Restaurantes na Cidade do Panamá: onde comer bem

A cena gastronômica da Cidade do Panamá é uma das mais fortes da América Latina hoje em dia. A gente fala isso com base no que comeu por lá: a mistura de influências afro-caribenhas, indígenas, espanholas e asiáticas criou uma culinária com personalidade própria, e a cidade tem restaurantes premiados que aparecem nas listas do Latin America’s 50 Best.

O melhor é que dá pra comer muito bem em todas as faixas de preço — do copinho de ceviche por uns 2 dólares no Mercado de Mariscos até um menu degustação autoral. E não esquece: aqui no nosso guia completo da Cidade do Panamá a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Nessa matéria a gente lista os restaurantes que valem a pena, separados por estilo (típico, frutos do mar, autoral, asiáticos, rooftops e barato), com faixa de preço, dica de horário e o que a gente recomenda pedir. Bora?

1. El Trapiche — comida panamenha tradicional

Se você quer experimentar os pratos mais tradicionais do Panamá num lugar só, o El Trapiche é a aposta certa. Sancocho (a sopa nacional), patacones, carimañolas, tamal de olla, ropa vieja — está tudo no cardápio, em porções fartas. É um clássico que vive em todo guia de viagem há mais de 10 anos, e o tipo de lugar onde a gente sempre volta numa primeira viagem ao país.

Patacones: prato tradicional do Panamá

Outro ponto a favor: tem várias unidades espalhadas pela cidade, incluindo uma dentro do shopping Albrook, o que facilita encaixar entre as compras. Os pratos principais costumam ficar em torno de US$ 10 a 15, e existe uma bandeja de degustação ótima pra dividir e provar várias comidas típicas de uma vez só.

El Trapiche

  • Horário: domingo a quinta, das 7h às 21h. Sexta e sábado, das 7h às 22h.
  • Dica: de tarde costumam ter happy hour com drinks panamenhos — vale chegar antes do jantar.

2. Mercado de Mariscos — o santuário do ceviche

Se tem um lugar imperdível pra comer na Cidade do Panamá, é o Mercado de Mariscos, na beira da Cinta Costera. É um mercado popular com bancas vendendo ceviche em copinhos de vários tamanhos e restaurantes simples de frutos do mar no andar de cima.

O preço espanta: copinho de ceviche a partir de uns US$ 2, tamanhos maiores chegando a US$ 20-25 e pratos completos de peixe frito com acompanhamento por US$ 10 a 15. A gente sempre encaixa o Mercado num almoço informal antes ou depois de caminhar pelo Casco Viejo — fica pertinho.

Olha, tem uma coisa que ninguém conta: o contraste de comer um ceviche num mercado popular tendo a skyline moderna do Panamá como pano de fundo é uma das experiências mais legais da cidade. Vai com fome.

3. Segundo Muelle — peruano de frutos do mar

O Segundo Muelle é peruano e é onde a gente vai quando quer frutos do mar com cara mais sofisticada, mas sem gastar como em alta gastronomia. Ceviches caprichados, tiraditos, arroz de mariscos e pratos de fusão peruano-internacional — tudo bonito de ver e excelente de comer.

Segundo Muelle

Fica em San Francisco, a parte moderna da cidade, a menos de 10 minutos a pé do shopping Multiplaza Pacific Mall. Pratos principais ficam em torno de US$ 15 a 20, o que é bem em conta pelo nível da casa.

Refeição do Segundo Muelle

  • Horário: terça a sábado, das 12h às 23h. Domingo, das 12h às 21h.

4. Fonda Lo Que Hay — fonda panamenha repaginada

O Fonda Lo Que Hay pegou o conceito de fonda (aquele boteco/restaurante simples panamenho) e reinventou num ambiente moderno, com pratos criativos baseados em ingredientes locais. Entrou na lista estendida dos 50 Melhores Restaurantes da América Latina, e a gente entende o porquê: é um daqueles lugares onde cada prato conta uma história.

