
Se você está montando seu roteiro pela capital francesa e quer fugir um pouquinho da agitação da cidade, fazer o bate-volta de Paris para Giverny é uma das melhores escolhas que dá pra fazer. É ali, naquele vilarejo de uns 500 habitantes na Normandia, que ficam a casa e os jardins de Claude Monet — aquele cenário de quadro impressionista vivo, com a pontezinha japonesa e o lago dos nenúfares.
Nessa matéria a gente reuniu todas as formas de chegar lá (trem, carro, excursão e táxi), com tempo de viagem, faixas de preço e os erros que a galera comete e dá pra evitar. Quando a gente foi, o que mais surpreendeu foi como o trajeto de trem é tranquilo: em menos de uma hora você já troca o concreto de Paris pela paisagem verde às margens do Sena.
E não esquece: aqui no nosso guia de como viajar barato para Paris a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Um pouco sobre Giverny
Giverny é uma vila super charmosa que fica pertinho de Paris: a cerca de 75 km a oeste da capital, já na região da Normandia, às margens do rio Sena. É um lugar pequenininho, com uns 500 habitantes, e mantém aquele clima de cidadezinha do interior mesmo sendo famosa no mundo todo.
A fama mundial veio com as pinturas do icônico pintor francês Claude Monet, que se instalou no vilarejo em 1883 e passou a retratar as belezas naturais dali. A casa de Claude Monet hoje é aberta à visitação e é parada obrigatória pra quem ama arte ou simplesmente curte um cenário lindo. O jardim de flores, o lago com os nenúfares e a ponte japonesa foram todos imortalizados nos quadros dele — principalmente na série dos Nenúfares.
Mas não é só a casa do artista que faz de Giverny um lugar especial. Vale passear pelas ruas de pedra, pelos campos ao redor e tomar um cafezinho ao ar livre. Depois que Monet chegou, outros pintores impressionistas e americanos também se estabeleceram na região — daí surgiu o Musée des Impressionnismes, que fica ali bem perto.

Como ir de Paris para Giverny: as opções
Existem basicamente quatro formas de fazer esse bate-volta: trem + shuttle, carro, excursão organizada e táxi. A mais usada por turistas viajando por conta própria é a combinação de trem com o ônibus shuttle, porque é rápida, simples e confiável. Vamos detalhar cada uma.
Trem + shuttle (a forma mais prática)
A grande dica é pegar o trem na Gare Saint-Lazare, em Paris (super bem conectada por metrô e ônibus), com destino à estação Vernon–Giverny. Essa estação fica na linha que vai pra Rouen e Le Havre, e o trajeto dura cerca de 45 a 60 minutos.
São muitos trens por dia (algo entre 14 e 22), com os primeiros saindo por volta das 5h45–6h e os últimos perto das 22h. A passagem só de ida costuma sair em torno de €10 a €20, variando conforme o horário e a antecedência da compra. Você compra nas máquinas e guichês da própria estação (procure o destino “Vernon–Giverny”) ou online, pelo site/app da SNCF.
Uma dica que a gente aprendeu na prática: chegue com um pouco de antecedência e procure o painel “Grandes Lignes”. Os trens pra Rouen/Le Havre, que param em Vernon, saem da parte direita do saguão da estação — e é fácil se atrapalhar ali no aperto.
Ao chegar em Vernon, você pega o ônibus shuttle (navette) que liga a estação ao vilarejo de Giverny e aos Jardins de Monet. O trajeto leva uns 15 a 20 minutos e custa em torno de €8 a €12 ida e volta, pago direto com o motorista. Costuma sair cerca de 1 ônibus por hora nos dias em que a Fundação Monet está aberta, sincronizado com os trens mais usados pelos turistas.
Outras formas de ir de Vernon a Giverny
Além do shuttle, dá pra fazer o trecho de Vernon a Giverny (uns 6 km) de outras maneiras:
- Trenzinho turístico: em alta temporada, um pequeno trem faz o percurso em cerca de 30 a 40 minutos.
- Táxi: uns €15 a €20 por trajeto.
- A pé: cerca de 1 hora de caminhada, cruzando o Sena por uma estradinha rural bem agradável em dia de sol. Muita gente considera essa caminhada parte do charme do passeio.
Nossa dica para comprar os ingressos mais baratos
A casa e os jardins de Monet são pagos, e a melhor forma de garantir entrada (sem encarar fila e correndo o risco de esgotar) é comprar o ingresso pela internet, com antecedência. Isso vale principalmente em fins de semana de primavera e verão e nos feriados franceses, quando o movimento dispara.
A gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra comprar ingressos e passeios. Nele você encontra entradas pros principais pontos turísticos de Paris, da França e do mundo, muitas vezes com a opção de pular a fila da bilheteria.
A grande vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF nem taxa internacional, e ainda tem suporte em português. Nele você também encontra ofertas de transfer do aeroporto ao hotel, que é seguro, de qualidade e bem econômico. A gente usa muito e sempre economiza um bom dinheiro.

