Roteiro perfeito de 7 a 10 dias pelo Equador

Vai para o Equador? Veja esse roteiro perfeito de 7 a 10 dias pelo país!

Dia 1 em Quito

No primeiro dia de roteiro é natual começar em Quito, por ser a porta de entrada do Equador, e o mais importante é respeitar o tempo do corpo. Isso porque a altitude costuma ser sentida logo na chegada, então a manhã funciona melhor para atividades leves, como caminhar pelos arredores do hotel, tomar um café com calma e observar um pouquinho da cidade. 

Durante a tarde, um passeio geral ajuda você a entender a cidade sem muito esforço. Circular por áreas históricas e modernas permite criar referências visuais importantes para os dias que seguem. 

Praça em Quito no Equador

Sendo assim, costumamos indicar esse tipo de introdução logo no início da viagem, e quem quiser conferir o roteiro completo pode ver como funciona o tour completo por Quito, que passa pelos principais pontos da capital de forma organizada e guiada.

À noite, o ideal é apostar em um jantar leve, mas já com referências locais. Restaurantes como o Zazu, referência na cozinha equatoriana, ou o Hasta La Vuelta Señor, no centro histórico, são boas escolhas para provar pratos como locro de papa, uma sopa cremosa de batata com queijo, ou ceviche equatoriano, geralmente servido com milho tostado. 

Uma boa dica nesse dia introdutório é evitar bebidas alcoólicas para ajudar na adaptação à altitude e garantir mais disposição para o dia seguinte.

Praça da Independência em Quito

Dia 2 em Quito

Com o corpo mais adaptado e descansado, o segundo dia pede uma imersão no Centro Histórico de Quito. Pela manhã, caminhe por ruas coloniais, visite igrejas barrocas e praças históricas que tornam ainda mais claro o porquê dessa região é considerada Patrimônio Mundial. 

Ou seja, a Plaza Grande, o Convento de São Francisco e a Igreja da Companhia de Jesus ajudam você a entender o peso histórico, político e religioso da cidade.

A seguir, recomendamos que conheça os mercados e ruas antigas que apresentam ingredientes típicos como milho, banana-da-terra e diferentes tipos de batata. Nós gostamos de incluir esse tipo de experiência no roteiro porque ela aproxima você do cotidiano local. 

Free tour gastronômico por Quito

Uma forma interessante de fazer isso é participando do free tour gastronômico por Quito, que contextualiza pratos tradicionais e hábitos locais ao longo do percurso.

Para a noite, o centro histórico oferece ótimas opções para quem quer comer bem e caminhar pouco. 

O Café Plaza Grande é uma escolha bem tradicional para pratos locais com ambiente elegante, enquanto a Dulceria Colonial funciona bem para quem prefere algo mais simples, como empanadas ou doces típicos.

Café Plaza Grande

Dia 3 – Quito vista do alto e a linha do Equador

Recomendamos começar o terceiro dia com uma das vistas mais bonitas da viagem. Pela manhã, subir até Cruz Loma de teleférico permite observar Quito de cima e entender como a cidade se espalha entre montanhas. 

Na parte da tarde, o roteiro segue para um dos pontos mais simbólicos do país, que é a linha do Equador. Visitar o monumento e museus interativos torna a experiência curiosa e educativa, especialmente para quem viaja pela primeira vez ao país. 

Balanço no teleférico de Quito

Nós recomendamos essa combinação para quem quer unir conhecimento e diversão no mesmo período do dia, como acontece na visita à Metade do Mundo com o Museu Intiñan e teleférico.

Ao entardecer, depois de um dia mais longo, vale escolher um restaurante confortável na região norte da cidade. 

O La Gloria é conhecido por pratos tradicionais bem produzidos, como seco de chivo ou hornado, enquanto o URKO, para quem busca uma experiência mais elaborada, trabalha ingredientes dos andes. 

La Gloria em Quito

Dia 4 em Quito

Depois de alguns dias em Quito, o corpo já costuma estar mais adaptado à altitude, o que torna esse o momento ideal para sair da capital e conhecer mais do entorno. 

Pela manhã, a viagem segue em direção ao Parque Nacional Cotopaxi, uma das áreas naturais mais conhecidas do país. No caminho, a paisagem vai mudando e dando lugar a campos abertos, montanhas e rebanhos que ajudam você a entender o interior andino do Equador.

