
Se você só tem 24 horas pra curtir essa ilha caribenha colombiana, dá pra aproveitar muito — desde que organize bem o tempo. A gente montou esse roteiro de um dia em San Andrés com base nas vezes que esteve por lá, pensando em quem tem escala, conexão longa ou um dia livre na ilha. A ideia é equilibrar praia urbana, um passeio de barco pro famoso mar de 7 cores e tempo pra comer bem e conhecer o calçadão.
San Andrés é pequena (uns 12 km de comprimento), o que ajuda muito num roteiro curto. Mas tem dois detalhes que pegam o brasileiro de surpresa: o sol caribenho queima rápido e as taxas extras aparecem aqui e ali. A gente vai te contar tudo pra você não cair em armadilha.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de San Andrés a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e passeios.
Antes de começar: taxas e burocracia da ilha
San Andrés cobra uma taxa de entrada (cartão de turismo) em torno de 40.000 pesos colombianos por pessoa, paga normalmente no aeroporto antes do embarque pra ilha. Guarde esse cartão, porque pedem na saída.
Além disso, alguns passeios de barco têm taxas extras de embarque ou de acesso às ilhotas, em torno de 5.000 a 10.000 pesos por pessoa. Não são valores altos, mas vão somando — considere isso no orçamento do dia.
Manhã: Playa Spratt Bight e o calçadão
Comece o dia cedo na Playa Spratt Bight, a principal praia urbana da ilha. Fica no centro, tem mar calmo, raso e com aqueles tons de azul caribenho que a gente vê nas fotos. É perfeita pra encarar o primeiro mergulho do dia, tirar a foto clássica do letreiro “I love San Andrés” e dar uma caminhada pelo Paseo Peatonal, o calçadão à beira-mar com lojinhas, bares e cafés.

Aqui dá pra tomar um café da manhã reforçado num dos cafés da orla e alugar cadeira e guarda-sol (o conjunto costuma sair em torno de 30.000 a 60.000 pesos por dia, dependendo da temporada). Pra quem é mais aventureiro, tem opções de jet ski e parasailing rolando na praia mesmo.
Dica importante: passe protetor solar antes de sair do hotel e reaplique a cada 2 horas. A gente vê muito brasileiro chegando confiante porque “já pegou sol” e voltando vermelho como pimentão no fim do dia. O sol caribenho é traiçoeiro.
Meio do dia: passeio de barco pra Johnny Cay e Acuario
Esse é, sem dúvida, o passeio que justifica colocar San Andrés no roteiro. Os barcos saem do porto, no centro, normalmente entre 8h e 9h da manhã — então se você quiser fazer Spratt Bight de manhã cedo e depois embarcar, dá certinho se acordar cedo.
O combinado clássico inclui duas paradas:
- Johnny Cay: uma ilhota com coqueiros, areia branca e mar raso. Visual super caribenho, mas vale avisar que costuma ficar bem cheia e com música alta, principalmente em alta temporada.
- Acuario (El Acuario / Haynes Cay): um banco de areia com água transparente e raso, perfeito pra snorkel. É aqui que aparecem os peixinhos coloridos e dá pra ver o fundo do mar sem esforço.
Os preços variam bastante: passeios em barcos coletivos maiores ficam em torno de 50.000 a 70.000 pesos por pessoa, enquanto lanchas com grupo reduzido e mais estrutura podem chegar perto de 170.000 pesos. Vale pesquisar em 2 ou 3 agências no centro antes de fechar.
Se preferir reservar com antecedência num site confiável, em reais e com cancelamento gratuito, esse site que a gente usa em todas as viagens tem opções de passeios em San Andrés (inclusive de barco com fundo de vidro pra ver os corais). A grande vantagem é pagar em reais sem IOF, parcelar em até 12x e poder cancelar sem custo caso o mar feche.

Erro clássico que a gente já viu: ir pra esses passeios sem sapatilha de neoprene. Tem muito coral e pedra na entrada do mar, e os cortes são frequentes. Se não levar do Brasil, compre na ilha mesmo (custa em torno de 15.000 pesos). Faz toda diferença.
Alternativa: volta à ilha em vez do barco
Se o mar estiver agitado (mais comum entre agosto e novembro) ou se você simplesmente não curte passeio de barco, a alternativa é fazer a volta à ilha por terra. San Andrés é pequena, então dá pra rodar em algumas horas parando nos pontos principais:
- West View: piscina natural com estrutura, trampolim, escada pra entrar no mar e água super transparente. Ótimo pra snorkel.