Ir de Paris para Giverny de carro
Pra quem quer mais autonomia, ir de carro é uma ótima pedida — principalmente se a ideia é combinar Giverny com outras paradas na Normandia ou ao longo do Sena. O trajeto costuma levar entre 1h e 1h30, dependendo do trânsito.
A rota principal sai de Paris pela região do Pont de Saint-Cloud, pega a autopista A13 em direção a Rouen e segue por cerca de 55 km até a saída 14 (Bonnières) ou 16 (Douains), de onde você segue as placas pra Vernon / Giverny. A A13 é gratuita até Mantes-la-Jolie e passa a ser pedagiada a partir dali; ida e volta de pedágio costuma somar uns €10 a €15.
Em Giverny tem um grande estacionamento gratuito próximo à D5, perto dos Jardins de Monet, além de outros estacionamentos menores e sombreados perto da Fundação Monet e do Musée des Impressionnismes. Vai direto pra lá em vez de tentar achar vaga em Vernon — economiza um stress danado.
A principal dica pra economizar muito no carro é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Excursão organizada saindo de Paris
Se você não quer se preocupar com a logística de trem e shuttle, várias agências em Paris (e plataformas online) oferecem excursões de meio dia ou dia inteiro pra Giverny. Geralmente incluem transporte em ônibus ou minivan, ingresso pra casa e jardins de Monet e, às vezes, a visita combinada com outro destino, como Versailles.
A duração costuma ser das 8h às 13h (meio dia) ou até o fim da tarde (dia inteiro), e os valores ficam, em média, entre €80 e €150 por pessoa, dependendo de incluir guia, almoço e outras atrações. É uma boa pra quem prefere guia em grupo e não quer pensar em nada da logística.
Ir de Paris para Giverny de táxi ou ônibus
De táxi é a opção mais rápida e também a mais cara: você sai porta a porta, sem baldeação, geralmente pelas vias A14 e A13. Pode valer a pena pra quem não se importa em gastar mais ou está em grupo dividindo a conta.
Já ônibus direto regular Paris–Giverny praticamente não existe. O que há são ônibus interurbanos/regionais ligando Paris a cidades da região como Vernon, que costumam ser mais demorados (umas 2h ou mais) e exigem baldeação. Pra quem viaja por conta própria, o combo trem + shuttle continua sendo a escolha mais inteligente.
Casa e Jardins de Monet: horários, preços e melhor época
A grande atração de Giverny é a Fundação Claude Monet, com a casa (e o famoso ateliê, a sala de jantar amarela e a cozinha azul) e os jardins. O período de abertura vai aproximadamente de 1º de abril a 1º de novembro — no inverno, ela fecha pra manutenção dos jardins. O horário típico é das 9h30 às 18h, com última entrada por volta das 17h30.
Sobre os ingressos, a entrada de casa + jardins fica em torno de €10 a €15 por adulto, e o combo com o Musée des Impressionnismes sai por uns €18 a €20. Crianças, estudantes e pessoas com deficiência costumam ter tarifa reduzida.
A melhor combinação de clima, flores e movimento costuma ser abril, maio, junho e final de setembro. Na primavera (abril e maio) os jardins ficam tomados de tulipas e narcisos; em junho, tudo muito florido e com dias longos. Outubro e início de novembro têm menos flores, mas as cores de outono ao redor da casa são lindas.
Se der pra escolher, evite fins de semana ensolarados e os feriados franceses (1º de maio, 8 de maio, Ascensão, Pentecostes, 14 de julho, 15 de agosto), quando lota. Prefira dias de semana e chegue logo na abertura (por volta das 9h30-10h) ou perto do fim da tarde, quando os grupos de excursão já foram embora. Tem uma coisa que ninguém conta: vá direto pro jardim dos nenúfares antes de explorar a casa, que ali é onde as fotos ficam mais zen sem aquele monte de gente.
O que fazer em Giverny além dos Jardins de Monet
Mesmo sendo um vilarejo pequeno, Giverny tem outros cantinhos que valem o passeio:
- Casa e Jardins de Claude Monet: o coração do passeio, com a casa, o jardim de flores, o lago dos nenúfares e a ponte japonesa.
- Musée des Impressionnismes Giverny: museu dedicado ao impressionismo e aos artistas que viveram na região, com exposições temporárias.
- Igreja Sainte-Radegonde: pequena igreja onde fica o túmulo de Claude Monet.
- As ruas do vilarejo: casas de pedra, jardins privados e paisagens rurais perfeitas pra uma caminhada tranquila.
Pra comer, os bistrôs e restaurantes ficam concentrados perto da Rue Claude Monet, a avenida principal, com cozinha francesa, crepes e menus do dia. Tem também cafés perto da saída dos jardins, ideais pra um almoço leve antes de voltar pra Vernon. Em lugares simples/médios, o almoço costuma sair na faixa de €18 a €30 por pessoa.
Dicas práticas pra quem vai de Paris a Giverny
- Planeje o trem de ida e volta com antecedência, sobretudo em alta temporada, pra não ficar preso em horários ruins.
- Confira os horários do shuttle Vernon–Giverny vinculados aos trens que você vai usar.
