
Combinar El Calafate e Punta Arenas num mesmo roteiro é uma das melhores formas de curtir o melhor da Patagônia argentina e da Patagônia chilena numa única viagem. A gente montou aqui um roteiro completo de 7 dias (4 em El Calafate e 3 em Punta Arenas), com tudo o que a gente aprendeu depois de rodar bastante por lá: o que fazer, onde comer, quanto tempo dedicar a cada atração e — o mais importante — como pagar mais barato em cada etapa.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de El Calafate, a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira gastando bem menos — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Uma coisa importante logo de cara: El Calafate fica na Argentina (às margens do Lago Argentino, na porta do Parque Nacional Los Glaciares) e Punta Arenas fica no Chile, do outro lado da fronteira. A distância entre as duas é de cerca de 492 km, algo em torno de 6h de carro, atravessando o controle migratório entre os dois países.

1º dia em El Calafate: Glaciar Perito Moreno
Não tem como fugir: o primeiro dia é obrigatoriamente dedicado ao Perito Moreno, a principal atração da região e um dos glaciares mais impressionantes do mundo. Ele tem cerca de 5 km de largura, uma parede de gelo de até 60 metros de altura e uma área que é comparável à cidade de Buenos Aires. Fica dentro do Parque Nacional Los Glaciares, a uns 80 km de El Calafate (cerca de 1h30 de estrada).
Manhã e tarde: passarelas + safari náutico
Saia cedinho — o parque abre às 8h e funciona todo dia do ano, geralmente até as 20h. As passarelas do Perito Moreno são o clássico dos clássicos: cerca de 7 km de estruturas suspensas com mirantes de vários ângulos da parede de gelo. Reserve pelo menos 3 a 4 horas ali. Se tiver sorte, presencia o desprendimento de blocos gigantes de gelo caindo no lago — é um espetáculo natural que dá arrepio.
A gente sempre combina as passarelas com o Safari Náutico, uma navegação curta de barco que chega bem pertinho da parede de gelo (super vale). Dá pra encaixar tranquilo no mesmo dia.
Um erro comum que a gente sempre vê: turista brasileiro chegando de tênis de corrida e casaco fino achando que verão patagônico é calor. Não é. Mesmo em janeiro venta muito e pode chover no glaciar. Leve segunda pele, fleece, corta-vento impermeável, gorro e luvas — mesmo no auge do verão.

ECONOMIZE ATÉ 42% EM SUA VIAGEM! DICAS E DESCONTOS!
Hotéis: Maior inventário + melhor preço + atencedência = 35%
Ingressos: Maior inventário + melhor preço + sem IOF e taxas = 16%
Seguro Viagem: Comparador + 16 empresas + cupom 18% = 42%
Chip: Melhor sinal + sem IOF e taxas = 12%
Carro: Comparador + 20 empresas + cupom 5% = 28%
Onde comprar os ingressos do Perito Moreno (e economizar muito)
Aqui vai a dica que salva sua viagem: compre os passeios com antecedência pela internet. Nas bilheterias em El Calafate, os preços costumam ser mais altos e, em alta temporada (dezembro a fevereiro), o Mini Trekking, o Big Ice e as navegações lotam com semanas de antecedência. Muito brasileiro chega achando que resolve na hora e fica sem vaga nos dias que queria.
Outro ponto: se você comprar direto no site oficial das agências argentinas, paga em pesos (ou dólar), leva 3,5% de IOF e não parcela. Por isso a gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens. Ele é um dos maiores do mundo, tem praticamente todos os passeios de El Calafate e as vantagens são grandes:
- Pagamento em reais e parcelamento — sem IOF.
- Cancelamento gratuito na maioria dos passeios (essencial na Patagônia, onde o clima muda muito).
- Atendimento em português 24h por chat.
- Transfer do aeroporto: motorista te espera com placa, você não cai em golpe de táxi e já sabe o preço fechado.
Os passeios mais procurados em El Calafate são a excursão ao Perito Moreno (com ou sem barco), o Mini Trekking sobre o gelo, o Big Ice e a navegação Ríos de Hielo — todos disponíveis lá.
Excursão ao Glaciar Perito Moreno com transfer
O tour organizado é bem tranquilo: te buscam no hotel por volta das 9h, levam até o parque, você percorre as passarelas com tempo pra fotos e curtir os mirantes, e voltam pra El Calafate no fim da tarde. Tem versão só com as passarelas e versão com passeio de barco incluso (a gente recomenda a com barco, vale cada centavo).
Inclui transfer ida e volta ao hotel, transporte em ônibus, guia em espanhol e inglês e — na versão com barco — a navegação de cerca de 1h em frente à parede de gelo. O passeio dura o dia todo (cerca de 8h). Se quiser reservar com antecedência, dá uma olhada nesse link aqui.