- La Piscinita: parecido com West View, também excelente pra ver peixinhos.
- Hoyo Soplador: um buraco na rocha que “sopra” água quando a onda entra por baixo. Funciona melhor com mar mais agitado.
- Praias de San Luis: trechos mais tranquilos, com faixas de areia largas e menos gente.
Em alguns desses pontos cobra-se uma entradinha de 4.000 a 15.000 pesos por pessoa. Pra fazer essa volta, dá pra alugar um mule (carrinho de golfe) por uma diária em torno de 40 a 60 USD pra grupo pequeno, scooter em torno de 20 a 25 USD, ou contratar táxi por trechos (em torno de 20.000 a 40.000 pesos por trecho).
Aluguel de carro/mule em San Andrés
Pra rodar a ilha com liberdade, principalmente se você é grupo de amigos ou família, vale comparar preços com antecedência. A principal dica pra economizar é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Onde almoçar em San Andrés
Pra um dia só, dá pra encaixar o almoço de duas formas: leve algo da praia/barco mesmo (vários passeios incluem refeição em Johnny Cay) ou volte ao centro pra comer com mais calma.
Algumas opções que valem a pena:
- La Regatta: um dos mais famosos da ilha, de frente pro mar e ambiente arrumadinho. Pratos a partir de 35.000 pesos, com porções bem servidas. Em alta temporada, vale reservar.
- Restaurantes do calçadão de Spratt Bight: várias opções servindo peixe do dia, camarões e pratos caribenhos com coco. Pratos principais costumam ficar entre 60.000 e 80.000 pesos nos lugares mais turísticos.
- Comer barato: os trailers de hambúrguer da rua são surpreendentemente bons, em torno de 10.000 pesos. Já refeições simples (corriente) em barzinhos locais saem em torno de 10 a 20 USD por pessoa.
Final de tarde e noite: pôr do sol e calçadão
Volte pra Spratt Bight no fim da tarde pra pegar o pôr do sol — a luz do entardecer na praia urbana é uma das coisas mais bonitas da ilha. Em seguida, o calçadão ganha vida com música ao vivo, gente passeando e bares lotando.

Jante num restaurante à beira-mar experimentando a culinária caribenha (rondón é o prato típico — peixe ou frutos do mar no leite de coco) e depois aproveite algum barzinho pra encerrar o dia com música ao vivo. San Andrés tem uma energia bem gostosa à noite.
Quanto custa um dia em San Andrés (resumo)
- Taxa de entrada na ilha: em torno de 40.000 pesos por pessoa.
- Passeio Johnny Cay + Acuario: entre 50.000 e 170.000 pesos por pessoa, dependendo do tipo de barco.
- Taxas extras nas ilhotas: 5.000 a 10.000 pesos por pessoa.
- Aluguel de mule ou scooter: em torno de 20 a 60 USD por dia.
- Refeições: de 10 a 20 USD em opção econômica, ou 35.000 a 80.000 pesos em restaurante turístico.
- Entradas em West View, La Piscinita etc.: 4.000 a 15.000 pesos por pessoa.
Erros comuns que a gente vê brasileiro cometendo
- Subestimar o sol caribenho: queimadura em 1 dia é praticamente garantida sem protetor. Reaplique sempre.
- Esquecer a sapatilha de neoprene: em West View, Acuario e La Piscinita, sem ela você corta o pé fácil.
- Fechar tudo na primeira agência: os preços variam muito. Cheque pelo menos 2 ou 3 opções no centro ou reserve antes pela internet.
- Não considerar as taxinhas extras: são pequenas, mas constantes — guarde dinheiro em espécie.
- Achar que 1 dia é suficiente: dá pra aproveitar bem, mas se puder ficar pelo menos 3 noites, vale muito mais a pena. Tem passeio pra mais de dia.
- Levar pouco dinheiro em espécie: nem todo lugar aceita cartão, e câmbio na ilha é limitado (Bancolombia e Western Union no centro).
Seguro viagem: não esqueça
Atendimento médico no exterior pode sair caro, e em San Andrés, sendo uma ilha, qualquer remoção pra hospital maior é complicada e custosa. A gente sempre fecha seguro antes de viajar — usa esse comparador de seguros, que mostra os planos das principais seguradoras lado a lado e já vem com 18% de desconto exclusivo. Pagamento em reais e atendimento em português 24h.
