
Se você tem só 2 dias em El Calafate, dá pra montar um roteiro completíssimo: Glaciar Perito Moreno num dia inteiro e, no segundo, uma combinação de natureza, museu e gastronomia patagônica. A gente esteve por lá e te conta exatamente como organizar a viagem pra não correr e ainda economizar.
Antes de qualquer coisa, dá uma olhadinha no nosso guia completo de El Calafate. Lá a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Uma coisa que a gente errou na primeira vez: subestimou o vento. Em El Calafate, mesmo no verão, o vento na beira do glaciar derruba a sensação térmica vários graus. Vai de camadas (segunda pele, fleece, casaco corta-vento), gorro e luva — vai agradecer depois.
Dia 1 em El Calafate: Glaciar Perito Moreno em profundidade
O Perito Moreno é a estrela absoluta da viagem e merece um dia inteiro só pra ele. A geleira fica dentro do Parque Nacional Los Glaciares, a cerca de 80 km de El Calafate, às margens do Lago Argentino — o maior lago de água doce da Argentina. As paredes de gelo chegam a uns 60 metros de altura acima da água, e o som dos blocos se desprendendo e caindo no lago é uma experiência sensorial que foto nenhuma capta.

Passarelas do Perito Moreno (o passeio clássico)
O passeio mais tradicional é o das passarelas: um sistema de trilhas metálicas com cerca de 4 a 5 km de extensão e vários mirantes, sinalizados por cores diferentes. A rota amarela é a que dá a visão frontal mais bonita da geleira — não deixa de fazer.
O roteiro do tour funciona mais ou menos assim:
- Retirada no hotel por volta das 9h, com destino ao Parque Nacional Los Glaciares.
- Caminhada pelas passarelas com tempo livre pra explorar os mirantes, tirar fotos e esperar os desprendimentos de gelo.
- Ao longo do circuito tem banheiros, lanchonete e restaurante — dá pra comer por lá mesmo e seguir o passeio.
- Retorno previsto pra El Calafate por volta das 17h.
Reserve umas 3 a 4 horas só pra caminhar com calma. A gente recomenda muito incluir o passeio de barco (cerca de 1 hora) como complemento: ele navega pelo braço Rico do Lago Argentino e chega bem pertinho da parede norte da geleira, passando ao lado de icebergs com formas surreais. É outro nível de perspectiva.
Pra garantir vaga (em alta temporada esgota com facilidade) e ainda economizar, dá pra reservar antes clicando aqui. Esse site é o que a gente usa em praticamente toda viagem: é um dos maiores do mundo, paga em reais (sem IOF), parcela, tem cancelamento gratuito e atendimento 24h em português. As vantagens fazem diferença na hora de bater o cartão.

Mini Trekking sobre o gelo (a experiência mais surreal)
Se você curte aventura, o trekking sobre o Perito Moreno é uma daquelas experiências que ficam guardadas pra sempre. Você atravessa o Lago Rico de barco, chega no lado sul da geleira, calça os crampons e caminha literalmente em cima do gelo, com guias especializados explicando glaciologia.
O passeio funciona assim:
- Encontro no Porto Bajo Las Sombras pra embarcar e atravessar o Lago Rico.
- Desembarque no lado sul do glaciar e breve caminhada pela costa, com explicações sobre formação das geleiras.
- Colocação dos crampons (grampos pra neve) e início do trekking sobre o gelo.
- Retorno por uma passarela que atravessa um bosque andino patagônico até o barco.
Tem o mini trekking (mais curto, acessível pra maioria) e o Big Ice, que é mais longo e exige bom preparo físico. Atenção: existem restrições de idade e condição física — geralmente menores de 8 anos não fazem o mini trekking e o Big Ice tem limite ainda mais rigoroso. Confirme antes de comprar.
Pra garantir lugar com antecedência (esse passeio tem vagas limitadas e voa em alta temporada), clica aqui.

Tour de caiaque no Perito Moreno
Pra quem quer um ângulo diferente e mais contemplativo, o caiaque é uma pedida excelente. O passeio inclui aula teórica de segurança, equipamento completo e cerca de 1h30 de remada em águas próximas à geleira. Tem dia em que dá pra remar entre pequenos icebergs flutuando — as fotos saem absurdas.
Como funciona:
- Encontro no ponto de partida junto ao Parque Nacional.
- Equipamento técnico e instruções de segurança na margem.
- Cerca de 1h30 no caiaque desfrutando do Perito Moreno de um jeito que poucos veem.
Atenção: menores de 14 anos não são permitidos. Dá pra incluir transfer do hotel e almoço por um valor extra. Pra reservar com antecedência e pelo melhor preço, é só clicar neste link.
Seguro viagem e chip: dois itens que a gente não abre mão
Antes de partir pra noite, um aviso prático: pra Argentina, seguro viagem e chip de celular são dois itens que a gente sempre garante antes de embarcar. Atendimento médico no exterior pode sair caríssimo, e ficar sem internet na Patagônia (onde Google Maps é seu melhor amigo) é frustrante.
A gente usa esse comparador de seguros, que compara as principais seguradoras e ainda tem 18% de desconto exclusivo pra galera do Grupo Dicas. E pra chip de celular, esse chip de viagem que a gente usa chega na sua casa antes da viagem e funciona logo que pisa lá.
Noite: jantar típico no Isabel Cocina al Disco
Depois de um dia inteiro de frio, vento e emoção, nada melhor que um jantar quente. A nossa dica é o restaurante Isabel Cocina al Disco. É uma cozinha caseira que serve pratos preparados no disco de arado e em panelinhas de ferro, super temperados e bem servidos.
O cardápio tem cordeiro patagônico, carnes, frango, frutos do mar e opções vegetarianas. As porções são generosas e dá tranquilamente pra dividir entre duas pessoas. Reserve com antecedência — o lugar enche fácil.
Endereço: José Pantin 64, Z9405 El Calafate.
Horário: todos os dias, das 12h às 23h30.

