Vista externa do Palais Garnier

Sete dias em Paris é aquele tempo gostoso: dá pra ver todos os ícones com calma e ainda sobrar fôlego pra um bate-volta em Versailles ou um dia na Disney. A gente montou aqui um roteiro dia a dia bem realista, daquele que dá pra cumprir sem sair correndo e sem chegar no hotel arrastando o pé.

Olha, na nossa primeira vez a gente cometeu o erro clássico: tentou encaixar Louvre, Orsay e compras tudo no mesmo dia. Resultado? Cansaço, fila e pouco aproveitamento. Por isso o roteiro abaixo respeita o limite de duas grandes atrações por dia, com pausa em café e parque no meio. Confia na gente: Paris se aproveita devagar.

E não esquece: aqui no nosso guia de quanto custa viajar a Paris a gente detalhou cada gasto pra você se planejar financeiramente antes de fechar a viagem.

Primeiro dia: o cartão-postal de Paris

Se der pra pegar um voo noturno que chega cedo em Paris, melhor ainda — você economiza uma diária de hotel e já começa o dia na cidade. Pra abrir com chave de ouro, comece pelo grandioso Arco do Triunfo, inaugurado em 1836 para comemorar as vitórias de Napoleão Bonaparte. Ver de fora já rende fotos ótimas e é de graça; subir pra vista 360° custa em torno de €15 a €20 por adulto.

Arco do Triunfo

Depois, desça a famosa Champs-Élysées e pare pra almoçar num dos restaurantes da avenida (vá preparado pra gastar um pouco mais por ali). Seguindo, você chega à Place de la Concorde, ótima pra fotos, e às margens do Rio Sena pra relaxar.

No fim de tarde, vá direto pra Torre Eiffel. A dica é chegar antes do pôr do sol pra ver o entardecer e, de quebra, a torre toda iluminada. Uma coisa que pouca gente sabe: a cada hora cheia, depois de escurecer, a Torre pisca com luzes cintilantes por cerca de 5 minutos. É um espetáculo de graça — vale parar tudo só pra ver.

A subida de elevador até o segundo andar custa em torno de €20 a €25 por adulto; até o topo, algo entre €30 e €35. Compre o horário online com antecedência, porque a fila no balcão no verão é de doer.

Place de la Concorde em Paris

Compre os ingressos antes pra não perder tempo na fila

Já que Paris é cidade de atração disputada, a melhor coisa que a gente aprendeu foi comprar os ingressos antecipados. Torre Eiffel, Louvre, Versailles e Sainte-Chapelle vivem lotados, e vários deles passaram a incentivar (ou até exigir) reserva com horário marcado pra controlar o fluxo.

A gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra garantir ingressos sem fila, passeios e tours guiados em português. É o maior do mundo nesse tipo de serviço, dá pra pagar em reais e o cancelamento costuma ser gratuito na maioria dos passeios — ou seja, você reserva com antecedência (que costuma sair mais barato) sem medo de mudar os planos.

Fila improvisada no local pode te roubar até 2 horas do dia. Com horário marcado, você entra na hora certa e aproveita o tempo onde importa: dentro das atrações, não esperando do lado de fora. Vale conferir também a nossa matéria sobre onde comprar ingressos para os passeios de Paris.

Segundo dia: Notre-Dame, Louvre e Tulherias

Comece o dia passando pela Catedral de Notre-Dame. Importante: desde o incêndio de 2019, a catedral ficou fechada ao público por muito tempo, então boa parte dos roteiros antigos ainda fala de visita interna que não existia. Mesmo assim, vale ver de fora, da praça, pra tirar belas fotos da fachada.

Catedral Notre Dame em Paris

Seguindo o caminho, que passa pela Pont Neuf (a ponte mais antiga de Paris), você chega ao Museu do Louvre, um dos mais famosos do mundo. O acervo é gigantesco, então reserve pelo menos 3 horas e vá com foco: escolha umas seções (egípcia, italiana, francesa) pra não se perder tentando ver tudo. O ingresso adulto sai em torno de €20 a €25, e o museu costuma abrir das 9h às 18h, fechando às terças.

Saindo, descanse no Jardin des Tuileries, bem em frente ao Louvre. À noite, vale um café ou jantar em Saint-Germain-des-Prés, um dos bairros mais charmosos e boêmios da cidade.

Terceiro dia: Ópera Garnier e Montmartre

Comece pelo Palais Garnier, também conhecido como Ópera Garnier — o lugar que inspirou “O Fantasma da Ópera”. A arquitetura e as pinturas internas são de cair o queixo. Pertinho dali, a Igreja de la Madeleine guarda um dos altares mais bonitos de Paris.

Interior da ópera Palais Garnier

Pela tarde, suba até a Basílica de Sacré-Cœur, no ponto mais alto de Paris. A entrada na igreja é gratuita; só se paga (em torno de €7 a €10) pra subir à cúpula. Vá preparado pra encarar a escadaria — mas garanto que vale: a esplanada tem um dos mirantes mais bonitos da cidade e o pôr do sol lá de cima é cinema.

