
San Andrés é aquele tipo de destino que entrega muito em pouco tempo: uma ilha pequena, de uns 13 km de norte a sul, cercada pelo famoso mar de 7 cores, com Johnny Cay, El Acuario, piscinas naturais e uma volta de buggy que rende o dia inteiro. Em 3 dias dá pra fazer praticamente o melhor da ilha sem correria — desde que a gente organize bem cada dia.
Quando a gente foi pra San Andrés a primeira vez, o erro clássico foi tentar encaixar tudo nos dois últimos dias: o mar virou no terceiro, vários passeios de barco foram cancelados e ficamos com aquela sensação de que faltou ilha. A dica número um é distribuir os passeios desde o dia da chegada — e este roteiro foi montado exatamente pensando nisso.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de San Andrés a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos. Bora pro roteiro!
Antes de começar: o que saber sobre San Andrés
Algumas coisinhas práticas que ajudam muito a planejar:
- Taxa de entrada na ilha: San Andrés cobra uma taxa de turismo, paga no aeroporto antes do embarque, em torno de COP 40.000 por pessoa. Guarda o cartãozinho até a saída, porque pedem.
- Moeda: peso colombiano (COP). Tem casa de câmbio e bancos no centro, mas leva uma graninha em espécie — muitos passeios e taxas locais só aceitam dinheiro físico.
- Tamanho: ilha pequena, dá pra dar a volta completa em algumas horas de buggy ou moto, parando bastante.
- Mar de 7 cores: a fama é real e vem da combinação de profundidades diferentes, recifes e areia clara. Os melhores ângulos saem do alto (parasailing) ou da estrada de contorno.
Como se locomover em San Andrés
Pra um roteiro de 3 dias, o esquema que mais funciona é: 1 dia inteiro de barco (Johnny Cay + El Acuario), 1 dia de buggy ou moto (volta à ilha) e 1 dia mais leve entre praia urbana, parasailing e centro.
- Moto/scooter: diária em torno de US$ 20–25, ótima pra quem se vira bem com duas rodas.
- Mule/buggy (tipo carrinho de golfe): diária a partir de US$ 40–50 nos modelos simples. É a opção preferida da maioria dos brasileiros — cabe casal ou família e dá uma vibe Caribe que casal posta foto até hoje.
- Táxi: útil pra trechos curtos e à noite, mas sai caro se virar rotina.
- Barcos: são o transporte oficial pras ilhotas (Johnny Cay, El Acuario, Haynes Cay).
Importante: na hora de alugar buggy ou moto, confere freios, luzes e se tem algum seguro básico incluído. À noite, vai com calma — a iluminação em alguns trechos da ilha é fraca.
Onde comprar os passeios pra economizar
A maior parte dos passeios em San Andrés (Johnny Cay, El Acuario, parasailing, cruzeiro com jantar, passeio de barco com fundo de vidro, transfer do aeroporto) a gente compra antecipado por esse site que a gente usa em todas as viagens. Tem três vantagens que fazem muita diferença:
- O pagamento é em reais, então a gente não paga IOF de pagamento internacional.
- Dá pra cancelar gratuitamente até 24h antes na maioria dos passeios — em ilha, isso é ouro, porque se virar o tempo, você reagenda sem perder.
- É a maior plataforma de passeios em espanhol e português do mundo, com tudo em português e suporte em português também.
Na alta temporada (dezembro a abril e julho), os passeios mais famosos esgotam fácil. Comprando com alguns dias de antecedência, a gente garante vaga e ainda costuma pagar menos do que negociando no porto na hora.
Quando ir pra San Andrés
A janela mais seca e com mar mais calmo costuma ser de dezembro a abril — é quando a água fica naquele azul vitrine de propaganda e os passeios de barco rodam praticamente todo dia. De maio a novembro chove mais, com picos em outubro e novembro, e tem risco de cancelamento de passeios marítimos. Em setembro e outubro vale ficar de olho na temporada de furacões no Caribe.
