Passeio a cavalo pela Estancia 25 de Mayo em El Calafate

Se você vai pra El Calafate e quer viver um pedacinho da Patagônia rural — cavalgando por trilhas com o Cerro Calafate ao fundo, jantando cordeiro assado e assistindo a um show folclórico — o passeio a cavalo pela Estancia 25 de Mayo é uma das melhores pedidas. E o mais legal: a estância fica praticamente colada na cidade, a menos de 3 km da avenida principal, então dá pra encaixar o programa sem gastar meio dia só no transfer.

Quando a gente foi, o que mais surpreendeu foi o contraste: em 10 minutos de carro você sai do centro turístico e entra numa fazenda de 17.000 hectares, com ovelhas, cães pastores e o silêncio da estepe patagônica. Dá pra fazer só a cavalgada, só o jantar com show, ou o pacote completo — a gente explica tudo abaixo pra você escolher o que faz mais sentido.

E não esquece: aqui no nosso guia completo de El Calafate a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Como funciona o passeio a cavalo

O programa clássico é de meio dia, com duração total de cerca de 4 horas incluindo transfer, recepção e cavalgada. O tempo efetivo em cima do cavalo fica em torno de 3 horas, cobrindo uns 12 km de trilhas dentro da estância.

O ritmo é tranquilo e adequado pra iniciantes — os cavalos são treinados pra turismo e seguem em fila ou em pequenos grupos, sempre acompanhados por guias. Não precisa ter experiência prévia; se você nunca montou, dá conta numa boa.

O roteiro típico funciona mais ou menos assim:

  • Retirada no seu hotel em El Calafate.
  • Chegada na estância com recepção e lanche típico (empanadas, bolinhos fritos, pães regionais) enquanto o guia conta a história da fazenda e dos primeiros colonos da região.
  • Instruções de segurança, capacete na cabeça e cavalgada.
  • Trilhas passando pelo cânion, pelo riacho da propriedade, por zonas de encostas com formações rochosas e mirantes com vista pro Cerro Calafate — e, em dias limpos, um trecho do Lago Argentino ao fundo.
  • Parada no ponto mais alto da estância pra uma refeição típica com produtos locais: petiscos argentinos, bifes à criolla, pão, torta de queijo, água e vinho.
  • Retorno ao hotel em El Calafate depois de cerca de 4 horas de experiência.

Existe também uma versão curta de 45 minutos, feita apenas ao redor da sede da estância, pensada pra quem não quer encarar 3 horas de sela ou pra crianças menores. É bom pra quem só quer experimentar a cavalgada sem se comprometer com um programa longo.

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Cavalgada, jantar com show ou o pacote completo?

A Estancia 25 de Mayo tem basicamente três formatos, e é bom entender a diferença antes de reservar:

  • Tarde no campo com cavalgada: pick-up no hotel geralmente entre 9h30 (manhã) ou 16h30 (tarde), cavalgada, atividades rurais e lanche. É o programa mais focado em quem quer o passeio a cavalo mesmo.
  • Jantar com show folclórico no El Quincho: só a parte da noite, com busca no hotel por volta de 19h15–19h30. Você vai direto pro restaurante da estância, come cordeiro patagônico assado lentamente com acompanhamentos e sobremesa, e assiste a uma apresentação com danças e músicas tradicionais argentinas (chacarera e outros ritmos).
  • Pacote completo: tarde no campo + cavalgada + jantar com show. Você fica na estância do fim da tarde até depois do espetáculo. É a opção mais imersiva e a que mais rende como noite única.

Se você tem só uma noite pra dedicar à cultura patagônica em El Calafate, o pacote completo é o que entrega mais experiência por reserva. Se prefere combinar com outros passeios (Perito Moreno, navegação no Lago Argentino), fazer só a cavalgada de meio dia libera a agenda.

