
Montar um roteiro do que fazer em 3 dias na Costa Amalfitana parece pouco, mas dá pra ver muita coisa boa se a gente organizar bem a base, os deslocamentos e a época do ano. Essa faixa de litoral no sul da Itália, entre Sorrento e Salerno, é Patrimônio Mundial da UNESCO e reúne vilarejos coloridos pendurados em penhascos, praias de água azul e estradas sinuosas de tirar o fôlego.
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu não foi nem Positano (que já vinha com expectativa alta) e sim Ravello, lá no alto da montanha, com aquele silêncio depois das 18h e uma vista que parece pintura. Por isso, neste guia, a gente vai te ajudar a montar um roteiro real, sem maratona, equilibrando o eixo Positano–Amalfi–Ravello com tempo pra curtir.
E não esquece: aqui no nosso guia completo da Costa Amalfitana a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Qual a melhor base pra 3 dias na Costa Amalfitana
A nossa dica é se hospedar em Sorrento ou em Positano, dependendo do estilo de viagem da galera.
Sorrento tem o acesso mais fácil (trem direto de Nápoles, muitos ferries saindo da marina, mais opções de hotéis e restaurantes) e preços um pouco mais em conta. É a base mais prática pra quem chega com bagagem grande ou quer encaixar bate-volta pra Capri ou Pompeia.
Positano é mais fotogênica e tem aquele clima de lua de mel, mas os hotéis bons custam fácil o dobro do que em Sorrento, e você vai subir e descer muita escada (literalmente). Se o orçamento permite e o foco é o cartão-postal da costa, vale.

Como se locomover entre as cidades da costa
Não existe trem entre as cidades da Costa Amalfitana. As três formas que realmente funcionam são ônibus SITA, ferries e carro alugado — e cada uma tem seu papel no roteiro.
Os ônibus SITA ligam Sorrento, Positano, Amalfi e Ravello e custam poucos euros por trecho. Baratos, mas lotam feio entre 10h e 17h na alta temporada, e a estrada cheia de curvas deixa o trajeto bem mais longo do que o mapa sugere.
Os ferries entre Sorrento, Positano, Amalfi e Capri custam mais (entre 15 e 30 € por trecho, em média), mas são muito mais confortáveis e rendem aquelas vistas incríveis da costa vista do mar. A nossa recomendação é priorizar barco no verão pra fugir do trânsito e do calor.
O carro alugado é a melhor opção pra quem quer explorar os vilarejos menores (Praiano, Fiordo di Furore, Vietri sul Mare) com autonomia. Funciona super bem fora da altíssima temporada. A gente errou nessa: tentou andar de carro num sábado de julho e gastou mais tempo procurando estacionamento do que passeando. Se for em julho/agosto, combine transporte público + ferry + um transfer pontual.
Se decidir alugar carro pra circular pela costa, vale dar uma olhada na nossa matéria de aluguel de carro na Itália, com todas as dicas pra pegar o menor preço.
Aluguel de carro (economize até 34%)
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
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O que fazer em 3 dias na Costa Amalfitana: 1º dia — Sorrento, Positano e Praiano
Comece o dia indo cedo pra Positano, a uns 15 km de Sorrento. Quanto mais cedo chegar, melhor — depois das 10h o vilarejo lota e o calor pega forte nas escadarias.
Caminhe pelas ruelas com as lojinhas de moda praia, cerâmicas e limoncello, visite a Igreja de Santa Maria Assunta (aquela da cúpula colorida de azulejos, o cartão-postal) e desça até a Spiaggia Grande, a praia principal. Algumas das melhores praias na Costa Amalfitana estão por aqui, incluindo a Praia Fornillo, mais sossegada, alcançável por uma trilha curta.

Pra almoçar, escolhe um restaurante perto da Spiaggia Grande — prato principal em restaurante turístico fica em torno de 20–30 € por pessoa. Tem uma coisa que ninguém conta: os bares com vista cobram fácil 12–18 € num drink, então se a ideia é tomar algo curtindo o cenário, vá direto pro pôr do sol que rende mais a experiência.

À tarde, siga pra Praiano, a uns 7 km de Positano. É um vilarejo bem mais tranquilo, com clima de cidade real (não turística), e tem praias gostosas como a Marina di Praia e La Gavitella. Visite as ruínas da Torre a Mare e as igrejas San Gennaro e San Luca Evangelista.

Pra fechar o dia, volte pra Sorrento e faça um passeio leve pelo centro: Piazza Tasso, a Catedral de Sorrento e a antiga vila de pescadores Marina Grande. O pôr do sol no parque Villa Comunale, no topo da falésia, é um dos mais bonitos da região e fecha o primeiro dia com chave de ouro.

Pra esses passeios, a gente sempre compra os ingressos com antecedência por esse site que a gente usa em todas as viagens. É um dos maiores do mundo, paga em reais (sem o IOF de 3,5% de compras internacionais), parcela e tem cancelamento gratuito. Também dá pra reservar o transfer do aeroporto pro hotel por lá — o motorista te espera no desembarque com uma plaquinha com seu nome, sem o estresse de pegar táxi com bagagem.
O que fazer em 3 dias na Costa Amalfitana: 2º dia — Grotta dello Smeraldo e Amalfi
No segundo dia, vá pra Amalfi, o coração da costa, a uns 31 km de Sorrento. Se for de ferry, o trajeto já é o passeio. Se for de ônibus ou carro, pare na Grotta dello Smeraldo, entre Praiano e Conca dei Marini.
Essa gruta fica abaixo da estrada e o acesso ao interior é feito só por barco. A entrada é paga separadamente e custa uns poucos euros. Reserve o passeio com antecedência, principalmente na alta temporada.

Em Amalfi, comece pela Marina Grande, a praia da cidade, e depois suba pra Piazza del Duomo, onde fica a majestosa Catedral de Santo André (Duomo di Sant’Andrea), uma das mais bonitas da Itália. A entrada custa em torno de 4 €.

Visite também o Chiostro del Paradiso (Claustro do Paraíso), última residência de cidadãos ilustres da cidade, e aproveite pra tomar um gelato de limão — daqueles feitos com os limões gigantes da região, que rendem também o famoso limoncello.
Uma dica de quem já tropeçou: chegar em Amalfi antes das 10h ou depois das 16h faz uma diferença enorme. No meio do dia parece procissão de turistas e até pra tirar foto da catedral vira disputa.

Seguro viagem e chip pra Itália
Pra Costa Amalfitana, o seguro viagem é obrigatório — a Itália faz parte do espaço Schengen e a exigência mínima é de 30 mil euros de cobertura médica. Nessas horas, comparar vários planos numa tela só faz toda a diferença.
A gente sempre usa esse comparador de seguros pra fechar — ele coloca lado a lado as principais seguradoras e mostra qual sai mais em conta pra cobertura que você precisa. O link já vem com 18% de desconto exclusivo pra quem é do Grupo Dicas, e o pagamento é em reais e parcelado.
Pra usar o celular sem dor de cabeça, vale também garantir um chip internacional antes de sair do Brasil. A gente usa esse chip de viagem, que chega na sua casa, já vem com dados pra Europa inteira e funciona assim que você desce do avião — sem precisar achar wi-fi de aeroporto pra pedir um Uber.
O que fazer em 3 dias na Costa Amalfitana: 3º dia — Atrani e Ravello
No último dia, vá pra Atrani, vilarejo grudado em Amalfi (a apenas 800 metros) e apontado em alguns guias como uma das menores cidades da Itália em área. É comum os roteiros corridos pularem Atrani, e isso é um erro — o lugar tem aquele clima de Itália do interior que Amalfi perdeu de tanto turismo.

Comece o dia na Praia de Atrani, encaixada entre casas de pescadores, depois caminhe pelas ruelas até a Piazza Umberto I (também chamada de La Piazzetta di Atrani), com restaurantes, bares e lojinhas locais. Visite a Igreja de San Salvatore de Birecto, em estilo barroco, e, se topar uma subida, vá até a Igreja de Santa María del Bando, a 150 metros acima do mar, que rende uma vista única do conjunto Amalfi + Atrani.

À tarde, suba pra Ravello, a 6 km de Atrani. Diferente das outras cidades, Ravello fica no alto da montanha (não tem praia) e oferece a vista mais cinematográfica de toda a costa. É uma das melhores cidades pra visitar na Costa Amalfitana — e há décadas é refúgio de artistas e músicos, com festivais de música clássica nos jardins durante o verão.

Em Ravello, passe pela Piazza Duomo pra ver a Catedral de Ravello e a Torre de São Pantaleone, visite o Jardim Principessa di Piemonte, a Igreja de San Giovanni del Toro e o Museu do Coral. O grande destaque, porém, é a Villa Rufolo (entrada em torno de 8 €), com jardins, torres e mirante pro mar Tirreno. Se tiver mais fôlego, encaixe também a Villa Cimbrone, com o famoso “Terraço do Infinito”.
Pra fechar a viagem, jante em Ravello e fique até anoitecer — depois das 18h, quando os bate-voltas vão embora, o vilarejo fica praticamente só pra quem está hospedado por ali. É a memória mais bonita que a gente trouxe da Costa Amalfitana.

