
Se tem um lugar em Jericoacoara que faz todo mundo se apaixonar, é a Lagoa de Jijoca — aquela imagem clássica de água azul-turquesa, rede dentro d’água e areia branquinha que você já viu mil vezes nas redes sociais. E olha, ao vivo é ainda mais bonito do que nas fotos.
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi perceber que aquilo tudo é água doce, morna e cristalina — dá pra ver os peixinhos passando perto dos pés. Parece praia caribenha, mas sem o sal e sem onda. É uma das atrações que mais valem a pena na região.
Neste guia a gente reuniu tudo o que você precisa saber pra aproveitar bem: como chegar, o que fazer, melhor época, faixas de preço, os erros que turista sempre comete por lá e umas dicas insider que pouca gente conta. E não esquece de conferir também o nosso guia completo de Jericoacoara, com o passo a passo pra montar a viagem inteira economizando ao máximo em TUDO.
Por que visitar a Lagoa de Jijoca?
Também chamada de Lagoa do Paraíso, a Lagoa de Jijoca é uma das atividades mais procuradas por quem vai a Jeri. Na verdade, ela é uma grande lagoa de água doce, formada principalmente pela Lagoa do Paraíso (a parte mais famosa, com os beach clubs e as redes) e pela Lagoa Azul (um pedaço mais sossegado, com travessia de barquinho).
É a segunda maior lagoa do Ceará, com cerca de 57 km de perímetro, e impressiona pela cor azul-turquesa, pela calmaria das águas e pela areia branquinha cercada de dunas. Em conjunto, a paisagem é de outro mundo.
Fica a cerca de 18 a 25 km da Vila de Jericoacoara, dependendo do ponto da margem que você escolhe. E uma coisa boa: por ser água doce e bem rasa em vários trechos, é perfeita pra ir com crianças (sempre de olho, claro).
IMPORTANTE: pra aproveitar melhor todos os pontos turísticos de Jericoacoara, ficar bem hospedado faz TODA a diferença. Depois dá uma olhada na nossa matéria de onde ficar, que a gente explica qual é a melhor região e como economizar muito com o hotel.
O que fazer na Lagoa de Jijoca?
A visita é perfeita pra quem procura tranquilidade e paisagem natural de tirar o ar (esse a gente deixa passar, porque é verdade). Dá pra passar o dia inteiro só relaxando.
Entre as atividades, dá pra mergulhar nas águas transparentes e ver os peixinhos, descansar nas redes que ficam dentro d’água nos beach clubs, alugar stand up paddle ou caiaque (que costumam sair por algo em torno de R$ 30 a R$ 70 a hora) ou simplesmente jogar na espreguiçadeira com uma água de coco.


A foto clássica de Jeri — deitado na rede dentro d’água, com o horizonte azul ao fundo — nasce aqui. Vale a dica: chega cedo (antes das 10h) pra pegar as redes vazias antes da chegada dos grupos.
Outra atividade incrível é assistir ao pôr do sol, porque o céu vira um espetáculo e as cores ficam refletidas na água. Rende fotos belíssimas.

E tem a Lagoa Azul, que é a parte mais tranquila e menos badalada. O acesso geralmente é por uma travessia de barquinho de uns 10 minutos até o restaurante na outra margem (costuma ter uma taxa em torno de R$ 25 a R$ 40 por pessoa). Lá costuma ter redes na água, piscina e até estrutura simples de brincadeira pra criançada.
IMPORTANTE: compre os ingressos dos passeios SEMPRE com antecedência. Na hora é sempre mais caro e muitos esgotam. A gente sempre usa esse site pra comprar tudo, inclusive o transfer pro hotel. Ele costuma ter o menor preço e é dos poucos com o pagamento já em reais, evitando o IOF de pagamentos internacionais. Sem falar nos tours gratuitos, que são ótimos.
Como chegar à Lagoa de Jijoca
A Lagoa de Jijoca fica no lado leste de Jeri, e pra chegar você precisa contratar transporte 4×4 ou passeio de buggy, já que o trajeto cruza áreas de areia fofa e dunas — carro comum não passa.
As opções mais comuns saindo da Vila são:
- Passeio do lado leste (buggy ou 4×4 compartilhado): costuma incluir Árvore da Preguiça, Lagoa Azul, Lagoa do Paraíso e outros pontos. O valor médio sai a partir de algo em torno de R$ 70 por pessoa no veículo compartilhado, e o passeio leva de meio dia a um dia inteiro.
- Buggy privativo: ideal pra quem quer passar o dia só na lagoa, em um único clube. Os preços variam bastante, mas espere algo em torno de R$ 250 a R$ 400 por veículo (até 4 pessoas), dependendo da época e da negociação.