Fonda Lo que Hay

Fica no Casco Viejo, a região mais charmosa da cidade — então dá pra encaixar o jantar com um passeio pelo Palácio de Las Garzas, o Museu do Canal, o Teatro Nacional e a Plaza Mayor. Entradas saem por uns US$ 10 a 15 e principais em torno de US$ 20 a 25.

A gente errou nessa: fomos sem reserva num sábado e ficamos quase 1h esperando mesa. Reserva uns dias antes, principalmente de quinta a sábado.

  • Horário: quarta a domingo, das 12h às 23h.

5. Íntimo — cozinha autoral panamenha

O Íntimo também é nome certo nas listas dos melhores da América Latina. Criado em 2015, segue o lema 90-10: 90% de ingredientes locais, 10% importados, valorizando a despensa panamenha de verdade.

Intimo

É restaurante pequeno, intimista, ideal pra casal ou grupos de até 4. O menu degustação é o que a gente recomenda — varia com frequência e é a melhor forma de entender a proposta da casa. Espere gastar em torno de US$ 35 a 50 por pessoa sem bebidas. Reserva é praticamente obrigatória.

  • Horário: em geral de quarta a sábado, à noite, e domingo no almoço. Confira no site/Google Maps antes.

6. Maito — alta gastronomia panamenha

Se você quer uma noite especial, é no Maito. Comandado pelo chef Mario Castrellón, o restaurante mistura cozinha panamenha com influências afro e asiáticas e figura há anos no Latin America’s 50 Best Restaurants, recentemente em torno da 18ª posição. É a mesa mais importante do país.

Maito

Esperem gastar entre US$ 50 e 80 por pessoa com entrada, prato, sobremesa e bebida — bem razoável pro nível da experiência se você comparar com restaurantes equivalentes em São Paulo ou no Rio. Fica em San Francisco, e reserva com antecedência é fundamental.

  • Horário: segunda a sábado, das 12h às 22h.

7. La Tapa del Coco — cozinha afro-panamenha

Pra quem quer fugir do óbvio, o La Tapa del Coco mergulha na culinária afro-panamenha, reinterpretando pratos da costa caribenha e da diáspora afro do país. Também está na lista 51-100 dos 50 Best e é um dos lugares mais interessantes pra entender a diversidade cultural do Panamá num prato. Vale muito.

Aluga um carro pra explorar fora do centro?

Se você só vai ficar entre Casco Viejo, San Francisco, El Cangrejo e Cinta Costera, sinceramente não precisa de carro — Uber é barato e o trânsito da cidade é pesado. Mas se a ideia for sair pra Playa Bonita, Coronado, Portobelo ou outras praias e bate-voltas, aí faz toda a diferença.

A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. Atendimento 24h em português, sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

Sempre pega a proteção RentalCover: cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar e não dá pra parcelar. Como também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

8. Frutos do mar com vista na Calzada de Amador

A Calzada de Amador é aquela estrada-língua que liga o centro a um conjunto de ilhas (Naos, Perico e Flamenco), criada com a terra escavada na construção do Canal. Na Ilha Flamenco, no fim da calçada, tem uma fileira de restaurantes de frutos do mar com vista pra baía — perfeitos pro fim de tarde.

Pratos de peixe e lagosta variam bastante; uma lagosta sai em torno de US$ 35 a 40. A gente recomenda combinar passeio + jantar: caminhada/bike na Calzada no fim da tarde, pôr do sol e jantar com a skyline iluminada do outro lado.

9. Makoto, Azahar, Brutto e Chin Chin — a febre asiática

A cena asiática da Cidade do Panamá é forte, fruto de uma imigração antiga (a cidade tem tradição inclusive de dim sum no café da manhã de fim de semana, à moda de Hong Kong). Os principais da nossa lista:

  • Makoto (Obarrio): japonês contemporâneo, um dos melhores da cidade. Pede o noodle com costela, o tempurá de camarão e o carpaccio de kobe.
  • Azahar (Av. Balboa, prédio Yoo): cozinha internacional com pegada asiática e vista pra baía. Disputadíssimo.
  • Brutto (Via Israel): mesma vibe do Azahar, criativo e cheio em qualquer dia da semana.
  • Chin Chin (Av. Balboa, Torre Yoo): oriental com menu extenso — Pato de Pequim, ramen, bento, poke, pratos coreanos. Bom custo-benefício.