Se você só consegue ir em época mais instável, a dica é deixar Johnny Cay e El Acuario pro primeiro ou segundo dia — assim, se cair, ainda dá tempo de reagendar.
Primeiro dia em San Andrés: centro, Spratt Bight e mar de 7 cores do alto
O primeiro dia funciona melhor como dia de adaptação: chega no hotel, deixa as malas, almoça no centro e cai na praia urbana pra começar a sentir o ritmo da ilha.
De manhã/tarde, vai pra Playa Spratt Bight, a praia urbana principal, no centro. É aquela faixa de areia branquinha com vista pras ilhotas em frente, calçadão, lojinhas e bares. É um ótimo primeiro contato com o famoso mar de 7 cores.

Pra almoçar, uma parada clássica no centro é o Café Café — famoso pela limonada de coco, que é uma das coisas mais gostosas de comer com calor de 32°C. Pratos simples, preço honesto, ótimo pra começar.
Parasailing no fim da tarde
O grande programa do primeiro dia é o parasailing saindo da região central. É aquele paraquedas puxado por uma lancha que te ergue uns 80–100 metros acima do mar — e é dali do alto que você entende por que falam tanto do mar de 7 cores. As manchas de azul-turquesa, verde-claro, azul-marinho e os bancos de areia aparecem todos juntos. Custa em torno de US$ 50–60 por pessoa.
Quem prefere uma experiência mais tranquila pra ver a vida marinha pode fazer um passeio de barco com fundo de vidro — vale pra quem está com criança ou idosos no grupo e não quer se molhar tanto no primeiro dia.

Noite no calçadão
O calçadão de Spratt Bight ferve à noite: música ao vivo, vendedores, sorveterias, bares e restaurantes pé-na-areia. Não é a balada hardcore de Cancún, mas tem uma vibe caribenha animada, super gostosa pra um jantar de chegada. Vale experimentar pratos típicos como peixe frito com arroz de coco e patacones (banana verde frita).
Seguro viagem e chip: dois itens que não dá pra deixar passar
Antes de seguir pro segundo dia, dois recados importantes:
Seguro viagem: atendimento médico na Colômbia particular pode sair muito caro, e qualquer imprevisto (de uma virose a uma queda de buggy) pode estourar o orçamento da viagem inteira. A gente sempre usa esse comparador de seguros, que mostra todas as principais seguradoras lado a lado, com 18% de desconto exclusivo. Em poucos cliques dá pra fechar a apólice em reais e parcelado.
Chip internacional: em San Andrés a gente usa muito o celular pra abrir o Maps, conversar com motorista de buggy, conferir horário de passeio e mandar foto pra família. Sair pagando roaming da operadora brasileira é o caminho mais caro do mundo. A solução é levar esse chip de viagem que a gente usa: chega na casa antes da viagem, ativa lá e funciona pra Colômbia inteira.
Segundo dia em San Andrés: Johnny Cay + El Acuario (dia inteiro)
O passeio mais famoso da ilha — e por um motivo. Vale reservar um dia inteiro pra ele, normalmente das 9h até umas 16h–17h.
Johnny Cay
É uma ilhota minúscula de areia branca e coqueiros em frente ao centro, com mar daqueles que a gente vê em foto e não acredita que existe. Tem restaurantes simples no estilo barraca de praia, música caribenha e estrutura básica de cadeira e guarda-sol. Lota em alta temporada, então quanto mais cedo chegar, melhor.

El Acuario (Cayo Acuario)
Logo depois do Johnny Cay, o barco vai pro El Acuario — um banco de areia com piscinas naturais rasas, água transparente e cardumes de peixinhos que vêm cheirar a gente. Em vários trechos a água bate na cintura, então é ótimo até pra quem não nada bem. Algumas agências incluem também uma parada em Haynes Cay, que fica ao lado.
A gente comprou esse passeio pela plataforma que a gente sempre usa — saiu mais barato do que negociar no porto, garantiu vaga em alta temporada e ainda tinha cancelamento gratuito caso o mar virasse.
