
Bari é uma base estratégica pra explorar a Puglia: em 30 minutos a 1h30 de carro ou trem, a gente chega em algumas das cidades mais bonitas e fotogênicas do sul da Itália. Praias com falésias, vilarejos brancos no alto de colinas, cavernas gigantes, casinhas em formato de cone e até uma das cidades mais antigas do mundo — tudo em formato de bate e volta tranquilo.
A gente já fez vários desses passeios e dá pra dizer com tranquilidade: Bari rende muito mais do que a maioria dos brasileiros imagina. O segredo é escolher bem os destinos, organizar a logística (carro X trem) e não tentar enfiar muita coisa no mesmo dia.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Bari a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
1. Alberobello
Alberobello fica a cerca de 1 hora de carro de Bari e é, sem exagero, uma das cidades mais únicas do mundo. Tudo por causa dos trulli, aquelas casinhas brancas com telhado cônico de pedra que viraram Patrimônio Mundial da UNESCO. Não tem isso em nenhum outro lugar.
Quando a gente caminha pelo bairro Rione Monti, a sensação é de entrar num cenário de filme. Imperdível subir até o Trullo Sovrano, o maior de todos (e o único de dois andares), e dar uma passada no Museu do Território, que conta a história dessas construções.
Uma dica insider: a cidade lota de excursões de dia inteiro, então tenta chegar cedo (antes das 10h) ou ficar até o fim da tarde, quando o povo vai embora e as ruelas ficam quase vazias — é aí que rola a melhor luz pra foto. Aproveita pra provar uma orecchiette com cime di rapa, a massa típica da Puglia.

2. Matera
Matera é provavelmente o bate-volta mais impressionante saindo de Bari. Fica a cerca de 1h20 a 1h30 de carro (cerca de 66 km) e é considerada uma das cidades mais antigas do mundo ainda habitada — tem registros de ocupação contínua há mais de 9 mil anos.
O grande cartão-postal são os Sassi di Matera: bairros inteiros escavados na rocha, com casas, igrejas e ruelas que parecem brotar do penhasco. É Patrimônio Mundial da UNESCO e foi Capital Europeia da Cultura em 2019. A gente já visitou várias cidades históricas na Itália e Matera entrega uma atmosfera única, quase de outro planeta.
Reserve pelo menos um dia inteiro. Vale entrar em uma casa-grotta (mostra como as famílias viviam até os anos 1950), conhecer alguma das igrejas rupestres e subir até o belvedere do outro lado do desfiladeiro pra ver o conjunto inteiro — principalmente no fim da tarde, quando a pedra fica dourada.
Pra ir, dá pra usar ônibus (existe linha direta saindo de Bari de manhã e voltando no fim da tarde) ou carro alugado, que oferece mais flexibilidade. Pra reservar passeios guiados, tour pelos Sassi e ingressos sem fila, a gente usa esse site que a gente usa em todas as viagens. Tem o menor preço, pagamento em reais (sem IOF), parcelamento e cancelamento gratuito.

3. Polignano a Mare
Polignano a Mare é o bate-volta mais fácil e mais fotogênico da lista. Fica a apenas 30 a 40 minutos de Bari, e o trem regional resolve perfeitamente — bilhete custa em torno de poucos euros e os horários são bem frequentes.
A cidade é literalmente uma vila branca em cima de uma falésia, debruçada sobre o Adriático. A foto clássica é a Lama Monachile: uma praia de seixos encaixada entre dois enormes paredões de rocha, com um ponte romana de pedra por cima. Não tem ângulo ruim ali.
Reserva pelo menos meio dia pra caminhar pelo centro histórico, descobrir os mirantes escondidos (o melhor fica perto da estátua de Domenico Modugno) e tomar um aperitivo num dos cafés com varanda pro mar. Se for no verão, leva traje de banho — dá pra mergulhar direto na Lama Monachile.

Alugue um carro pra fazer todos esses bate-voltas
Aqui vai a verdade nua e crua: pra fazer Polignano e Monopoli, trem resolve. Mas pra encaixar Alberobello, Locorotondo, Ostuni, Castellana Grotte e Trani num mesmo roteiro, o carro é praticamente obrigatório. As conexões de ônibus e trem entre essas cidades menores são complicadas, e o carro te economiza horas a cada dia.
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
4. Castellana Grotte
Quer um bate-volta diferente do circuito praia + cidade histórica? Castellana Grotte é a resposta. Fica a cerca de 1 hora de Bari e abriga um dos complexos de cavernas mais impressionantes da Itália: um sistema subterrâneo de quase 3 km com estalactites, estalagmites e a famosa Grotta Bianca, considerada uma das cavernas mais brancas do mundo.
A visita é guiada (tem opção curta de cerca de 1 km ou longa de 3 km) e a temperatura lá dentro fica em torno de 15-18 °C o ano inteiro — então leva um casaco mesmo no verão. Recomenda muito comprar o ingresso com antecedência, porque os horários são fixos e costumam esgotar na alta temporada.
Depois das grutas, o centro histórico da cidade é tranquilo e bom pra um almoço com calma. Foccacia barese, taralli e um bom vinho local resolvem.