Na parte da tarde, o destaque é a caminhada em áreas autorizadas do parque, com vistas do vulcão e paradas para observação da fauna e da vegetação típica de altitude. As trilhas são acessíveis, mas exigem ritmo moderado por causa da elevação. 

Parque Nacional Cotopaxi

Sendo assim, sugerimos roupas confortáveis e protetor solar, já que o clima pode alternar entre sol forte e vento frio. Quem prefere fazer esse percurso de maneira organizada pode conhecer melhor a trilha no vulcão Cotopaxi, que detalha nível de esforço, duração e cuidados necessários.

Sem dúvidas o retorno a Quito pede descanso. Por isso recomendamos que vá aos restaurantes próximos ao seu hotel, já que o cansaço costuma aparecer. 

Boas dicas são locais como o ZFood ou o Carmine Gastronomia & Arte que oferecem pratos diversos como massas frescas ou risotos, ideais para repor energia depois de um dia ao ar livre.

Carmine Gastronomia & Arte

Dia 5 em Otavalo

O quinto dia começa cedo, com saída de Quito em direção a Otavalo, cidade localizada a cerca de 90 quilômetros de Quito. O trajeto dura, em média, duas horas e pode ser feito de carro, transporte turístico ou ônibus intermunicipal que parte do Terminal de Carcelén. 

A estrada é bem segura e cruza paisagens muito bonitas, o que já torna o deslocamento parte da experiência. Ao chegar pela manhã, você verá que o famoso mercado indígena de Otavalo está no auge, com as bancas completas e grande circulação de moradores locais e viajantes. 

Otavalo no Equador

Entre tecidos coloridos, mantas de lã, joias artesanais e peças feitas à mão, você pode caminhar com calma, observar técnicas tradicionais e negociar diretamente com os artesãos, entendendo melhor a importância cultural desse comércio para a região.

Na parte da tarde, você pode incluir no roteiro as vilas andinas próximas, como Cotacachi, conhecida pelo trabalho em couro, ou paradas em mirantes e lagoas da região. Nós gostamos de incluir esses desvios porque eles mostram um Equador mais ligado às tradições locais. 

Para o almoço há restaurantes simples, com pratos como llapingachos, batatas recheadas com queijo, ou trucha, peixe muito comum na região.

À noite, o retorno a Quito é tranquilo e esse é um bom momento para um jantar informal, talvez em um café ou bistrô do bairro La Floresta.

Mercado em Otavalo no Equador

Dia 6 nas Termas de Papallacta 

Depois de dias intensos, o sexto dia do roteiro foi pensado para desacelerar. Pela manhã, a viagem segue em direção às Termas de Papallacta, localizadas a cerca de 70 quilômetros de Quito, em uma região montanhosa aos pés da Cordilheira Oriental. 

O trajeto leva aproximadamente uma hora e meia e pode ser feito de carro, transporte privado ou excursões organizadas que saem cedo da capital. Além do mais, o próprio caminho já é parte da experiência, pois há muitas áreas verdes e mirantes naturais.

Excursão às Termas de Papallacta

Ao chegar, o foco é o relaxamento. As piscinas de águas termais ajudam a aliviar o cansaço acumulado, especialmente depois de caminhadas e dias em altitude. Alternar períodos dentro da água com pausas para descanso costuma ser a melhor forma de aproveitar.

 Sem dúvidas é um dos passeios mais gostosos do roteiro, justamente por combinar natureza e descanso. Quem quiser entender melhor horários, acesso e estrutura pode conferir a excursão às Termas de Papallacta, que reúne essas informações de forma clara.

Termas de Papallacta

Dia 7 em Misahualli 

O sétimo dia começa cedo, com saída de Quito em direção a Misahualli, na província de Napo. A viagem é mais longa, com cerca de cinco a seis horas de deslocamento, geralmente feita em transporte turístico ou carro, já que o trajeto cruza a Cordilheira Oriental em direção à Amazônia equatoriana. 

Ao longo da manhã, a paisagem muda de forma porque as montanhas andinas dão lugar a áreas mais verdes, o ar fica mais úmido e a vegetação se torna densa. Essa transição é gradual, mas marcante, e já ajuda você a sentir que está entrando em outra região do país.

