
A capital do Paraná é conhecida como a capital verde do Brasil, e tem essa fama merecida: a gente foi pra Curitiba e ficou impressionado com a quantidade de parques, bosques e áreas verdes espalhadas por toda a cidade. Em 2 dias dá pra conhecer muita coisa, desde que o roteiro esteja bem amarrado.
A ideia desse guia é justamente essa: te entregar um roteiro de 2 dias em Curitiba que combina os clássicos (Jardim Botânico, MON, Ópera de Arame, Centro Histórico) com gastronomia e parques, sem ficar correndo de Uber pra todo lado. E não esquece: aqui no nosso guia completo de Curitiba a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato, do hotel ao chip.
Uma coisa que a gente aprendeu na prática: Curitiba tem fama de “quatro estações em um dia”, e isso não é exagero. Em uma única manhã, a gente já pegou sol, frio e garoa. Leve sempre casaco leve, guarda-chuva compacto e calçado fechado confortável, mesmo no verão.
Como se locomover em Curitiba em 2 dias
Curitiba é uma cidade grande, com pontos turísticos espalhados, e o ideal é ter mobilidade pra otimizar o tempo. Você tem basicamente três caminhos:
- Linha Turismo: ônibus turístico em formato de jardineira que passa pelos principais cartões-postais (Jardim Botânico, Ópera de Arame, Tanguá, Santa Felicidade). O passe gira em torno de R$ 60-80 por pessoa e permite alguns reembarques. Excelente pra quem tem só 2 dias.
- Apps de transporte: corridas curtas na região central saem entre R$ 10-30. Funciona muito bem como complemento.
- Carro alugado: a melhor opção se você quer liberdade total, sair pra Santa Felicidade à noite, encaixar parques afastados e até bater volta pra Morretes ou pro Caminho do Vinho.
Se o seu plano é aproveitar bem os 2 dias sem ficar refém de horário de ônibus, alugar carro vale muito a pena em Curitiba — diferente de cidades pequenas e walkáveis, aqui as atrações são distantes umas das outras.
Aluguel de carro em Curitiba (economize até 34%)
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
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E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Localiza, Movida, Unidas, Alamo, Avis e Hertz, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Dia 1 do roteiro de 2 dias em Curitiba
Jardim Botânico
O roteiro começa pelo Jardim Botânico, o cartão-postal mais visitado da cidade. Foi inspirado nos jardins franceses e já recebe os visitantes com um tapete de flores na entrada, com plantas trocadas a cada estação.
A estrela é a estufa de 458 metros quadrados com 3.800 peças de vidro, em estilo art nouveau, que abriga exemplares da Mata Atlântica. Tem também o Jardim das Sensações, trilhas e jardins simétricos lindos pra foto.
A nossa dica de ouro: chegue logo na abertura, perto das 6h-7h. A luz é muito mais bonita, o lugar fica praticamente vazio e você foge dos grupos de excursão que descem na parada da Linha Turismo. A gente fez isso e a diferença foi enorme — voltamos lá às 11h e o lugar tava lotado.
Endereço: R. Engº Ostoja Roguski, 690 — Jardim Botânico
Horário: diariamente, das 6h às 19h30
Entrada: gratuita

Mercado Municipal de Curitiba
A 6 minutos de carro (ou 20 a pé) do Jardim Botânico, o Mercado Municipal é parada obrigatória, principalmente na hora do almoço. Fundado em 1958, é o endereço mais tradicional de compras da capital paranaense.
O Mercado tem barracas com queijos, temperos, frutas, embutidos, carnes e cafés especiais. E é o lugar ideal pra provar a culinária típica: pão com bolinho caseiro, carne de onça (que apesar do nome é carne crua bovina temperada no pão preto) e barreado, prato litorâneo do Paraná.
Refeições em restaurantes simples a médios saem em torno de R$ 35-70 por pessoa. Tem também lojas de roupas, eletrônicos e artigos pra casa.
Endereço: Av. Sete de Setembro, 1865 — Centro
Horário: terça a sábado das 8h às 18h; domingo das 8h às 13h