Pra Azahar, Brutto e Makoto, reserva é obrigatória — costuma ter fila de espera em qualquer dia.

10. Rooftops do Casco Viejo e da parte moderna

Rooftop é parte essencial da experiência panamenha. À noite, com o calor já mais ameno, é onde a galera local marca pra beber. Os que a gente mais gosta:

  • Tántalo Roofbar (Casco Viejo): rooftop badalado com vista pra skyline moderna. Drinks bem feitos.
  • La Pulpería (Casco Viejo): gastrobar descolado, petiscos e drinks num clima informal.
  • Luna Rooftop (Obarrio, piso 31 do Downtown 55 Street): vista panorâmica 360º da cidade — talvez a melhor pra fotos.

Faixa de preço: drinks em torno de US$ 8 a 12, petiscos pra dividir entre US$ 12 e 20. Vai no fim de tarde pra pegar pôr do sol + cidade acendendo as luzes.

11. El Cangrejo — food trucks e comida barata

O bairro de El Cangrejo, com a Vía Argentina como espinha dorsal, é o lado mais jovem e descolado da cidade. Tem uma área de park truck com vários food trucks (lanches abaixo de US$ 5), opções de comida venezuelana com arepas, e o Jap Jap Cangrejo, um japonês acessível que abre todos os dias. É o roteiro perfeito pra quem está com orçamento mais curto ou quer uma noite menos formal.

12. Cafés de especialidade e brunch

A cena de café especial da Cidade do Panamá vem crescendo bastante (lembrando que o Geisha do Panamá é um dos cafés mais caros e premiados do mundo). Casas como o Lumac têm ambiente moderno e cafés filtrados (V60, prensa francesa) por uns US$ 3 a 4. Ótimo gancho pra montar um brunch e emendar com passeio pelo Casco Viejo.

Onde comer em cada bairro

Pra organizar melhor o roteiro, dá pra dividir a cidade em cinco polos gastronômicos:

  • Casco Antiguo (Casco Viejo): Fonda Lo Que Hay, Tántalo, La Pulpería, Caleta. Ideal pra jantar romântico e rooftops ao pôr do sol.
  • San Francisco: Segundo Muelle, Íntimo, Maito, La Tapa del Coco. Bairro moderno com a maior concentração de bons restaurantes.
  • El Cangrejo / Vía Argentina: food trucks, Jap Jap, opções jovens e baratas.
  • Cinta Costera / Av. Balboa: Mercado de Mariscos, Azahar, Chin Chin. Combina caminhada à beira-mar.
  • Costa del Este: área corporativa e residencial moderna, com restaurantes contemporâneos.

Seguro viagem pro Panamá: não esquece

O atendimento médico fora do Brasil é caríssimo, e isso vale também pro Panamá. Comer ceviche no mercado, andar de carro pra Coronado, fazer uma trilha — qualquer imprevisto vira problema sem seguro. A gente sempre cota antes em esse comparador de seguros, que mostra todos os planos do mercado lado a lado e tem 18% de desconto exclusivo do Grupo Dicas já aplicado. Paga em reais e parcela.

Chip de celular pra usar GPS, Uber e abrir cardápio

Pra achar restaurante, abrir cardápio em QR code, pedir Uber e mandar foto da comida no grupo da família, você precisa de internet. A gente sempre leva esse chip de viagem que a gente usa — chega em casa antes de embarcar, ativa quando pisa lá e funciona o tempo todo, sem dor de cabeça.

