Vista de Paris no crepúsculo.

Cinco dias em Paris é aquele tempinho que dá pra cobrir o essencial sem sair correndo: Torre Eiffel, Louvre, um cruzeiro pelo Sena, Montmartre, os bairros históricos e ainda sobra um dia pra um bate-volta a Versalhes. A gente montou esse roteiro dia a dia justamente pensando em quem tem esses cinco dias e quer aproveitar cada um sem desperdiçar tempo em fila ou deslocamento bobo.

Quando a gente foi pela primeira vez, o maior erro foi tentar fazer museu demais no mesmo dia. Louvre de manhã, Orsay à tarde, Pompidou no fim… resultado: cabeça cheia e perna acabada. Por isso esse roteiro agrupa atrações que ficam pertinho umas das outras e respeita os dias de fechamento dos museus (que pegam muita gente de surpresa).

E não esquece: aqui no nosso guia completo de Paris a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Antes de começar: organize a semana pelos fechamentos

Essa dica vale ouro e quase ninguém conta. Os grandes museus de Paris fecham em dias diferentes da semana, e bater de cara com a porta fechada estraga o roteiro. Anota aí:

  • Louvre: fechado às terças-feiras.
  • Musée d’Orsay: fechado às segundas-feiras.
  • Centro Pompidou: fechado às terças-feiras.
  • Palácio de Versalhes: fechado às segundas-feiras.

Ou seja: não deixe Versalhes ou Orsay pra uma segunda, nem Louvre, Orangerie ou Pompidou pra uma terça. Vale começar montando a semana em torno dessas datas e encaixar o resto.

Outra coisa: praticamente todos os grandes museus e a própria Torre Eiffel passaram a incentivar fortemente a reserva com horário marcado. Em vários lugares, mesmo quem tem passe ainda precisa marcar a hora de entrada (caso do Louvre). Compre tudo antecipado — explico já já como sai mais barato.

Dia 1 em Paris: Champs-Élysées, Concorde e Torre Eiffel

Nessa viagem, é importante chegar cedo à cidade pra aproveitar bem o passeio. Por isso, procure fazer um voo noturno — além de render o primeiro dia, é uma boa forma de economizar na viagem.

Como você provavelmente vai chegar com o corpo sentindo o fuso, o primeiro dia é mais leve e caminhável. Comece passeando pelo Arco do Triunfo e descendo a avenida Champs-Élysées. A subida ao topo do Arco costuma custar em torno de 13 a 18 euros e a vista da cidade (com a Torre Eiffel ao fundo) compensa.

Seguindo por esse caminho, você chega à Place de la Concorde, lugar onde foram decapitadas muitas personalidades francesas, como Maria Antonieta e o rei Luís XVI. De lá dá pra apreciar o Rio Sena e finalizar o dia chegando à Torre Eiffel, numa região onde dá pra curtir a noite e jantar tranquilo.

Torre Eiffel em Paris durante o por do sol

Uma dica de quem já errou: subir a Torre no horário do pôr do sol é mais caro e disputadíssimo — esgota rápido. O elevador até o 2º andar costuma custar em torno de 18 a 22 euros, e ir até o topo fica na faixa de 28 a 35 euros. Reserve com horário marcado e, se quiser foto clássica, atravesse pro lado dos Jardins do Trocadéro: é dali que sai aquela imagem perfeita da torre inteira.

E olha um detalhe que rende um momento bonito: depois de escurecer, a Torre pisca por cerca de 5 minutos no início de cada hora. Vale ficar pra ver de algum ponto à beira do Sena.

Onde comprar os ingressos de Paris (sem pagar IOF)

Vamos te dar várias dicas de como economizar muito na compra dos ingressos e passeios. Vai sair realmente mais barato!

Dica da antecedência: comprar antes, pela internet, é sempre mais barato. Nas bilheterias, além de mais caro, o ingresso pode já estar esgotado pro dia que você quer — e você perde um tempo precioso na fila.

