
Se você tá planejando ir pra El Calafate em janeiro, esse post é pra você. A gente reuniu tudo o que precisa saber sobre o clima, os passeios, os preços e os detalhes que ninguém conta sobre viajar pra Patagônia no auge do verão.
É um dos melhores meses pra encarar o Perito Moreno, mas também é o mais cheio e mais caro do ano. Dá pra aproveitar demais desde que você se planeje com antecedência — e é justamente aí que muita gente escorrega.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de El Calafate a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Como é o clima de El Calafate em janeiro
Janeiro é pleno verão patagônico. Os dias são bem longos: amanhece por volta das 5h30 e escurece só perto das 23h. Isso muda muito a dinâmica da viagem — dá pra encaixar mais passeios, jantar tarde e ainda caminhar pelo centro com claridade.
As temperaturas médias ficam em torno de 7 ºC de mínima e 15 ºC de máxima, com alguns dias mais ensolarados chegando perto de 18-20 ºC. Parece agradável no papel, mas tem um detalhe: o vento patagônico é forte e constante, e a sensação térmica costuma ser bem mais fria que o termômetro mostra.
Quando a gente foi, o erro clássico foi subestimar o frio no glaciar. Mesmo com 15 ºC na cidade, chegando na parede de gelo, com vento batendo, era outra história — sem gorro e luva, ninguém aguenta muito tempo parado tirando foto.
O que levar na mala pra janeiro
A dica de ouro é o esquema “cebola”: várias camadas que você vai tirando e colocando conforme o dia muda.
- Segunda pele (blusa térmica) pros passeios ao glaciar.
- Fleece ou blusa de lã como camada do meio.
- Jaqueta corta-vento impermeável — essa é a mais importante.
- Calça confortável (de preferência corta-vento).
- Gorro, luvas e cachecol, mesmo em pleno verão.
- Tênis ou bota impermeável.
- Óculos escuros e protetor solar potente (o sol reflete no gelo e queima a cara sem dó).
- Uma roupa mais leve pros dias que esquentam na cidade.
Alta temporada: o que muda em janeiro
Janeiro é o mês mais cheio e mais caro do ano em El Calafate, junto com fim de dezembro e fevereiro. A cidade fica lotada, os hotéis sobem de preço e passeios-estrela como o Mini Trekking e o Big Ice no Perito Moreno esgotam com muita antecedência.
A recomendação universal é planejar com pelo menos 6 meses de antecedência. Quem tenta decidir em cima da hora paga bem mais caro ou fica sem vaga nos passeios mais legais.
Uma coisa que a gente sempre reforça: compre os passeios pela internet antes de viajar. Além de garantir a vaga, sai bem mais barato do que comprar na bilheteria em pesos, com câmbio ruim e o risco de já ter esgotado.
Onde comprar os passeios pagando mais barato
A gente usa muito esse site que a gente usa em todas as viagens pra comprar ingressos e passeios. É um dos maiores do mundo, tem praticamente tudo de El Calafate — navegação pelos glaciares, Glaciarium, transfer do aeroporto, city tours.
A grande vantagem é que dá pra pagar em reais, sem IOF, e ainda parcelar. Comprando direto no site oficial da atração, você paga em pesos, leva IOF de 3,5% e não parcela. E ainda tem outras vantagens:
- Cancelamento gratuito em boa parte dos passeios.
- Suporte 24h em português, caso precise mudar alguma coisa.
- Tem free tours na maioria das cidades turísticas — você só paga uma gorjeta pro guia no fim.
- Também dá pra reservar transfer do aeroporto, o que evita golpe de táxi e chega tudo organizado (motorista te espera com placa no desembarque).
Vale a pena entrar e comparar os preços dos principais passeios antes de fechar qualquer coisa.
Quantos dias ficar em El Calafate
Pra dar tempo dos imperdíveis sem correria, a recomendação é ficar 3 dias inteiros (4 pernoites). Divide mais ou menos assim:
- Dia 1: Glaciar Perito Moreno (passarelas + safari náutico ou Mini Trekking).
