
Se você está planejando a viagem dos sonhos pra Paris, uma das dúvidas que mais aparece é: como levar o dinheiro de um jeito seguro e que não saia caro? Boa notícia: a gente já errou bastante nesse ponto em viagens passadas e aprendeu, na prática, qual é a combinação que funciona melhor pra Europa.
O resumo é esse: a forma mais inteligente de levar dinheiro pra Paris é combinar uma conta global (cartão de débito internacional) para o grosso dos gastos com um pouco de euro em espécie pros pequenos pagamentos do dia a dia. Sempre pagando na moeda local (euro) e nunca convertendo pra real na maquininha.
Neste guia a gente vai destrinchar cada forma de levar dinheiro, quanto vale a pena levar em espécie, os limites legais de saída do Brasil e entrada na Europa, quanto custa o dia a dia em Paris e os erros clássicos que fazem o brasileiro perder dinheiro à toa. E se quiser organizar a viagem inteira pagando mais barato, dá uma olhadinha no nosso guia de como viajar barato para Paris.
Quanto dinheiro levar para Paris?
A moeda da França é o euro, e não dá pra pagar legalmente em outra moeda por lá — esquece levar dólar ou real pra usar direto. Pra calcular quanto levar, pensa num orçamento de € 50 a € 150 por dia por pessoa, dependendo do seu estilo (mão de vaca x mais conforto). Isso fora a hospedagem, que geralmente já vai paga.
Vale lembrar de uma coisa que muita gente esquece: na imigração, é bom ter uma referência de cerca de € 50 a € 100 por dia de viagem comprovados, somando dinheiro em espécie, cartões e reservas já pagas. Eles raramente pedem, mas é bom estar preparado.
Limites legais: saída do Brasil x entrada na Europa
Tem dois limites importantes que você precisa conhecer antes de embarcar:
- Saindo do Brasil: cada pessoa pode levar até o equivalente a US$ 10 mil em espécie (em qualquer moeda) sem precisar declarar à Receita Federal.
- Entrando na Europa/França: é permitido entrar com até € 10.000 por pessoa (ou o equivalente em outra moeda) sem declarar. Acima disso, é obrigatório preencher um formulário de declaração na alfândega.
Na prática, pra um turista comum, levar algo em torno de € 2.000 a € 3.000 por pessoa em espécie já é mais que suficiente e mantém uma margem de segurança bem confortável dentro desses limites. Mas, sinceramente, ninguém precisa andar com tudo isso na carteira — o ideal é levar pouco em dinheiro e o resto no cartão.
Conta global: a melhor opção para levar dinheiro para Paris
Essa é, de longe, a forma mais recomendada pra levar a maior parte do dinheiro pra Europa, por causa da segurança e do custo bem menor. A ideia é simples: você abre uma conta digital global em dólar ainda no Brasil e usa o cartão dessa conta (físico ou virtual) pra fazer pagamentos e saques no exterior, independente da moeda do destino.
A gente usa essa conta global em todas as viagens e a economia é enorme. A compra dos dólares sai MUITO mais barata, porque você compra na cotação comercial — que é a mais barata de todas. Bancos e casas de câmbio, por outro lado, usam a cotação turismo, que sai bem mais cara.
Além disso, em vez de pagar aquele IOF alto que o cartão de crédito comum cobra no exterior, aqui a taxa é bem menor. É uma economia gigantesca de tempo e dinheiro, e tudo é feito online, com muita segurança: se perder o cartão, você bloqueia na hora pelo app.
Pra abrir, é tudo digital e leva menos de 5 minutos — o único documento exigido é RG ou CNH. E como muita gente abre conta por causa dos nossos blogs, a gente conseguiu um cupom: quem usar o código de convidado GRUPODICAS20 ganha um bônus em dólares ao fazer a primeira remessa de câmbio (dentro do prazo de abertura da conta). Pra começar, é só baixar o app por essa conta digital aqui.
Outras vantagens que a gente curte muito:
- Dá pra usar o cartão em qualquer lugar do mundo e em todas as viagens futuras — você abre uma vez e usa pra sempre.
- Você pode ir acumulando dólares aos poucos, conforme a cotação estiver boa, e até investir em alguns fundos pra ir rendendo até a viagem.
- Atendimento e suporte todo em português.
- Não tem taxa nenhuma pra abrir ou manter a conta.
- Dá pra fazer saques nos caixas eletrônicos do exterior pra ter um pouco de dinheiro em espécie — e os primeiros saques costumam ser isentos de taxa.
- Assim que cria a conta, você já tem um cartão virtual de débito no celular pra usar na hora, mas pode pedir o cartão físico também.
- Ainda dá acesso a uma sala VIP no aeroporto de Guarulhos, ótimo pra usar nas viagens.
Não esquece de usar o cupom GRUPODICAS20 na abertura da conta pra garantir o bônus.