Além da cavalgada, a estância oferece atividades rurais que costumam estar incluídas nos pacotes: demonstração de tosquia de ovelhas, manejo de rebanho com cães pastores, visita aos currais e explicação sobre criação de gado e ovinos na Patagônia. Vale a pena chegar disposto a acompanhar tudo — é o tipo de coisa que dificilmente você vê em outros passeios da região.

Quanto custa o passeio

Os preços variam bastante conforme a estação, a operadora e a forma de compra (em pesos na Argentina ou em reais pelo Brasil), então trabalhe com faixas:

  • Tarde no campo (sem jantar): costuma sair mais em conta, com valores que variam por época.
  • Jantar com show folclórico (sem cavalo): valor intermediário, focado na experiência gastronômica e cultural.
  • Pacote completo com cavalgada + jantar + show: comprando por operadoras brasileiras em reais, costuma ficar na faixa de R$ 900 a R$ 1.100 por pessoa, incluindo transfer, guia em português, cavalgada, equipamentos e refeição.

Comprar direto em pesos na própria El Calafate tende a sair mais em conta, principalmente se o câmbio estiver favorável. Por outro lado, fechar em reais pelo Brasil dá previsibilidade de custo, permite parcelar e garante que a vaga tá reservada antes de você chegar — o que faz diferença na alta temporada (dezembro a fevereiro), quando os grupos enchem rápido.

O que está incluído no passeio

Nos pacotes clássicos da Estancia 25 de Mayo, o que geralmente vem incluído é:

  • Transfer ida e volta do hotel em El Calafate.
  • Passeio a cavalo com guia especializado.
  • Equipamento de equitação completo (capacete e, em alguns casos, poncho ou capa de chuva).
  • Guia em português nas operadoras que atendem brasileiros — item importante pra quem não domina espanhol.
  • Comida e bebida: lanche típico durante a recepção, e em pacotes com jantar, o cordeiro patagônico, acompanhamentos, vinho e sobremesa.
  • Atividades de estância (tosquia, manejo com cães, visita aos currais) dependendo do pacote.

Sempre confira o que exatamente está no seu pacote antes de reservar — dá pra evitar aquele susto de descobrir que o cordeiro patagônico não estava incluído. Se quiser fechar com antecedência, dá uma olhada nesse site que a gente usa em todas as viagens. Ele é um dos maiores do mundo, tem esse passeio e vários outros de El Calafate, e a maior vantagem é que você já paga em reais (sem IOF, com opção de parcelar) e tem cancelamento gratuito — se der algum imprevisto, você desiste sem custo. O suporte é 24h em português.

Onde ficamos em El Calafate (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro da cidade é onde estão os restaurantes, lojas, agências de turismo, bancos e feiras de artesanato. Portanto, se você deseja economizar em seu transporte pela cidade, nós indicamos que opte por se hospedar no centro de El Calafate. A região também abriga acomodações com um custo-benefício muito bom!

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em El Calafate

Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Melhor época pra fazer o passeio

A estância opera o ano todo, mas a experiência muda bastante conforme a estação. O clima de El Calafate é frio, com ventos fortes característicos da Patagônia, e essa variação pesa na hora de escolher.

Verão (dezembro a março): dias longos, temperaturas mais amenas pros padrões patagônicos, trilhas secas e ótima visibilidade das paisagens ao redor. É a alta temporada e a melhor época pra quem quer combinar cavalgada com outros passeios ao ar livre no mesmo dia.

Outono e primavera (abril–maio e setembro–novembro): menos gente, cores lindas (outono dourado, campos verdes na primavera). Pode ter mais vento e frio, mas as paisagens compensam bastante.

Inverno (junho–agosto): frio intenso, chance de neve. A cavalgada continua operando na maior parte dos dias, mas as trilhas podem ser adaptadas conforme o clima. Boa opção pra quem quer atmosfera patagônica rústica e fotos de neve — mas exige roupa realmente adequada.

A recomendação universal pra quem não é acostumado com clima patagônico é outubro a março, quando o vento e o frio são menos extremos e o cavalo fica muito mais confortável.

