
Atravessar o Rio da Prata de ferry boat de Montevidéu a Buenos Aires é uma das experiências mais legais que dá pra fazer numa viagem pelo Uruguai. Você embarca no centro de uma capital e desembarca pertinho do centro da outra, sem aeroporto, sem táxi caro até a periferia, sem aquele estresse todo de voo curto.
A gente já fez essa travessia algumas vezes e, sinceramente, é quase um mini-cruzeiro: o Rio da Prata é tão largo que parece mar, dá pra tomar um café no bar de bordo, andar pelo convés e em algumas horas você tá pisando em Puerto Madero. Fotogênico demais.
Nesse guia a gente reuniu tudo que você precisa saber pra montar essa travessia pagando o menor preço possível: as duas empresas que operam, as rotas (direta x via Colonia del Sacramento), horários, faixas de preço, documentos, terminais e os erros mais comuns que turista brasileiro comete. E não esquece: aqui no nosso guia completo de Montevidéu a gente juntou tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e atrações.
Quais são as opções de travessia entre Montevidéu e Buenos Aires
Antes de mais nada, é importante entender que existem dois caminhos diferentes pra fazer essa travessia. Muita gente compra a opção mais barata sem perceber que vai levar quase o dobro do tempo, e aí descobre só na hora — então presta atenção:
- Ferry direto Montevidéu → Buenos Aires: sai do porto de Montevidéu e desembarca direto em Puerto Madero, em Buenos Aires. Leva em torno de 2h30 a 2h45. É a opção mais confortável e mais rápida, e geralmente a mais cara.
- Combo ônibus + ferry via Colonia del Sacramento: você pega um ônibus de Montevidéu até Colonia (cerca de 2h30) e, em Colonia, embarca no ferry até Buenos Aires (cerca de 1h). O trajeto total fica em torno de 4h30 a 5h, mas costuma ser bem mais barato.
Quem manda o preço da brincadeira não é só a distância: é a empresa, a antecedência e o horário escolhido. Vamos por partes.
Buquebus x Colonia Express: qual escolher
Duas empresas dominam essa rota: a Buquebus e a Colonia Express. Cada uma tem um perfil diferente, e entender isso ajuda a escolher melhor.
A Buquebus é a mais tradicional, com navios maiores e estrutura mais robusta a bordo (lanchonete, duty free, áreas internas climatizadas, mais opções de assento). É a única que opera o ferry direto Montevidéu–Buenos Aires (o famoso Buque Francisco, um catamarã rápido). Também vende o combo via Colonia. Preço médio fica entre cerca de USD 70 e USD 170 por trecho, dependendo de data e categoria.
A Colonia Express tem foco em preço baixo: estrutura mais simples, navios menores, mas cumpre direitinho o papel. Só opera via Colonia (não tem ferry direto). Em compensação, costuma ser bem mais barata que a Buquebus — em promoção, às vezes sai pela metade do preço.
Resumo prático: se prioridade é tempo e conforto, vai de Buquebus no direto. Se prioridade é economizar e você não se importa de gastar quase 5h no trajeto, Colonia Express via Colonia costuma ganhar fácil.

Onde comprar a passagem de ferry pelo melhor preço
A grande dica pra economizar é nunca comprar em cima da hora no balcão. As tarifas são dinâmicas, ou seja: quanto mais próximo da data e mais disputado o horário, mais caro fica. E em alta temporada (dezembro a março, férias e feriados), alguns horários esgotam mesmo.
A gente sempre usa esse comparador de ferry pra reservar. Ele compara as duas empresas (Buquebus e Colonia Express) lado a lado, mostra todos os horários, classes e preços disponíveis pra cada data, e dá pra fazer a compra direto pela plataforma. Como ele consolida tudo num lugar só, você não precisa abrir um site de cada empresa e ficar comparando na mão.
A vantagem é justamente essa: às vezes a Buquebus tá em promoção e o ferry direto fica com preço parecido com o do combo. Em outros momentos a diferença é gritante. Sem comparar, você nunca sabe — e pode acabar pagando 30% a 40% a mais sem necessidade.
A gente também usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra reservar passeios e ingressos em Montevidéu e em Buenos Aires (tudo em português, pagamento em reais, cancelamento gratuito até 24h antes na maioria dos passeios). Vale ficar de olho porque, dependendo da época, eles oferecem combos ferry + passeios que rendem bem.
Quanto custa a travessia de ferry
Os preços oscilam bastante, mas dá pra trabalhar com as seguintes faixas (por trecho, adulto, sem carro):
- Combo ônibus + ferry (via Colonia, Colonia Express): costuma ser a opção mais econômica, partindo de cerca de R$ 300–R$ 500 quando comprado com antecedência.
- Ferry direto (Buquebus, classe econômica): em torno de R$ 500–R$ 900 dependendo da data.
- Classes premium ou em alta temporada: facilmente passa de R$ 900 e pode chegar perto de R$ 1.500.
Em referência internacional, o trecho costuma ficar entre USD 70 e USD 170 na Buquebus, e bem menos na Colonia Express em promoção. Os preços mínimos que aparecem em sites de comparação (tipo R$ 100–R$ 200) costumam ser pra horários muito específicos e com bastante antecedência — não conta com eles como regra.
A dica de ouro: compre com algumas semanas (ou meses) de antecedência, principalmente se for em dezembro–março. E seja flexível com horário: madrugada e meio de semana sempre saem mais barato que horários de pico no fim de semana.

Horários e frequência das travessias
Os ferries operam o ano todo, com frequência maior em alta temporada. No padrão atual:
- Primeira saída do dia: em torno de 05h, principalmente nos combos via Colonia.
- Última saída: por volta de 20h.
- Frequência: somando as duas empresas, são cerca de 56 partidas semanais no sentido Montevidéu → Buenos Aires (mais de 70 contando ida e volta).
O que significa, na prática? Quase sempre dá pra montar o horário do seu jeito. Mas confira os horários na semana da viagem, porque eles mudam por temporada, feriado e até por manutenção de navio.
Melhor época pra fazer a travessia
Cada estação tem suas particularidades nessa rota:
- Verão (dezembro a março): dias longos, clima ótimo pra curtir Montevidéu e Buenos Aires. Em compensação, é alta temporada — ferries cheios e preços nas alturas.
- Primavera e outono (setembro–novembro e abril–maio): na nossa opinião, a melhor relação custo-benefício. Clima ameno, menos vento, menos lotação e tarifas bem mais amigáveis.
- Inverno (junho–agosto): Rio da Prata costuma ficar frio e ventoso, então a graça do convés diminui. Por outro lado, é quando aparecem as melhores promoções.
Se você tem flexibilidade, mirar primavera ou outono fora de feriado prolongado é quase sempre a jogada mais inteligente.
Documentos necessários pra travessia
Pra brasileiro, vale o acordo do Mercosul, então você pode entrar tanto no Uruguai quanto na Argentina com:
- RG em bom estado, emitido há menos de 10 anos, ou
- Passaporte válido.
Atenção: RG muito antigo, com foto desbotada ou plastificado quebrado pode dar dor de cabeça na imigração. Se o seu tá nesse estado, ou tira segunda via antes da viagem, ou leva o passaporte. A gente já viu gente ser barrada em embarque por causa de documento esfarrapado — não vale o risco.
Ah, importante: a imigração dos dois países é feita no próprio terminal de ferry antes do embarque. Ou seja, quando você desembarcar do outro lado, já chega liberado — diferente de aeroporto, onde a fila de imigração às vezes vira pesadelo na chegada.
Os terminais: onde embarcar e desembarcar
Em Montevidéu, o ferry direto da Buquebus sai do Terminal de Passageiros do Porto de Montevidéu, bem no centro, pertinho da Ciudad Vieja. Já o combo via Colonia geralmente parte da rodoviária Tres Cruces (o ônibus te leva até Colonia, onde você embarca no ferry).
Em Buenos Aires, o terminal da Buquebus fica em Puerto Madero, uma das regiões mais centrais e bonitas da cidade. A Colonia Express tem terminal próprio também na área portuária, um pouquinho afastado mas bem servido por táxi e aplicativo.
Erro clássico de turista: pegar Uber pro terminal errado. Buquebus e Colonia Express NÃO compartilham terminal em Buenos Aires. Antes de chamar o carro, confirma no seu bilhete qual o nome exato do terminal.
O que esperar a bordo
A estrutura varia bastante entre os navios, mas em geral você encontra:
- Assentos numerados, divididos por classe (econômica, executiva, primeira);
- Lanchonete e bar a bordo (aceita cartão na maioria dos navios);
- Duty free nos navios maiores da Buquebus (perfumes, bebidas, eletrônicos);
- Banheiros, áreas internas climatizadas e, em alguns ferries, área externa com vista pro Rio da Prata.
Dica que ninguém conta: leve um casaco leve mesmo no verão. O ar-condicionado interno é forte, e o vento no convés costuma ser gelado independente da estação. A gente fez essa travessia em janeiro de bermuda e camiseta e passou frio dentro do navio.

Dica de roteiro: parar em Colonia del Sacramento
Se você não tá com pressa, vale muito a pena considerar montar um roteiro Montevidéu → Colonia del Sacramento → Buenos Aires. Colonia é uma cidade histórica linda, com centro tombado pela Unesco, ruas de pedra, vista linda pro rio e dá pra conhecer com calma em um dia ou uma noite.
Você pega ônibus de Montevidéu até Colonia, passa o dia (ou dorme uma noite), e no dia seguinte embarca no ferry curtinho de Colonia até Buenos Aires (cerca de 1h). Sai do trivial, divide o cansaço da viagem e ainda agrega uma cidade incrível ao roteiro.
Erros comuns que turista brasileiro comete
Pra fechar, alguns deslizes que a gente vê acontecer toda hora — fica esperto:
- Comprar passagem em cima da hora: não é ônibus intermunicipal, o preço sobe muito perto da data e horários populares esgotam em alta temporada.
- Confundir ferry direto com combo via Colonia: muita gente compra o mais barato achando que é direto, e descobre só na hora que vai gastar quase 5h em vez de 2h30. Confere na hora da compra.
- Errar o terminal em Buenos Aires: Buquebus e Colonia Express usam estruturas diferentes. Anota direitinho o nome antes de chamar o carro.
- Chegar tarde pro embarque: tem check-in, imigração e controle de bagagem. Chega com 1h30 a 2h de antecedência, principalmente em alta temporada.
- Levar carro no ferry sem fazer conta: embarcar o carro encarece MUITO a travessia. Em geral, sai mais barato alugar carro separadamente em cada país.
- Confiar em RG velho ou estragado: a imigração argentina costuma ser rigorosa. Documento em mau estado vira dor de cabeça na fila.
- Subestimar o frio no inverno: mesmo dentro do navio costuma ventar; no convés então, nem se fala. Casaco sempre.
Não esqueça do seguro viagem
Pra entrar tanto no Uruguai quanto na Argentina, o seguro viagem não é obrigatório por lei pra brasileiros, mas é fortemente recomendável. Atendimento médico fora do Brasil sai caro — uma consulta de pronto-socorro em Buenos Aires pode passar de USD 200 fácil, e qualquer exame ou medicação multiplica esse valor.
A gente sempre contrata o seguro por esse comparador de seguros. Ele mostra dezenas de planos lado a lado, dá pra filtrar por cobertura médica, bagagem e cancelamento de viagem, e o pagamento é em reais parcelado. Já vem com 18% de desconto exclusivo pros leitores do Grupo Dicas aplicado direto na tarifa.