Mini Trekking e Big Ice: caminhando sobre o glaciar
Pra quem quer uma experiência mais intensa, dá pra caminhar sobre o gelo do Perito Moreno. São duas versões:
- Mini Trekking: caminhada leve de cerca de 1h30 sobre o glaciar, com crampons nas botas. É o mais procurado — dá pra quase todo mundo com condicionamento razoável.
- Big Ice: versão pesada, com trekking de várias horas sobre o gelo. Pra quem tem boa forma física e busca aventura de verdade.
Os dois começam com uma travessia de barco pelo Lago Rico até a base sul do glaciar, briefing rápido, colocação dos grampos e aí sim a caminhada no gelo, com paisagens surreais. Menores de 8 anos não podem no Mini Trekking. Se quiser garantir vaga, dá uma olhada aqui.

Tour de caiaque no Perito Moreno
Uma opção menos óbvia (e maravilhosa) é curtir o glaciar de dentro d’água, remando num caiaque perto da parede de gelo. Depois de um briefing de segurança nas margens, você entra num caiaque duplo e passa cerca de 1h30 remando com o glaciar de fundo. Menores de 14 anos não podem participar. Pra reservar, é só clicar aqui.
Noite: jantar no Isabel Cocina al Disco
Pra fechar o dia, uma dica caseira que a gente ama: o restaurante Isabel Cocina al Disco. Como o nome sugere, os pratos são preparados em discos de arado e panelas de ferro, super bem temperados. Tem carnes, cordeiro patagônico, frutos do mar e opções vegetarianas. As porções são generosas — dá pra dividir entre duas pessoas tranquilamente. Reserve com antecedência (na alta temporada lota).
Endereço: José Pantin 64, El Calafate.
Horário: todos os dias, das 12h às 23h30.

2º dia em El Calafate: Laguna Nimez e Glaciarium
Manhã: Reserva Laguna Nimez
Depois de um dia super intenso no glaciar, o segundo dia começa mais leve. A Reserva Laguna Nimez fica às margens do Lago Argentino, a cerca de 1 km do centro — dá pra ir tranquilamente a pé. É uma reserva natural onde você avista flamingos, cisnes-de-pescoço-preto, ganso cauquén e várias outras aves patagônicas.
A dica é ir com binóculos e câmera com boa lente — o fim da tarde tem luz maravilhosa pra fotos. Reserve um período tranquilo, umas 2 a 3 horas.
Tarde: Museu Glaciarium
Depois do almoço, siga pro Glaciarium, um centro de interpretação sobre glaciares que fica a cerca de 6 km do centro. Se você comprar o ingresso online, o transfer sai da região da Secretaria de Turismo (Av. Libertador com 1º de Mayo) e o museu funciona diariamente, aproximadamente das 12h às 20h.
Lá dentro você entende como as geleiras se formam, como o Perito Moreno se comporta, os efeitos das mudanças climáticas em glaciares como o Upsala — tem maquetes, vídeos, um cinema e uma cafeteria com vista pro Lago Argentino. Reserve seu ingresso aqui.

Noite: parrilla no Don Pichon
Pra jantar, uma clássica de El Calafate: o Don Pichon, num ponto alto da cidade com vista panorâmica. A especialidade da casa é a parrilla — cordeiro patagônico assado lentamente, frango, linguiça, morcilla — servida em pedra ou grelha. Os pratos são fartos e dão pra dividir. A carta de vinhos argentinos é excelente. Ele oferece transfer gratuito entre o restaurante e o centro conforme as reservas, então vale ligar antes.
Endereço: Puerto Deseado 242, El Calafate.
Horário: todos os dias, das 19h à meia-noite.

3º dia em El Calafate: estâncias patagônicas
Manhã e tarde: Estancia Cristina ou 25 de Mayo
As estâncias (fazendas patagônicas) surgiram no passado, quando o governo argentino distribuiu grandes terrenos pra colonizar a região. Hoje viraram destinos turísticos incríveis — misturam paisagem, história rural, criação de ovinos e gastronomia típica. Dá pra reservar um dia inteiro.
A mais famosa é a Estancia Cristina, dentro do Parque Nacional Los Glaciares. Ela opera de temporada — em geral, de meados de outubro a meados de abril — e o acesso é por navegação pelo Lago Argentino, passando bem perto do Glaciar Upsala. Se estiver dentro dessa janela, vale muito. Sugestões de passeio:
- Estancia Cristina + Barco pelo Glaciar Upsala
- Tour de 4×4 pela Estancia Cristina
- Passeio a cavalo pela Estancia Cristina
- Trilha pela Estancia Cristina + Glaciar Upsala
A Estancia 25 de Mayo é mais próxima da cidade, opera o ano todo e é ótima pra quem quer uma experiência mais rural, com almoço típico, cavalgada e demonstrações de vida no campo:

Noite: cerveja artesanal no La Zorra Taproom
Depois de um dia no campo, uma pausa merecida com cerveja artesanal patagônica. O La Zorra Taproom fica na Av. del Libertador 832, no centrinho, e tem uma variedade grande de estilos (IPA, stout, blonde). Pra acompanhar, pizza ou lanche de cordeiro. O ambiente é super descontraído.
Onde ficamos em El Calafate (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro da cidade é onde estão os restaurantes, lojas, agências de turismo, bancos e feiras de artesanato. Portanto, se você deseja economizar em seu transporte pela cidade, nós indicamos que opte por se hospedar no centro de El Calafate. A região também abriga acomodações com um custo-benefício muito bom!
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
4º dia em El Calafate: Balcones e Ice Bar
Manhã e tarde: Balcones de El Calafate
No último dia por aqui, um passeio que a gente sempre recomenda: os Balcones de El Calafate, mirantes altos com vista panorâmica da cidade, do Lago Argentino, da Cordilheira dos Andes e — em dias limpos — até do Monte Fitz Roy e do Cerro Torre. A subida é feita em veículos 4×4 (a estrada é íngreme), geralmente com uma agência.
O tour costuma incluir a subida ao Cerro Huyliche, tempo pra fotos nos mirantes, descida a pé até os Balcones e visita à histórica estância Huyliche (de 1920) com almoço ou lanche da tarde. Inclui empanada de carne, prato principal, brownie de chocolate e uma taça de vinho Malbec. Duração de cerca de 4h. Reserve aqui.

Noite: Yeti Ice Bar
Pra fechar com chave de ouro, o Yeti Ice Bar — um bar todo de gelo dentro do Glaciarium. A gente sabe que soa turístico, mas rende foto boa e é uma experiência divertida. Funciona assim: você entra numa antessala aquecida, veste casaco térmico com capuz e luvas (fornecidos) e entra na câmara de gelo, onde a temperatura fica em torno de -10°C. A permanência é de cerca de 25 a 30 minutos, com drinks servidos em copos de gelo.
Tem versão com um drink incluso e versão open bar (fernet, gin tônica, cuba libre, aperol, campari). Funciona todos os dias, das 16h à meia-noite. Reserve aqui.
De El Calafate a Punta Arenas: como fazer o trajeto
São cerca de 492 km e 6 horas de estrada, com paisagens de estepe patagônica lindas — mas com um detalhe importante: você cruza a fronteira Argentina-Chile, então precisa parar no controle migratório dos dois lados. Vá com passaporte, comprovante de reserva de hotel no Chile e leve poucas coisas frescas — o Chile é rigoroso e não permite entrar com frutas, carnes, laticínios e alimentos frescos. Declarar tudo evita multas.
Pra esse trecho, alugar carro é uma opção muito prática — dá flexibilidade pra parar em mirantes no caminho. Existem também ônibus regulares entre as duas cidades.
Aluguel de carro (economize até 34%)
A principal dica pra economizar muito no aluguel é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça — especialmente pra atravessar fronteira, elas têm procedimento certinho.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Atenção: pra sair da Argentina e entrar no Chile de carro alugado, avise a locadora no momento da reserva. Vão te cobrar uma taxa extra e emitir uma autorização — sem ela, você não passa a fronteira.
1º dia em Punta Arenas: centro histórico
Manhã: Plaza de Armas Muñoz Gamero
Chegando em Punta Arenas, comece pela Plaza de Armas, o coração da cidade. Ela é rodeada por construções históricas como o Palacete Sara Braun, o Clube Militar e a sede do Governo Regional. Bem no centro fica a estátua do navegador português Fernão de Magalhães, e a lenda local diz que quem beija ou toca o pé da escultura do indígena aos pés do monumento volta a Punta Arenas — vale a fé, né?

Tarde: Monumento ao Ovejero
Depois da Plaza de Armas, siga (uns 10 minutos de carro ou táxi) até o Monumento ao Ovejero, na Avenida Bulnes. É uma escultura em bronze do artista chileno Germán Montero que retrata um tropeiro conduzindo seu rebanho — homenagem à pecuária e à tradição rural que fundou economicamente a Patagônia chilena. É um dos cartões-postais da cidade.