5. Monopoli
Monopoli fica vizinha de Polignano (cerca de 35-40 minutos de Bari, fácil de trem) e combina super bem no mesmo roteiro. Inclusive, uma boa pedida é fazer as duas no mesmo dia: chega cedo em Polignano, almoça por lá e sobe pra Monopoli à tarde.
A cidade tem um centro histórico caminhável, cheio de ruelas brancas, o porto antigo com barcos coloridos e o Castello di Carlo V à beira-mar. A Catedral de Santa Maria della Madia, com sua fachada barroca, vale a parada.
O grande diferencial de Monopoli em relação a Polignano são as praias e calas. Spiaggia di Porto Rosso e Cala Porta Vecchia ficam dentro da cidade, mas as melhores ficam um pouco fora — Capitolo, Porto Ghiacciolo e Porto Bianco têm águas cristalinas e quem chega de carro consegue explorar várias delas no mesmo dia.

6. Locorotondo
Locorotondo está a cerca de 50 minutos a 1 hora de Bari, bem no coração da Valle d’Itria. O nome vem do formato circular do centro histórico, que se abre em uma colina como um anel perfeito de casinhas brancas com telhados pontudos chamados cummerse.
É o tipo de cidade que rende fotos lindas em qualquer esquina e tem um clima muito mais tranquilo que Alberobello — menos turistas, mais autenticidade. Caminhar sem pressa pelas ruelas, parar num café com varanda virada pra Valle d’Itria e olhar os olivais ao longe… esse é o programa.
Dica de roteiro: dá pra combinar Alberobello + Locorotondo no mesmo dia, já que ficam pertinho. Se sobrar fôlego, ainda dá pra encaixar Cisternino (outra vila branca encantadora ali do lado).

7. Ostuni — a Cidade Branca
A cerca de 1 hora a 1h20 de Bari está Ostuni, a famosa Cidade Branca da Puglia. Vista de longe, parece um aglomerado de açúcar empilhado no alto de uma colina, com o Adriático ao fundo. É um dos visuais mais marcantes da região.
O centro histórico é um labirinto de ruelas todas caiadas de branco, com escadarias inesperadas, becos floridos e mirantes que dão pra costa. A Catedral, no ponto mais alto, é gótico-românica e merece uma parada. Vai com tênis confortável: tem ladeira pra todo lado.
Uma dica que poucos contam: se for de carro, evita o centro a todo custo. Estaciona nos parking pagos no entorno e sobe a pé. Quem tenta entrar de carro no centro histórico passa raiva (ruas estreitíssimas e zonas de tráfego restrito com multa cara).
8. Trani
Trani é a sugestão menos óbvia da lista e justamente por isso vale tanto. Fica a cerca de 1 hora de Bari (também acessível por trem) e oferece um dos cenários mais elegantes da costa adriática italiana: uma catedral românica branca construída literalmente à beira-mar, com o porto cheio de barquinhos ao lado.
O Castello Svevo, construído no século XIII por Frederico II, é outra parada obrigatória. E o passeio à beira-mar, especialmente no fim da tarde, com a luz batendo na pedra branca da catedral, é uma das melhores experiências calmas que a Puglia entrega.
Trani também é referência em gastronomia de frutos do mar. Um risotto ai frutti di mare ou uma frittura di pesce em qualquer restaurante do porto fecha o passeio com chave de ouro.