Erros comuns dos brasileiros (e como evitar)

  • Só comer em shopping ou fast-food: muita gente acha que a alta gastronomia panamenha vai ser inacessível e se limita a praça de alimentação. Tem opções excelentes em faixa média (Mercado de Mariscos, El Trapiche, Segundo Muelle) em preços parecidos com grandes cidades brasileiras.
  • Deixar pra escolher na hora nos lugares disputados: Maito, Fonda Lo Que Hay, Azahar e os rooftops famosos lotam fácil. Reserve com alguns dias de antecedência.
  • Ignorar a comida panamenha típica: muita gente foca em japonês e peruano e não experimenta sancocho, patacones, ceviche do mercado, comida afro-panamenha. Inclua El Trapiche, Mercado de Mariscos e La Tapa del Coco no roteiro.
  • Subestimar o trânsito: entre Costa del Este, San Francisco e Casco Viejo dá pra perder mais de 1h em horário de pico. Planeje por bairro — almoço e jantar na mesma região.
  • Não checar dias de funcionamento: autorais costumam fechar segunda e domingo. Sempre confere no Google Maps antes de se deslocar.

Onde ficamos em Cidade do Panamá (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A região moderna da Cidade do Panamá é o ponto perfeito para se hospedar! Dividida entre Bella Vista e Marbella, as áreas fazem jus ao nome e exibem paisagens magníficas desse paraíso da América Central.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Cidade do Panamá

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre restaurantes na Cidade do Panamá

Qual é o melhor bairro pra comer na Cidade do Panamá?

Pra concentração e variedade, San Francisco é o melhor (Maito, Íntimo, Segundo Muelle, La Tapa del Coco). Pra clima histórico, jantar romântico e rooftops, Casco Viejo. Pra comer barato e descontraído, El Cangrejo.

Qual prato típico panamenho a gente precisa experimentar?

O sancocho (sopa nacional com galinha caipira, inhame e coentro), os patacones (banana-da-terra verde frita esmagada), o ceviche panamenho (mais simples que o peruano, mas excelente) e a ropa vieja. Dá pra provar tudo isso no El Trapiche.

Precisa fazer reserva nos restaurantes da Cidade do Panamá?

Nos premiados (Maito, Íntimo, Fonda Lo Que Hay) e nos disputados (Azahar, Brutto, Makoto, rooftops famosos), sim, principalmente de quinta a sábado. Pra El Trapiche, Mercado de Mariscos e food trucks, não precisa.

É caro comer fora na Cidade do Panamá?

Depende do nível. Refeição barata sai por US$ 5 a 10 (food trucks, mercado), restaurante médio entre US$ 15 e 25, e alta gastronomia entre US$ 50 e 80 por pessoa. Não é mais barato que o Brasil, mas é mais barato que outros destinos dos EUA ou Caribe.

Cobra gorjeta e taxa de serviço?

Sim, geralmente vem 10% de serviço sugerido na conta. Você pode ajustar ou complementar conforme o atendimento. A maioria dos restaurantes aceita cartão internacional sem problemas, mas leve algum dinheiro em espécie pra mercados e food trucks.

Tem opção pra quem não come frutos do mar?

Bastante. El Trapiche tem ropa vieja, tamales e pratos com carne; Makoto e Chin Chin têm opções de carne e frango; Brutto e Azahar têm massas e pratos internacionais; food trucks têm arepas, hambúrguer e comida venezuelana. Maito também trabalha bem com carne.

O Mercado de Mariscos é seguro pra comer ceviche?

Sim, é frequentado por turistas e locais o tempo todo, com alta rotatividade de peixe fresco. Procure as bancas mais movimentadas e que tenham peixe e camarão sobre gelo. Evite só nos dias de muito calor sem ar-condicionado, se você for muito sensível.

Dá pra fazer um tour gastronômico pelo Casco Viejo?

Sim — tem opções de food tours guiados que passam por bares históricos, fondas e rooftops do Casco Viejo. É uma forma legal de conhecer a história do bairro junto com a comida, ideal pra primeira noite na cidade.

Economize ao máximo na sua viagem ao Panamá:

Bom apetite e boa viagem! A Cidade do Panamá tem uma das cenas gastronômicas mais subestimadas da América Latina, e quem chega esperando só conexão sai surpreso. Vai com fome — e com reserva feita nos lugares disputados.