Noite: Zona Franca
Uma coisa que pouca gente conta antes de ir: Punta Arenas tem uma Zona Franca gigante, com produtos isentos de imposto. Vale a pena chegar até as 18h (ela fecha às 21h). Tem shoppings, supermercados, lojas de eletrônicos, roupas e produtos regionais (salmão chileno, chocolates). E boa área de restaurantes pra jantar por ali mesmo.

2º dia em Punta Arenas: cemitério e Cerro de la Cruz
Manhã: Cemitério Municipal
Parece esquisito, mas o Cemitério Municipal de Punta Arenas é considerado um dos mais bonitos do mundo — recomendado por revistas como National Geographic. Os túmulos são das famílias aristocráticas e dos imigrantes europeus (croatas, ingleses, espanhóis) que construíram a cidade no ciclo da lã e do ouro. Túmulos gigantes, esculturas impressionantes, ciprestes podados em forma de coluna. Merece uma manhã inteira, com calma.
Os pontos mais visitados são o mausoléu da família Braun-Menéndez (o maior grupo econômico da região no auge) e o túmulo do “Indio Desconocido”, onde os moradores locais deixam oferendas pedindo graças.

Tarde: Cerro de la Cruz
Depois do almoço, suba ao Cerro de la Cruz, um mirante natural com vista panorâmica de toda a cidade e do Estreito de Magalhães. Em dias limpos, dá pra ver até a Ilha Dawson do outro lado. O acesso é fácil, dá pra subir a pé em uns 15-20 minutos. A luz do fim de tarde ali é linda pra fotos.

Noite: jantar patagônico chileno
Pra jantar, algumas dicas certeiras: La Marmita (pratos regionais com toque contemporâneo, super concorrido), Taberna Club de La Union (num porão histórico, ambiente único), Kiosco Roca (clássico do centrinho, ótimo pra experimentar o “choripan”) e Restaurant Estilo Magallánico (comida típica com cordeiro e centolla).
3º dia em Punta Arenas: pinguins na Isla Magdalena
Manhã e tarde: Isla Magdalena
Se você estiver em Punta Arenas entre outubro e março, o passeio obrigatório pro último dia é a Isla Magdalena, no meio do Estreito de Magalhães. A ilha abriga uma colônia de pinguins-de-magalhães — são mais de 100 mil pinguins que migram pra lá pra reprodução nesse período. Você caminha por uma trilha demarcada bem no meio da colônia, com pinguins passando a poucos metros. Impossível não se emocionar.
A travessia é feita de barco a partir de Punta Arenas, o passeio dura o dia todo e sai bem cedo. Reserve com boa antecedência — em janeiro e fevereiro esgota rapidinho.