Dica do IOF: se comprar no site oficial das atrações, é uma compra na moeda do outro país. Você paga IOF e não consegue parcelar. Procure sites que já têm pagamento em reais.

Um site que a gente tem usado muito em todas as viagens é esse aqui. É um dos maiores do mundo e tem todos os ingressos e passeios de Paris. Já costuma ser um dos mais baratos, mas a maior vantagem é que você paga em reais (evitando o IOF) e pode parcelar. Outras vantagens:

  • Free tours: oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só paga uma gorjeta pro guia no final.
  • Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem custo nenhum.
  • Transfer: lá você também acha o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você paga adiantado (o que evita golpe de taxista com turista), o motorista já sabe seu destino final e te espera com uma plaquinha com seu nome na saída do desembarque. Fácil e seguro.
  • Atendimento em português: suporte 24h e em português, caso precise.

E não esquece: aqui no nosso Guia de Paris tem um guia completo com tudo o que você precisa pra planejar a viagem pagando mais barato em tudo — dicas como essa do ingresso, mas também pra hotel, transporte, seguro, comida, chip e a viagem inteira.

Dia 2 em Paris: Île de la Cité, Quartier Latin e Louvre

Acorde cedo pra começar esse segundo dia na Île de la Cité, o coração histórico de Paris. Visite a Catedral de Notre-Dame: depois do incêndio de 2019, ela passou anos em obras de restauração e a nave foi reaberta ao público no fim de 2024 — vale sempre conferir a situação mais recente antes de ir. De qualquer forma, a fachada e a região são visita obrigatória e rendem belas fotos.

Ao lado fica a belíssima Sainte-Chapelle, construída por Luís IX e tomada por vitrais coloridos que são um espetáculo quando o sol bate. O ingresso costuma ficar em torno de 10 a 15 euros e vale reservar horário pra fugir da fila. Dali dá pra seguir pela Pont Neuf e cruzar pro lado do Quartier Latin.

Esse bairro é puro charme: passe na livraria Shakespeare and Company (ícone literário, ótima pra foto) e faça uma pausa no Jardin du Luxembourg, um dos jardins mais bonitos da cidade — muita gente leva sanduíche e faz piquenique ali. Se sobrar fôlego, o Panthéon fica pertinho e guarda os túmulos de figuras como Voltaire, Rousseau e Marie Curie (ingresso em torno de 10 a 15 euros).

Interior do Museu do Louvre em Paris

Reserve a tarde pro icônico Museu do Louvre, que tem um acervo riquíssimo contando a história da França e do mundo. Lembrando que ele fecha às terças. A dica prática é reservar a entrada pra 9h30 ou 10h (mesmo com passe), e separar pelo menos umas 2h30 a 3h pra uma visita básica — o lugar é gigante. O ingresso costuma ficar em torno de 17 a 22 euros. Ao sair, descanse no Jardin des Tuileries, que fica coladinho ao museu.

Dia 3 em Paris: Opéra, Madeleine e Montmartre

Comece o terceiro dia no Palais Garnier, a ópera mundialmente conhecida por inspirar o Fantasma da Ópera (a visita interna costuma sair em torno de 12 a 16 euros). Pertinho dali, conheça a Igreja de la Madeleine, com um dos altares mais bonitos da cidade.

Uma dica de quem já passou por ali sem saber: o terraço das Galeries Lafayette, naquela região, tem uma vista linda da cidade e é de graça. Pouca gente sobe e fica ótimo pra foto.

À tarde, suba até Montmartre, o bairro boêmio de Paris. O passeio rende o dia inteiro: o Moulin Rouge, o Café des Deux Moulins (do filme Amélie Poulain), o Muro do Amor (Mur des Je t’aime), a Place du Tertre com os pintores de rua e, no ponto mais alto, a Basílica de Sacré-Cœur.