Dinheiro em espécie (euro): quanto vale a pena levar
Mesmo com a conta global resolvendo o grosso dos gastos, a gente sempre recomenda levar uma quantia em euro vivo. Tem situação que pede dinheiro na mão: compras pequenas (croissant, água, banheiro pago), mercados de bairro, feiras, pequenas boulangeries e até máquinas de tickets mais antigas que às vezes não leem cartão brasileiro.

A vantagem do dinheiro vivo é que você não paga IOF de transação durante a viagem — o custo está todo na compra do euro aqui no Brasil, e a taxa de câmbio fica travada no dia da compra. A desvantagem é o risco de perda ou roubo e o fato de que, se sobrar, você acaba reconvertendo e perdendo na diferença entre compra e venda.
Pra Paris, costuma ser confortável ter algo em torno de € 200 a € 500 por pessoa em espécie pra uma semana, deixando o grosso dos gastos no cartão da conta global. Se for comprar euros, procure uma casa de câmbio confiável e fique atento à taxa cambial pra fechar um bom preço.
Cartão de crédito internacional: só para emergências
O cartão de crédito do seu banco é prático, mas é a opção mais cara pra uso diário. Pra liberar, basta avisar o banco que vai viajar (alguns ainda bloqueiam transações suspeitas no exterior).

O problema é que, além do IOF mais alto cobrado nas compras internacionais, a cotação considerada é a do dia do fechamento da fatura — que pode ter subido bastante depois da viagem, te fazendo pagar mais caro do que esperava. Por isso a gente sempre deixa o crédito pro que ele faz de melhor: emergências, caução de hotel, aluguel de carro e compras maiores pontuais.
Mesmo assim, é fundamental sair do Brasil com pelo menos um cartão de crédito internacional desbloqueado como backup. Nunca dependa só de uma forma de pagamento.

Cartão pré-pago de viagem ainda vale a pena?
O cartão pré-pago funciona como um cartão de débito recarregável em euro: você carrega aqui no Brasil e usa lá fora. A bandeira costuma ser Visa ou Mastercard, então é aceito na imensa maioria dos estabelecimentos, e a taxa cambial fica travada no dia da carga.
O ponto fraco é que ele tem caído em desuso frente à conta global, justamente porque costuma cobrar um IOF mais alto e taxas que tornam tudo mais caro. Ainda é uma alternativa pra quem prefere “travar” o gasto carregando antes da viagem ou não quer abrir conta global, mas, sinceramente, a conta global ganha em quase tudo.
Quanto custa o dia a dia em Paris
Pra te ajudar a calcular quanto levar, segue uma noção dos gastos médios por pessoa em Paris (lembrando que os valores variam):
- Café da manhã simples (café + croissant na padaria): em torno de € 5.
- Almoço em restaurante simples/médio (prato do dia + bebida): cerca de € 15 a € 25.
- Jantar: a partir de € 20 num bistrô mais simples, e a partir de € 40 por pessoa em restaurante mais sofisticado.
Uma dica de ouro que a gente aprendeu por lá: em padarias, mercados e redes de fast-food, comer no balcão ou levar pra viagem costuma sair bem mais barato do que sentar na área de salão — os preços mudam pelo simples fato de você sentar.
Pro transporte dentro de Paris (metrô, ônibus e RER), as opções principais costumam custar em torno de € 2,10 o bilhete unitário e cerca de € 22 a € 25 o passe semanal Navigo, que dá viagens ilimitadas por uma semana. Se você vai ficar a semana toda usando bastante metrô, o Navigo semanal é um dos melhores investimentos — vira praticamente o melhor custo-benefício de transporte na cidade.
Como usar seu dinheiro em Paris sem perder com taxas
Tem um detalhe que faz toda a diferença e que muita gente ignora. Quando você passa o cartão em vários estabelecimentos, a maquininha oferece a chamada conversão dinâmica de moeda (DCC): aparece na tela a opção de pagar em EUR ou em BRL.
A regra é simples e vale pra crédito, débito e conta global: sempre escolha pagar em euro. A conversão direta pra real costuma usar uma taxa bem pior, e ainda dá margem pro banco cobrar IOF por cima. A gente já caiu nessa pegadinha no começo — escolher real parece mais “transparente”, mas você paga mais caro.
Sobre saques: dá pra sacar euros nos caixas eletrônicos da França com cartão de crédito ou débito internacional, o que evita levar muito dinheiro do Brasil. Mas cuidado: pode haver tarifa de saque do seu banco e do banco francês. A dica é fazer 1 ou 2 saques maiores em vez de vários pequenos, pra diluir as taxas — e confirmar antes com o banco se o cartão está habilitado pra saque no exterior.
