
Levar dinheiro pra Chicago envolve mais estratégia do que a maioria dos viajantes imagina. Depois de várias viagens pra lá, a gente aprendeu que a combinação certa entre dinheiro em espécie, conta global em dólar e cartão de crédito de reserva é o que faz a diferença no bolso e na segurança.
Nesse guia, a gente explica cada opção, quanto vale a pena levar em espécie, como pagar menos IOF e o que fazer antes de embarcar pra evitar dor de cabeça com cartão bloqueado. Tudo o que a gente gostaria de saber antes da nossa primeira viagem pros Estados Unidos.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Chicago a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Qual moeda usar em Chicago?
A moeda oficial é o dólar americano (USD) e reais não são aceitos em nenhum lugar da cidade. Cartões de crédito e débito internacionais (Visa, Mastercard e Amex) são amplamente aceitos em hotéis, restaurantes, lojas, atrações e até em food trucks e cafés menores.
Mesmo assim, dinheiro em espécie continua sendo útil, principalmente pra gorjetas, pequenos gastos e situações em que o cartão não funciona por algum motivo. A gente sempre carrega um pouco de dólar na carteira, mesmo pagando quase tudo por aproximação.
Uma coisa importante que a gente aprendeu: nunca dependa de um só meio de pagamento. Se o cartão principal bloquear ou for clonado, você quer ter um plano B (e de preferência C) na manga.
1. Dinheiro em espécie: quanto levar de dólar
A vantagem do dinheiro vivo é que você trava a cotação no dia da compra e não paga IOF alto de cartão. Além disso, resolve pequenos gastos onde cartão às vezes complica, tipo gorjetas em espécie, dividir conta com amigos ou pagar um vendedor de rua.

A desvantagem é a segurança: andar com muito dinheiro na carteira é arriscado, principalmente em cidade grande. A recomendação é levar uma quantia moderada e dividir em locais diferentes — parte na carteira, parte no cofre do hotel, parte numa doleira discreta.
Quanto levar em espécie depende muito do seu perfil de viagem:
- Perfil econômico: em torno de US$ 200 a 300 por pessoa, complementando o resto com cartão.
- Perfil intermediário: algo entre US$ 300 e 500 por pessoa, pra quem vai fazer alguns restaurantes bons e passeios pagos.
- Perfil confortável: a partir de US$ 500 por pessoa, pra ter mais flexibilidade em compras e experiências.
Dica de ouro: peça na casa de câmbio bastante nota de US$ 1, US$ 5 e US$ 10. Isso salva muito na hora da gorjeta, pra pagar o carregador de mala do hotel ou dar tip pro motorista do Uber em dinheiro.

2. Conta global em dólar: a forma mais econômica
Abrir uma conta global em dólar virou disparado a melhor forma de levar dinheiro pros Estados Unidos. A gente usa em todas as viagens e a economia comparada com cartão de crédito tradicional é gigantesca.
O motivo é simples: você compra dólar na cotação comercial (a mais barata) direto pelo app, quando a cotação estiver boa, e paga um IOF muito menor do que no cartão de crédito comum. Além disso, os gastos são debitados na hora, então dá pra controlar direitinho quanto está sendo gasto no dia.
Outra vantagem: dá pra sacar dinheiro em caixas eletrônicos americanos direto da conta em dólar. A gente costuma sacar uma quantia pequena na chegada, no aeroporto ou perto do hotel, e usar essa grana pras gorjetas e pequenos gastos.

Como abrir a conta global do Brasil
Existe uma conta digital global brasileira que permite abrir uma conta em dólar em menos de 5 minutos, direto pelo celular, usando só o RG ou CNH. Depois de abrir, você transfere reais da sua conta brasileira e converte pra dólar quando quiser, escolhendo o momento da melhor cotação.
Se quiser abrir, essa conta global que a gente usa é a mais completa que a gente já testou. E como muitos leitores nossos abriram conta por lá, a gente conseguiu um cupom exclusivo: quem usa o código GRUPODICAS20 na abertura ganha até 20 dólares na primeira remessa de câmbio feita em até 15 dias depois.
Outras vantagens dessa conta:
- Dá pra ir acumulando dólares aos poucos, quando a cotação estiver boa, e até deixar investido rendendo até a viagem.
- O cartão funciona no mundo inteiro — em todas as próximas viagens você usa a mesma conta.
- Atendimento e suporte 100% em português.
- Sem taxa nenhuma pra abrir ou manter a conta.
- Dois primeiros saques do mês em caixa eletrônico no exterior isentos de taxa.
- Ao criar a conta, já sai com um cartão virtual no celular; o físico chega por correio depois.
- Acesso à sala VIP no aeroporto de Guarulhos — a gente já usou várias vezes e é ótima.