Vá preparado pra encarar a escadaria — ou pegue o funicular — mas a vista do alto da cidade recompensa. A basílica costuma ficar aberta das 6h às 22h30 e tem vigília permanente de oração, o que dá um clima diferente das outras igrejas. Quem quiser subir à cúpula paga em torno de 7 a 10 euros. À noite, jante num bistrô parisiense ou curta a vida noturna.

  • Quer dicas do que fazer à noite em Paris? Não deixe de conferir nossa matéria com indicações de lugares incríveis clicando aqui!
Vista de Paris à noite com destaque para a Torre Eiffel em destaque

Dia 4 em Paris: Panthéon, Pompidou, Marais e cruzeiro no Sena

No penúltimo dia, visite o Centre Georges Pompidou, cheio de obras de arte contemporânea — e suba ao último andar, porque a vista de lá é muito bonita (lembrando que fecha às terças). Depois, almoce na região e explore o Marais, um dos bairros mais charmosos da cidade.

No Marais, não perca a Place des Vosges, uma das praças mais bonitas de Paris, e perca-se pelas ruelas cheias de brechós, cafés e confeitarias. Quem gosta de cantos mais instagramáveis pode esticar até o Canal Saint-Martin e a coloridíssima Rue Crémieux.

Siga depois pro deslumbrante Jardin du Luxembourg (se não tiver dado conta dele no dia 2) ou volte ao Sena. Pra finalizar o dia, a gente sempre recomenda um cruzeiro pelo Rio Sena ao anoitecer — é uma das formas mais bonitas de ver a cidade. Um cruzeiro simples com áudio-guia costuma custar em torno de 15 a 20 euros, e há também o ônibus aquático (Batobus), que para em vários pontos turísticos e tem passe de 24h em torno de 20 a 25 euros.

Vista do Rio Sena em Paris ao anoitecer

Dia 5 em Paris: bate-volta a Versalhes

No último dia, a gente recomenda dedicar um bom tempo ao majestoso Palácio de Versalhes. O castelo tem uma arquitetura riquíssima em detalhes, adornada de ouro e pedras preciosas, e os jardins são um espetáculo à parte: 800 hectares repletos de esculturas e vegetação. Pra reservar com antecedência, clique aqui e garanta o seu ingresso.

Estátuas do Palácio de Versalhes

Versalhes fecha às segundas, então encaixe esse passeio em outro dia da semana. O ingresso do tipo passaporte (palácio + jardins em dia de espetáculo das águas) costuma ficar em torno de 27 a 32 euros, e o acesso é simples: RER C até a estação Versailles Château–Rive Gauche, em cerca de 40 minutos a partir de Paris. Reserve com antecedência, principalmente na primavera e no verão. A gente tem uma matéria só sobre como ir para Versalhes saindo de Paris pra tirar suas dúvidas.

Se preferir ficar na cidade, dá pra trocar Versalhes por uma Paris mais alternativa: as Catacumbas (visita subterrânea, ótima pra dia de chuva, com horário obrigatório de reserva e ingresso em torno de 25 a 30 euros), o Musée de l’Orangerie com as Ninféias de Monet, ou um dia de compras pelo bairro de Saint-Germain.

Erros comuns que arruínam o roteiro (e como evitar)

Esses são os deslizes que mais vemos brasileiro cometendo em Paris:

  • Tentar fazer tudo: empilhar três museus grandes no mesmo dia é receita de exaustão. Menos é mais.
  • Ignorar os dias de fechamento: chegar no Louvre numa terça ou em Versalhes numa segunda e dar de cara com a porta.
  • Comprar ingresso na hora: Torre Eiffel, Louvre e Versalhes têm filas de horas pra quem não reservou.
  • Andar só de táxi ou Uber: o trânsito nas áreas turísticas é pesado, sai caro e é mais lento que o metrô.
  • Não validar o bilhete de metrô/RER: a fiscalização é real e a multa é alta, cobrada na hora.
  • Ficar só na Paris cartão-postal: vale fugir do óbvio e conhecer Canal Saint-Martin, Marais, Rue Mouffetard e os jardins.
  • Subestimar o cansaço da chegada: nada de colocar Louvre ou Versalhes no dia do desembarque. Deixe o primeiro dia leve.