Dia 2 em El Calafate: natureza, museu e gastronomia patagônica
O segundo dia equilibra atrações mais leves e dá pra fazer numa pegada mais relaxada, depois do dia intenso no glaciar. A ideia é combinar paisagem de estepe, observação de aves, cultura local e a visita ao melhor museu da cidade.
Manhã: Reserva Laguna Nimez
A Reserva Laguna Nimez fica às margens do Lago Argentino, a uns 1 km do centro — dá pra ir caminhando tranquilamente. É uma reserva natural com trilhas leves em passarelas, e o melhor: é o lugar pra ver flamingos, cisnes-de-pescoço-preto e o ganso cauquén pertinho.
Reserve umas 1 a 2 horas pra fazer o circuito com calma. Leva binóculos e câmera — se você curte fotografia de natureza, esse é o lugar. Algo que surpreende quem chega esperando só geleira é descobrir que tem flamingos no meio da Patagônia.
Tarde: passeio Balcones de El Calafate (opcional)
Se sobrou energia depois da manhã na Laguna Nimez, dá pra encaixar o passeio Balcones de El Calafate, que é um tour de 4×4 até mirantes em área de estepe, com vistas panorâmicas do Lago Argentino e da cordilheira. É ótimo pra quem não vai ter tempo de ir a El Chaltén — entrega bons cenários de montanha sem precisar pegar estrada de 3 horas.
Fim da tarde: Museu Glaciarium
O Glaciarium fica a uns 6 km do centro e é um centro de interpretação dedicado às geleiras. Vale demais a visita: você entende como o Perito Moreno se formou, descobre por que ele é uma exceção (a maioria dos glaciares do mundo está em retração), e ainda conhece a história de Francisco Pascasio Moreno, o cientista que dá nome ao glaciar e foi peça-chave nas disputas de fronteira entre Argentina e Chile.
O museu tem exposições em 3D, fotos, vídeos, maquetes interativas e um cinema com programação livre, que costuma somar cerca de 2 horas de visita. Dentro do prédio tem ainda:
- Cafeteria com vista incrível do Lago Argentino — pedida pra um café no fim da tarde.
- Glaciobar: o bar temático feito todo de gelo, com mobiliário e decoração congelados. Vale pelas fotos e pela experiência diferentona.
- Loja de presentes com cremes vegetais, livros e lembrancinhas da região.
Dica prática: cuidado com equipamentos fotográficos no Glaciobar — o frio extremo pode danificar a bateria e o sensor.
O ingresso já inclui transfer desde El Calafate (sai da Secretaria de Turismo, na avenida Libertador) e dá pra reservar com antecedência neste link. O Glaciarium funciona diariamente, das 12h às 20h.

Noite: parrilla no Don Pichon
Pra fechar a viagem com chave de ouro, a recomendação é o Don Pichon, lá na parte alta da cidade. O lugar é especialista em parrilla (o churrasco argentino servido numa pedra quente) com frango, linguiça, morcilla e o famoso cordeiro patagônico. Os pratos são fartos e dá pra dividir entre duas pessoas tranquilamente.
A carta de vinhos é robusta — vale provar um malbec ou um pinot noir patagônico pra acompanhar. O Don Pichon ainda oferece um serviço de transfer entre o centro e o restaurante pra quem reserva, então liga antes pra garantir mesa e o transfer.
Endereço: Puerto Deseado 242, Z9405 El Calafate.
Horário: todos os dias, das 19h à 00h.

Erros comuns que a gente vê turista cometer em El Calafate
Pra fechar o roteiro, alguns alertas baseados no que a gente já viu (e viveu) por lá:
- Subestimar o vento e o frio. Muita gente leva roupa de “frio leve” e passa aperto nas passarelas do glaciar ou no barco. Camadas, gorro, luva e corta-vento são obrigatórios.
- Tentar encaixar muita coisa num dia só. O Perito Moreno rende um dia inteiro de boas — passarelas, barco e ainda trekking ou caiaque. Não tente misturar com outro passeio distante.
- Não reservar com antecedência. Mini trekking, Big Ice e caiaque têm vagas limitadas. Em alta temporada (novembro a março), deixar pra decidir na hora é receita pra ficar de fora.
- Ignorar as restrições físicas dos trekkings. Idade mínima e condição física variam entre os passeios — verifica antes de comprar pra ninguém ficar pra trás.
- Achar que uma noite é suficiente. Dois ou três dias inteiros são o mínimo pra aproveitar El Calafate sem correria.
Melhor época pra fazer esse roteiro de 2 dias
A alta temporada vai de fim de outubro a março, com dias mais longos e todas as excursões operando (inclusive mini trekking e caiaque). Pra um roteiro curto como esse, novembro a março costuma oferecer o melhor equilíbrio entre clima e disponibilidade de passeios.
No inverno (junho a agosto), a cidade fica mais vazia e mais barata, mas alguns passeios de gelo têm operação reduzida ou simplesmente não acontecem. Se a sua viagem é de só 2 dias, vai no verão pra garantir.
Onde ficamos em El Calafate (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro da cidade é onde estão os restaurantes, lojas, agências de turismo, bancos e feiras de artesanato. Portanto, se você deseja economizar em seu transporte pela cidade, nós indicamos que opte por se hospedar no centro de El Calafate. A região também abriga acomodações com um custo-benefício muito bom!
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre 2 dias em El Calafate
2 dias em El Calafate são suficientes?
Dão pra fazer o essencial: um dia inteiro no Perito Moreno (passarelas + barco ou trekking) e um dia combinando Laguna Nimez, Glaciarium e gastronomia. Se puder esticar pra 3 dias, melhor ainda — sobra fôlego pra Balcones de El Calafate ou uma estância patagônica.
Quanto custa a entrada no Parque Nacional Los Glaciares?
A entrada do parque é cobrada separadamente em muitos tours. Sempre confirma se está inclusa no passeio que você comprou — se não estiver, paga na entrada do parque em dinheiro vivo (pesos argentinos).
Vale a pena alugar carro em El Calafate?
Pra um roteiro de 2 dias focado em Perito Moreno + atrações urbanas, não compensa muito — as excursões já incluem transporte e a cidade é pequena. Mas se você for esticar pra El Chaltén ou explorar a região com calma, carro faz diferença. Veja como alugar pelo menor preço no nosso post de aluguel de carros em El Calafate.
Qual a melhor época pra visitar El Calafate?
Entre novembro e março, com dias longos, clima mais ameno e todos os passeios operando. Dezembro, janeiro e fevereiro são os mais movimentados — reserva tudo com antecedência.
Vale a pena fazer o passeio de barco no Perito Moreno?
Vale muito. O barco te leva pertinho da parede norte da geleira, num ângulo que as passarelas não dão. Vê detalhes do gelo e passa ao lado de icebergs. Se o orçamento permitir, é o melhor complemento das passarelas.
Posso fazer o mini trekking levando criança?
O mini trekking geralmente tem idade mínima a partir de 8 anos. O Big Ice exige idade maior e melhor preparo físico. O passeio de caiaque costuma exigir 14 anos no mínimo. Confirme as restrições antes de comprar.
Preciso de seguro viagem pra ir a El Calafate?
Não é obrigatório por lei pra brasileiros entrar na Argentina, mas é altamente recomendado. Atendimento médico fora pode sair caro, e os passeios envolvem trekking, barco e clima rigoroso. Vai protegido.
Como ir do aeroporto de El Calafate até o hotel?
O Aeroporto Internacional Comandante Armando Tola (FTE) fica a uns 20 km do centro. Dá pra ir de táxi/remis (mais prático pra grupos) ou de transfer compartilhado reservado antes — costuma ser mais econômico e seguro. Veja como reservar no nosso post de transfer em El Calafate.
Economize ao máximo na sua viagem a El Calafate
- Economizando: quer planejar a viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixa de ler nosso post de como viajar barato para a Argentina, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações da Argentina da forma mais barata e segura.
- Carro: se você estiver pensando em alugar, leia como alugar um carro em El Calafate pra conseguir o menor preço.
- Pesos: conheça qual a melhor forma de levar dinheiro pra sua viagem, com os prós e contras de cada opção.
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem, sem preocupações? Garanta um chip internacional ainda no Brasil clicando aqui.
- Hospedagem: veja nosso post de onde ficar em El Calafate pra saber qual é a melhor região e como economizar no hotel.
- Seguro viagem: veja aqui as dicas pra conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: saiba aqui como reservar do aeroporto ao hotel pelo menor preço.
Pronto, agora é só montar a mala (com camadas de roupa, hein!) e curtir uma das viagens mais espetaculares que o Brasil-país-vizinho pode oferecer. O Perito Moreno é daqueles lugares que a gente sai mudado — e dois dias bem planejados em El Calafate já dão pra viver isso de verdade.
