
Vancouver é uma das cidades mais gostosas de comer na América do Norte, e a gente fala isso com a boca cheia (literalmente). Pela proximidade com o Pacífico e pela enorme comunidade asiática, a cidade virou referência mundial em sushi, frutos do mar e cozinha de fusão — e ainda tem ótimos bistrôs contemporâneos, brunchs disputadíssimos e food trucks que viraram símbolo local.
Nesse guia, a gente reuniu os melhores restaurantes de Vancouver organizados por estilo, com endereço, horário, faixa de preço e o que pedir em cada um. Também explicamos coisas que confundem muito brasileiro por lá: horário do jantar (bem mais cedo do que no Brasil), a regra da gorjeta e quando vale a pena reservar.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Vancouver a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Como funciona comer fora em Vancouver
Antes de listar os restaurantes, vale entender três detalhes que pegam o brasileiro de surpresa:
- Horário do jantar é cedo: o pico local é entre 18h30 e 19h30, e muitas cozinhas fecham por volta de 21h30-22h. Se você chegar 22h pra jantar, vai encontrar várias casas já encerrando.
- Gorjeta (tip) não vem na conta: o padrão é deixar de 10% a 20%, com 15% sendo o mais comum pra serviço ok. A maquininha geralmente já sugere os percentuais na tela.
- Reservar é quase obrigatório: nas casas mais badaladas (japoneses famosos, frutos do mar, Michelin), sexta e sábado lotam. Reserve com pelo menos alguns dias de antecedência.
Faixas de preço por pessoa, sem bebida alcoólica, pra você se localizar: food truck ou barraquinha fica em torno de 10-20 CAD; restaurante casual ronda 25-45 CAD; e alta gastronomia costuma sair entre 70 e 120 CAD.
Outra coisa importante: o atendimento médico no Canadá é absurdamente caro (uma consulta sai de 200 CAD pra cima), então antes de embarcar pra comer bem em Vancouver, dá uma olhada em esse comparador de seguros. Ele compara as principais seguradoras do mundo em segundos e o link já vem com 18% de desconto exclusivo pros nossos leitores. Um seguro decente, com cobertura de pelo menos 30 mil dólares, sai por bem menos do que uma única consulta em emergência por lá.
Frutos do mar: a estrela de Vancouver
Estando colada no Pacífico, Vancouver tem peixe e marisco fresquíssimo, e esse é um dos motivos principais pra você reservar pelo menos um jantar nessa categoria.
Blue Water Cafe (Yaletown)
Um dos endereços mais icônicos pra frutos do mar da cidade. Fica num armazém histórico de tijolinho aparente, em Yaletown, com cara de jantar especial. O menu vai de ostras e lagosta a peixe-sabre e até wagyu, e a carta de vinhos é levada a sério. Tem até torre de frutos do mar pra dividir.
A gente sugere reservar com antecedência, principalmente sexta e sábado. O gasto fica em torno de 70-110 CAD por pessoa num jantar completo.
- Endereço: 1095 Hamilton St, Vancouver, BC V6B 5T4
- Horário: todos os dias, 16h30-22h30 (quinta a sábado até 23h30)

Go Fish (perto de Granville Island)
Esse é o oposto do Blue Water: um quiosque pequeno com mesinhas externas e vista pra baía, especializado em fish & chips e sanduíches de peixe fresco. Quase sempre tem fila no almoço — vá um pouco antes do meio-dia. Sai em torno de 15-25 CAD por pessoa e é uma das melhores refeições baratas da cidade.
Cardero’s (Coal Harbour)
Clássico na orla de Coal Harbour, com vista pra marina e cardápio variado (frutos do mar, hambúrgueres, pratos de pub). Não é o lugar mais sofisticado da lista, mas a vista no fim da tarde compensa. Faixa: 30-50 CAD por pessoa.
Cozinha japonesa: das melhores fora do Japão
Vancouver é citada por chefs do mundo inteiro como uma das melhores cidades pra comer sushi fora do Japão. Se você só puder escolher uma categoria pra investir, pode ser essa.
Miku (Waterfront)
O Miku é o templo do aburi sushi — aquele sushi levemente maçaricado, com molho próprio por cima, que virou marca da casa. Fica perto do Canada Place, com vista pro porto, e é um dos japoneses mais elogiados da cidade. Reserve com antecedência. Faixa: 60-90 CAD por pessoa.
Minami (Yaletown)
Minami é o “irmão” do Miku em Yaletown, com a mesma pegada de sushi aburi e cozinha japonesa contemporânea, mas com ambiente um pouco mais descontraído. Os ingredientes são locais e da estação, e harmonizam bem com a carta de sakês e vinhos. Aberto todo dia das 12h às 21h (sexta e sábado até 22h). Faixa: 60-80 CAD por pessoa.
- Endereço: 1118 Mainland St, Vancouver, BC V6B 2T9