Chip de viagem pra usar internet o dia todo
Pra resolver mapa, comunicação com agência de passeio, GPS e fotos pra rede social, ter internet o dia todo é essencial. A gente usa esse chip de viagem que a gente usa, que chega no Brasil antes da viagem, ativa na hora que pousa e cobre San Andrés sem dor de cabeça. Sai bem mais barato que pacote de operadora brasileira.
Onde ficamos em San Andrés (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões em San Andrés que são as melhores para os turistas. Uma delas é o Centro, ideal para quem quer ficar perto das praias, restaurantes e do agito da ilha. A outra é San Luis, uma região mais tranquila e com belas praias, além de oferecer preços geralmente mais acessíveis do que no Centro.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre um dia em San Andrés
Vale a pena ir a San Andrés por apenas 1 dia?
Vale, principalmente se você está de escala ou passando rapidamente pela Colômbia. Em um dia dá pra conhecer Spratt Bight e fazer o passeio de barco pra Johnny Cay e Acuario, que já mostram o melhor da ilha. Mas o ideal é ficar pelo menos 3 noites pra aproveitar com calma.
Qual é a melhor época pra visitar San Andrés?
De dezembro a abril o clima é mais seco e o mar mais calmo, ideal pros passeios de barco. Entre agosto e novembro chove mais e o mar fica agitado, com risco de cancelamento de passeios. Fim de ano, janeiro, Semana Santa e férias colombianas são alta temporada — tudo lota e fica mais caro.
É melhor fazer Johnny Cay e Acuario ou volta à ilha?
Se o mar tiver bom, o passeio de barco pra Johnny Cay e Acuario é mais icônico e justifica a viagem. Se o mar estiver agitado, a volta à ilha de mule ou scooter com paradas em West View e La Piscinita é uma alternativa excelente e tranquila.
Quanto custa um dia em San Andrés?
Considerando passeio de barco (em média 70.000 pesos), almoço em restaurante turístico (60.000 pesos), taxas e umas entradinhas, dá pra fazer um dia básico em torno de 150.000 a 250.000 pesos por pessoa, fora a taxa de entrada na ilha e bebidas.
Precisa de sapatilha de neoprene em San Andrés?
Precisa muito. Os pontos de snorkel (Acuario, West View, La Piscinita) têm corais e pedras na entrada da água, e cortes são frequentes. Se não levar do Brasil, compre na ilha por uns 15.000 pesos.Como me locomover em San Andrés em um dia?
As opções são táxi (20.000 a 40.000 pesos por trecho), scooter (20-25 USD diária), mule/carrinho de golfe (40-60 USD pra grupo) ou caminhar no centro. Pra um dia só, combinar táxi com o passeio de barco já cobre tudo.
Precisa pagar alguma taxa pra entrar em San Andrés?
Sim. Tem o cartão de turismo em torno de 40.000 pesos por pessoa, normalmente pago antes do embarque pra ilha. Guarde o cartão até sair, pois é exigido. Alguns passeios também têm taxinhas extras de 5.000 a 10.000 pesos.
Economize ao máximo na sua viagem a San Andrés:
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para a Colômbia, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar os ingressos para as atrações da Colômbia da forma mais barata e segura.
- Carro: se quiser alugar um carro pela Colômbia, leia como alugar um carro na Colômbia pelo menor preço possível.
- Pesos colombianos: veja a melhor forma de levar dinheiro para a Colômbia, com os prós e contras de cada opção.
- Celular: garanta um chip internacional ainda no Brasil clicando aqui. É mais fácil e barato.
- Hospedagem: veja também onde ficar em Cartagena caso vá emendar com outras cidades da Colômbia.
- Seguro viagem: veja aqui como contratar o melhor (e mais barato) seguro viagem pra Colômbia.
- Transfer: saiba aqui como reservar transfer do aeroporto pelo menor preço.
Um dia em San Andrés rende bastante se você sair cedo, organizar bem o passeio de barco e não esquecer dos básicos: protetor solar, sapatilha de neoprene e dinheiro em espécie pras taxinhas. A gente sempre fala: a ilha é pequena, mas o mar de 7 cores guarda lembrança pra vida toda. Boa viagem!