Museu Oscar Niemeyer (MON)
Depois do almoço, siga pro famoso “Museu do Olho”, assinado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 2002. É dedicado a Artes Visuais, Arquitetura, Urbanismo e Design, e tem mais de 17 mil metros quadrados de área expositiva — a maior da América Latina.
Olha, mesmo quem não é fã de museu costuma curtir o MON pelo prédio em si. O “olho” gigantesco e as instalações no vão externo já valem a visita. A gente sempre recomenda dedicar pelo menos 2 horas pra aproveitar com calma.
A meia-entrada custa cerca de R$ 15. Dica importante: às quartas-feiras a entrada é gratuita — a retirada do ingresso é feita na bilheteria até as 17h30. Dentro do museu tem o MON Café, ótimo pra um lanche.
Endereço: R. Marechal Hermes, 999 — Centro Cívico
Horário: terça a domingo, das 10h às 18h

Bosque do Papa
A 4 minutos de carro (ou 9 a pé) do MON está o Bosque do Papa, construído em homenagem à visita do Papa João Paulo II a Curitiba em 1980 e em tributo aos imigrantes poloneses, que ajudaram a construir a identidade cultural da cidade.
São sete casinhas de madeira em formato de aldeia, formando a praça principal, onde funciona o Memorial da Imigração Polonesa. Uma delas tem uma capela em homenagem à Virgem Negra de Czestochowa, padroeira da Polônia. Nas outras, dá pra ver móveis e utensílios usados pelos imigrantes na época.
Endereço: R. Wellington de Oliveira Viana, 33 — Centro Cívico
Horário: segunda a domingo, das 8h às 17h30
Entrada: gratuita

Centro Histórico de Curitiba
Pra fechar a tarde, vá pro Centro Histórico, uma das regiões mais charmosas da capital. A arquitetura é zelada, com casarões coloniais preservados, e há muitos espaços para pedestres, o que facilita a caminhada.
O ideal é começar pela Rua das Flores (R. XV de Novembro), primeira grande via de pedestres do Brasil, com canteiros lindos e prédios centenários. De lá, suba até a Catedral, passe pelo Largo da Ordem (com as Ruínas de São Francisco, Cine Passeio, Sesc Paço da Liberdade) e termine no Memorial de Curitiba. A caminhada inteira leva cerca de 2 horas.
Se você tiver sorte de estar em Curitiba num domingo de manhã, não perca a Feira do Largo da Ordem, que ocupa várias quadras com artesanato, antiguidades e comida de rua. Muita gente organiza o roteiro de 2 dias pra que um deles caia no domingo justamente por causa dessa feira.

Noite: Bar do Alemão ou Rua Itupava
Pra encerrar o dia, duas ótimas opções. A primeira é o Bar do Alemão, com 40 anos de tradição, instalado num casarão do Largo da Ordem. O ambiente é de uma taberna germânica clássica — a carne de onça e o joelho de porco defumado são os mais pedidos, e o chopp submarino é o queridinho da galera. Aperitivos a partir de R$ 30; cervejas em torno de R$ 25.
A segunda é a Rua Itupava, no Alto da Glória, com vários bares e restaurantes. Destaques pro Refúgio Patagônia (carnes em ambiente estilo Bariloche), Bar CanaBenta (petiscos e chopp) e Menina Zen (pegada alternativa com drinks autorais).

Dia 2 do roteiro de 2 dias em Curitiba
Ópera de Arame
Comece o dia cedinho na Ópera de Arame, dentro do Parque das Pedreiras. Essa cúpula de estrutura tubular e vidro foi construída em apenas 75 dias e inaugurada em 1992, com capacidade pra 1.572 espectadores e palco flutuante sobre um lago.
É um dos cenários mais fotografados de Curitiba — chegar na abertura (10h) é a melhor estratégia: o lugar fica vazio, as fotos saem incríveis e dá pra caminhar tranquilo ao redor do lago. Quando a gente foi mais tarde, o movimento atrapalhou bastante.
Endereço: R. João Gava, 920 — Abranches
Horário: terça a domingo, das 10h às 18h
Entrada: gratuita