Tojo’s (Broadway)
Aqui é alta gastronomia japonesa pura. O chef Hidekazu Tojo é uma referência mundial e a casa tem fama de servir o melhor omakase da cidade. Não é barato — facilmente passa de 100 CAD por pessoa — mas pra quem ama japonês de verdade, é experiência inesquecível. Reserva obrigatória.
Kingyo (West End)
Se você quer experimentar um izakaya animado, esse é o endereço. Pequenas porções pra compartilhar, ambiente cheio e barulhento (no bom sentido), muito popular entre os locais. Sai em torno de 30-50 CAD por pessoa e quase sempre precisa reservar.
Cozinha contemporânea e fine dining
Hawksworth Restaurant (Downtown)
Fica dentro do Rosewood Hotel Georgia, um hotel de luxo no centro, e é parada certa pra quem busca cozinha contemporânea de alto nível. Comandado pelo chef David Hawksworth, abriu em 2011 e desde então faz parte de toda lista séria de melhores restaurantes do Canadá. Aparece no Guia MICHELIN e a carta de vinhos é uma das mais completas da cidade.
Funciona todos os dias das 11h30 às 22h (sexta e sábado até 23h), com happy hour das 16h às 18h. Faixa: 80-150 CAD por pessoa, dependendo do menu.
- Endereço: 801 W Georgia St, Vancouver, BC V6C 1P7

L’Abattoir (Gastown)
Bistrô fino de cozinha franco-canadense em Gastown, recomendado pelo Guia MICHELIN. Foi aberto em 2010 pelo chef Lee Cooper e ficou conhecido pelos coquetéis autorais e pratos com caviar, foie gras e ostras. Bom programa pra jantar combinado com um passeio no fim de tarde por Gastown.
- Endereço: 217 Carrall St, Vancouver, BC V6B 2J2
- Horário: terça a domingo, 17h-23h

Pidgin (Gastown)
Bistrô de fusão asiática contemporânea, também em Gastown. Pratos criativos, apresentação caprichada, formato de degustação pra compartilhar. Ambiente informal-chique. Faixa: 50-80 CAD por pessoa.
Vij’s: o melhor indiano do continente
O Vij’s não é só um bom indiano em Vancouver — o New York Times já listou ele entre os melhores restaurantes indianos do mundo. Comandado pelo chef Vikram Vij, completou 30 anos em 2024 e segue lotado. A proposta é cozinha indiana autêntica feita com ingredientes locais e sustentáveis, e o cardápio muda com frequência.
Não aceita reserva pra jantar — chegue cedo (antes das 18h) ou prepare-se pra esperar no bar. Aberto todos os dias das 17h30 às 21h30 (sexta e sábado até 22h). Gasto médio entre 50 e 100 CAD por pessoa.
- Endereço: 3106 Cambie St, Vancouver, BC V5Z 2W2

