
Chegar em El Calafate já é uma daquelas emoções da viagem: o avião desce no meio da estepe patagônica, a gente desembarca no pequeno Aeroporto Internacional Comandante Armando Tola (FTE) e, em poucos minutos, está pronto pra encarar o trajeto até o centro. A boa notícia é que organizar esse traslado é simples — basta entender as opções e escolher a que cabe no seu estilo de viagem.
Nessa matéria a gente reuniu tudo o que dá pra fazer pra sair do aeroporto até o seu hotel: van compartilhada, transfer privado, táxi/remis e carro alugado. Quanto custa cada um, quanto tempo demora, quando vale a pena reservar antes e os erros que mais vemos brasileiro cometendo na chegada.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de El Calafate a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e passeios pro Perito Moreno.
O trajeto: distância, tempo e estrada
O aeroporto fica a cerca de 20 a 22 km do centro de El Calafate, num trajeto quase reto pela rodovia RP11. Em condições normais, a viagem leva de 20 a 30 minutos, dependendo do trânsito e do clima.
Vale lembrar que no inverno (junho a agosto) escurece cedo e pode ter gelo na pista. Em dias de vento forte (e em El Calafate venta MUITO), dirigir sem experiência fica desconfortável. Por isso, pra maior parte dos viajantes, transfer ou táxi são bem mais tranquilos do que sair dirigindo logo na chegada.
Uma coisa importante: não existe transporte público urbano ligando o aeroporto ao centro. As opções são todas privadas (van, transfer, táxi ou aluguel de carro). E como a cidade é pequena e turística, todo mundo se organiza em torno dos horários dos voos.
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Hotéis: Maior inventário + melhor preço + atencedência = 35%
Ingressos: Maior inventário + melhor preço + sem IOF e taxas = 16%
Seguro Viagem: Comparador + 16 empresas + cupom 18% = 42%
Chip: Melhor sinal + sem IOF e taxas = 12%
Carro: Comparador + 20 empresas + cupom 5% = 28%
Opção 1: Van/shuttle compartilhado (custo-benefício)
Essa é a opção mais usada pelos turistas e costuma ter o melhor custo-benefício pra quem viaja sozinho ou em casal. Funciona assim: você desembarca, pega a bagagem e logo encontra balcões de empresas de transfer no saguão. Compra o ticket na hora (ou já chega com reserva online) e embarca numa van que sai coordenada com a chegada dos voos.
A graça é que a van deixa direto na porta do seu hotel, então você não precisa quebrar a cabeça com endereço nem se preocupar com câmbio. A faixa de preço gira em torno de R$ 60 a R$ 120 por pessoa, por trecho, dependendo da temporada e da antecedência.
O ponto negativo é que às vezes a van espera completar pra sair, e como ela passa em vários hotéis, pode demorar um pouquinho mais do que um táxi direto. Mas pra quem está sozinho ou em dupla, ainda compensa.
Opção 2: Transfer privado (família e grupo)
Se você está com família, com criança pequena, com muita bagagem ou chega tarde da noite, o transfer privado vale cada centavo. Reserva online antes de viajar, o motorista te espera no desembarque com plaquinha com seu nome e leva direto pro hotel, sem paradas.
Pra reservar com calma e ter tudo confirmado antes de embarcar, dá uma olhada nesse site que a gente usa em todas as viagens. O pagamento é em reais (sem IOF), dá pra parcelar e o cancelamento gratuito é uma mão na roda — se o voo atrasar muito ou o plano mudar, você não fica no prejuízo. É o maior site de passeios e transfers em português pra América Latina e Europa.
O transfer privado costuma ficar entre R$ 150 e R$ 220 por carro (até 2 a 4 pessoas) por trecho. Ou seja: quando se está em 3 ou 4 pessoas, fica praticamente o mesmo preço que vans separadas — só que com muito mais conforto. A gente recomenda principalmente pra quem chega no inverno (quando já está escuro e frio na chegada).

Opção 3: Táxi e remis
Os táxis ficam numa área designada logo na saída do terminal, e o atendimento é bem organizado. Em geral, as corridas aeroporto-centro têm tarifa fixa, combinada antes de entrar no carro — então não tem aquela preocupação de taxímetro disparado.
O remis é um primo do táxi: carro com motorista, sem taxímetro, preço combinado na hora. Funciona muito parecido pra o turista. Ambos levam cerca de 20 a 25 minutos até o centro e a faixa de preço normalmente fica em torno de R$ 120 a R$ 180 por carro (varia bastante com a cotação do peso).
Pra quem está em 2 a 4 pessoas, o táxi pode compensar — já que o valor é por carro, não por pessoa. Pra quem está sozinho, sai mais caro que a van compartilhada.