Parque Tanguá
A 3 minutos de carro (ou 20 a pé) da Ópera está o Parque Tanguá, um dos lugares mais bonitos da cidade. São 235 mil metros quadrados construídos sobre antigas pedreiras desativadas nos anos 1970, com dois lagos, um túnel artificial e um mirante de tirar o queixo.
O parque tem pista de corrida, ciclovia, lanchonete e estacionamento. Nossa dica de ouro: se o tempo estiver firme, planeje o restante do dia em torno do pôr do sol no Tanguá. O mirante vira um ponto disputado pra ver o sol se pondo sobre as pedreiras — uma das vistas mais lindas de Curitiba.
Endereço: R. Oswaldo Maciel, 97 — Taboão
Horário: diariamente, das 6h às 22h
Entrada: gratuita

Parque Barigui (opcional no meio do dia)
Se sobrar tempo entre a Ópera e o Tanguá, o Parque Barigui é um dos mais populares de Curitiba e famoso pelas capivaras que circulam livremente perto do lago. É um ótimo encaixe se você curte caminhar e ver natureza. Em 2 dias, é mais um “se der tempo” do que parada obrigatória.
Tarde: Teatro Guaíra e Rua das Flores (se ainda não foi)
Se você não conseguiu cobrir o centro no dia 1, encaixe aqui: o Teatro Guaíra é um dos maiores complexos culturais da América Latina, vale checar a programação no site. Aproveite pra fazer compras na Rua das Flores e tomar um café num dos cafés especiais da região.