Dicas práticas pro dia
- Leva chinelo ou sapatilha aquática: o fundo do El Acuario tem pedras e conchinhas.
- Protetor solar biodegradável — em ilha sem sombra, o sol é impiedoso.
- Leva água e uma graninha em espécie pra eventuais taxas extras (porto e ilhas costumam cobrar COP 5.000–10.000 por pessoa).
- Se você ou alguém do grupo enjoa fácil, vale pagar um pouquinho mais e fazer o passeio de ponton (barco-plataforma mais largo) em vez de lancha rápida. É bem mais confortável.
Faixas de preço do passeio
Pra ter uma noção: barco público mais simples sai a partir de COP 50.000 por pessoa, ferry maior em torno de COP 70.000 e lancha de grupo pequeno (mais confortável) pode chegar a COP 170.000 — fora as taxas locais. Barco privado pra até 6 pessoas fica em torno de COP 1.000.000 o dia, ótimo pra famílias maiores que querem flexibilidade.
No fim do dia, volta pro hotel, banho gostoso e jantar tranquilo no centro — depois de 8 horas de sol e mar, ninguém aguenta programa pesado.
Terceiro dia em San Andrés: volta à ilha e piscinas naturais
O terceiro dia é o mais autoral de todos: alugar um buggy/mule ou moto e dar a volta completa na ilha, parando em cada cantinho legal. Dá pra fazer com calma, encaixando praia, piscina natural, almoço pé na areia e fotos no caminho.

Roteiro sugerido de paradas (sentido horário)
- Praia de San Luis (leste): faixa de areia bonita, águas rasas, restaurantes pé na areia. Ótima parada pra um banho de mar mais tranquilo e um almoço de peixe fresco.
- Hoyo Soplador (sul): um buraco na rocha que cospe um jato de água quando o mar bate forte. Depende da maré, mas o ponto em si rende foto e tem vendedores de coco.
- La Piscinita (oeste): piscina natural entre rochas, com água cristalina e cardumes — um dos melhores lugares pra snorkel na ilha.
- West View (oeste): outra piscina natural, com trampolim, tobogã, restaurante e estrutura de bar. Entrada em torno de COP 7.000 por pessoa. Lugar perfeito pra passar a tarde se você curte água-doce com pé d’água salgada.
- Mirantes ao longo da estrada de contorno: vários pontos de parar o buggy só pra olhar o mar de 7 cores do alto.
Quem não quer dirigir pode contratar um passeio de barco de volta à ilha, que faz o contorno parando em pontos de snorkel e banho — é uma alternativa ótima e relaxante.
Noite de despedida
Pra fechar a viagem, um jantar especial cai bem. O La Regatta é um clássico recomendado em San Andrés — restaurante à beira-mar, ótimo pra frutos do mar. Outra opção bem citada é o Mahi-Mahi, com pratos como mahi-mahi grelhado e lagosta. Reserve com antecedência, porque enche em alta temporada.
Quem quer algo diferente pode encerrar com um cruzeiro com jantar incluso — sai num catamarã ao pôr do sol, com música, comida e bebida a bordo. Vibe mais animada, ótima pra grupos.
Quanto custa um roteiro de 3 dias em San Andrés (faixas reais)
Pra ajudar a planejar o orçamento, segue a média que a gente costuma ver em alguns itens (são faixas, variam por temporada e câmbio):
- Taxa de entrada na ilha: ~COP 40.000 por pessoa.
- Passeio Johnny Cay + El Acuario: ~COP 70.000–170.000 por pessoa, mais taxas locais.
- Parasailing: ~US$ 50–60 por pessoa.
- Aluguel de moto: ~US$ 20–25/dia.
- Aluguel de buggy simples: ~US$ 40–50/dia.
- Refeições em restaurante médio: ~US$ 10–20 por pessoa.
- Mergulho recreativo (com cilindro): ~US$ 40 por saída.
Pra 3 dias num conforto intermediário, dá pra estimar algo como R$ 800–1.200 em passeios e R$ 600–900 em alimentação por pessoa, fora hospedagem.
