
San Andrés é um daqueles destinos em que a logística de chegada é quase um alívio: o Aeroporto Gustavo Rojas Pinilla (ADZ) fica praticamente dentro da cidade, coladinho na praia principal de Spratt Bight. Em 5 a 10 minutos de táxi você está no hotel — em alguns casos, dá até pra ir caminhando.
Mesmo sendo perto, tem uns detalhes que fazem toda a diferença: táxi sem taxímetro, casa de câmbio do aeroporto com cotação ruim, ausência total de Uber e a tal da tarjeta de turismo. A gente já ajudou muita gente a evitar furada na chegada e nesse post a gente mostra todas as formas de sair do aeroporto pro centro, com preços de referência e dicas práticas.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de San Andrés a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, passeios, chip, seguro e ingressos.
O aeroporto é praticamente no centro
Pra você ter uma ideia do tamanho da coisa: do desembarque até a praia de Spratt Bight são uns 5 minutos de carro. Pra hotéis na Avenida Colón ou Avenida Costa Rica, no máximo 10 minutos. A ilha inteira é pequena, e a região hoteleira principal está bem ao lado da pista.
Isso muda totalmente o jogo: você não precisa contratar um transfer caríssimo nem se desesperar com app de corrida (que, aliás, não existe lá). Na prática, todo mundo resolve no táxi mesmo ou anda a pé se estiver com pouca mala.
Táxi: a forma mais usada na chegada
Táxi é a opção mais clássica e prática pra sair do aeroporto. Tem ponto de táxi logo na saída do terminal, sem fila gigante e sem complicação. Só que tem duas regras de ouro pra não levar susto:
- Não tem taxímetro. O preço é negociado antes de entrar no carro — sempre pergunte o valor antes de pôr a mala no porta-malas.
- Não tem Uber, Cabify nem 99 em San Andrés. Esquece app de corrida na ilha.
Pra você ter uma referência, a corrida do aeroporto até Spratt Bight costuma sair em torno de 20 mil pesos colombianos (mais ou menos R$ 25–30). Pra hotéis um pouco mais afastados na Avenida Colón, fica em torno de 27 mil COP. Pra zonas mais distantes da ilha, o valor sobe.
O pagamento é em pesos colombianos. Muitos motoristas não aceitam cartão, e se você pagar em dólar eles fazem a conversão de cabeça e geralmente arredondam pra cima — ou seja, sai mais caro. Vale chegar já com algum peso no bolso (mais sobre isso já já).
Uma dica que a gente sempre dá: se o motorista for simpático e você quiser voltar pro aeroporto no fim da viagem ou fazer algum passeio, pega o WhatsApp dele. Funciona muito melhor que ficar caçando táxi na rua, principalmente à noite.
Transfer privado: pra quem quer tudo organizado
Se você prefere chegar e já ter alguém te esperando com plaquinha, sem ter que negociar nada em espanhol, dá pra reservar transfer antecipado. Esse site que a gente usa em todas as viagens tem opções de transfer privado (carro só pro seu grupo) e compartilhado (van com outros passageiros), com valor fechado em reais e cancelamento gratuito.
A vantagem é zero estresse: chega, encontra o motorista, entra no carro e segue. Bom pra quem viaja com criança pequena, com muita bagagem ou pega voo madrugada.
O ponto a considerar é que, num trajeto tão curto, o táxi local costuma sair mais barato que um transfer reservado pela internet. Então é mais uma questão de conveniência e tranquilidade do que de economia. Pra família grande, mala pesada ou chegada de madrugada, vale o investimento.
Aluguel de carro, moto ou mulita
Alugar carro só pra ir do aeroporto ao centro não faz muito sentido — a distância é curta demais. Mas se você já quer resolver o transporte da ilha inteira, é uma opção que vale considerar, principalmente pra explorar pontos como San Luis, La Loma, La Piscinita ou a Cove com horário livre.
Pra pesquisar preço, dá uma olhada nesse comparador de carros. Ele compara o preço em todas as principais locadoras e o pagamento é em reais, sem IOF e parcelando em até 12x. O atendimento é 24h em português e tem sede no Brasil. Usa o cupom GRUPODICAS pra garantir desconto.
Vale também pegar a proteção RentalCover, que cobre pneus, vidros, perda de chaves e assistência na estrada — itens que ficam de fora do seguro básico.
Existe ainda esse outro comparador, que também é ótimo, mas o pagamento é em dólar/peso e não dá pra parcelar — então tem que somar o IOF. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Moto e mulita (buggy) também são muito populares na ilha. As locadoras ficam concentradas no centro, na Carrera 1a e Calle 1c, perto de Spratt Bight. Uma moto costuma custar em torno de 90 mil COP por dia (uns R$ 120), e uma mulita de 2 lugares por volta de 250 mil COP/dia (uns R$ 330–350). As locadoras preferem pagamento em pesos e, se aceitarem cartão, costumam cobrar taxa adicional de cerca de 10%.