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Onde ficamos em Chicago (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para os turistas é Chicago Loop, no centro da cidade. Lá, estão diversas atrações, restaurantes, bares, shoppings, parques, museus, teatros e muitos outros lugares imperdíveis.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
3. Cartão de crédito internacional: use como plano B
O cartão de crédito é a opção mais cara pra gastar em Chicago, mas ele é essencial como plano de emergência. A gente sempre viaja com pelo menos dois cartões de crédito internacionais liberados, um em cada carteira, e um deles fica guardado no cofre do hotel como reserva.

O problema do cartão de crédito é o IOF alto cobrado em toda compra internacional, mais a taxa de câmbio da fatura, que é a do dia do fechamento — e pode subir bastante entre a compra e a hora de pagar. É por isso que a gente evita usar como principal, mas mantém sempre disponível pra emergências, gastos grandes (hotel, aluguel de carro) ou se o outro meio falhar.
Antes de embarcar, é essencial desbloquear o cartão pra uso internacional pelo app ou site do banco, informando as datas da viagem. A gente já errou nessa uma vez e teve compra recusada no primeiro dia — o banco entendeu que era fraude e bloqueou automaticamente. Anota também o telefone de emergência do seu banco pra ligar a cobrar do exterior, caso precise.
Como levar dinheiro pra Chicago: nossa recomendação
Depois de várias viagens, essa é a combinação que a gente sempre indica:
- Dólar em espécie: algo entre US$ 300 e 500 por pessoa, com notas pequenas pra gorjeta.
- Conta global em dólar: pra concentrar a maior parte dos gastos, com IOF menor e câmbio comercial.
- Dois cartões de crédito internacionais: um pra usar em emergências e gastos grandes, outro guardado no cofre do hotel como reserva.

Essa combinação cobre praticamente todos os cenários: você economiza no dia a dia com a conta global, tem dinheiro vivo pra pequenas situações e está protegido caso algum meio falhe.
Onde comprar dólares antes da viagem
Pra comprar dólar em espécie, procure uma casa de câmbio de confiança e compare cotações. Em cidades grandes, geralmente tem mais concorrência e melhores preços. Muitas casas de câmbio entregam o dinheiro em casa por portador, o que é bem mais seguro do que sair da loja com uma quantia grande na carteira.