Misahualli

Com a chegada, opte por caminhadas leves pela floresta, visitas a comunidades locais e explicações sobre a fauna e a flora amazônicas. É um ritmo bem diferente do dos dias anteriores, mais sensorial, por assim dizer. 

Nós recomendamos usar roupas leves, tênis confortáveis e repelente desde o início do dia. Quem opta por um roteiro seguro  pode entender melhor a logística dessa etapa no tour de dois dias a Misahualli, que detalha transporte, atividades e pernoite.

À noite, o clima é de imersão total! Por lá os jantares costumam acontecer no próprio lodge ou hospedagem, com pratos simples e regionais, como arroz, peixe amazônico grelhado, banana-da-terra e legumes locais. 

Misahualli

Dia 8 na floresta amazônica

O oitavo dia é dedicado a conhecer um pouquinho mais a Amazônia. Ao amanhecer, os passeios de barco pelos rios da região permitem observar a vegetação de perto e, com sorte, avistar aves e outros animais. 

As explicações dos guias ajudam você a entender como o ecossistema funciona e qual é a relação das comunidades com o ambiente natural.

Na parte da tarde, o roteiro costuma incluir visitas a comunidades indígenas ou trilhas interpretativas, onde se aprende sobre plantas medicinais, hábitos tradicionais e modos de vida locais. 

Amazônia Equatoriana

Nós gostamos dessa etapa porque ela amplia a visão do Equador para além dos cartões-postais, mostrando um lado menos turístico do país e muito interessante.

À noite, o jantar novamente acontece no lodge, geralmente em clima coletivo. Pratos quentes e simples ajudam a encerrar o dia com conforto, e muitas vezes o momento é acompanhado por conversas, histórias da região ou apenas contemplação do céu e da floresta ao redor.

Amazônia Equatoriana

Dia 9 com retorno a Quito

Na manhã do nono dia, o retorno a Quito marca mais uma mudança de cenário. A viagem de volta permite rever mentalmente tudo o que foi vivido nos dias anteriores, agora com a sensação incrível de ter conhecido regiões muito diferentes do país em pouco tempo.

Já de volta à capital, o ideal é ter um período livre. Esse é um bom momento para compras de última hora, visitar lojas de artesanato ou simplesmente descansar no hotel. Também vale visitar bairros como La Floresta e a região norte, que oferecem boas opções para passeios leves e cafés tranquilos.

La Plot em Quito

À noite, o nono dia pode ir além do jantar e virar uma experiência cultural. Uma boa opção é assistir a uma apresentação no Teatro Sucre, que geralmente tem concertos, óperas e espetáculos locais, sem falar que é um edifício histórico lindíssimo. 

Quem prefere algo mais descontraído pode circular pela região de La Floresta ou La Mariscal, onde bares e restaurantes ganham movimento após o pôr do sol. Para o jantar, lugares como o URKO, com foco em ingredientes andinos, ou o Zazu, referência em cozinha local, são bons para fechar o dia. 

URKO em Quito

Dia 10 em Quito

A manhã do último dia é ideal para revisitar Quito com outro olhar, mais calmo e atento aos detalhes. Uma boa ideia é voltar a algum ponto favorito do Centro Histórico ou subir novamente até um mirante para fotos finais. 

Quem deixou algo pendente pode aproveitar um passeio mais completo por Quito, como o tour panorâmico pela cidade, que ajuda a fechar a viagem conectando história, paisagens e curiosidades locais em poucas horas.

Praça da metade do mundo em Quito

À tarde, o foco pode ser compras e lembranças. O Mercado Artesanal de La Mariscal reúne tecidos, joias em prata, chapéus e produtos feitos com lã de alpaca. É um bom momento para escolher chocolates equatorianos de cacau fino ou cafés locais para levar na mala. 

Para o almoço, recomendamos lugares como o Café Plaza Grande que servem pratos leves e bem feitos, como sanduíche de pernil ou saladas com queijo fresco da região.

Em sua última noite em Quito, vale se despedir do Equador com um jantar especial. O Somos Restaurante, dentro do hotel Casa Gangotena, aposta em releituras da culinária equatoriana, com pratos como lomo de res com molho de naranjilla ou peixe do Pacífico com purê de banana-da-terra.

Mercado Artesanal de La Mariscal