Dica de quem já errou: na chegada, pega táxi mesmo. Deixa pra alugar moto ou mulita no dia seguinte, com calma, depois de descansar e dar uma volta de reconhecimento no centrinho.

Ônibus local e caminhada: as opções baratinhas
San Andrés tem transporte público em micro-ônibus, que é de longe a forma mais barata de circular — a passagem costuma sair em torno de 6 mil COP por trecho (R$ 8). Só que, pra chegada com mala, não é a melhor: os pontos não ficam super próximos do terminal, o espaço pra bagagem é apertado e o trajeto demora bem mais que os 5 minutos de táxi. Vale mais a pena pro dia a dia, depois que você já está instalado.
Já a caminhada é uma opção real pra hotéis bem próximos do aeroporto, especialmente na região de Spratt Bight. Dependendo do hotel, são 10 a 20 minutos a pé. A gente só recomenda em três cenários: pouca bagagem, horário diurno (mas não no auge do calor do meio-dia) e clima sem chuva. Com mala grande, calor de 30°C e umidade alta, vira sofrimento — pega o táxi.
A tarjeta de turismo: não esquece dela
Antes de embarcar pra San Andrés, você precisa pagar a tarjeta de turismo, um cartão obrigatório de entrada na ilha. Ela é cobrada normalmente no aeroporto de partida no continente colombiano (Bogotá, Cartagena, Medellín etc.), antes do embarque. O valor fica numa faixa de dezenas de dólares e costuma mudar — confira o valor atualizado com a companhia aérea antes da viagem.
Importante: guarde esse comprovante durante toda a estadia. Pode ser solicitado na saída, e perder ele dá dor de cabeça. Joga na mesma pastinha onde fica o passaporte e pronto.
Câmbio: por que NÃO trocar dinheiro no aeroporto
Essa é a dica que mais economiza dinheiro de turista brasileiro em San Andrés. O aeroporto tem só uma casa de câmbio, na área de check-in, e a cotação é bem pior que a de bancos digitais. Em comparações que já fizemos, a diferença pro Wise chegou a ~20% no real e ~7,5% no dólar. É muita coisa.
No centro, dá pra trocar em dois lugares principais: agência do Bancolombia (Av. Costa Rica esquina Av. 1-A, com fila demorada) ou Western Union (galeria na Av. Costa Rica, em frente ao Hotel Casablanca, com fila menor). Atenção: nenhuma dessas casas troca reais — só moedas fortes como dólar e euro.
O caminho mais inteligente é levar dólar do Brasil ou usar uma boa conta global pra sacar pesos diretamente em caixa eletrônico. O ATM mais vantajoso do aeroporto é o do Banco de Bogotá, logo na saída do desembarque internacional, que permite saques de até 2 milhões de COP — assim você dilui a tarifa fixa do saque. No centro, os caixas do Bancolombia e Banco de Bogotá também permitem saques altos.
Chip de celular: resolva no centro, não no aeroporto
Pra sair do avião já conectado, o ideal é embarcar do Brasil com um chip de viagem que a gente usa. Ele já vem ativado, sem dor de cabeça, em português, e funciona o tempo todo da viagem.
Se preferir resolver na ilha, a loja da Movistar fica na Av. de las Américas 2A, no centro, fácil de acessar. Abre de segunda a sexta das 8h às 12h e das 14h às 18h, e sábado das 8h às 13h. Pra comprar o chip pré-pago é preciso apresentar RG ou passaporte e a papeleta de entrada na Colômbia.
Nossa dica é simples: pega o táxi, deixa as malas no hotel e aí vai resolver chip no centro com calma. Tentar fazer isso no aeroporto é menos prático.
Seguro viagem: indispensável na Colômbia
Atendimento médico fora do Brasil pode custar muito caro, e na Colômbia não é diferente. Pra evitar surpresa, vale fechar um seguro viagem com cobertura adequada — qualquer eventualidade médica, perda de bagagem ou cancelamento de voo já se paga.
Pra cotar, usa esse comparador de seguros. Ele compara as principais seguradoras do mercado, mostra qual tem o melhor custo-benefício e o link já vem com 18% de desconto exclusivo pra leitor do Grupo Dicas.
Erros comuns na chegada (e como evitar)
- Achar que tudo aceita real. Casas de câmbio não trocam reais, e táxis trabalham em pesos. Chegue com dólar ou pesos.
- Trocar tudo na casa de câmbio do aeroporto. A cotação é bem pior. Saque pesos no ATM do Banco de Bogotá.
- Chegar sem dinheiro vivo. Táxis, pequenos restaurantes e locadoras muitas vezes não aceitam cartão — ou cobram taxa.
- Não negociar o preço do táxi antes. Sem taxímetro, alinhe o valor ANTES de colocar a mala.
- Esquecer a tarjeta de turismo. Pague no continente e guarde o comprovante o tempo todo.