Aproveite pra perambular pelo bairro de Montmartre: a Place du Tertre com os artistas, as ruelas charmosas e o famoso Muro “Je t’aime”. Uma dica de quem já caiu na armadilha: os restaurantes da própria Place du Tertre são caros e turistões — fuja pras ruas laterais que você come melhor e mais barato. À noite, quem curte algo clássico pode incluir um cabaré como o Moulin Rouge.

Quarto dia: Bairro Latino e passeio de barco no Sena

Comece pelo clássico Panthéon de Paris, seguindo para o centro cultural Georges Pompidou, cheio de arte contemporânea. Depois do almoço, relaxe no encantador Jardim de Luxemburgo, um dos preferidos dos parisienses pra um piquenique.

Jardim Luxemburgo

Pra fechar o dia em grande estilo, faça um cruzeiro pelo Rio Sena. O passeio panorâmico simples sai a partir de €15 a €20 por pessoa e dura cerca de 1 hora. Se quiser luxo, tem opção com jantar, que dura de 1h30 a 2h e custa de €70 a €120 ou mais, dependendo do nível. Ver Paris iluminada da água é um daqueles programas que ficam na memória.

Quinto dia: bate-volta ao Palácio de Versailles

Visitar o Palácio de Versailles é um dos pontos altos de qualquer viagem à França. Ele fica a cerca de 30 km de Paris, e dá pra chegar de RER C em uns 30 a 40 minutos. A gente explicou tudo direitinho na matéria sobre como chegar a Versailles saindo de Paris — não deixe de conferir.

O castelo é luxuoso e guarda parte da história da monarquia absolutista francesa. Os jardins, com 800 hectares de esculturas e vegetação, são um deslumbre à parte. Reserve o dia inteiro: o ingresso só do palácio sai em torno de €20, e o passaporte com jardins, Trianon e a aldeia de Maria Antonieta fica entre €25 e €30 (com acréscimo se incluir o show das fontes musicais).

A dica de ouro é chegar logo na abertura, antes das excursões lotarem o lugar. Não se preocupe com a logística: há restaurantes, sorveterias e cantinhos pra descansar dentro do complexo.

Interior do Palácio de Versalhes

Sexto dia: Sainte-Chapelle, Conciergerie e Marais

No penúltimo dia, vá conhecer a Sainte-Chapelle, na Île de la Cité. O ingresso fica em torno de €12 a €15, e a dica é ir num horário de sol pra aproveitar o efeito dos vitrais coloridos — é de tirar o fôlego de verdade. Ao lado, a Conciergerie foi sede do poder real entre os séculos X e XIV e depois virou prisão, ficando famosa por ter abrigado Maria Antonieta antes da execução.

Depois, almoce num restaurante às margens do Sena e dedique a tarde ao bairro do Marais: a linda Place des Vosges, lojinhas, museus menores e uma cena gastronômica que mistura bistrôs modernos, padarias e o famoso falafel. À noite, fique por ali mesmo — o Marais é cheio de bares e restaurantes animados.

Prisão Conciergerie em Paris

Sétimo dia: Museu d’Orsay e tempo livre

Pro último dia, vá ao Museu d’Orsay, um dos mais bonitos da cidade, com um acervo incrível de impressionistas como Van Gogh, Monet, Renoir e Degas. O ingresso sai por cerca de €15 a €20, e ele fecha às segundas — então monte o roteiro de olho nisso. Perto dali tem vários restaurantes charmosos pra um almoço de despedida.

Depois, esse dia “extra” é flexível: você pode passar o dia inteiro na Disneyland Paris (RER A, uns 40 minutos do centro; ingresso a partir de €60 a €80 por dia), visitar mais museus intimistas como Orangerie, Rodin ou Picasso (que têm filas menores), ou simplesmente repetir os bairros que mais gostou com calma. E pra fechar a viagem, nada melhor que um jantar caprichado num bistrô parisiense.

Palácio de Fontainebleau

Como se locomover em Paris

Paris tem uma das melhores redes de transporte público do mundo, então esquece o carro aqui dentro: o metrô e o RER resolvem tudo. O metrô cobre a cidade e o RER te leva aos subúrbios, como Versailles e Disney. Um bilhete simples de metrô custa em torno de €2 a €3 por trajeto.

  • Passes: pra quem pega metrô várias vezes ao dia (o típico turista), os passes diários ou semanais costumam compensar.
  • Atenção às zonas: os bilhetes comuns de metrô não valem pra Versailles (zona 4) nem pra Disney (zona 5). Pra esses lugares, compre o bilhete específico do RER — senão você corre risco de multa.
  • A pé: muito deslocamento dá pra fazer caminhando se você agrupar as atrações por região (Eiffel + Trocadéro + Champs-Élysées num dia só, por exemplo).

Os aeroportos principais são Charles de Gaulle (CDG) e Orly, ambos conectados a Paris por trem, ônibus e transfer. Se quiser chegar tranquilo com as malas direto ao hotel, dá pra reservar um transfer pelo menor preço aqui.

