
Se você vai pra San Andrés, pode marcar no calendário: o passeio por Johnny Cay é praticamente obrigatório. É aquela ilhota que aparece em todas as fotos do mar de 7 cores, a poucos minutos de lancha da praia principal, com areia branca, coqueiros e aquele clima caribenho de música alta, peixe frito e drink no coco.
A gente já fez esse passeio mais de uma vez e a primeira impressão é sempre a mesma: o tom do mar quando a lancha se aproxima da ilhota não parece real. Parece edição de foto. Mas tem alguns detalhes práticos que fazem toda a diferença pra você não cair em furada nem voltar frustrado.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de San Andrés a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, passeios, seguro, chip, comida e o que mais você precisar.
O que é Johnny Cay e por que vale a visita
Johnny Cay é uma ilhota minúscula a cerca de 1,5 km da costa de San Andrés, visível direto da Playa Spratt Bight. É tão pequena que dá pra dar a volta inteira pela praia em pouco tempo. O ambiente é simples: barracas na areia, restaurantes rústicos servindo peixe frito e arroz de coco, muito coqueiro, música caribenha no volume máximo (reggae, reggaeton, vallenato) e um mar raso, claríssimo, em volta de um recife.
O foco do passeio é dia de praia, não snorkeling avançado. Quem espera uma ilha deserta e silenciosa vai se frustrar — Johnny Cay é animada, cheia, com vendedores de artesanato, trancinhas no cabelo e aquele ar de ilha turística caribenha clássica.

Como chegar em Johnny Cay
A travessia é rápida: dependendo do barco, são em torno de 7 a 15 minutos de lancha da ilha principal até Johnny Cay. As saídas mais comuns partem do norte de San Andrés:
- Playa Spratt Bight — direto da faixa de areia, onde funciona a Cooperativa de Lancheros (C’Brothers).
- Muelle Tonino e outros pequenos cais da ponta norte.
Os horários padrão são saídas por volta de 9h às 9h30 e retornos entre 13h30 (meio período) e 15h-15h30 (dia quase inteiro). Algumas empresas deixam você voltar até umas 17h pagando um extra. Vale chegar cedinho na praia, antes das 9h, pra garantir lugar e não pegar fila no embarque.
Vale ir pela cooperativa ou contratar uma agência?
Tem três jeitos principais de fazer o passeio, e cada um tem um perfil:
- Direto com a cooperativa na Spratt Bight — costuma ser a opção mais em conta pro transporte simples. Você chega na casinha de madeira, compra o ticket, coloca o colete e espera a sua lancha ser chamada. Bom pra quem quer economizar e não se importa com burocracia.
- Agência local ou hotel — vende combos (Johnny Cay + Aquário + volta à ilha), com preço um pouco maior mas mais conveniência. Algumas ainda incluem traslado do hotel até a marina, útil pra quem tá em San Luis ou regiões mais afastadas.
- Sites de passeios online — opção que a gente prefere quando quer comprar com antecedência, em reais, sem precisar fechar nada na hora.
Pra fechar com antecedência (e dormir tranquilo sabendo que tá tudo certo), a gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens. O pagamento é em reais (sem IOF, dá pra parcelar), o cancelamento na maior parte dos passeios é gratuito até pouco antes da data, e o atendimento é em português. Pra um passeio em que o mar pode atrapalhar, ter flexibilidade pra cancelar e remarcar é ouro.
Aliás, especificamente pra Johnny Cay, dá pra ver os detalhes da excursão por Johnny Cay clicando aqui — duração, o que tá incluído, ponto de encontro e avaliações de quem já fez.

Quanto custa o passeio
Os valores variam bastante com câmbio, temporada e se você compra direto na praia ou fecha combo com agência. Use estes números como referência aproximada:
- Lancha ida e volta (cooperativa): em torno de 50 mil COP por pessoa (algo perto de R$ 70). Em algumas marinas, como Muelle Tonino, sobe pra uns 60 mil COP.
- Combos VIP de dia inteiro (Johnny Cay + Aquário + outras paradas): em torno de 85 mil COP pela cooperativa local. Em plataformas internacionais, geralmente entre US$ 20 e US$ 45 por pessoa.
- Taxa na marina/cais: cerca de 5 mil COP por pessoa.
- Taxa ambiental de entrada em Johnny Cay: em torno de 15 mil COP por pessoa (algo perto de R$ 20). Atenção: algumas agências já incluem essa taxa no preço, outras não. Sempre confirme antes de fechar pra não tomar susto no desembarque.