- Dia 2: Navegação pelos glaciares do Lago Argentino (Upsala, Spegazzini).
- Dia 3: Cidade, Glaciarium, Laguna Nimez e um passeio mais leve.
Tentar encaixar tudo em 2 dias é um erro clássico — o pessoal chega achando que dá, mas o Perito Moreno já toma o dia inteiro, e a navegação idem. Sem contar quem quer esticar até El Chaltén, que aí precisa somar mais dias no roteiro.
O que fazer em El Calafate em janeiro
Glaciar Perito Moreno (o passeio-estrela)
É a razão de El Calafate existir no mapa do turismo. O Perito Moreno é uma geleira gigantesca — 6 km de largura, 60 m de altura e mais de 250 km² de área — e um dos poucos do mundo considerado estável, sempre em movimento. Isso rende os famosos desprendimentos de blocos que caem no lago com um estrondo absurdo.
Ele fica no Parque Nacional Los Glaciares, a cerca de 80 km da cidade (1h30 de estrada). O parque abre o ano todo. A entrada pra estrangeiro é paga em dinheiro no portão e o valor é reajustado com frequência por causa da inflação argentina — vale conferir o preço atualizado antes de ir.

Existem várias formas de conhecer o Perito Moreno:
- Passarelas e mirantes: a versão mais simples e acessível pra todas as idades. Você anda pelas passarelas de frente pra parede de gelo e vê os desprendimentos de vários ângulos.
- Safari Náutico: um barco que chega bem pertinho da parede do glaciar. Passeio curto, funciona o ano todo e costuma ser incluído em pacotes.
- Mini Trekking: caminhada guiada sobre o gelo com crampons, cerca de 1h30 em cima do glaciar. Rola de julho a fim de maio — em janeiro tá aberto. Tem restrição de idade, então famílias com crianças pequenas às vezes descobrem tarde demais que não dá.
- Big Ice: a versão pesada, com 4h de caminhada no gelo. Opera de 15 de setembro a 30 de abril. Exige bom preparo físico e é bem mais caro que o Mini Trekking.
Navegação pelos glaciares do Lago Argentino
Além do Perito Moreno, o Lago Argentino tem outros glaciares monstruosos que só dá pra ver de barco — os principais são o Upsala e o Spegazzini. A navegação mais popular é a Ríos de Hielo, que leva o dia inteiro.
Uma dica: não marque outro passeio no mesmo dia. O barco sai cedo e volta no fim da tarde, e é bem cansativo (no bom sentido). Vale ir preparado com casaco pesado — no meio do lago, com vento, esfria muito.
Glaciarium — o museu do gelo
O Glaciarium é um museu interativo super bem feito sobre as geleiras da Patagônia. Tem maquetes, filmes, painéis explicando como as geleiras se formam e o que as mudanças climáticas estão fazendo com elas. No subsolo rola o famoso bar de gelo (é opcional e sai à parte).
Fica a cerca de 6 km do centro. Comprando o ingresso por esse link aqui, já vem com transfer ida e volta desde a Secretaria de Turismo — resolve o transporte sem estresse.
É um ótimo programa pra dia de vento forte ou pra emendar depois de um passeio pesado ao glaciar, quando você quer algo mais leve.

Reserva Laguna Nimez
Fica às margens do Lago Argentino, a apenas 1 km do centro — dá pra ir a pé. É uma reserva natural com trilhas leves onde você observa aves como flamingos, cisnes-de-pescoço-preto e o ganso cauquén.
Programa perfeito pra meio período em janeiro, quando o clima tá mais ameno. Leva binóculo se tiver e câmera pra fotografar — a taxa de entrada é baixinha e vale muito o custo-benefício.
Andar pelo centro e provar o calafate
A Avenida del Libertador concentra a vida da cidade: restaurantes, chocolaterias, casas de câmbio, lojas de artigos de montanha e agências de turismo. É um passeio agradável pro fim de tarde — como escurece só perto das 23h, dá pra sair pra caminhar depois das 21h com o sol ainda aparecendo.