- Caminhar com mala pesada no sol forte. A distância é curta, mas o calor e a umidade castigam. Táxi resolve por R$ 25–30.
- Deixar chip e dinheiro pra depois. Resolve isso no primeiro dia pra não perder tempo de praia.

Curiosidades sobre o aeroporto de San Andrés
O Gustavo Rojas Pinilla é tão central que o pouso é praticamente um city tour aéreo — da janela do avião você já vê o mar caribenho a poucos metros da pista. É a única porta de entrada da ilha: não chegam cruzeiros com desembarque regular em San Andrés, então o avião é o único caminho.
Outra coisa importante: não existem voos diretos do Brasil pra San Andrés. O trajeto sempre tem conexão, normalmente em Bogotá, Cartagena ou Cidade do Panamá. Vale considerar isso ao montar a viagem.
E como a ilha é minúscula, mesmo hotéis fora do centrinho ficam a 15–30 minutos de carro. Ou seja, “longe” em San Andrés ainda é perto — o que torna a logística inteira, do aeroporto até qualquer canto, bem tranquila.

Onde ficar perto do aeroporto e do centro
A região que vai de Spratt Bight à Avenida Colón é onde a maioria dos turistas se hospeda — e por boas razões: fica do lado do aeroporto, na praia principal, perto de restaurantes, supermercados, locadoras de moto/mulita e do ponto de saída de vários passeios (inclusive a famosa Chiva Rumbera, que sai da região central). Quanto mais perto do centro, menos táxi você precisa pegar no dia a dia.
Onde ficamos em San Andrés (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões em San Andrés que são as melhores para os turistas. Uma delas é o Centro, ideal para quem quer ficar perto das praias, restaurantes e do agito da ilha. A outra é San Luis, uma região mais tranquila e com belas praias, além de oferecer preços geralmente mais acessíveis do que no Centro.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o aeroporto de San Andrés
O aeroporto de San Andrés é longe do centro?
Não. O Aeroporto Gustavo Rojas Pinilla é praticamente dentro da cidade. Do desembarque até Spratt Bight, a praia principal, são cerca de 5 minutos de carro. Pra hotéis na Avenida Colón ou Costa Rica, no máximo 10 minutos.
Tem Uber em San Andrés?
Não. Uber, Cabify, 99 e outros apps de corrida não funcionam na ilha. O transporte é feito por táxi (negociando o valor antes), transfer privado reservado pela internet, aluguel de moto/mulita/carro ou micro-ônibus local.
Quanto custa o táxi do aeroporto até o centro de San Andrés?
A corrida costuma sair em torno de 20 mil COP (cerca de R$ 25–30) até Spratt Bight, e em torno de 27 mil COP até hotéis na Avenida Colón. Como não tem taxímetro, sempre negocie o valor antes de entrar no carro.
Vale a pena alugar carro em San Andrés?
Só faz sentido se você quer explorar a ilha inteira com horário livre (San Luis, La Loma, La Piscinita, La Cove). Pra ficar só no centrinho, não compensa. Muita gente prefere alugar moto ou mulita por uns dias específicos.
O que é a tarjeta de turismo de San Andrés?
É uma taxa obrigatória de entrada na ilha, paga no aeroporto de partida no continente colombiano (Bogotá, Cartagena etc.) antes de embarcar pra San Andrés. Guarde o comprovante durante toda a viagem, pois pode ser solicitado na saída.
Onde trocar dinheiro em San Andrés?
Evite a casa de câmbio do aeroporto, que tem cotação ruim. No centro, dá pra trocar dólar ou euro no Bancolombia (Av. Costa Rica esquina Av. 1-A) ou na Western Union (Av. Costa Rica, em frente ao Hotel Casablanca). Nenhuma dessas casas troca reais. Sacar pesos no ATM do Banco de Bogotá costuma ser a melhor opção.
Posso ir a pé do aeroporto até o hotel?
Em alguns casos sim, especialmente pra hotéis em Spratt Bight (10 a 20 minutos de caminhada). Só não recomendamos com mala pesada, em horário de sol forte ou à noite. O táxi resolve por R$ 25–30 e poupa o estresse.
Quanto custa um transfer privado em San Andrés?
Os transfers reservados pela internet têm valor fechado em reais, com cancelamento gratuito, e dão a vantagem de já chegar com motorista esperando com plaquinha. Em distâncias tão curtas, costumam sair mais caros que o táxi local — mas valem pela conveniência, principalmente com criança pequena ou voo de madrugada.
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Pra fechar
A grande vantagem de San Andrés é justamente essa: aeroporto colado no centro, ilha pequena, tudo perto. Resolvendo três coisinhas na chegada — táxi com preço acertado antes, dinheiro saqueado num ATM bom e tarjeta de turismo guardada —, sua viagem já começa sem dor de cabeça. O resto é praia, água azul e pôr do sol no Caribe colombiano.