- Aluguel de cadeira + tenda/guarda-sol: em torno de 50 mil COP pelo conjunto.
- Almoço (prato de peixe, arroz de coco, patacón): em torno de 40 a 60 mil COP por pessoa.
- Cerveja: em torno de 8 mil COP. Drinks (coco loco, piña colada): 12 a 20 mil COP.
Conta com um gasto total na casa de 100 a 150 mil COP por pessoa num dia típico em Johnny Cay (lancha, taxa, cadeira e consumo básico), sem contar compras extras.
Vale fazer Johnny Cay + Aquário no mesmo dia?
A gente errou nessa na primeira vez. Comprou o combo Johnny Cay + Aquário Natural + Haynes Cay achando que era a jogada esperta — e voltou com a sensação de não ter curtido nenhum dos dois direito. O roteiro fica corrido, com embarques e desembarques constantes, e em Johnny Cay a gente ficou pouco tempo de praia.
Se você tem só um dia, escolhe um e curte com calma. Se tem mais tempo, melhor separar: um dia inteiro em Johnny Cay e outro pra Aquário + Haynes Cay (que também é incrível, mas mais raso e mais focado em ver peixes e arraias).
Melhor época pra ir
O clima em San Andrés é caribenho o ano todo, mas tem variações importantes:
- Dezembro a abril: alta temporada seca, mais sol, mar mais calmo. É a melhor janela pro passeio.
- Setembro a novembro: período mais chuvoso e com mar mais agitado. San Andrés não é foco da temporada de furacões, mas frentes tropicais podem cancelar passeios por segurança.
Dia de mar calmo é fundamental — a lancha balança menos e a água fica ainda mais cristalina. Se o mar tá muito agitado, o passeio pode ser cancelado, então confirme sempre na véspera. E se puder, vá em dia de semana: fim de semana e feriado colombiano lota tudo, música mais alta, fila no banheiro, menos espaço na areia.

O que fazer na ilha
Dar a volta completa. Johnny Cay é tão pequena que dá pra caminhar a ilha inteira pela faixa de areia em pouco tempo. Vale fazer isso logo na chegada pra ver os diferentes tons de azul e achar um trecho menos cheio pra estender a canga.
Banho de mar. O mar ao redor é raso e transparente, com aquela variação de azul, verde e turquesa que dá nome ao mar de 7 cores. Em alguns trechos tem mais correnteza e ondas, em outros é quase uma piscina. Respeite as áreas sinalizadas e não se afaste demais.
Comer e beber na ilha. As barracas servem peixe frito, arroz de coco, patacón, salada, às vezes lagosta e camarão. Pra beber, o clássico coco loco (servido no próprio coco) e a piña colada são quase obrigatórios. Não espere alta gastronomia — é comida simples, mas com aquele tempero caribenho que faz sentido no contexto.
Fotos. Johnny Cay é um dos cenários mais fotografados do arquipélago. Os melhores ângulos são o pier de madeira, os coqueiros inclinados e a faixa de areia branca com o mar transparente atrás.
Antes de viajar, garanta o seguro viagem e o chip
Pra Colômbia, atendimento médico pra turista pode sair caro — uma consulta simples já custa o preço de um passeio inteiro de Johnny Cay. Por isso, seguro viagem é proteção que não dá pra deixar de fora. A gente sempre fecha por esse comparador de seguros, que compara as principais seguradoras do mercado e tem um desconto exclusivo pra leitor do Grupo Dicas. Vale a pena escolher uma cobertura com bagagem e cancelamento de passeios também — útil pra um destino onde o mar pode atrapalhar.
E pro celular funcionar direito desde o aeroporto, sem mexer com chip local nem pagar roaming, a gente usa esse chip de viagem que a gente usa. Chega ativo, funciona em San Andrés e no resto da Colômbia, e te resolve mapa, WhatsApp e Uber/Didi sem dor de cabeça.
Dicas práticas que fazem diferença
- Leve pesos colombianos em espécie. Cadeira, banheiro, bebidas — quase tudo na ilha se paga em dinheiro. Já vimos gente passar perrengue tentando pagar tudo no cartão.
- Protetor solar e chapéu sempre. A ilha é aberta, o vento do mar engana e é comum voltar com queimadura forte. Reaplique a cada duas horas.
- Banheiro é pago, cerca de 3 mil COP por uso. Separe dinheiro trocado.
- Sapatilha aquática ajuda pra quem tem pé sensível, embora a areia em geral seja fina.