Quem chega de Jijoca (a cidade) tem estradas de areia com trechos pavimentados até a lagoa, e dá pra contratar transfer em jardineira ou 4×4 com empresas locais. Vários ônibus que chegam a Jijoca (de Fortaleza, Camocim e outros) já oferecem sequência de transfer até a Vila ou até pousadas na própria Lagoa do Paraíso — útil pra quem pensa em se hospedar pé na areia da lagoa.
Beach clubs e estrutura na Lagoa do Paraíso
A Lagoa do Paraíso é a estrela da região, com boa infraestrutura: bares, restaurantes, decks de madeira, espreguiçadeiras e aquelas redes dentro d’água que viraram símbolo de Jeri.
Uma dica é aproveitar que é lá que fica o Alchymist Beach Club, que oferece espreguiçadeiras, redes na água, restaurante e bangalôs. Fora ele, há outras barracas ao redor da lagoa, ideais pra quem prefere um ambiente mais econômico.


A maioria dos beach clubs cobra um day use — uma taxa de entrada ou consumação mínima que costuma girar em torno de R$ 30 a R$ 80 por pessoa, dependendo da fama e da estrutura. Em alguns pontos há ainda uma cobrança de acesso/estacionamento, em torno de R$ 30 por pessoa. Importante saber: essa taxa é do clube privado, não é uma entrada oficial da lagoa — você pode escolher lugares com ou sem day use.
A gente errou nessa numa visita: sentou sem perguntar e levou um susto na conta. Pergunta logo na chegada o valor da taxa, se há consumação mínima e se as redes na água ou bangalôs são cobrados à parte.
Atenção com os “buracos azuis” artificiais
Tem um detalhe que pouca gente avisa: nos últimos anos surgiram vários beach clubs e “buracos azuis” artificiais no entorno de Jeri e Jijoca, como Lagun Beach e Buraco Azul. Eles entram no mesmo passeio do lado leste, têm restaurante, tirolesa e às vezes até heliponto.
O ponto é que esses lagos azuis não são lagoas naturais como a Lagoa de Jijoca — muitos são, na verdade, cavas de extração de areia preenchidas por água. Não tem nada de errado em curtir (a estrutura costuma ser boa), mas vale escolher conscientemente entre o natural e o artificial pra não se decepcionar depois.
Melhor época para visitar
A melhor época pra visitar a Lagoa de Jijoca, de modo geral, vai de julho a dezembro, quando o clima em Jeri fica mais seco, o sol é garantido e as lagoas continuam com boa quantidade de água. A região é quente o ano todo e a água da lagoa é morna sempre.
A estação chuvosa se concentra entre fevereiro e maio. É quando as lagoas interdunares (como a Lagoa do Amâncio) enchem e ficam mais bonitas, mas tem mais chance de dias nublados. Já a estação seca (de junho a janeiro) traz céu aberto e sol, com a contrapartida de mais movimento e preços mais altos em férias e feriados.
Dois resumos pra te ajudar a decidir:
- Quer lagoa cheia + poucas chuvas? Mire o fim da estação chuvosa e início da seca (por volta de maio/junho).
- Prioriza céu azul e vento pra kitesurf/windsurf? Aí o melhor é de agosto a novembro, auge dos ventos no litoral cearense.
Os clubes e restaurantes funcionam mais ou menos em horário de praia, das 9h às 16h ou 17h. E os passeios saindo da Vila pro lado leste costumam começar de manhã (8h–9h) e voltar no meio ou fim da tarde.
Quanto custa visitar a Lagoa de Jijoca
Os valores mudam bastante por temporada, então pense nisso como faixas pra se planejar:
- Passeio lado leste (buggy/4×4 compartilhado): em torno de R$ 70 a R$ 120 por pessoa.
- Buggy privativo saindo de Jeri: algo entre R$ 250 e R$ 400 o veículo.
- Day use nos beach clubs: cerca de R$ 30 a R$ 80 por pessoa, muitas vezes revertido em consumação.
- Travessia de barco + estrutura na Lagoa Azul: em torno de R$ 25 a R$ 40 por pessoa.
- Aluguel de caiaque ou stand up: cerca de R$ 30 a R$ 70 por hora.
- Prato de frutos do mar pra duas pessoas: algo entre R$ 80 e R$ 180, dependendo da casa.
Erros comuns dos turistas (e como evitar)
Pra você não cair nas mesmas ciladas, anota essas:
- Achar que conheceu “a lagoa” só indo num beach club famoso. A Lagoa de Jijoca é gigante e tem trechos mais sossegados além dos clubes instagramáveis. Pergunta ao guia sobre pontos menos cheios.