Melhor época pra ir pra Costa Amalfitana
A melhor janela é maio, junho e setembro: clima quente, mar agradável pra banho, dia longo e bem menos turista que no pico do verão. Julho e agosto têm lotação máxima, calor forte, trânsito pesado e os preços nas alturas — se puder evitar, evite.
Outubro ainda permite praia em alguns dias, mas com mais risco de chuva e menos ferries. Já entre novembro e março, muita coisa fecha, os ferries operam bem reduzidos e só vale pra quem quer ver a costa sem agito e sem se molhar.
Erros comuns nessa viagem (e como evitar)
O primeiro erro clássico é achar que 3 dias é muito tempo. Com check-in, deslocamento de Nápoles, filas e curvas na estrada, o tempo passa voando. Não tente encaixar Capri + Pompeia + todos os vilarejos no mesmo roteiro de 3 dias — escolha um foco.
O segundo é subestimar as escadas. Positano e Ravello têm muita escadaria, e isso afeta desde a escolha do hotel (atenção à distância até a praia e ao ponto de ônibus) até o ritmo do dia.
O terceiro é alugar carro pra altíssima temporada sem planejar estacionamento. Em julho/agosto e finais de semana, vire dor de cabeça achar vaga, e os estacionamentos privados cobram caro. Pra esses períodos, combinar ferry + ônibus + um transfer pontual costuma ser mais inteligente.
O quarto é planejar 3–4 cidades por dia. Cada trecho de ônibus na costa rende fácil o dobro do tempo do mapa por causa das curvas e do trânsito. Melhor menos cidades, mais aproveitadas.
Perguntas frequentes sobre 3 dias na Costa Amalfitana
3 dias na Costa Amalfitana são suficientes?
Sim, dá pra fazer um roteiro bem completo em 3 dias se você focar no eixo Positano–Amalfi–Ravello e usar uma base só (Sorrento ou Positano). Pra incluir Capri ou Pompeia também, o ideal seria pelo menos 4 ou 5 dias.
Onde é melhor se hospedar na Costa Amalfitana?
Sorrento é a melhor base pra quem quer custo-benefício, ferries e fácil acesso. Positano é a opção mais fotogênica e romântica, mas bem mais cara e com muitas escadas. Amalfi e Ravello também funcionam pra quem busca algo mais intimista.
Qual a melhor época pra visitar a Costa Amalfitana?
Maio, junho e setembro são os meses ideais — clima quente, mar bom pra banho e bem menos lotação do que em julho e agosto, quando os preços disparam e o trânsito fica pesado.
Como ir de Sorrento pra Positano e Amalfi?
Você pode ir de ônibus SITA (mais barato, mas demora e lota), de ferry (mais confortável e com vistas incríveis, custa entre 15 e 30 € por trecho) ou de carro (boa autonomia, mas trânsito e estacionamento são complicados na alta temporada).
Vale a pena alugar carro pra essa região?
Vale fora da alta temporada e pra quem quer explorar vilarejos como Praiano, Fiordo di Furore e Vietri sul Mare. Em julho/agosto e fins de semana, combinar transporte público + ferry costuma ser mais prático.
Dá pra incluir Capri num roteiro de 3 dias?
Dá, mas significa abrir mão de aprofundar a costa. O bate-volta de Capri sai melhor de Sorrento (vários ferries por dia) e ocupa o dia todo, então é preciso reservar 1 dos 3 dias só pra isso.
Quanto custa, em média, uma diária de hotel na região?
Em Sorrento, hotéis 3 ou 4 estrelas ficam em torno de 120 a 220 € na alta temporada. Em Positano, fácil 250 a 400 € ou mais. Reservando com antecedência, dá pra economizar bastante.
Preciso de seguro viagem pra Costa Amalfitana?
Sim, é obrigatório. A Itália integra o espaço Schengen e exige cobertura mínima de 30 mil euros em saúde. Além de ser exigência legal, atendimento médico no exterior sai caro, então o seguro vale muito a pena.
Economize ao máximo na sua viagem à Itália
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o seu orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para a Itália, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar os ingressos pras atrações da Itália da forma mais barata e segura.
- Carro: esse é um item que facilita muito pra circular pela Costa Amalfitana. Se for alugar um, dá uma olhada em como alugar carro na Itália.
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- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Roma pra encaixar uma noite na capital antes ou depois da Costa Amalfitana.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior pode sair caro. Veja aqui as dicas pra conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
Esse roteiro de 3 dias na Costa Amalfitana cobre o melhor que a região tem a oferecer sem virar uma maratona. A gente voltou de lá com vontade de planejar uma segunda viagem mais longa — e essa é a sensação que essa parte da Itália costuma deixar. Boa viagem!