Noite: Santa Felicidade (jantar italiano)
Fecha o roteiro de 2 dias em Curitiba do jeito que tem que ser: na Santa Felicidade, bairro fundado por imigrantes italianos e conhecido pelos restaurantes de comida farta, em sistema de rodízio italiano. O Madalosso é um dos maiores restaurantes do mundo em número de lugares e funciona com rodízio tradicional. Tem outras casas excelentes na mesma região.
Rodízios saem em torno de R$ 70-120 por pessoa, dependendo da casa e do dia. Dica importante: nos fins de semana, chegue cedo (a partir das 19h) ou faça reserva. A gente já pegou fila de mais de 40 minutos num sábado por chegar depois das 20h.
Alternativa pro dia 2: passeio de trem para Morretes
Se você curte viagens cênicas, o passeio de trem da Serra do Mar pra Morretes é uma das experiências ferroviárias mais bonitas do Brasil. Em um roteiro de só 2 dias, é viável se você abrir mão de boa parte dos parques no segundo dia — vale a escolha: ou trem + clássicos, ou parques + clássicos. Os dois não cabem.
Como economizar nos ingressos e passeios em Curitiba
Curitiba tem muitos passeios gratuitos, mas também tem opções pagas que valem a pena. E comprar com antecedência ajuda a pegar preços melhores e evitar fila.
Pra essa parte, a gente usa esse site que a gente usa em todas as viagens. É uma das maiores plataformas do mundo pra reservar tours e ingressos, com pagamento em reais, tudo em português, com cancelamento gratuito em vários passeios.
Os tours que valem a pena reservar antes em Curitiba:
- Excursão pelo Caminho do Vinho de São José dos Pinhais
- Tour panorâmico por Curitiba
- Tour noturno por Curitiba + jantar italiano em Santa Felicidade
- Tour gastronômico por Curitiba
Seguro viagem dentro do Brasil
Mesmo viagem nacional pede atenção: imprevisto com saúde, bagagem extraviada ou cancelamento de voo acontece. A gente sempre faz seguro mesmo dentro do Brasil porque o custo é baixíssimo perto da tranquilidade.
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Erros comuns que turistas cometem em Curitiba (evite!)
- Subestimar o clima: ir sem casaco ou capa de chuva confiando só na previsão. Curitiba tem fama de 4 estações em 1 dia e isso é literal.
- Querer fazer tudo em 2 dias: incluir trem pra Morretes, todos os parques, todos os museus e toda a gastronomia. Não dá. Escolha: ou trem + clássicos, ou parques + clássicos.
- Deixar Jardim Botânico e Ópera de Arame pra tarde: lotados, luz dura pra foto e cheios de grupos de excursão. Comece o dia neles, sempre.
- Chegar tarde em Santa Felicidade nos fins de semana: filas enormes nos rodízios. Vá entre 19h-19h30 ou faça reserva.
- Ignorar o Centro Histórico à noite por medo exagerado: o Largo da Ordem tem bares incríveis. Tome os cuidados normais de cidade grande e aproveite.
Melhor época para ir a Curitiba
Os meses mais agradáveis são outono (abril a junho) e primavera (setembro a novembro), com temperaturas amenas e menos chuva — perfeito pros parques e caminhadas. No inverno (junho a agosto), as máximas ficam entre 13°C e 17°C e o vento à noite é gelado de verdade. Verão é mais chuvoso e abafado, mas continua sendo uma boa estação se você não se importar com pancadas de chuva à tarde.
Onde ficamos em Curitiba (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! De antemão, adiantamos que os melhores bairros curitibanos são: Centro e Batel. Ambos são vizinhos, porém com características distintas.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o roteiro de 2 dias em Curitiba
2 dias em Curitiba é tempo suficiente?
É um tempo apertado, mas suficiente pra conhecer os principais cartões-postais: Jardim Botânico, MON, Centro Histórico, Ópera de Arame, Parque Tanguá e jantar em Santa Felicidade. Se quiser incluir o passeio de trem pra Morretes ou parques mais afastados, o ideal é estender pra 3 ou 4 dias.
Vale a pena alugar carro em Curitiba?
Sim, vale muito. As atrações são espalhadas e Curitiba é uma cidade grande. Carro dá liberdade pra encaixar Ópera de Arame, Parque Tanguá, Bosque do Papa e Santa Felicidade no mesmo dia sem depender de horário de ônibus ou gastar fortuna com Uber.
O que vale a pena fazer de graça em Curitiba?
Bastante coisa: Jardim Botânico, Ópera de Arame, Parque Tanguá, Bosque do Papa, Centro Histórico, Rua das Flores, Largo da Ordem e Feira do Largo da Ordem (aos domingos). O MON é gratuito às quartas-feiras.
Qual a melhor região pra se hospedar em Curitiba?
O Centro e o bairro Batel são as duas melhores opções. O Centro tem mais hotéis econômicos e fica perto da Rua das Flores, do MON e do Centro Histórico. O Batel é mais sofisticado, com bons restaurantes e bares, e é a região da moda.
Curitiba é uma cidade segura?
Curitiba é relativamente organizada e segura comparada com outras capitais, mas é uma cidade grande. Tome os cuidados normais com celular e mochila em áreas cheias (feiras, ônibus, Centro Histórico à noite). Não tem motivo pra paranoia.
Quanto custa em média uma viagem de 2 dias em Curitiba?
Pra um casal, vai depender muito da hospedagem. Pense em algo entre R$ 300-600 por dia somando alimentação (R$ 150-300), transporte/Uber ou carro alugado (R$ 80-150) e passeios pagos (R$ 30-100). Hospedagem boa fica entre R$ 250-500 a diária.
Dá pra fazer o passeio de trem para Morretes em 2 dias?
Dá, mas você terá que abrir mão de boa parte dos parques no dia 2. O trem leva o dia todo (ida e volta, mais o almoço em Morretes). Se Morretes for prioridade, planeje fazer no dia 2 e cubra os principais cartões-postais no dia 1.
Economize ao máximo na sua viagem a Curitiba
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- O que fazer de graça em Curitiba
Curitiba surpreende quem chega esperando “só uma cidade grande”. A gente foi com pouca expectativa e saiu encantado com a quantidade de parques, com a gastronomia (a carne de onça é um achado!) e com a organização da cidade. Com esse roteiro, dá pra aproveitar bem os 2 dias e ainda voltar com gostinho de “preciso voltar pra conhecer Morretes e a Ilha do Mel”. Boa viagem!