Teahouse in Stanley Park: refeição com vista
O Teahouse fica dentro do Stanley Park, um dos maiores parques urbanos do mundo, com vista pro mar e pôr do sol que viraliza nas redes. A casa funciona desde 1978 e o menu tem frutos do mar, opções vegetarianas e veganas. Boa pedida pra um almoço ou jantar com vista, especialmente combinado com uma volta de bike pelo Seawall.
É um dos lugares preferidos da cidade pra pedido de casamento e festa, então o ambiente é mesmo aquele de “ocasião especial”.
- Endereço: 7501 Stanley Park Dr, Vancouver, BC V6G 1Z4

Brunch, café e doces
Medina Café (Downtown)
Brunch lendário em Vancouver. A fila no fim de semana é parte do programa — vai e encara, ou cai cedo (antes das 9h). Os carros-chefe são os waffles belgas, os ovos com chouriço e o café com lavanda da casa. Faixa: 20-35 CAD por pessoa.
Nero Belgian Waffle
Pequeno, especializado em waffles belgas com coberturas variadas. Ótimo pra café da tarde rápido entre passeios pelo centro.
Bella Gelateria
Sorveteria artesanal premiada, com filas enormes no verão. Vale a pena combinar com um passeio na orla de Coal Harbour ou na Robson Street.
Comendo barato e o jeito Vancouver
Comer bem em Vancouver não precisa custar 100 CAD. Tem opções rápidas, gostosas e bem locais:
- Japadog: hot dog estilo japonês que nasceu em Vancouver e virou ícone da cidade. Tem com alga, maionese japonesa, teriyaki, tempurá — coisas que parecem doidas mas funcionam. Sai por 10-15 CAD e tem barraquinhas e lojas fixas no centro.
- Granville Island Public Market: mercadão coberto na Granville Island com dezenas de barracas de comida do mundo todo, peixes frescos, padarias, queijos e doces. Almoço pode sair por 15-20 CAD.
- Tim Hortons: a cafeteria queridinha do Canadá. Café da manhã ou lanche da tarde por 5-10 CAD. Não é gourmet, mas é cultura local.
- Cactus Club Cafe: rede canadense moderna, com bowls, frutos do mar, hambúrgueres e drinks bons. Ótimo custo-benefício pra grupos. Faixa: 30-45 CAD por pessoa.
- Old Spaghetti Factory (Gastown): massas em ambiente familiar, porções generosas, gasto médio de 20-30 CAD. Bom pra quem viaja com criança.
- Ramen e izakayas em Robson, Denman e Davie: tem dezenas de tigelas de ramen entre 12 e 20 CAD nessa região, perto do Stanley Park.
Night Market de Richmond: passeio gastronômico
Quem visita Vancouver entre maio e outubro tem um programa extra delicioso: o Night Market de Richmond, na região metropolitana. São dezenas de barraquinhas de comida asiática — takoyaki, bubble tea, dumplings, tornado potato, sobremesas malucas — em clima de festival. Dá pra ir tranquilo de SkyTrain (Canada Line) + uma caminhada curta.
É uma das melhores experiências gastronômicas baratas perto de Vancouver e mostra muito da influência asiática que define a comida local. Vá com fome e dinheiro em mãos (algumas barracas só aceitam cash).
Erros que brasileiro comete em Vancouver
- Chegar pra jantar às 21h: várias cozinhas já encerraram. Mire entre 18h e 20h.
- Não reservar: casas como Blue Water, Miku, Minami, Tojo’s e os Michelin lotam fácil. Reserve uns dias antes.
- Esquecer da gorjeta: deixar zero ou 5% é interpretado como protesto contra o serviço. O padrão é 15-20%.
- Calcular o gasto só pelo prato: com bebida, taxas e gorjeta, a conta sobe uns 25-30% sobre o valor do menu. Lembre disso na hora de orçar.
- Ignorar a parte asiática: Vancouver não é Nova York nem Toronto. O forte aqui é japonês, chinês, coreano e fusão. Reduzir a viagem a hambúrguer e pizza é desperdiçar a melhor parte.
- Não explorar mercados e food carts: Granville Island Market, Japadog e os night markets são parte da cultura local — não deixe passar.
Como achar passagens aéreas baratas pra Vancouver
Passagem boa é a maior economia possível na viagem. Algumas dicas que sempre funcionam:
Primeiro: pesquise com antecedência e foque na baixa temporada (geralmente outono e inverno fora do Natal). Quanto mais cedo, melhor o preço.
Segundo: brinque com dias e horários. Voos de meio de semana (segunda a quinta) e em horários menos populares saem bem mais baratos do que voos noturnos no fim de semana.
Terceiro: use um comparador de passagens aéreas em vez de pesquisar em cada companhia. Ele compara tudo de uma vez e mostra as melhores combinações. A gente sempre economiza muito usando esse — é um dos melhores do mercado.