Erros comuns dos brasileiros ao levar dinheiro para Paris
Esses são os tropeços que a gente mais vê (e alguns a gente já cometeu):
- Levar tudo em espécie e andar com muito dinheiro na carteira. Aumenta o risco de perda e roubo. O ideal é combinar espécie + conta global.
- Levar dólar pra trocar por euro em Paris. Isso gera dupla conversão e taxas extras. Leve euro direto.
- Aceitar pagar em real na maquininha. A DCC usa câmbio pior. Sempre euro.
- Depender só do cartão de crédito. Fatura chega depois, câmbio flutuante e IOF alto. Melhor ter conta global como principal e crédito só de backup.
- Não avisar o banco que vai viajar. Alguns ainda bloqueiam transações no exterior. Libere os cartões antes de embarcar.
- Não conferir os limites de compra e saque no exterior. Você corre o risco de ficar sem acesso ao próprio dinheiro.
- Não guardar uma reserva de emergência separada. Vale deixar um cartão no cofre do hotel e uma pequena quantia em espécie em local diferente (numa pochete interna, por exemplo).
- Esquecer do custo do trajeto aeroporto–cidade. Sair de Charles de Gaulle ou Orly pode custar de pouco mais de € 10 no transporte público a algumas dezenas de euros no táxi/transfer. Tenha esse valor à mão na chegada.
Afinal, qual a melhor forma de levar dinheiro para a França?
Resumindo o que a gente faz e recomenda: a forma mais barata e prática é abrir a conta global (com o cupom GRUPODICAS20) pra concentrar o grosso dos gastos, levar cerca de € 200 a € 500 por pessoa em espécie pros pequenos pagamentos e manter um cartão de crédito internacional desbloqueado só pra emergências, caução de hotel e aluguel de carro.
Com essa combinação você economiza no câmbio, fica protegido em caso de perda e ainda tem flexibilidade pra qualquer situação que aparecer pelo caminho. Foi assim que a gente parou de perder dinheiro com taxa boba em viagem.
Já que você está organizando o orçamento da viagem, vale pensar também na hospedagem — ficar bem localizado em Paris economiza tempo e dinheiro com transporte, deixando você mais perto das atrações. Olha aqui a melhor região pra se hospedar:
Onde ficamos em Paris (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para os turistas se hospedarem em Paris é o 1° arrondissement, mesma área em que está localizado o Museu do Louvre. Uma região bem bonita, cheia de hotéis, restaurantes e com preços mais baixos do que em outros bairros.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre dinheiro em Paris
Posso levar dólar e trocar por euro em Paris?
Não compensa. A recomendação é levar euro direto, porque trocar dólar por euro lá gera uma dupla conversão e taxas extras. Real então nem pensar: praticamente não é aceito nem em casas de câmbio na França.
Cartão de crédito é suficiente para a viagem?
Funciona, mas não é a melhor escolha como forma principal. O IOF é mais alto e a cotação só é definida no fechamento da fatura, o que pode te pegar de surpresa. O ideal é usar conta global no dia a dia e deixar o crédito pra emergências e caução de hotel.
Preciso andar com muito dinheiro em espécie?
Não. O recomendado é deixar o grosso dos gastos na conta global e carregar apenas uma quantia pequena em euro (algo como € 40 a € 60 em notas pequenas sempre à mão), guardando o resto no cofre do hotel ou em pochete interna.
Quanto levar em espécie para uma semana em Paris?
Pra uma semana, algo em torno de € 200 a € 500 por pessoa costuma ser confortável, deixando o restante dos gastos no cartão da conta global.
Por que devo sempre escolher pagar em euro na maquininha?
Porque a conversão dinâmica pra real (DCC) usa uma taxa de câmbio bem pior e ainda pode gerar IOF. Pagando em euro, você usa a cotação do seu cartão ou conta global, que costuma ser mais vantajosa.
Dá para sacar euros nos caixas eletrônicos em Paris?
Dá, usando cartão de crédito ou débito internacional. Mas pode haver tarifa do seu banco e do banco francês, então prefira fazer 1 ou 2 saques maiores em vez de vários pequenos pra diluir as taxas.
Quanto dinheiro por dia preciso comprovar na imigração?
A referência costuma ser cerca de € 50 a € 100 por dia de viagem, somando dinheiro em espécie, cartões e reservas já pagas. Raramente pedem, mas é bom estar preparado.
Economize ao máximo na sua viagem a Paris:
- Economizando: quer aproveitar melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Paris, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para os passeios de Paris da forma mais barata e segura.
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem sem preocupação? Garanta um chip europeu ainda no Brasil clicando aqui. É mais fácil e barato!
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar hospedado em Paris pra saber qual a melhor localização e como economizar no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior é caríssimo, e pra Europa o seguro é obrigatório (mínimo de 30 mil euros de cobertura). Veja aqui como conseguir o melhor e mais barato.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço!