
Curitiba é uma das cidades brasileiras com mais área verde por habitante, e isso aparece em cada parque, bosque e mirante espalhados pela cidade. Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como tudo é pertinho: dá pra conhecer os principais pontos turísticos num raio de até 10 km do centro.
Os pontos turísticos gratuitos são vários, e a cidade ainda é cheia de museus, praças, calçadões e bares e pubs pra curtir a noite com a galera.
Pra você não perder tempo, a gente reuniu aqui os 10 pontos turísticos mais famosos de Curitiba — Jardim Botânico, Ópera de Arame, Parque Barigui, Museu Oscar Niemeyer, Torre Panorâmica e companhia — com horários, faixas de preço e dicas de quem já viajou pra lá várias vezes. E não esquece: aqui no nosso guia completo de Curitiba a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, comida e ingressos.
1. Jardim Botânico de Curitiba
É o maior cartão-postal da cidade e o ponto turístico mais visitado, sem discussão. Inspirado nos jardins franceses, recebe o visitante com um tapete de flores logo na entrada e troca o paisagismo a cada estação.
O parque tem 245 mil metros quadrados, com áreas pra piquenique, chafarizes e bosques. A estrela é a estufa de vidro de 458 metros quadrados, inspirada no Palácio de Cristal de Londres, que abriga espécies da Mata Atlântica.
Endereço: R. Eng. Ostoja Roguski, 690 — Jardim Botânico
Horário: todos os dias, das 6h às 20h
Entrada: gratuita
Dica de quem foi: vá cedo (antes das 9h) ou no fim da tarde. No meio do dia o sol estoura as fotos da estufa e o lugar fica cheio. E leva um casaquinho mesmo no verão — o vento de Curitiba engana.
Erro comum: entrar só pra fotografar a estufa e ir embora. Vale caminhar pelo jardim sensorial, pelo bosque e visitar o Museu Botânico quando estiver aberto.

2. Ópera de Arame
Dentro do Parque das Pedreiras, a Ópera de Arame é uma daquelas construções que parecem impossíveis: estrutura tubular metálica e teto de vidro, em meio a um lago, dentro de uma antiga pedreira. Foi erguida em apenas 75 dias e inaugurada em 1992, com capacidade pra 1.572 espectadores.
O espaço recebe espetáculos populares e clássicos, e tem teatro, palco flutuante, restaurante e loja. A passarela sobre o lago rende as fotos mais bonitas do passeio.
Endereço: R. João Gava, 920 — Abranches
Horário: terça a domingo, das 10h às 18h
Entrada: gratuita (shows e eventos são pagos)
Pra quem quer pesquisar shows ou um tour guiado já com tudo organizado, vale dar uma olhada em esse site que a gente usa em todas as viagens. Eles têm catálogo grande de ingressos e tours em português, com cancelamento gratuito até 24h antes e pagamento em reais — sem IOF e dá pra parcelar. A gente sempre reserva os passeios principais por lá pra não correr o risco de chegar e ficar sem vaga.
Dica: combine a visita com o Parque Tanguá e o Memorial Ucraniano, que ficam na mesma região. Dá pra ver os três num dia tranquilamente.
Erro comum: ir só durante um evento à noite e não ver o lugar de dia. A paisagem do lago e da pedreira fica muito mais impactante com luz natural.

3. Parque Barigui
Um dos maiores parques urbanos do Brasil, com 140 hectares cortados pelo Rio Barigui. É ali que mora a galera mais famosa da cidade: as capivaras, que circulam livremente pelas margens do lago. Quem nunca viu capivara de perto, fica encantado.
O parque tem pistas de caminhada, ciclovia, pista de skate, parquinho, espaço pra cachorro, academia ao ar livre, pavilhão de exposições e até o Park Shopping Barigui pertinho.
Endereço: Av. Cândido Hartmann, s/n — Bigorrilho
Horário: diariamente, das 6h às 22h
Entrada: gratuita
Dica: vá no fim da tarde. As capivaras costumam sair mais perto do entardecer e a luz pro pôr do sol no lago é linda. Mas não chegue perto pra alimentar nem tentar tocar — são animais silvestres e isso é proibido.
Erro comum: ir esperando um “zoológico de capivaras”. Em dias mais quentes ou cheios, elas podem estar escondidas. Faz parte.

4. Palácio Avenida
Construído em 1929 pelo imigrante sírio-libanês Feres Merhy, o Palácio Avenida é um dos edifícios mais históricos do centro de Curitiba. Com 18 mil metros quadrados, já abrigou lojas, escritórios e o Cine Avenida, uma das primeiras salas de cinema da capital paranaense. Hoje funciona como sede de um grande banco.
Endereço: Av. Luiz Xavier, 11 — Centro
Horário: visita externa livre
Dica de quem foi: o ponto alto é no fim do ano, quando o prédio recebe o tradicional Coro de Natal. A apresentação acontece nas janelas do edifício, e a Rua XV de Novembro fica lotada de gente assistindo. Se você viajar pra Curitiba em dezembro, é praticamente obrigatório.

5. Centro Histórico de Curitiba
É onde a cidade começou e o lugar com mais história concentrada por metro quadrado. A região é pé na rua: muitas vias só pra pedestres, calçamento bem cuidado e prédios históricos preservados.
No coração do centro histórico fica o Largo da Ordem, com a Igreja da Ordem (a mais antiga da cidade), a Catedral Basílica e a Praça Tiradentes. Aos domingos, o largo recebe a famosa Feira do Largo da Ordem, com artesanato, comida típica e música ao vivo — programa clássico de quem visita Curitiba.
O roteiro completo tem 27 pontos pra explorar, incluindo o Cine Passeio, o Sesc Paço da Liberdade, o Memorial de Curitiba e as Ruínas de São Francisco. A caminhada dura em torno de 2 horas.
Dica: aos sábados, às 11h, sai o Curitiba Free Walking Tour da Praça Santos Andrade — um passeio guiado gratuito (paga-se gorjeta no final) que conta a história da cidade de um jeito leve.
Erro comum: visitar só a feira de domingo e não entrar nos museus e igrejas. O Museu Paranaense e o Museu do Holocausto, por exemplo, têm entrada gratuita e valem muito a visita.

6. Museu Oscar Niemeyer (Museu do Olho)
O famoso MON, ou “Museu do Olho”, é um dos maiores museus de arte da América Latina. O prédio em formato de olho, projetado por Oscar Niemeyer, foi inaugurado em 2002 e já é, por si só, uma das atrações mais fotografadas de Curitiba.
Tem cerca de 35 mil metros quadrados, sendo mais de 17 mil só de área expositiva. Dentro, exposições de artes visuais, arquitetura, urbanismo, design e fotografia — sempre rotativas, então cada visita é diferente.
Endereço: R. Marechal Hermes, 999 — Centro Cívico
Horário: terça a domingo, das 10h às 18h
Entrada: em torno de R$ 30 (meia R$ 15). Às quartas, entrada gratuita — retire o ingresso na bilheteria até as 17h30.
Dica: reserve pelo menos 2 horas pra ver as exposições com calma. E é o passeio perfeito pra dias frios ou chuvosos, já que é praticamente todo coberto.
Erro comum: parar só do lado de fora pra fotografar o “olho” e não entrar. A arquitetura externa é incrível, mas o acervo interno justifica cada centavo do ingresso.

7. Mercado Municipal de Curitiba
Fundado em 1958, o Mercadão é o endereço mais tradicional da cidade pra comprar produtos regionais, importados e provar a culinária local. Tem barracas de queijos, embutidos, temperos, frutas, hortifrúti, doces, cafés especiais e cervejas artesanais.
Dá pra almoçar bem no mercado, inclusive comida oriental e árabe. Vale provar pratos típicos curitibanos como pão com bolinho, carne de onça (carne crua temperada com cebolinha) e barreado (prato típico do litoral paranaense).
Endereço: Av. Sete de Setembro, 1865 — Centro
Horário: terça a sábado, das 8h às 18h; domingos, das 8h às 13h
Preço médio: prato feito em torno de R$ 30-50; refeições mais elaboradas, R$ 60-90
Dica: se você vai fazer o passeio de trem pra Morretes, passa no Mercadão antes pra comprar lanchinhos e provisões. E se ama gastronomia, vale fazer um tour gastronômico guiado por Curitiba — eles levam em vários pontos do mercado e do centro contando a história da imigração e da culinária local.
Erro comum: ir no domingo à tarde. Várias bancas começam a fechar cedinho — vá pela manhã.

8. Torre Panorâmica de Curitiba
Carinhosamente chamada de “Torre Eiffel dos curitibanos”, é o mirante mais alto da cidade, com mais de 100 metros de altura. Inaugurada em 1991, era originalmente uma torre de telefonia (por isso também é conhecida como Torre da Telepar).
Do alto, dá pra ver Curitiba em 360 graus — a Serra do Mar ao fundo, a Escarpa Devoniana, os principais parques e bairros. Tem ainda um painel do artista paranaense Poty Lazzarotto contando a história da cidade e do telefone.
Endereço: R. Prof. Lycio Grein de Castro Vellozo, 191 — Mercês
Horário: diariamente, das 10h às 18h
Ingresso: em torno de R$ 10
Dica: vá em dia aberto, sem neblina. Em dia nublado a vista praticamente some. Pode ser um ótimo passeio de despedida no último dia da viagem — e leva casaco, porque o vento lá em cima é gelado mesmo no verão.

9. Praça do Japão
Pequena, charmosa e cheia de história. Inaugurada em 1962 em homenagem à imigração japonesa, a Praça do Japão tem um memorial, um monumento ao Buda, lagos com carpas e uma casa em estilo arquitetônico japonês. Tem ainda uma lojinha de souvenires pra levar lembrancinha pra família.
Endereço: Av. Sete de Setembro, s/n — Água Verde
Horário: livre
Entrada: gratuita
Dica: é um passeio rápido (30-45 minutos), perfeito pra encaixar entre dois pontos turísticos maiores.

10. Museu do Holocausto de Curitiba
Inaugurado em 2011, é o primeiro museu do Brasil dedicado ao Holocausto. Conta a história do genocídio sofrido pela comunidade judaica durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e provoca uma reflexão profunda sobre intolerância, racismo e preconceito.
O acervo tem fotografias, documentos e objetos pessoais de vítimas, sobreviventes e heróis daquele período. É um passeio denso, mas necessário — e um dos mais marcantes da cidade.
Endereço: R. Cel. Agostinho Macedo, 248 — Bom Retiro
Horário: segunda a quarta, 8h30-11h30 e 14h30-17h30; sextas, 8h30-11h30; domingos, 9h-12h
Entrada: gratuita (agendamento obrigatório pelo site oficial)
Observação: crianças com até 12 anos não podem entrar. O conteúdo é pesado.
Se você quer combinar Curitiba com bate-voltas, vale dar uma olhada em opções como uma excursão ao Beto Carrero World ou uma excursão a Joinville, Blumenau e Balneário Camboriú. Saem com transporte e guia em português, tudo pago em reais.

Como se locomover entre os pontos turísticos de Curitiba
Os pontos turísticos de Curitiba estão espalhados em regiões diferentes da cidade — Tanguá fica no norte, Barigui no oeste, o centro histórico é central. Tentar fazer tudo só a pé cansa demais.
A opção mais usada por turistas é a Linha Turismo, um ônibus panorâmico estilo hop-on hop-off que passa pelos principais pontos: Jardim Botânico, Bosque do Papa, Bosque Alemão, Parque São Lourenço, Parque Tanguá, Parque Tingui, Parque Barigui, Ópera de Arame e mais. O bilhete custa em torno de R$ 50 e permite descer e subir quantas vezes quiser ao longo do dia.
Pra quem vai com pouco tempo (1 ou 2 dias), a Linha Turismo é a melhor pedida. Já se você ficar mais dias e quiser flexibilidade, Uber e táxi funcionam super bem e são relativamente baratos em Curitiba.
Melhor época pra visitar Curitiba
Curitiba é conhecida pelo clima instável o ano inteiro — pode amanhecer ensolarada e fechar à tarde. Outono e primavera tendem a ter temperaturas mais agradáveis e menos chuva, sendo a melhor época pra aproveitar os parques.
O verão pode ter calor durante o dia e pancadas de chuva no fim da tarde. O inverno é frio de verdade, com mínimas abaixo de 10 °C em vários dias — leva casaco pesado.
Fim de ano tem o ponto alto turístico: as decorações natalinas e o Coro de Natal no Palácio Avenida deixam o centro lindo.
Erros comuns de quem visita Curitiba pela primeira vez
- Subestimar o frio e o vento. Mesmo no verão, leva um casaco leve. Curitiba surpreende.
- Tentar fazer tudo em 1 dia. A Linha Turismo passa em muito ponto, mas descer em todos rende visitas superficiais. Reserve pelo menos 2 dias.
- Andar pelo centro histórico à noite sem planejamento. De dia ou em tour guiado é tranquilo; à noite, em ruas vazias, redobre a atenção.
- Focar só nos pontos “instagramáveis”. Jardim Botânico, MON e Ópera de Arame são lindos, mas o Mercado Municipal, o Centro Histórico e o Museu do Holocausto dão o contexto cultural que faz a viagem valer ainda mais.
- Subestimar as distâncias. Os parques estão em regiões opostas. Planeje a rota antes pra não desperdiçar horas no trânsito.
Onde ficamos em Curitiba (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! De antemão, adiantamos que os melhores bairros curitibanos são: Centro e Batel. Ambos são vizinhos, porém com características distintas.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre os pontos turísticos de Curitiba
Quantos dias são ideais pra conhecer Curitiba?
Pra ver com calma os 10 pontos turísticos principais, o ideal são 3 dias. Com 2 dias dá pra fazer o essencial usando a Linha Turismo. Se tiver 4 ou 5 dias, dá pra incluir bate-voltas pra Morretes (de trem) ou Ilha do Mel.
Curitiba é uma cidade cara?
Não. Comparada a outras capitais do sul e sudeste, Curitiba é uma cidade relativamente em conta. Boa parte dos pontos turísticos é gratuita (Jardim Botânico, Parque Barigui, Parque Tanguá, Praça do Japão, Centro Histórico), e os ingressos pagos têm valores bem acessíveis (Torre Panorâmica em torno de R$ 10, MON em torno de R$ 30).
Vale a pena fazer a Linha Turismo?
Vale muito, principalmente em viagens curtas. Por cerca de R$ 50 você consegue conhecer os pontos turísticos mais distantes sem precisar de carro ou Uber, descendo e subindo quantas vezes quiser. Pra quem tem só 1 ou 2 dias, é o melhor custo-benefício.
Qual a melhor época pra visitar Curitiba?
Outono e primavera (abril-junho e setembro-novembro) têm clima mais ameno e menos chuva. O fim de ano é mágico pelas decorações natalinas, mas é mais frio. Verão pode ter calor durante o dia e chuva à tarde. Em qualquer época, leva casaco.
Precisa alugar carro em Curitiba?
Não é necessário pra ver o centro e os parques principais — a Linha Turismo, Uber e táxi resolvem. Carro é interessante se você quer fazer bate-voltas pra Morretes, Ilha do Mel, Vinícolas de São José dos Pinhais ou Santa Catarina.
Quais pratos típicos provar em Curitiba?
Os imperdíveis são o barreado (carne cozida por horas em panela de barro, prato do litoral paranaense), a carne de onça (carne crua temperada com cebolinha, servida sobre pão), o pinhão (na safra, entre abril e junho) e a culinária italiana de Santa Felicidade, com rodízios de massas, frango e polenta.
Curitiba é segura pra turistas?
De maneira geral, sim — sobretudo nas áreas turísticas durante o dia. Como em qualquer capital, vale o bom senso: evitar ostentar objetos de valor, ter atenção redobrada no centro à noite e usar Uber em vez de andar muito a pé em áreas desconhecidas após o anoitecer.
Economize ao máximo na sua viagem a Curitiba
- Guia completo de Curitiba
- Onde ficar em Curitiba
- Ingressos para as atrações de Curitiba
- O que fazer de graça em Curitiba
- Melhores restaurantes em Curitiba
- O que fazer à noite em Curitiba
Curitiba é daquelas cidades que surpreendem quem vai pela primeira vez. A gente sempre lembra do fim de tarde no Parque Tanguá, do café no Mercadão e da estufa do Jardim Botânico iluminada — três cenas que ficam na cabeça. Monta o roteiro com calma, leva casaco e aproveita: dá pra fazer uma viagem incrível gastando pouco.