Dicas práticas pro dia a dia em Paris

O metrô é a forma mais eficiente de circular — a maioria das atrações tem estação pertinho. Um bilhete unitário custa em torno de 2 a 3 euros, e pra cinco dias pode compensar um passe diário ou semanal, dependendo das zonas que você vai usar.

Outras dicas que ajudam a economizar e evitar perrengue: a água da torneira é potável (peça uma carafe d’eau de graça no restaurante), o serviço costuma vir incluído na conta (deixar 5 a 10% só quando o atendimento for ótimo) e os restaurantes geralmente servem almoço por volta de 12h às 14h30 e jantar a partir das 19h — tenha sempre um plano B de boulangerie pra não passar fome no meio da tarde. E fique de olho nos batedores de carteira em pontos cheios como Torre Eiffel, Champs-Élysées e estações de metrô.

Como Paris é uma cidade superwalkável e com transporte público excelente, não vale a pena alugar carro pra circular por aqui — só pensa em carro se o plano for sair pra explorar o interior da França.

Pra fechar bem o roteiro, a hospedagem faz toda a diferença em Paris: ficar bem localizado economiza horas de metrô e te deixa mais tempo nos passeios. Olha aqui a melhor região pra se hospedar na cidade:

Onde ficamos em Paris (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para os turistas se hospedarem em Paris é o 1° arrondissement, mesma área em que está localizado o Museu do Louvre. Uma região bem bonita, cheia de hotéis, restaurantes e com preços mais baixos do que em outros bairros.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Paris

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre 5 dias em Paris

5 dias em Paris é tempo suficiente?

Sim, dá pra cobrir o essencial com tranquilidade: Torre Eiffel, Louvre, Sena, Montmartre, os bairros históricos e ainda sobra um dia pra um bate-volta a Versalhes. O segredo é não tentar fazer tudo e agrupar atrações que ficam perto umas das outras.

Qual a melhor época para visitar Paris?

A primavera (abril e maio) e o início do outono (segunda quinzena de setembro e outubro) são as melhores: clima ameno, menos multidão e ótima luz pra fotos. Evite agosto (muito calor, lotado e com comércios fechando) e a semana entre Natal e Ano-Novo.

Quanto custa por dia em Paris?

Sem hospedagem, uma faixa confortável fica em torno de 70 a 120 euros por pessoa por dia, dependendo do estilo. Isso inclui transporte público (em torno de 8 a 12 euros), alimentação e uma ou duas atrações pagas.

Preciso comprar os ingressos com antecedência?

Sim, principalmente pra Torre Eiffel, Louvre e Versalhes, que têm filas enormes. Comprar antecipado pela internet sai mais barato, garante o horário e, em sites com pagamento em reais, você evita o IOF e pode parcelar.

Quais museus fecham e em que dias?

Louvre e Centro Pompidou fecham às terças; Musée d’Orsay e Palácio de Versalhes fecham às segundas. Organize o roteiro em torno desses dias pra não bater de cara com a porta fechada.

Vale a pena alugar carro em Paris?

Pra circular pela cidade, não. Paris é compacta e tem transporte público excelente, então o metrô resolve tudo de forma mais rápida e barata. Carro só compensa se você for sair pra explorar o interior da França.

É obrigatório ter seguro viagem para Paris?

Sim. Como a França faz parte do espaço Schengen, o seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros é obrigatório pra entrar no país.

Economize ao máximo na sua viagem a Paris

Paris é daqueles destinos que a gente sempre quer voltar — cada bairro tem um clima, cada cantinho rende uma história. Com esse roteiro de cinco dias bem amarrado e os ingressos comprados com antecedência, você aproveita o melhor da cidade sem perder tempo em fila. Boa viagem!