Regras de idade e limitações

Um detalhe que muita gente ignora e depois se frustra: a cavalgada longa tem idade mínima entre 12 e 13 anos, dependendo da operadora, e idade máxima em torno de 60 anos. Não adianta chegar com criança de 8 achando que ela vai montar — a maioria dos operadores não libera.

Pra quem viaja com crianças menores (a partir de 6 anos), a saída é a cavalgada curta de 45 minutos na área da sede. É mais curta e restrita, mas rende foto e experiência.

Quem tem problemas sérios de coluna, joelhos, medo intenso de altura ou animais também precisa avaliar bem — 3 horas de sela em ritmo tranquilo é confortável, mas pesa se você tá lesionado. Nesses casos, a versão curta ou só o jantar com show são alternativas melhores.

O que levar e como se vestir

A gente errou nessa na primeira vez: foi com roupa de “turista de verão” achando que 15°C era tranquilo, e o vento patagônico deu uma lição. A regra de ouro é ir preparado, mesmo em janeiro:

  • Roupa em camadas — segunda pele, fleece e casaco corta-vento. Você tira e coloca conforme o corpo esquenta na cavalgada.
  • Calça longa confortável — jeans ou calça de trekking. Bermuda vai atritar com a sela e machucar.
  • Calçado fechado antiderrapante — tênis firme ou bota leve. Nada de sapato de sola lisa nem chinelo.
  • Luvas, gorro e cachecol — parece exagero em pleno verão, mas o vento patagônico corta.
  • Óculos de sol e protetor solar — o sol na Patagônia é forte e reflete muito no campo aberto.
  • Garrafinha de água pequena e, se possível, capa de chuva leve na mochila.

Erros comuns que dá pra evitar

Alguns tropeços clássicos que a gente vê brasileiro cometendo nesse passeio:

  • Subestimar o vento e o frio — chegar de blusinha achando que “não tá tão frio assim” e passar 3 horas tremendo em cima do cavalo.
  • Não checar a idade mínima — comprar o pacote e descobrir que o filho de 10 anos não pode fazer a cavalgada longa.
  • Deixar pra comprar em cima da hora na alta temporada — em dezembro, janeiro e fevereiro, as vagas de cavalgada esgotam e sobra só pacote mais caro ou nada.
  • Marcar outro passeio grudado no mesmo dia — a experiência inteira dura umas 4 horas; se você marcar navegação no Lago Argentino logo depois, corre o risco de atraso e cansaço.
  • Não conferir o que está incluído — tem gente que reserva o pacote básico achando que vai comer cordeiro assado, e descobre que só tem lanche.

Vale a pena? Pra quem esse passeio funciona melhor

A Estancia 25 de Mayo funciona muito bem pra famílias com adolescentes, casais que curtem experiências rurais, viajantes solo que querem conhecer outros turistas num contexto mais imersivo, e pra quem gosta de gastronomia e cultura (o show folclórico e o cordeiro patagônico rendem).

Também é ótimo como passeio de primeiro dia em El Calafate: fica pertinho da cidade, tem logística simples e te dá uma introdução à cultura patagônica antes de encarar os passeios mais longos e cansativos (Perito Moreno, navegação nos glaciares). A gente recomenda deixar o Perito Moreno pro segundo ou terceiro dia, já com o corpo adaptado ao ritmo da viagem.

Se você é do time que curte aventura mais intensa e quer combinar cavalgada com outras coisas, dá também pra olhar o passeio do Cerro Frías, que mistura cavalgada, tirolesa e tour de jipe — mas é um programa bem diferente e mais físico.

Seguro viagem pra Argentina

Atendimento médico no exterior sai caro, e imprevisto em cavalgada (ou em qualquer atividade ao ar livre na Patagônia) pode acontecer. Vale muito a pena fechar um seguro viagem antes de embarcar — protege contra despesas médicas, extravio de bagagem, cancelamento de voo e outros perrengues.

