentina pra estrangeiro pode sair caro, e em destino de trilha como El Chaltén o risco de torção, queda ou frio extremo é real. Sem contar atraso de voo, perda de bagagem e cancelamento — coisa que rola com mais frequência do que a gente imagina nesses voos pra Patagônia.
A gente sempre contrata pelo esse comparador de seguros, que junta as principais seguradoras do mercado e já vem com 18% de desconto exclusivo pelo link. Compara preço e cobertura entre as melhores, paga em reais e parcela — é o jeito mais simples de garantir uma boa cobertura sem pagar caro.
Chip de viagem: pra não ficar offline na Ruta 40
Trechos da Ruta 40 entre El Calafate e El Chaltén têm sinal bem ralo, mas em El Chaltén e El Calafate funciona bem. Pra usar Google Maps, WhatsApp e mandar foto pra família sem pagar fortuna de roaming, a gente usa esse chip de viagem. Você compra no Brasil, ativa quando chegar e já sai do aeroporto conectado, sem precisar comprar SIM local nem pagar pacote de roaming caríssimo da sua operadora.
Onde ficamos em El Calafate (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro da cidade é onde estão os restaurantes, lojas, agências de turismo, bancos e feiras de artesanato. Portanto, se você deseja economizar em seu transporte pela cidade, nós indicamos que opte por se hospedar no centro de El Calafate. A região também abriga acomodações com um custo-benefício muito bom!
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o passeio a El Chaltén
Vale mais a pena fazer o bate-volta ou dormir em El Chaltén?
Depende do seu tempo. Se você tem só 3 ou 4 dias em El Calafate, o bate-volta resolve bem e te dá uma boa amostra. Se tem 6 dias ou mais, dorme pelo menos 2 noites na vila pra fazer trilhas maiores como Laguna de los Tres e Laguna Capri.
Qual o nível de dificuldade das trilhas?
Bem tranquilo. O Mirador de los Cóndores é uma subida suave de cerca de 1 hora — quem tem condicionamento básico faz. O Chorrillo del Salto é quase plano, fácil até pra quem não tá acostumado a caminhar. Nada de trilha técnica nem subida íngreme.
Crianças podem fazer esse passeio?
Sim, mas geralmente a idade mínima na excursão é de 6 anos. Pra crianças menores, ou você vai por conta com carro alugado, ou deixa pra fazer trilhas mais curtinhas só na vila.
O que acontece se chover ou estiver nublado?
O passeio costuma rolar com chuva leve ou tempo fechado, mas o Fitz Roy pode sumir atrás das nuvens. Comprando com cancelamento gratuito, você consegue remarcar sem dor de cabeça se a previsão fechar.
É possível fazer esse passeio por conta própria, sem excursão?
Sim, alugando carro em El Calafate. A vantagem é que você controla o ritmo, pode parar onde quiser e ainda fica na vila o tempo que preferir. A desvantagem é dirigir 6 horas no total e perder o conforto do guia explicando a região.
Preciso de ingresso pra entrar no parque em El Chaltén?
A política do Parque Nacional Los Glaciares no setor El Chaltén tem variado ao longo do tempo — em geral o acesso às trilhas da vila tem sido mais flexível que o setor do Perito Moreno. Como o valor muda, vale conferir com a agência ou no centro de visitantes no dia. Em excursões organizadas, qualquer taxa adicional costuma ser informada na hora da compra.
Dá pra ver o Fitz Roy do Mirador de los Cóndores mesmo?
Dá sim, em dia de céu aberto a vista é espetacular: Fitz Roy, Cerro Torre e as agulhas todas em primeiro plano. Em dia de nuvem baixa, a cordilheira pode ficar parcial ou totalmente encoberta — é a roleta patagônica.
O almoço do passeio é bom?
Costuma ser um almoço simples em restaurante local, com prato principal e uma bebida sem álcool. Não espera alta gastronomia, mas mata a fome bem depois da caminhada. Sobremesa, bebida alcoólica e gorjeta ficam por sua conta.
Economize ao máximo na sua viagem a El Calafate
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Esse bate-volta é um daqueles passeios em que a gente sai do ônibus já querendo voltar com mais tempo. Se for sua primeira vez na Patagônia, vai com expectativa aberta pro clima, mochila bem montada e câmera carregada — porque mesmo em dia nublado, a Ruta 40 e a cara escondida do Fitz Roy já valem a viagem.