Erros comuns que dá pra evitar em Paris

Esses são os tropeços que mais vemos brasileiro cometendo na Cidade Luz:

  • Querer fazer tudo num dia só: Louvre + Orsay + compras + passeio longo vira correria. Limite a 2 grandes atrações por dia.
  • Não comprar ingressos antecipados: Torre Eiffel, Louvre e Versailles vivem lotados. Sem reserva, você perde horas na fila.
  • Ignorar os dias de fechamento: Louvre fecha às terças e Orsay às segundas. Monte o roteiro de olho nisso.
  • Comer só em área turística: os restaurantes colados nos pontos famosos são mais caros e menos autênticos. Explore as ruas paralelas.
  • Achar que todo mundo fala inglês: nem sempre. Alguns termos básicos em francês e um app de tradução facilitam muito.

Dicas extras pra aproveitar melhor

Uns toques de quem já rodou bastante por lá: comprar baguete, queijos, frutas e vinho no mercado e fazer um piquenique no Champs de Mars ou às margens do Sena é um dos programas mais parisienses que existem — e baratíssimo. A cidade também tem fontes públicas de água potável espalhadas (algumas até com água gaseificada), ótimas pra reabastecer a garrafinha.

Fica de olho também na sua bolsa: carteiristas agem em metrôs lotados, nos arredores da Torre, do Sacré-Cœur e das grandes lojas. Bolsa cruzada ou pochete por dentro da roupa resolve. E vale conferir nossa matéria de como viajar barato para Paris pra economizar ainda mais.

Quando o seguro viagem entra (e por que é obrigatório)

Pra quem vai à França, o seguro viagem não é só recomendação: o Acordo de Schengen exige cobertura mínima de 30 mil euros pra entrar no país. Ou seja, é obrigatório de verdade, e podem pedir o comprovante.

Além de ser exigência, ele te protege de gastos enormes — atendimento médico na Europa é caríssimo. A gente sempre cota usando esse comparador de seguros, que mostra os planos lado a lado e já vem com 18% de desconto exclusivo pra quem é do Grupo Dicas. Dá pra ver tudo direitinho na nossa matéria sobre o melhor seguro viagem para Paris.

Não fique sem internet na viagem

Pra usar o GPS, traduzir cardápio e chamar transporte sem susto na conta, vale garantir um chip europeu ainda no Brasil. A gente sempre usa esse chip de viagem que a gente usa: chega em casa antes de viajar, é fácil de ativar e você desembarca já conectado. Veja também nossa matéria sobre o melhor chip de viagem para Paris.

Em Paris, a localização do hotel faz uma diferença gigante: ficar num bairro central economiza horas de metrô e te deixa mais tempo nos passeios. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Paris:

Onde ficamos em Paris (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para os turistas se hospedarem em Paris é o 1° arrondissement, mesma área em que está localizado o Museu do Louvre. Uma região bem bonita, cheia de hotéis, restaurantes e com preços mais baixos do que em outros bairros.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Paris

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre 7 dias em Paris

7 dias em Paris são suficientes?

Sim, e com folga. Sete dias permitem ver todos os ícones com calma e ainda incluir um dia inteiro em Versailles ou na Disney, algo que muita gente tenta encaixar em meio período e acaba se frustrando.

Qual a melhor época para ir a Paris?

A primavera (abril a junho) tem clima ameno e jardins floridos, mas é bem disputada. O outono (setembro a outubro) é agradável e menos lotado que o verão. O inverno é frio, mas ótimo pra museus, cafés e a iluminação de fim de ano.

Quanto custa passar uma semana em Paris?

Pra um viajante de perfil médio, dá pra estimar algo em torno de €600 a €700 por semana com hospedagem econômica, alimentação e atrações, usando transporte público e fazendo escolhas espertas — sem contar a passagem aérea.

Precisa de seguro viagem para ir a Paris?

Sim. A França faz parte do Acordo de Schengen, que exige cobertura mínima de 30 mil euros. Além de ser obrigatório, ele te protege dos custos altíssimos de atendimento médico na Europa.

Dá pra visitar a Notre-Dame por dentro?

Por muito tempo não foi possível, já que a catedral ficou fechada ao público após o incêndio de 2019. Vale conferir a situação atual antes da viagem; de fora, da praça, ela rende belas fotos da fachada.

Vale a pena comprar ingressos com antecedência?

Demais. Torre Eiffel, Louvre, Versailles e Sainte-Chapelle vivem lotados e vários passaram a exigir reserva com horário marcado. Comprar online com antecedência evita filas de até 2 horas e costuma sair mais barato.

Como ir de Paris para Versailles e Disney?

Versailles fica a 30 a 40 minutos de RER C (zona 4) e a Disney a uns 40 minutos de RER A (zona 5). Atenção: o bilhete comum de metrô não cobre essas zonas, então compre o bilhete específico do RER.

Economize ao máximo na sua viagem a Paris

E é isso, galera! Paris é uma cidade pra se aproveitar sem pressa, e com 7 dias bem planejados dá pra viver o melhor dela. A nossa dica final é simples: vai logo cedo nas atrações, anda bastante a pé e reserve um tempo só pra sentar num café observando o movimento — esse, pra gente, é o programa mais parisiense de todos. Boa viagem!