Use o celular sem stress nos dois países
Outra coisa que a gente sempre resolve antes de embarcar é o chip de internet. Roaming das operadoras brasileiras nesses países sai uma fortuna, e ficar dependendo de Wi-Fi de café e hotel atrapalha muito (principalmente pra usar Uber, Maps, traduzir cardápio, etc.).
A gente usa esse chip de viagem, que chega na sua casa antes da viagem, funciona em vários países da América do Sul (Uruguai e Argentina incluídos) e tem suporte 24h em português. Dá pra ativar antes de sair do Brasil, então quando você desembarca já tá conectado.

Onde ficamos em Montevidéu (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Em Montevidéu, duas regiões se destacam para os turistas. Uma delas é a Ciudad Vieja, ideal para quem quer ficar próximo a parte histórica da cidade. Repleta de museus, praças e o famoso Mercado del Puerto, é uma área animada e cheia de cultura. Outra opção é o bairro de Pocitos, conhecido por sua bela rambla à beira-mar, com muitos restaurantes e bares.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o ferry de Montevidéu para Buenos Aires
Quanto tempo dura a travessia de ferry de Montevidéu a Buenos Aires?
O ferry direto da Buquebus leva cerca de 2h30 a 2h45. Já o combo ônibus + ferry via Colonia del Sacramento (Buquebus ou Colonia Express) leva em torno de 4h30 a 5h no total.
Qual é mais barato: Buquebus ou Colonia Express?
Na maioria das vezes, a Colonia Express sai mais em conta — em promoções pode chegar à metade do preço da Buquebus. Mas vale comparar sempre as duas, porque a Buquebus às vezes lança tarifas promocionais que igualam a diferença. Use um comparador pra checar lado a lado.
Brasileiro pode entrar na Argentina e no Uruguai só com RG?
Pode, sim, desde que o RG esteja em bom estado de conservação e tenha sido emitido há menos de 10 anos. Se o seu documento estiver danificado ou com foto muito antiga, leve o passaporte pra evitar problemas na imigração.
Vale a pena levar carro no ferry?
Geralmente não. Embarcar carro encarece muito a travessia, e em vários casos sai mais barato alugar um veículo separadamente em cada país. Só compensa em situações bem específicas — por exemplo, se você vai fazer um road trip longo cruzando os dois países.
Com quanto tempo de antecedência preciso chegar ao terminal?
O ideal é chegar com 1h30 a 2h de antecedência, principalmente em alta temporada. Lembre que tem check-in, imigração de saída e controle de bagagem antes do embarque — não é como pegar um ônibus urbano.
Onde fica o terminal do ferry em Buenos Aires?
A Buquebus opera no terminal de Puerto Madero, em região central e fácil de acessar por táxi ou Uber. A Colonia Express tem terminal próprio na área portuária, um pouco afastado mas também bem servido. Confira no seu bilhete qual o terminal correto antes de chamar o carro.
É possível ir e voltar no mesmo dia (bate-volta)?
É possível, mas só faz sentido com o ferry direto da Buquebus (o combo via Colonia leva quase 5h em cada sentido, sobra pouquíssimo tempo). Saindo cedo de Montevidéu e voltando no último horário, dá pra ter umas 7-8h em Buenos Aires. Apertado, mas viável.
Qual é a melhor época pra fazer a travessia?
Primavera (setembro–novembro) e outono (abril–maio) costumam ter a melhor relação custo-benefício: clima ameno, menos lotação e tarifas mais baixas. Verão tem o melhor clima, mas é alta temporada e tudo fica mais caro. Inverno é mais barato, porém ventoso e frio no Rio da Prata.
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É isso, galera. A travessia de ferry entre Montevidéu e Buenos Aires é uma das partes mais legais de qualquer viagem pelo Rio da Prata — você sai de um centro histórico e desembarca em outro, sem aeroporto nem deslocamento longo. Com um pouco de planejamento, comparação de preço e antecedência, dá pra fazer pagando bem menos do que parece. Boa travessia!