- Não checar day use e consumação antes de sentar. Já falamos disso, mas vale repetir: pergunte tudo logo na chegada.
- Subestimar o sol e o vento. Mesmo com brisa, o sol é forte. Leve protetor, chapéu, camisa com proteção UV e muita água. E cuidado com guarda-sol mal preso perto das crianças.
- Esperar todas as lagoas interdunares cheias na seca. Lagoas como a do Amâncio dependem das chuvas e podem estar bem menores na alta temporada de sol. A Lagoa de Jijoca em si é mais perene.
- Não levar dinheiro em espécie. Em alguns pontos o sinal de internet é fraco e cartão/Pix podem falhar. Leve uma quantia pra day use, travessias e pequenos gastos.
Dicas práticas pra aproveitar melhor
Algumas coisas que ajudam na logística do dia:
- Pouco tempo? Faça o lado leste clássico, com Lagoa do Paraíso + Lagoa Azul no mesmo passeio.
- Mais dias? Dedique um dia inteiro só pra Lagoa do Paraíso, parado num clube bem estruturado.
- Melhor horário pra fotos: entre 10h e 14h, quando o sol está alto e a água fica naquele azul-turquesa intenso.
- O que levar: roupa de banho, canga, toalha fina, chinelo que possa molhar, capa impermeável pro celular, óculos de sol, boné e garrafinha de água.
- Segurança: a lagoa é calma, mas em alguns pontos a profundidade aumenta rápido — criança sempre com adulto perto. E deixe objetos de valor fora de vista.
Pra fechar a viagem com tudo nos trinks, ficar bem localizado em Jeri faz toda a diferença — menos tempo no deslocamento e mais tempo curtindo as lagoas e a vila. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Jericoacoara:
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Perguntas frequentes sobre a Lagoa de Jijoca
A Lagoa de Jijoca é a mesma coisa que a Lagoa do Paraíso?
Quase. A Lagoa de Jijoca é uma grande lagoa de água doce formada principalmente pela Lagoa do Paraíso (a parte mais famosa, com os beach clubs) e pela Lagoa Azul (mais tranquila). Quando o turista fala em “Lagoa de Jijoca”, normalmente está se referindo à Lagoa do Paraíso.
Como chegar à Lagoa de Jijoca saindo da Vila de Jericoacoara?
Você precisa de transporte 4×4 ou passeio de buggy, porque o trajeto cruza areia fofa e dunas. O mais comum é o passeio do lado leste, compartilhado, que inclui Lagoa do Paraíso, Lagoa Azul e outros pontos. Também dá pra contratar buggy privativo pra passar o dia só na lagoa.
Precisa pagar entrada na Lagoa de Jijoca?
A lagoa em si não tem uma entrada oficial. O que existe é o day use cobrado pelos beach clubs privados (em torno de R$ 30 a R$ 80 por pessoa) e, em alguns pontos, taxa de acesso/estacionamento. Você pode escolher lugares com ou sem essa cobrança.
Qual a melhor época para visitar a Lagoa de Jijoca?
De modo geral, de julho a dezembro, quando o clima é mais seco e o sol é garantido. Quem quer lagoas mais cheias com poucas chuvas pode ir por volta de maio/junho. Já quem curte vento pra kitesurf prefere de agosto a novembro.
A Lagoa de Jijoca é boa para ir com crianças?
Sim. A água é doce, morna e rasa em vários trechos, o que é ótimo pra criançada. Só é preciso atenção, porque em alguns pontos a profundidade aumenta rápido — mantenha sempre um adulto por perto.
Os “buracos azuis” do lado leste são lagoas naturais?
Não. Vários “buracos azuis” e lagoon clubs que surgiram no entorno são artificiais, muitas vezes cavas de extração de areia preenchidas por água. Eles têm boa estrutura e entram no mesmo passeio, mas não são lagoas naturais como a Lagoa de Jijoca.
Quanto tempo dedicar à Lagoa de Jijoca?
Se você tem pouco tempo, o passeio do lado leste cobre tudo num dia. Mas se puder, vale reservar um dia inteiro só pra Lagoa do Paraíso, parado num beach club, pra curtir as redes na água com calma.
Economize ao máximo na sua viagem a Jericoacoara:
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No fim das contas, a Lagoa de Jijoca é daqueles lugares que a gente sempre recomenda como parada obrigatória em Jeri. Chega cedo, pergunta o day use antes de sentar, leva dinheiro em espécie e reserva um tempo só pra relaxar na rede dentro d’água. A gente faria de novo sem pensar duas vezes.