Se sua viagem for fora dessa janela (abril a setembro), os pinguins já migraram e a ilha fica fechada. Nesse caso, dá pra trocar por outras atrações: a Orla Marítima (com vista pro Estreito de Magalhães), o Museo Regional de Magallanes (história da colonização e da navegação austral) ou até um bate-volta a Puerto Natales como preparação pra Torres del Paine.
Noite: cerveja artesanal no Birra!
Pra fechar a viagem, o Birra! Cerveza & Buena Mesa é uma ótima pedida: cardápio grande de cervejas artesanais chilenas, ambiente descontraído e comida boa pra petiscar. Fechamento perfeito de uma viagem intensa.
Dicas insider pra economizar (e não perder tempo)
- Leve pesos argentinos em espécie pra El Calafate. O parque nacional e algumas estruturas só aceitam dinheiro em moeda local. Cartão às vezes falha por instabilidade de sistema.
- Compre passeios com antecedência. Mini Trekking, Big Ice e Estancia Cristina esgotam com semanas de antecedência entre dezembro e fevereiro.
- Cuidado com a fronteira Chile-Argentina. Não leve frutas, carnes, laticínios ou alimentos frescos — o Chile é rigoroso e multa alto.
- Roupa em camadas sempre. Mesmo em pleno verão patagônico, você usa fleece, gorro e corta-vento. Manhã pode ter 5°C e tarde 20°C.
- Reserve pelo menos 4 noites em El Calafate. Tentar resolver Perito Moreno + trekking + navegação + estâncias em 2 dias é receita pra viagem cansada e frustrada.
Seguro viagem: item indispensável pra Patagônia
Pra viagem à Argentina e ao Chile, o seguro viagem é essencial. Atendimento médico fora do Brasil é caríssimo — uma consulta simples pode custar centenas de dólares, e qualquer procedimento mais sério vira milhares. Na Patagônia, isso soma com o risco de atividades ao ar livre (trekking no gelo, caiaque, cavalgada), onde qualquer torção já demanda atendimento.
A gente usa esse comparador de seguros em toda viagem. Ele compara as principais seguradoras do mercado e tem um desconto exclusivo de 18% pros leitores do Grupo Dicas. Vale muito a pena — a economia paga o seguro e sobra.
Chip de celular pra usar na Argentina e no Chile
Outro item que a gente sempre garante antes de sair do Brasil é o chip internacional. Ficar dependendo de Wi-Fi de hotel é dor de cabeça, e o roaming das operadoras brasileiras é absurdamente caro. A gente usa esse chip de viagem — chega em casa antes da viagem, ativa quando pousa no destino, funciona em vários países da região (útil quando você cruza Argentina-Chile) e sai bem mais barato que roaming.
Perguntas frequentes sobre El Calafate e Punta Arenas
Qual a melhor época para visitar El Calafate e Punta Arenas juntos?
A janela ideal é de novembro a março. É verão patagônico, os dias são bem longos, quase toda infraestrutura turística opera, os pinguins estão na Isla Magdalena e a Estancia Cristina abre. Fora dessa janela, o clima fica muito frio e alguns passeios reduzem operação.
Quantos dias no total pra fazer o roteiro El Calafate + Punta Arenas?
O ideal são 7 dias: 4 em El Calafate e 3 em Punta Arenas. Se você quiser incluir Torres del Paine (que vale muito), some pelo menos mais 2 dias em Puerto Natales.
Precisa de passaporte pra cruzar de El Calafate a Punta Arenas?
Sim. Argentina e Chile aceitam passaporte ou RG brasileiro dentro da validade e em bom estado pra brasileiros. O passaporte é mais tranquilo. Vá com comprovante de reserva de hotel e nunca leve alimentos frescos pra entrar no Chile.
Vale a pena alugar carro pra fazer o trajeto entre El Calafate e Punta Arenas?
Vale bastante — dá liberdade pra parar em mirantes no caminho e economiza tempo em relação ao ônibus. Só lembre de avisar a locadora na reserva que vai cruzar fronteira, pra sair com a autorização certa. Sem isso, você não passa.
Preciso de dinheiro em espécie em El Calafate?
Sim, principalmente pesos argentinos. O Parque Nacional Los Glaciares e algumas estruturas pedem pagamento em moeda local, e cartão pode falhar por instabilidade. Leve uma reserva em espécie e pague os passeios pré-comprados online — sai muito mais barato.
Dá pra ver pinguins em Punta Arenas o ano todo?
Não. A colônia da Isla Magdalena só está ativa entre outubro e março — período em que os pinguins-de-magalhães migram pra ilha pra reprodução. Fora desse período, o passeio não opera.
Tem voo direto do Brasil pra El Calafate ou Punta Arenas?
Normalmente não. A rota mais comum pra El Calafate é conectar via Buenos Aires. Pra Punta Arenas, geralmente via Santiago. Muita gente combina: entra por Buenos Aires, faz El Calafate, cruza pra Punta Arenas e volta pelo Chile via Santiago.
É perigoso fazer trekking no Perito Moreno?
Não, o Mini Trekking é bem tranquilo — vai com guia experiente, você usa crampons especiais e recebe briefing de segurança. O Big Ice é mais pesado e exige boa forma física. Nunca vá por conta própria sobre o gelo — só com agências licenciadas.
Economize ao máximo na sua viagem à Patagônia
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler como viajar barato para a Argentina, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações da Argentina da forma mais barata e segura.
- Carro: pra rodar de El Calafate a Punta Arenas, veja como alugar um carro em El Calafate pelo menor preço possível. Tem também nossa matéria sobre aluguel de carro barato na Argentina.
- Pesos: conheça a melhor forma de levar dinheiro para sua viagem, com prós e contras de cada opção.
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem sem preocupação? Veja como garantir o chip internacional ainda no Brasil.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em El Calafate pra saber a melhor região e como economizar muito no hotel.
- Seguro viagem: veja aqui as dicas de como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
El Calafate e Punta Arenas juntos formam uma das viagens mais marcantes que dá pra fazer na América do Sul. A gente sai de lá com uma sensação estranha: cansado do trekking, com o rosto queimado de vento e sol, mas já querendo voltar. Se você prova a fruta do calafate, dizem que volta pra Patagônia — mas mesmo sem provar, a vontade de voltar bate. Aproveita cada dia com calma, monta o roteiro com antecedência e vai fundo.