Dica extra: Andria e o Castel del Monte
Se sobrar tempo, Andria está a cerca de 1 hora de Bari e é a porta de entrada para o Castel del Monte, um castelo octogonal do século XIII também Patrimônio da UNESCO — fica numa colina solitária e é uma das construções medievais mais enigmáticas da Itália. Vale a parada pra quem ama história e arquitetura.
Seguro viagem e chip — itens indispensáveis
Pra qualquer viagem à Itália, dois itens são indispensáveis. O seguro viagem é obrigatório pelo Tratado de Schengen, com cobertura mínima de 30 mil euros — sem ele, você pode até ser barrado na imigração. A gente usa esse comparador de seguros, que já vem com 18% de desconto exclusivo e compara as melhores seguradoras numa busca só. Vale muito mais a pena que contratar direto.
Pro celular funcionar o tempo todo na Puglia (e a gente usa MUITO Google Maps nesses bate-voltas), a gente compra esse chip de viagem que a gente usa antes de viajar — chega em casa, é só plugar quando aterrissar e já tá funcionando. Sem perrengue de procurar Wi-Fi nem comprar SIM local.
Quando ir nos bate-voltas a partir de Bari
A melhor época pra esses bate-voltas é a primavera (abril a junho) e o começo do outono (setembro e início de outubro). Clima agradável, menos lotação e preços de hotel mais convidativos.
Verão (julho e agosto) é ótimo pra praia em Polignano e Monopoli, mas o calor pesa demais em Matera, Ostuni e Alberobello — pedra branca refletindo sol forte cansa rapidinho. Se for nessa época, programa pra sair cedo e parar na hora do almoço.
Erros que a gente vê todo brasileiro cometer
- Tentar fazer cidades demais no mesmo dia. Dá vontade de juntar Alberobello + Matera + Ostuni numa tacada só, mas isso vira maratona. Máximo duas paradas por dia, e sempre vizinhas.
- Não checar horários de volta de trem ou ônibus. Pra Matera de ônibus, por exemplo, geralmente tem uma saída cedo (em torno de 7h30) e volta no fim da tarde (em torno de 18h50). Perdeu, dormiu lá.
- Achar que dá pra fazer tudo de trem. Polignano e Monopoli, sim. Vilarejos da Valle d’Itria (Alberobello, Locorotondo, Ostuni), só de carro.
- Ignorar estacionamento. Em cidades pequenas e turísticas, parar o carro pode ser mais estressante que o trajeto. Sempre estacionar nos parking pagos do entorno do centro.
- Não reservar passeios com antecedência, principalmente Castellana Grotte e tour dos Sassi em Matera. Na alta temporada esgotam.
Onde ficamos em Bari (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Bari é no centro histórico da cidade, chamado Città Vecchia. Ele é um labirinto de ruas estreitas e cativantes, com pontos turísticos como a Basilica di San Nicola, a Cattedrale di San Sabino e o Castello Normanno-Svevo.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre bate e volta saindo de Bari
Qual é o melhor bate-volta para fazer saindo de Bari?
Pra quem tem só um dia disponível, Polignano a Mare é o mais fácil (30-40 minutos de trem) e fotogênico. Pra quem quer algo mais impactante e tem dia inteiro, Matera entrega uma experiência única com os Sassi escavados na rocha.
Dá pra fazer Matera saindo de Bari em um dia só?
Sim, dá tranquilamente. De carro são cerca de 1h20-1h30, e de ônibus existe uma linha direta que sai cedo de Bari e retorna no fim da tarde. Reserve o dia inteiro pra aproveitar com calma, porque tem muita coisa pra ver.
Dá pra fazer esses bate-voltas sem alugar carro?
Parcialmente. Polignano a Mare, Monopoli, Trani e Matera têm trem ou ônibus direto saindo de Bari. Já Alberobello, Locorotondo, Ostuni e Castellana Grotte são muito mais práticas com carro alugado, principalmente se quiser combinar duas ou três no mesmo dia.
Quantos dias preciso pra fazer os principais bate-voltas de Bari?
Pra cobrir os principais (Polignano, Monopoli, Matera, Alberobello, Locorotondo e Ostuni), reserve 4 a 5 dias usando Bari como base. Em 3 dias dá pra fazer um resumão (Polignano + Monopoli num dia, Matera num dia, Alberobello + Locorotondo num dia).
Qual a melhor época pra fazer esses passeios?
Abril a junho e setembro a meados de outubro são os melhores meses: clima agradável, menos turistas e preços mais amigáveis. Verão é bom pra praia, mas o calor pesa nas cidades históricas de pedra.
Polignano a Mare e Monopoli dá pra fazer no mesmo dia?
Sim, são vizinhas e combinam muito bem. Dá pra fazer as duas tranquilamente de trem ou carro num único dia. A dica é começar por Polignano de manhã, almoçar lá e seguir pra Monopoli à tarde.
Preciso de seguro viagem pra essa viagem?
Sim, e é obrigatório. A Itália faz parte do espaço Schengen, que exige seguro com cobertura mínima de 30 mil euros pra entrada de turistas. Sem o comprovante, você pode ter problemas na imigração.
Vale a pena alugar carro só pra fazer os bate-voltas a partir de Bari?
Vale muito a pena se você pretende visitar pelo menos 3-4 cidades, especialmente as da Valle d’Itria (Alberobello, Locorotondo, Ostuni). O carro te dá liberdade pra montar roteiros combinados que seriam impraticáveis de transporte público.
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A Puglia é uma das regiões mais autênticas e ainda menos exploradas da Itália pelos brasileiros — e usar Bari como base pra esses bate-voltas é, na nossa experiência, a forma mais inteligente e econômica de conhecer o melhor do sul italiano. Vai com tempo, alugue um carro pra parte dos passeios e prepare a câmera. É um daqueles destinos que a gente sempre quer voltar.