Aproveita pra provar os doces, licores e sorvetes feitos com o calafate, a frutinha azul escura que dá nome à cidade. Diz a lenda local que quem prova sempre volta à Patagônia.
Balcones de El Calafate
São mirantes naturais mais altos da cidade, com vista panorâmica do Lago Argentino, da Cordilheira dos Andes e ainda dá pra ver de longe o Fitz Roy e o Cerro Torre. O acesso é por estrada íngreme, então costuma ser feito em passeios com carro 4×4 fechados com agência.
Onde ficamos em El Calafate (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro da cidade é onde estão os restaurantes, lojas, agências de turismo, bancos e feiras de artesanato. Portanto, se você deseja economizar em seu transporte pela cidade, nós indicamos que opte por se hospedar no centro de El Calafate. A região também abriga acomodações com um custo-benefício muito bom!
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Parque Nacional Los Glaciares — dicas gerais
O parque tem cerca de 726 mil hectares e é onde ficam praticamente todas as atrações naturais de El Calafate. Algumas dicas pra aproveitar bem:
- Use roupas confortáveis e em camadas — você vai passar horas lá dentro.
- Leve água, boné, óculos escuros e muito protetor solar.
- Se for de carro alugado no inverno ou início da primavera, peça correntes na locadora pra não derrapar no gelo — em janeiro geralmente não precisa, mas é bom confirmar.
- Preserve o meio ambiente e respeite todas as sinalizações.

Aluguel de carro em El Calafate
El Calafate é uma cidade bem espalhada, e várias atrações ficam fora do centro — Perito Moreno, Glaciarium, Balcones, e ainda tem o pessoal que emenda com El Chaltén (a 3h de estrada). Se você curte liberdade e não quer depender só de tours fechados, alugar carro compensa muito.
A principal dica pra economizar é usar esse comparador de carros. Ele compara o preço em todas as principais locadoras e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site.
Outra vantagem é o pagamento em reais, sem IOF, e dá pra parcelar em até 12x. O atendimento é 24h em português e tem sede no Brasil. A gente já economizou muito por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Hertz e Localiza, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Erros comuns de brasileiros em janeiro
Alguns tropeços clássicos que a gente vê o pessoal cometer:
- Subestimar o frio do “verão”: muita gente leva roupa leve demais achando que janeiro é janeiro. Passa frio no passeio ao glaciar e ainda perde momentos importantes se protegendo em vez de curtir.
- Não reservar passeios com antecedência: Mini Trekking, Big Ice e navegações esgotam vários dias antes em janeiro.
- Ir sem pesos em espécie: a entrada do parque costuma ser paga em dinheiro no portão. E em momentos de instabilidade, nem todo lugar aceita cartão sem problemas.
- Superlotar o roteiro: tentar fazer Perito Moreno, navegação pelos glaciares e ainda El Chaltén em 2 dias é receita pra frustração.
- Esquecer o sol: a reflexão no gelo é forte e queima a cara rapidinho. Sem protetor e óculos escuros, você sai com dor de cabeça.
- Não checar restrição de idade nos trekkings: família com criança pequena descobre na hora que não pode subir no gelo.
Com criança, o ideal é ficar nas passarelas do Perito Moreno e no Safari Náutico — que a criançada adora — e complementar com Glaciarium e Laguna Nimez, que são passeios mais tranquilos.
Ficar bem localizado faz toda diferença em El Calafate: perto do centro você anda a pé até restaurantes, agências e Laguna Nimez, e economiza tempo (e táxi) todos os dias. Olha aqui a melhor região pra se hospedar:
Seguro viagem pra El Calafate
Numa viagem com trekkings, caminhadas, exposição ao frio e passeios de barco, seguro viagem não é frescura — é necessário. Atendimento médico na Argentina, mesmo não sendo caro como nos EUA, pode virar dor de cabeça se você não tiver cobertura, ainda mais em cidade pequena como El Calafate.
A gente sempre compra por esse comparador de seguros, que já vem com 18% de desconto exclusivo pra quem entra pelo link. Ele compara todas as principais seguradoras e você escolhe a cobertura que faz mais sentido pro seu perfil.