A gente usa esse comparador de seguros, que compara as principais seguradoras num só lugar, mostra o que cada plano cobre e já vem com 18% de desconto exclusivo pros nossos leitores. Pagamento em reais, sem IOF e parcelável.

Chip de celular pra Argentina

Ficar sem internet em El Calafate atrapalha bastante — você precisa confirmar horário de transfer, chamar Uber, olhar mapa, traduzir cardápio. A solução mais prática é chegar com um chip de viagem já ativado.

A gente usa esse chip de viagem, que funciona na Argentina inteira, você recebe em casa antes de embarcar e é só trocar quando descer no aeroporto. Pagamento em reais e parcelável.

Perguntas frequentes sobre o passeio a cavalo na Estancia 25 de Mayo

Quanto tempo dura o passeio a cavalo na Estancia 25 de Mayo?

O programa completo dura cerca de 4 horas, contando transfer, recepção com lanche, cavalgada e retorno ao hotel. O tempo efetivo em cima do cavalo é de aproximadamente 3 horas, cobrindo em torno de 12 km de trilhas.

Precisa ter experiência prévia com cavalos?

Não. O ritmo é tranquilo e os cavalos são treinados pra turismo. Os guias dão todas as instruções no início e acompanham o grupo durante toda a cavalgada. Se você nunca montou, dá pra fazer numa boa — só evite se tiver problemas sérios de coluna ou joelhos.

Crianças podem fazer a cavalgada?

Pra cavalgada longa de 3 horas, a maioria dos operadores exige idade mínima entre 12 e 13 anos. Existe uma versão curta de 45 minutos que costuma aceitar crianças a partir de 6 anos, feita só na área da sede da estância. Confirme sempre com a operadora antes de reservar.

O jantar com cordeiro patagônico está incluído no passeio a cavalo?

Depende do pacote. A tarde no campo com cavalgada geralmente inclui só um lanche típico e uma refeição mais leve. O jantar completo com cordeiro assado e show folclórico é um adicional — ou você fecha o pacote completo (cavalgada + jantar) ou reserva o jantar separadamente pra fazer à noite.

Qual a melhor época pra fazer o passeio?

De outubro a março o clima é mais amigável, com dias longos e vento menos cortante. Dezembro a fevereiro é alta temporada, então tem que reservar com antecedência. Inverno também opera, mas exige roupa muito quente e o passeio pode ser adaptado conforme as condições.

O que vestir pra cavalgar em El Calafate?

Roupa em camadas (segunda pele, fleece, corta-vento), calça longa confortável, calçado fechado antiderrapante, luvas, gorro, óculos de sol e protetor solar. Mesmo no verão, o vento patagônico pode ser forte, então não subestime o frio.

Vale mais a pena comprar em pesos na Argentina ou em reais no Brasil?

Comprar em pesos na própria El Calafate tende a sair mais em conta se o câmbio estiver favorável, mas exige estar lá com dinheiro em espécie ou câmbio bom. Fechar em reais pelo Brasil dá previsibilidade de preço, permite parcelar e garante a vaga antes da viagem — importante na alta temporada.

Onde fica exatamente a Estancia 25 de Mayo?

Fica pertinho do centro de El Calafate, a menos de 3 km da avenida principal. É uma propriedade de 17.000 hectares que vai da região do Lago Argentino até próximo da fronteira com o Chile, aos pés do Cerro Calafate. O transfer do hotel dura poucos minutos.

Economize ao máximo na sua viagem a El Calafate

O passeio a cavalo pela Estancia 25 de Mayo é daqueles programas que a gente sai comentando dias depois — pela paisagem, pelo cordeiro, pelo show. Se você tá montando o roteiro de El Calafate, reserva um dia (ou uma noite) pra essa experiência. É uma janela pra uma Patagônia mais lenta, rural, que os passeios de glaciar sozinhos não entregam.