Pra quem já tem a conta global, dá pra pegar os dólares em espécie na chegada, sacando direto no caixa eletrônico do aeroporto de Chicago com o cartão da conta. Os dois primeiros saques do mês são sem taxa, então a gente sempre aproveita esse benefício.
Gorjetas em Chicago: como calcular
Gorjeta faz parte da cultura americana e não é opcional. Em restaurantes com serviço de mesa, o padrão é 15% a 20% em cima do total da conta. Muitos restaurantes já sugerem os valores impressos na nota, o que facilita.
Como funciona na prática:
- No cartão: você paga a conta, depois escreve o valor da gorjeta no campo “tip” na via de assinatura. O total (conta + gorjeta) é cobrado no cartão.
- Em espécie: deixa o valor em notas na mesa ou entrega direto pro garçom.
Pra motoristas de app, entregadores e bartenders, é comum arredondar o valor ou dar alguns dólares extras em espécie. Por isso ter nota de US$ 1 e US$ 5 é tão útil.
Uma coisa importante: inclua as gorjetas no orçamento da viagem. Se você calcula gastar US$ 100 por dia em refeições, na prática vai gastar mais US$ 15 a US$ 20 só de tip. Faz diferença no final.
Erros comuns que os brasileiros cometem
Depois de muita viagem e leitor mandando dúvida, a gente listou os erros mais comuns:
- Levar só cartão de crédito: se ele bloquear ou for recusado, você fica sem nada.
- Não desbloquear o cartão pra uso internacional: quase garantia de compra recusada no primeiro dia.
- Não levar nenhum dinheiro em espécie: complica pra gorjeta e pra qualquer situação em que cartão não é aceito.
- Levar reais achando que troca lá: quase ninguém aceita, e a cotação é péssima quando aceita.
- Esquecer da conta de gorjetas: os 15% a 20% em cima de tudo somam bastante no fim da viagem.
- Andar com todo o dinheiro junto: se perder ou for roubado, perde tudo. Sempre divida.
- Não guardar um cartão reserva: deixa um no cofre do hotel — a gente já teve cartão clonado no meio da viagem, essa dica salvou.
Dicas práticas pra fechar
Antes de embarcar pra Chicago, cheque essa lista:
- Cartões desbloqueados pra uso internacional, com datas da viagem informadas ao banco.
- Limite de crédito suficiente pra hotel, aluguel de carro e emergências.
- Telefone de emergência do banco anotado (o número pra ligação a cobrar do exterior).
- Dólar em espécie dividido em locais diferentes.
- Notas pequenas separadas pra gorjeta.
- Segundo cartão de crédito guardado no cofre do hotel.
- App bancário instalado e funcionando no celular.
Ah, e vale saber: o consulado do Brasil em Chicago fica na 401 North Michigan Avenue, suite 1850. Em caso de perda de documentos ou emergência séria, é pra lá que você vai. O número de emergência geral nos EUA (polícia, bombeiro, ambulância) é o 911.
Seguro viagem pra Chicago
Uma coisa que a gente NUNCA viaja pros Estados Unidos sem: seguro viagem. O atendimento médico americano é o mais caro do mundo — uma consulta simples de emergência pode passar dos US$ 1.000, e uma internação, chegar aos milhares de dólares por dia.
A gente sempre contrata pelo esse comparador de seguros, que compara todas as principais seguradoras e mostra o melhor custo-benefício em segundos. O link já vem com 18% de desconto exclusivo pros leitores do Grupo Dicas. Vale muito pesquisar antes de fechar direto com qualquer seguradora.
Chip de celular pra Chicago
Pra conseguir acessar o app do banco com segurança durante a viagem, usar Uber, mapas e ficar em contato, o ideal é ter internet o tempo todo. A gente evita roaming (que sai caríssimo) e usa um chip internacional comprado ainda no Brasil.
O chip de viagem que a gente usa chega em casa antes de embarcar e ativa quando você pousa em Chicago. É bem mais prático do que ficar caçando chip local no aeroporto.
Perguntas frequentes sobre dinheiro em Chicago
Quanto de dinheiro levar pra Chicago por pessoa?
Depende do perfil de viagem. Pra quem quer economizar, algo entre US$ 200 e 300 em espécie por pessoa costuma ser suficiente, complementando o restante com conta global e cartão. Pra viajantes de perfil intermediário, algo entre US$ 300 e 500. E pra quem quer mais conforto, a partir de US$ 500. Lembrando que a maior parte dos gastos vai no cartão da conta em dólar, então o dinheiro vivo é mais pra gorjetas e pequenos gastos.
Vale a pena trocar reais em Chicago?
Não. Poucos lugares aceitam reais e a cotação oferecida costuma ser péssima. O ideal é comprar dólar antes da viagem, no Brasil, ou usar uma conta global pra sacar dólares direto em caixas eletrônicos americanos.
Cartão de crédito brasileiro funciona em Chicago?
Sim, praticamente todos os cartões Visa, Mastercard e Amex internacionais funcionam na cidade. O importante é desbloquear o cartão pra uso internacional antes de viajar e informar as datas da viagem ao banco pra evitar bloqueio automático por suspeita de fraude.
Preciso avisar o banco antes de viajar pros EUA?
Sim. Muitos bancos bloqueiam automaticamente compras internacionais se você não avisar as datas da viagem no app ou por telefone. Faça isso alguns dias antes de embarcar pra evitar dor de cabeça.
Qual a diferença entre conta global e cartão pré-pago?
A conta global permite comprar dólar na cotação comercial (mais barata) e paga IOF muito menor. Já o cartão pré-pago cobra a cotação comercial mas com IOF cheio de 6%, além de taxas de recarga. Na prática, a conta global sai bem mais barata e é mais flexível.
Como funciona a gorjeta em restaurantes de Chicago?
O padrão é 15% a 20% em cima do valor da conta. Você pode pagar em cartão (escrevendo o valor no campo “tip” na via de assinatura) ou deixar em dinheiro na mesa. Muitas contas já vêm com valores de tip sugeridos impressos.
Dá pra sacar dinheiro em Chicago com cartão brasileiro?
Sim. Caixas eletrônicos (ATMs) estão espalhados por toda a cidade, em aeroportos, farmácias e estações. Se você tem uma conta global em dólar, os primeiros saques do mês costumam ser sem taxa, o que é bem vantajoso.
Economize ao máximo na sua viagem a Chicago
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Leia nossa matéria de como viajar barato pra Chicago, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: veja onde comprar ingressos pras atrações de Chicago da forma mais barata e segura.
- Carro: se está pensando em alugar um, leia como alugar carro em Chicago pelo menor preço.
- Celular: quer usar o celular durante a viagem sem preocupação? Garante um chip internacional ainda no Brasil clicando aqui.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Chicago pra saber a melhor localização e como economizar no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico nos EUA é caríssimo. Veja aqui como conseguir o melhor e mais barato seguro viagem.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
No fim das contas, a receita pra não passar sufoco com dinheiro em Chicago é simples: diversifique. Um pouco de dólar em espécie, o grosso na conta global e dois cartões de crédito como plano B. Assim você economiza no IOF, aproveita a melhor cotação e ainda dorme tranquilo sabendo que tem plano B (e C) pra qualquer imprevisto. Boa viagem!