Erros comuns de quem viaja pra San Andrés (e como evitar)
- Subestimar o tempo na ilha: 2 noites é muito pouco. 3 noites já é o mínimo que recomendam, e 5–7 noites se San Andrés for o foco principal da viagem.
- Deixar tudo pro último dia: se o mar virar, perde-se Johnny Cay. Distribui os passeios desde a chegada.
- Esquecer das taxas extras: taxa de entrada, taxas de porto, ingressos de piscinas naturais. Cada uma é pequena, mas somam.
- Não levar dinheiro em espécie: muito passeio, taxa e comércio menor só aceita cash.
- Alugar buggy sem checar nada: confere freios, luzes, seguro e regras de uso. E nada de andar em alta velocidade à noite.
- Achar que a ilha é só Johnny Cay: West View, La Piscinita, San Luis e a volta de buggy entregam tanto quanto.
Onde ficamos em San Andrés (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões em San Andrés que são as melhores para os turistas. Uma delas é o Centro, ideal para quem quer ficar perto das praias, restaurantes e do agito da ilha. A outra é San Luis, uma região mais tranquila e com belas praias, além de oferecer preços geralmente mais acessíveis do que no Centro.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o roteiro de 3 dias em San Andrés
3 dias em San Andrés são suficientes?
Sim, dá pra fazer o melhor da ilha em 3 dias: Johnny Cay + El Acuario, volta à ilha de buggy/moto, parasailing e a praia urbana de Spratt Bight. Se San Andrés for o destino principal da viagem, vale esticar pra 5 ou 7 noites pra ter mais tempo de mergulho e dias sem corrida.
Precisa de visto pra ir pra San Andrés?
Não. Brasileiros entram na Colômbia como turistas sem visto pra estadias curtas, com passaporte ou RG em bom estado. A gente recomenda viajar de passaporte por segurança. Lembrando que San Andrés cobra uma taxa de turismo de cerca de COP 40.000 por pessoa, paga no aeroporto antes do embarque.
Qual a melhor época pra ir pra San Andrés?
De dezembro a abril o tempo costuma ser mais seco e o mar mais calmo, ótimo pros passeios de barco e pra ver o mar de 7 cores no auge. De maio a novembro chove mais, com picos em outubro e novembro. Setembro e outubro também são temporada de furacões no Caribe, então fica de olho.
Vale a pena alugar carro em San Andrés?
Carro comum é menos usado. O mais popular pra dar a volta na ilha é alugar buggy/mule ou moto/scooter por um dia — é mais barato, mais divertido e cabe direitinho nas ruas estreitas. Pros outros dias, táxi e passeios de barco resolvem.
Quanto custa o passeio pra Johnny Cay e El Acuario?
O passeio clássico, combinando as duas ilhas, costuma sair na faixa de COP 70.000 a COP 170.000 por pessoa, dependendo do tipo de barco (ferry, lancha de grupo pequeno ou ponton) e da agência, fora taxas locais de COP 5.000 a 10.000 por pessoa em alguns embarques.
Precisa de seguro viagem pra San Andrés?
Não é exigido por lei, mas é altamente recomendado. Atendimento médico particular na Colômbia pode sair caro, e qualquer imprevisto (de uma virose a uma queda de buggy) pode estourar o orçamento. Dá pra contratar online em poucos minutos e pagar em reais e parcelado.
Dá pra fazer Johnny Cay e El Acuario no mesmo dia?
Sim, e é exatamente como costuma ser vendido. O passeio clássico sai do porto central por volta das 9h, passa por Johnny Cay (e às vezes Haynes Cay) e termina em El Acuario, voltando entre 16h e 17h. Reserve um dia inteiro pra essa combinação.
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San Andrés é uma das ilhas mais gostosas do Caribe pra quem sai do Brasil — preço justo, mar absurdo, cultura caribenha de verdade e uma vibe relax que cura cansaço de qualquer rotina. Com esses 3 dias bem organizados, dá pra voltar pra casa sentindo que aproveitou cada hora. Boa viagem, galera!