E o Uber em El Calafate?
Essa é uma dúvida que aparece muito. A resposta honesta: não conte com Uber ou Cabify em El Calafate. Existem relatos contraditórios — alguns viajantes dizem que conseguiram chamar carro, outros que o serviço simplesmente não opera. Na prática, a oferta é instável e não dá pra considerar como solução principal. Chegue com plano B no bolso (van, táxi ou transfer reservado).

Opção 4: Aluguel de carro
Alugar carro em El Calafate só faz sentido se você pretende fazer passeios por conta própria fora da cidade — visitar estâncias, dirigir até pontos de vista mais distantes, ou seguir viagem pela Patagônia (rumo a El Chaltén, por exemplo, que fica a uns 200 km).
Pra ficar só na cidade, não vale a pena. El Calafate é compacta, dá pra fazer quase tudo a pé pela Avenida del Libertador, e os passeios mais famosos — como o Glaciar Perito Moreno — já incluem pick-up e drop-off no hotel. Você ia pagar diária de carro à toa.
Aluguel de carro (economize até 34%)
Pra quem realmente vai usar o carro pra circular pela Patagônia, a principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Quando reservar antes x deixar pra hora
A gente recomenda reservar com antecedência se:
- Você chega em alta temporada (dezembro a março) ou em feriado prolongado;
- Seu voo chega à noite ou muito cedo, quando tem menos serviço operando;
- Você não fala espanhol e prefere chegar com tudo pago, com voucher na mão;
- Está com família, idoso ou criança pequena.
Pode deixar pra resolver na hora se chegar em horário diurno, fora de alta temporada, e estiver tranquilo pra pegar a van que estiver disponível.
Não pode faltar: seguro viagem pra Argentina
Atendimento médico fora do Brasil custa caro, e na Argentina não é diferente — uma simples ida ao pronto-socorro por uma virose já passa de centenas de dólares. Pior ainda se acontece algo durante um passeio no Perito Moreno ou numa trilha em El Chaltén.
A gente sempre cota nesse comparador de seguros, que compara as principais seguradoras e tem 18% de desconto exclusivo pra leitor do Grupo Dicas. Em 2 minutos você compara coberturas e fecha online em reais.
Chip de celular: chegou e já quer estar conectado
Pra abrir o mapa do hotel, chamar transfer no app, mandar foto pra família ou só usar o WhatsApp sem pagar fortuna em roaming, o melhor é chegar com chip internacional já ativo. A gente usa esse chip de viagem: você recebe em casa antes de embarcar, ativa quando pousa e já sai do aeroporto com internet funcionando. Faz toda a diferença na hora de encontrar o motorista do transfer.
Dicas práticas pra um trajeto sem perrengue
- Leve o endereço exato do hotel anotado (impresso ou no celular), pra mostrar no balcão ou pro taxista. Muitos hotéis em El Calafate têm nomes parecidos.
- Tenha pesos argentinos pelo menos pro primeiro deslocamento. Alguns serviços aceitam cartão, mas o táxi/remis prefere dinheiro local — e ficar trocando câmbio no aeroporto sai caro.
- Se for usar transfer compartilhado, anote o nome da empresa, número do voo e horário aproximado de chegada — facilita demais.
- Guarde o contato da empresa pra volta. Esse é um erro clássico: muita gente esquece, e na hora de marcar o traslado de retorno fica correndo atrás.
- Se hospede perto da Avenida del Libertador. A cidade é compacta e, ficando ali no centro, você faz quase tudo a pé — restaurantes, lojas, mercados e agências de passeios.
Erros comuns que a gente vê turista brasileiro cometer
Vale a pena saber pra não cair em nenhum:
- Contar com Uber como se fosse cidade grande. Em El Calafate, não funciona como solução principal. Tem que ter plano B.
- Chegar sem pesos. Sem moeda local, fica difícil pagar táxi, gorjeta e pequenos serviços na chegada.
- Não reservar traslado em alta temporada. Em janeiro e fevereiro, vans enchem rápido e o táxi de última hora sai mais caro.
- Hospedar-se longe do centro sem carro. Vai depender de táxi pra qualquer saída — encarece a viagem sem necessidade.
- Alugar carro só pra fazer aeroporto-centro. A gente já viu muita gente perceber, depois, que não valeu a pena: foi um custo desnecessário.
- Subestimar o vento e o frio. Mesmo no verão, em El Calafate venta muito. Roupa de pluma e corta-vento são essenciais.