- Bolsa estanque ou saquinho impermeável pra celular e documentos — a travessia de lancha molha tudo.
- Colete salva-vidas é obrigatório na lancha. Operadores sérios cuidam disso, mas confirme.
- Se enjoa em barco, leve remédio. A travessia é curta, mas em dia de mar agitado dá pra se sentir mal.
Erros comuns de brasileiros em Johnny Cay
- Tentar fazer Johnny Cay + Aquário no mesmo dia. Fica corrido, você não curte nenhum dos dois direito.
- Subestimar o sol. Vento e mar fresco enganam — queimadura forte é certeza pra quem não passa protetor de hora em hora.
- Não levar dinheiro em espécie. Achar que vai pagar tudo no cartão e descobrir, na ilha, que cadeira e banheiro só aceitam cash.
- Fechar o primeiro passeio que aparece no hotel. Vale pesquisar a cooperativa direto na praia ou comparar com preços online antes de pagar caro à toa.
- Não checar se a taxa ambiental tá incluída. Resultado: surpresa de cobrança extra no desembarque.
- Esperar ilha deserta. Johnny Cay tem música alta, gente, vendedores. Se você quer silêncio, esse não é o passeio.
- Levar objetos de valor. Bolsa, celular e documentos molham fácil. Leve só o essencial.
Onde ficamos em San Andrés (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões em San Andrés que são as melhores para os turistas. Uma delas é o Centro, ideal para quem quer ficar perto das praias, restaurantes e do agito da ilha. A outra é San Luis, uma região mais tranquila e com belas praias, além de oferecer preços geralmente mais acessíveis do que no Centro.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o passeio por Johnny Cay
Quanto tempo dura o passeio em Johnny Cay?
Depende do pacote escolhido. O meio período tem saída por volta das 9h e retorno às 13h30. O dia quase inteiro vai até umas 15h-15h30. Algumas empresas oferecem retorno mais tarde, até cerca de 17h, pagando um extra.
Quanto custa o passeio por Johnny Cay?
Só a lancha ida e volta sai por volta de 50 mil COP por pessoa pela cooperativa. Somando taxa ambiental, cadeira e almoço, conte com um gasto total de 100 a 150 mil COP por pessoa num dia típico. Combos com Aquário e outras paradas custam mais.
Precisa pagar entrada em Johnny Cay?
Sim. Existe uma taxa ambiental cobrada no desembarque, em torno de 15 mil COP por pessoa. Algumas agências já incluem essa taxa no preço do passeio, outras não — confirme antes de comprar pra não tomar susto.
Como chegar em Johnny Cay?
De lancha, em uma travessia de 7 a 15 minutos. As saídas mais comuns partem da Playa Spratt Bight (Cooperativa de Lancheros) e do Muelle Tonino, no norte de San Andrés. Os embarques começam por volta das 9h da manhã.
Vale a pena fazer Johnny Cay e o Aquário Natural no mesmo dia?
Em geral, não. O roteiro fica corrido e você acaba não curtindo bem nenhum dos dois. Se tiver tempo, separe um dia pra cada — ou pelo menos faça uma das opções com calma e deixe o segundo passeio pra outro dia.
Qual a melhor época pra fazer o passeio?
De dezembro a abril, na temporada seca, com mar mais calmo e mais sol. Setembro a novembro é o período mais chuvoso, com risco de cancelamento por mar agitado. Dia de semana é melhor que fim de semana pra evitar lotação.
Tem como pagar com cartão em Johnny Cay?
Alguns restaurantes podem aceitar, mas a regra na ilha é o dinheiro em espécie. Cadeira, banheiro, bebidas e pequenos consumos quase sempre são em pesos colombianos. Leve dinheiro trocado pra evitar dor de cabeça.
O passeio pode ser cancelado por causa do mar?
Sim. Em dias de mar muito agitado ou frentes climáticas, a travessia é cancelada por segurança. Por isso vale fechar com uma operadora que permita cancelamento ou remarcação gratuita — comprar pela internet, com pagamento em reais, costuma dar mais flexibilidade que comprar na praia.
Economize ao máximo na sua viagem a San Andrés e Colômbia
- Economizando: quer planejar a viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para a Colômbia, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
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Johnny Cay é um daqueles passeios que, mesmo com música alta e ilha cheia, vale cada minuto pelo cenário absurdo do mar de 7 cores. Vai com pesos no bolso, protetor solar reforçado e expectativa de ilha animada — e prepara o celular pras fotos, porque o azul do mar ali não tem filtro que dê conta.