Onde se hospedar em Vancouver
A localização do hotel impacta direto na sua experiência gastronômica em Vancouver — ficando no centro ou em Yaletown, você anda pra praticamente todos os restaurantes da lista. Olha a melhor região pra se hospedar em Vancouver e os hotéis que a gente recomenda:
Onde ficamos em Vancouver (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Downtown Vancouver é a melhor região para o turista se hospedar. O bairro apresenta inúmeras vantagens: transporte para todas as zonas da cidade, pontos turísticos acessíveis a pé, comércio e restaurantes. E pelo centro também estão localizados alguns distritos turísticos imperdíveis, como o Gastown, uma das zonas mais charmosas de Vancouver.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre restaurantes em Vancouver
Qual é a faixa de preço média de um jantar em Vancouver?
Um jantar em restaurante casual costuma sair entre 25 e 45 CAD por pessoa, sem bebida alcoólica. Casas mais sofisticadas ficam entre 70 e 120 CAD. Some sempre 15-20% de gorjeta e impostos.
Precisa reservar restaurante em Vancouver?
Sim, principalmente pra jantar nas casas mais famosas (Blue Water, Miku, Minami, Hawksworth, Tojo’s, L’Abattoir). Sexta e sábado lotam fácil. Reserve com pelo menos alguns dias de antecedência pelo site oficial ou OpenTable.
Quanto se dá de gorjeta em restaurantes em Vancouver?
O padrão é 15% pra serviço bom, podendo ir de 10% (serviço fraco) a 20% (excelente). Em mesas grandes, geralmente 6 pessoas ou mais, a gorjeta de cerca de 18% costuma vir automaticamente incluída na conta.
Qual horário os restaurantes funcionam em Vancouver?
O almoço rola entre 11h e 14h ou 15h. O jantar tem pico entre 18h30 e 19h30, e muitas cozinhas encerram por volta de 21h30-22h. Steakhouses e bares de coquetelaria ficam abertos até mais tarde, mas não é a regra.
Qual é o melhor restaurante japonês de Vancouver?
Os mais consagrados são Miku e Minami (referências em aburi sushi), além do Tojo’s, que é alta gastronomia japonesa pura. Pra izakaya animado e com ótimo custo-benefício, o Kingyo é a melhor pedida.
Onde comer barato em Vancouver?
Granville Island Public Market, Japadog, food trucks pelo centro, Tim Hortons pro café da manhã, ramen em Robson/Denman e a rede Old Spaghetti Factory pra massas. Tudo entre 10 e 25 CAD por pessoa.
Vancouver tem restaurantes com estrela MICHELIN?
Sim. O Guia MICHELIN passou a cobrir Vancouver e a cidade já tem várias casas premiadas e recomendadas, como Hawksworth, Botanist, Sushi Masuda e iDen & QuanJuDe, entre outras.
Posso beber água da torneira nos restaurantes?
Pode, e é o padrão local — basta pedir “tap water” e ela vem de graça. Se quiser água com gás, peça “sparkling water”, que aí é cobrada normalmente.
Economize ao máximo na sua viagem a Vancouver:
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Vancouver é uma daquelas cidades em que a gente sai mais gordo do que entrou — e sem arrependimento nenhum. Reserve com antecedência, jante mais cedo do que está acostumado, deixe a gorjeta certinha e foque na cozinha asiática e nos frutos do mar, que é onde a cidade brilha de verdade. Bom apetite e boa viagem!