O que esperar ao chegar no centro
A região da Avenida del Libertador é o coração da cidade. É ali que você encontra:
- Restaurantes típicos com cordeiro patagônico assado, casas de empanadas e parrillas;
- Chocolaterias famosas (a chocolate quente argentino vale a parada);
- Lojinhas com roupas de lã, pluma e souvenirs;
- Mercadinhos pra comprar lanches pros passeios (especialmente útil pro dia do Perito Moreno);
- Dezenas de agências vendendo tours pro Glaciar Perito Moreno, navegações no Lago Argentino, estâncias e bate-volta pra El Chaltén.
Ficar nessa região faz toda a diferença: você só precisa de transporte pra ir e voltar do aeroporto, porque os passeios já vêm com pick-up no hotel.
Pra um destino como El Calafate, ficar perto da Av. Libertador economiza táxi e te deixa mais tempo aproveitando a cidade no fim do dia. Olha aqui a melhor região pra se hospedar:
Onde ficamos em El Calafate (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro da cidade é onde estão os restaurantes, lojas, agências de turismo, bancos e feiras de artesanato. Portanto, se você deseja economizar em seu transporte pela cidade, nós indicamos que opte por se hospedar no centro de El Calafate. A região também abriga acomodações com um custo-benefício muito bom!
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o trajeto aeroporto–centro de El Calafate
Quanto custa ir do aeroporto de El Calafate até o centro?
Depende da opção: van compartilhada gira entre R$ 60 e R$ 120 por pessoa, táxi/remis fica em torno de R$ 120 a R$ 180 por carro, e transfer privado entre R$ 150 e R$ 220 por carro (até 4 pessoas). Os valores variam com a cotação do peso e com a temporada.
Quanto tempo demora do aeroporto FTE até o centro?
Cerca de 20 a 30 minutos em condições normais. O aeroporto fica a uns 20-22 km do centro, ligado pela rodovia RP11. No inverno, vento forte ou neve podem aumentar um pouco esse tempo.
Tem Uber em El Calafate?
Não dá pra contar com Uber como solução. Alguns relatos mencionam motoristas usando o app, mas a oferta é instável. O ideal é chegar com transfer reservado ou pegar van/táxi no próprio aeroporto.
Vale a pena alugar carro só pra ir do aeroporto ao hotel?
Não. Pra ficar só em El Calafate, alugar carro é gasto desnecessário — a cidade é compacta e dá pra fazer quase tudo a pé. Carro só compensa se você pretende dirigir pra El Chaltén ou fazer passeios por conta própria pela Patagônia.
Preciso reservar o transfer antes de chegar?
Em alta temporada (dezembro a março), feriados prolongados ou voos noturnos, sim — pra garantir que tenha veículo te esperando. Em épocas de menor movimento, dá pra resolver no balcão do próprio aeroporto.
Pago em pesos, em dólares ou em cartão?
A maioria dos serviços aceita pesos argentinos, e alguns aceitam cartão. Reservas online de transfer privado costumam ser pagas em reais com antecedência. Pra táxi e remis no aeroporto, tenha pesos em espécie.
Existe ônibus público do aeroporto pro centro?
Não. Em El Calafate não há linha de ônibus urbano regular ligando o aeroporto à cidade. As opções são todas privadas: van compartilhada, transfer, táxi ou carro alugado.
O que fazer se meu voo atrasar e perder o transfer?
Se você reservou um transfer privado, a maioria das empresas (incluindo as que usamos) monitora o voo e ajusta o horário automaticamente. Por isso reservar online com cancelamento gratuito é vantajoso. Pra van compartilhada, basta procurar o próximo balcão disponível no saguão — sempre tem opção.
Economize ao máximo na sua viagem a El Calafate e Argentina:
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o seu orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para a Argentina, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba qual é o melhor lugar para comprar ingressos de passeios da Argentina, da forma mais barata e segura.
- Pesos: conheça a melhor forma de levar seu dinheiro para a Argentina, com prós e contras de cada opção. Tem uma forma nova bem mais barata.
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem, sem preocupação? Já garanta um chip internacional ainda no Brasil clicando aqui.
- Seguro viagem: atendimento médico no exterior pode sair caro, e é super importante estar coberto contra imprevistos. Veja aqui como conseguir o melhor (e mais barato) seguro.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
Pronto: agora você sabe exatamente o que esperar do trajeto aeroporto-centro de El Calafate, escolhe a opção que mais combina com sua viagem e chega tranquilo pra começar a aventura na Patagônia. Quando a gente foi pela primeira vez, no inverno, contratar o transfer privado antes foi a melhor escolha: chegamos exaustos, no escuro, e tinha alguém esperando com plaquinha. Vale o custo.