A dica é fechar cobertura mais robusta pensando nas atividades de aventura — vale muito o custo-benefício.
Chip de celular internacional
Ficar conectado em El Calafate ajuda muito: mapa, GPS, comunicação com agências, tradutor e ainda pra postar as fotos absurdas do Perito Moreno. Fazer roaming pela operadora brasileira sai caríssimo.
A solução mais fácil é esse chip de viagem que a gente usa. Você recebe em casa antes de embarcar, chega em El Calafate, coloca no celular e já tá conectado. Sem depender de wi-fi de hotel, sem estresse de comprar chip local em pesos.
Perguntas frequentes sobre janeiro em El Calafate
Vale a pena ir a El Calafate em janeiro?
Sim, é a melhor época do ano em termos de clima e disponibilidade de passeios. Tudo tá aberto, os dias são longuíssimos e as temperaturas são as mais amenas do ano. O contra é o preço mais alto e a cidade cheia.
Faz frio em El Calafate em janeiro?
Faz, sim — mesmo sendo verão. As temperaturas ficam entre 7 ºC e 15 ºC em média, e o vento patagônico deixa tudo mais frio na sensação. Vá preparado com casaco corta-vento, gorro e luvas.
Quantos dias são ideais pra El Calafate?
O recomendado é 3 dias inteiros (4 noites) pra dar tempo do Perito Moreno, uma navegação pelos glaciares e conhecer a cidade sem correria. Quem quer esticar até El Chaltén precisa somar mais 2-3 dias.
Precisa de dinheiro em espécie em El Calafate?
Sim, especialmente pesos argentinos pra pagar a entrada do Parque Nacional Los Glaciares (só dinheiro no portão) e pra pequenas despesas em locais que às vezes têm problemas de maquininha. Muita coisa aceita cartão, mas ter uma reserva em dinheiro salva.
Como ir do aeroporto até o centro de El Calafate?
O aeroporto fica a cerca de 20 km do centro, uns 20-30 minutos de carro. As opções são táxi/remise (carro com motorista) ou transfer compartilhado reservado com antecedência. O transfer costuma sair mais em conta e evita surpresa no câmbio.
Dá pra ir do Perito Moreno por conta própria?
Dá, seja com carro alugado ou pegando ônibus regular a partir do terminal de El Calafate. Mas a maioria opta por tour com transporte incluído porque simplifica muito: você não se preocupa com estrada, estacionamento e horário de retorno.
Crianças podem fazer o Mini Trekking?
Não. O Mini Trekking tem restrição de idade — costuma ser a partir de 10 anos, e o Big Ice a partir de 18 anos. Pra família com crianças menores, o programa ideal é passarelas do Perito Moreno + Safari Náutico + Glaciarium.
Economize ao máximo na sua viagem a El Calafate
- Guia completo: confere o guia de El Calafate com tudo atualizado pra planejar sua viagem gastando menos.
- Economizando: quer aproveitar melhor o orçamento? Não deixe de ler como viajar barato para a Argentina.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações da Argentina da forma mais barata e segura.
- Carro: se pensa em alugar, leia como alugar um carro em El Calafate pelo menor preço.
- Dinheiro: conheça a melhor forma de levar dinheiro pra sua viagem.
- Celular: garanta um chip internacional ainda no Brasil clicando aqui.
- Hospedagem: veja onde ficar em El Calafate pra saber a melhor localização.
- Seguro viagem: veja aqui como conseguir o melhor seguro pela menor tarifa.
- Transfer: saiba aqui como reservar do aeroporto ao hotel.
- Hotéis testados: confira os 3 hotéis bons e baratos em El Calafate que a gente já ficou.
El Calafate em janeiro é sensacional — mas exige planejamento. Reserve tudo com antecedência, vá preparado pro frio (mesmo sendo verão) e não tente encaixar coisa demais em poucos dias. Se der certo, dá pra voltar dizendo que provou o calafate — e, como diz a lenda, vai querer voltar.