- Leve água, protetor solar, chapéu ou guarda-chuva, dependendo da época — você vai passar bastante tempo ao ar livre nos jardins.
- Use calçado confortável: tem trechos de cascalho, terra e pequenas subidas.
- Em dia de sol forte, óculos escuros ajudam por causa do reflexo no lago.
- Lembre que Giverny é pequena: não conte com farmácia grande, supermercado ou muitos caixas eletrônicos por ali.
Erros comuns de turistas brasileiros
Tem alguns deslizes que se repetem muito e dá pra evitar fácil. A gente errou em um deles: na primeira vez, contamos só com os “45 minutos de trem” e marcamos compromisso em Paris cedo demais na volta, esquecendo o deslocamento até a Saint-Lazare, a espera pelo shuttle e a fila de entrada. Conta sempre o tempo porta a porta, que dá umas 1h30 a 2h por trecho.
Outros tropeços frequentes:
- Não checar o calendário da Fundação Monet e chegar no inverno pra encontrar tudo fechado.
- Ir só no auge do verão, em sábado ou feriado, e pegar fila enorme e jardins lotados.
- Chegar em Vernon sem ter verificado o horário do shuttle e esperar um tempão.
- Dirigir sem conhecer as regras locais (zonas de velocidade reduzida, radares, prioridade a pedestres nos vilarejos).
- Chegar perto da hora de fechar e acabar correndo pelos jardins sem visitar a casa com calma.
Seguro viagem para a França
Pra entrar na França, que faz parte do espaço Schengen, o seguro viagem é obrigatório, com cobertura mínima de 30 mil euros pra despesas médicas. Além de ser exigência, é o que te protege financeiramente caso aconteça qualquer imprevisto de saúde durante a viagem — e atendimento médico fora do Brasil custa muito caro.
A gente sempre cota em esse comparador de seguros, que compara as principais seguradoras e já vem com desconto exclusivo do Grupo Dicas. Dá pra achar uma cobertura completa pagando bem menos do que parece.
Pra ficar conectado o tempo todo e conseguir checar horário de trem, mapa e shuttle na hora, vale garantir esse chip de viagem que a gente usa ainda no Brasil. É fácil de ativar e te tira do sufoco de ficar caçando wi-fi.
Pra fechar o planejamento do bate-volta com tranquilidade, vale também pensar bem onde se hospedar em Paris: ficar perto de uma estação com acesso fácil à Gare Saint-Lazare economiza tempo precioso na manhã da viagem. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Paris:
Onde ficamos em Paris (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para os turistas se hospedarem em Paris é o 1° arrondissement, mesma área em que está localizado o Museu do Louvre. Uma região bem bonita, cheia de hotéis, restaurantes e com preços mais baixos do que em outros bairros.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre ir de Paris para Giverny
Qual a melhor forma de ir de Paris para Giverny?
A mais prática é combinar trem da Gare Saint-Lazare até a estação Vernon–Giverny (uns 45 a 60 minutos) com o ônibus shuttle até o vilarejo (15 a 20 minutos). É rápido, simples e confiável pra quem viaja por conta própria.
Quanto tempo demora de Paris a Giverny?
De trem + shuttle, conte de 1h30 a 2h porta a porta. De carro, entre 1h e 1h30, dependendo do trânsito. De táxi é o mais rápido, mas também o mais caro.
Quanto custa o trem de Paris para Vernon-Giverny?
A passagem só de ida costuma sair em torno de €10 a €20, variando conforme o horário e a antecedência da compra. Comprar online ou nas máquinas da Gare Saint-Lazare (destino “Vernon–Giverny”).
Como ir de Vernon até Giverny?
O jeito mais comum é o ônibus shuttle (navette), que custa uns €8 a €12 ida e volta e leva 15 a 20 minutos. Também dá pra ir de trenzinho turístico, táxi (uns €15 a €20) ou a pé (cerca de 1 hora de caminhada pelo Sena).
Qual a melhor época para visitar Giverny?
Abril, maio, junho e final de setembro reúnem a melhor combinação de clima, flores e movimento. A Fundação Monet abre aproximadamente de 1º de abril a 1º de novembro — no inverno fica fechada.
Quanto custa o ingresso da Casa e Jardins de Monet?
A entrada de casa + jardins fica em torno de €10 a €15 por adulto. O combo com o Musée des Impressionnismes sai por uns €18 a €20. Vale comprar online com antecedência pra não pegar fila.
Vale a pena ir de carro para Giverny?
Vale se você quer autonomia ou pretende combinar Giverny com outras paradas na Normandia. Tem estacionamento gratuito perto dos jardins. Mas, só pra ir e voltar, o trem é mais tranquilo e evita o trânsito de saída e volta de Paris.
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Giverny é daqueles passeios que ficam na memória — sair da loucura de Paris e cair naquele vilarejo verdinho com os jardins de Monet é uma virada de chave deliciosa no meio da viagem. Se planejar o trem de ida e volta com antecedência e chegar cedinho nos jardins, a gente garante que você vai voltar pra Paris encantado. Boa viagem!
